Listas de Graduação dos Professores sem horário confirmam a cratera

DACL: Destacamento por ausência de componente letiva; DAR: Destacamento por aproximação à residência.

O MEC, como prometido, divulgou as listas de graduação da mobilidade interna, isto é, um conjunto de listagens onde constam o nome dos docentes a quem a escola não atribuiu horário, havendo ainda alguns que concorrem para tentarem uma aproximação à residência.

O SPN (FENPROF) já fez as contas e não são muito diferentes das estimativas feitas há algum tempo: há 13306 docentes dos quadros para quem o MEC não tem horário.

O mais espantoso, pelo menos aos olhos exteriores à educação é que há 986 professores efectivos de matemática que o MEC considera dispensáveis – sabemos todos o sucesso nos exames…

Muito se falou na questão de EVT e até parece que esse seria o maior problema, mas há mais de mil docentes do 1ºciclo sem horário e no 3º ciclo são quase sete mil…

A esta altura estarão a pensar que se o MEC não precisa destes professores, a bem das finanças, deve mesmo despedir. Pois, mas aí é que está a questão: estes professores, como os de matemática que acima referi, são muito necessários ao sistema. Para aproveitar os recursos existentes o sr. Crato poderia permitir o desdobramento de turmas com mais dificuldades ou garantir mais horas de apoio aos alunos mais complicados. Poderia, também, manter ou reduzir o número de alunos por turma.

O que fazem Passos Coelho e Nuno Crato, inspirados na formação superior de Miguel Relvas? O contrário de tudo isto: despedem na Escola Pública e com isso prejudicam os alunos.

Sim, esse mesmo: o seu filho!

Nota: é um dado lateral, ou talvez não. Será que é legal a publicitação, sem qualquer tipo de protecção dos dados dos professores a concurso, nomeadamente nome, escola onde trabalham, data de nascimento? Não deveria haver um bocadinho mais de cuidado?

O Freud anda por Fafe?

 

A ADSE é capaz de ajudar a resolver alguns problemas!

 

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Não é asno, é apenas de extrema-direita

O sonho de despedir como os antepassados se livravam de um servo. Nem é fé, é mesmo querer.

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Código de trabalho: facilitar os despedimentos para combater o desemprego

Próxima medida: legalizar os o homicídios para combater a violência.

O tirano

Santana Castilho *

Para quem se tenha esquecido, recordo que o concurso nacional de professores já foi um processo administrativo estabilizado e que não provocava conflitos. Políticas incompetentes e recentes inovações sem sentido, de vários donos, encarregaram-se, porém, de recuperar desastres de tempos idos. Mas a taça leva-a Nuno Crato, o tirano. Tanta ignorância, técnica e política, tamanha crueldade moral exercida sobre os docentes, surpreendem os mais treinados. Ontem, terminou o prazo para os novos escravos concorrerem. Terão sido mais de 40 mil, que aguentaram horas e horas de atalaia a uma aplicação informática que lhes fazia continuadamente o que os professores, desunidos, já deviam ter feito ao tirano: um continuado manguito. [Read more…]