Esta medalha apenas a eles pertence. Não venham agora Belém e S. Bento trincar prata alheia., pois apenas poderão reivindicar os eternamente esperados resultados da bola, aliás pré-pagos com biliões em betões e outras habilidades em que o regime se especializou.
Estes rapazes sobem ao podium por único e exclusivo mérito próprio e de quem os treina. Os sacrifícios serão sempre muitos e apenas poderão contar consigo mesmos e com as respectivas famílias.
Para cada português, existem nove alemães, trinta americanos, outros tantos russos, cem indianos e duzentos chineses. Vivemos num mundo de “desportistas amadores”, onde a nacionalidade lhes garante pingues dádivas bastante profissionais. Estados Unidos, Rússia, China e Alemanha – entre muitos outros -, desde sempre investiram no desporto por questões relativas ao prestígio internacional e também, há que dizê-lo, como forma de escape para possíveis tensões sociais e prevenção de problemas de saúde pública. Em Portugal, o esquema vigente ficou-se pela bola e agora estamos precisamente naquele ponto a que inevitavelmente chegámos e de onde parece difícil obtermos algo mais.
Bem vistas as coisas, a subida da “verde-tinto” ao mastro, parece ser um escusado e abusivo oportunismo…













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