Hóquei em Campo: Maré alta dos portugueses continua

Armindo de Vasconcelos

Bernardo Fernandes é, desde o passado dia 1, o coordenador da formação de um dos clubes históricos do hóquei holandês, o Venlose HC, da cidade de Venlo, que faz hoje 84 anos. Há menos de um ano na Holanda, este português de Cascais é, aos 26 anos, a mais recente jóia da coroa do hóquei português.

Chegado a Venlo em Outubro de 2011, para realizar um estágio de quatro meses no âmbito do seu projecto pessoal, iniciou-se a treinar e a jogar no Venlose HC.

Começou, de seguida, a treinar uma equipa feminina de sub-18, passou para os sub-16 e sub-18 masculinos e terminou a época como treinador assistente da primeira equipa feminina.

É então que surge o convite parra coordenar a formação, “ um desafio muito grande se atendermos ao facto de durante a temporada ter de coordenar os treinos, workshops, clinics, entre outras coisas, de 32 equipas na formação, nos quais estão envolvidos aproximadamente 40 treinadores”. E continuará como treinador assistente da primeira equipa feminina. [Read more…]

Ao cuidado do insurgente mental Miguel Botelho

Convém ler primeiro o que se tem lá em casa:

Sem morrer de amor pelos Coronéis, entre eles e a Syriza, venha o exército inteiro.

Evita-se asnear tanto depois. Quando se compara estalinismo e trotsquismo temos a ignorância instalada entre os “liberais”, essa designação tão a despropósito para o que não passa de absolutismo do mercado. Já sei, Pinochet não foi fascista, e os coronéis gregos uns meros patriotas ligeiramente exaltados.

Tudo isto até podia ter a sua piada, mas morreram homens, outros foram presos e torturados. Chamar parvo a quem defende criminosos é mesmo muito aligeirado.

Ainda os horários zero dos professores, uma explicação simples

Este é um verão estranho para os professores – é o único momento do ano em que podem ter férias e nem isso o governo permite. Para os que estão com horário zero (sem serviço atribuído) os últimos dias têm sido passados à volta dos concursos e dos erros, sucessivos, do MEC. Para os contratados é o precipício, com o Nuno Crato a insistir no passo em frente.

Mas porque é que Nuno Crato arriscou perder o capital político que tinha num processo tão complicado como o dos concursos?

Há, basicamente duas teorias, mas antes disso queria formular uma história que ajuda a perceber isto dos horários zero: [Read more…]

Mentalmente parvo

Numa curiosa troca de piropos (um bocado típica do Agosto blogueiro) dou com esta pérola:

Depois, alguém que acha que o liberalismo é fascismo obviamente não é uma pessoa mentalmente sã.

Assina Samuel de Paiva Pires. O de Paiva não deve ler os insurgentes (nem todos defendem o Pinochet, convenhamos, mas pelo menos convivem com a sua idolatria). Mas apreciei a acusação de insanidade mental, já para não falar no diagnóstico de autista que levou o meu amigo Renato Teixeira.

No meu tempo era coisa típica de estalinistas, mas a extrema-direita moderna não se perde com essas minudências, e pelos vistos aceita as melhores práticas ditatoriais. Para a próxima já não vamos para Caxias, um qualquer manicómio (privado) espera os sobreviventes. Se os houver, que esta aristocracia anda cá com uma sanha…

Garota Ipanema, por Diana Krall

Esta versão não tem 50 anos, mas tem um toque, uma sedução…

Lento Manguito às Fundas Fornicações

Não percebo como é que em devido tempo não se havia actuado nas sinecuras e privilégios de algumas fundações públicas. No tempo do Parvalhão de Paris, por exemplo, parecia que não havia mais onde se procedesse a cortes até se chegar a esse totem de possíveis, que foi o redentor PECIV.

Finalmente, [mas só agora!] o resultado de uma auditoria governamental às fundações para se poder sanear os salários dourados dos seus administradores, especialmente nos casos onde o financiamento destas instituições é exclusivamente público. Mas até quero ver se há músculo para exigir tectos salariais ou, na falta deles, proceder-se ao prometido corte de financiamento.

Mas alguma dia tivemos País para que o administrador delegado da Casa da Música, Nuno Azevedo, receba 11.192 euros mensais?! Ou o presidente da Fundação Cidade de Guimarães, João Bonifácio Serra, aufira 10.300 euros?! Ou o presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, Alberto Amaral, mame 9.985 euros?! Ou Miguel Lobo Antunes, receba, na Culturgest, 8.550 euros?! [Read more…]

Manual do Discurso Político Pleno de Conteúdo (MDPPC)

Enviado por Amadeu

Andei 10 anos para reencontrar este texto.

Ao que parece, terá sido originalmente publicado numa revista polaca.

Poderá ser personalizado de modo a satisfazer os tiques oratórios, por exemplo, do nosso primeiro ou restantes ministros, bem como dos nossos amados dirigentes partidários.

Modo de usar: Começa-se pela 1ª frase da coluna I, depois escolhe-se qualquer frase da II, depois qualquer da III, depois da IV, depois volta-se a qualquer frase da I e assim sucessivamente até termos esgotado todas as frases.

Pode ser usado para imposturas políticas ou intelectuais. Sempre diferente, sempre cheio de conteúdo.

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A música mais bonita de sempre

Deve ser bom acreditar em deus. Deve ser bom acreditar num ser que tudo sabe e tudo pode. Deve ser bom saber que, no limite, a culpa não é nossa. Deve ser bom saber que, a qualquer momento e numa fracção de segundo, ele pode resolver-nos qualquer problema. Na verdade, até nem é isso que nos vai fazer mais pequenos, porque pequenos já nós somos. Poderá, quanto muito, impedir-nos de sermos maiores, mas diga-se, em abono da verdade, que a maior parte de nós quando chega o momento de poder ser grande ou já se instalou ou já fez tanta asneira que já não conseguirá medrar.

Mau é ter de enfrentar a realidade sem ajudas. Sem o conforto de uma ilusão que, quer se queira quer não, ajuda a esbater a crueldade e a frieza do que temos de enfrentar. E com a absoluta certeza que, não tendo havido alguém que no princípio dos tempos tenha escrito o regulamento desta coisa, não há limites para o tormento. Isto tudo, polvilhado de minuto a minuto com a desesperança com que a realidade nos brinda.

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Um rei, dois servos e um humano


Sobre a fotografia

O Moussem de Imilchil

O Lago Tislit. autor desconhecido

“Eu sei que este lago será a nossa morada para a eternidade.

Tu verás,
nós vamos viver na morte, já que fomos obrigados a morrer na vida… “

(FLOPSO, 2009, página electrónica citada)

No final de cada Verão tem lugar um acontecimento extraordinário no Planalto dos Lagos, no vale de Assif Melloul, no Alto Atlas marroquino, que reúne as populações da tribo dos Ait Hadiddou numa festa ou “moussem” conhecido como o “Moussem dos Noivados”. Organizado sob a égide de uma antiga lenda tribal, o festival tem uma grande relevância política, económica, social e religiosa para as populações locais.

Política, porque reforça os laços de amizade e de boa vizinhança entre os dois ramos da tribo Ait Hadiddou e entre esta e as várias tribos que consigo constituem a confederação Ait Yafelman. Económica, porque constitui um importante evento ligado à comercialização dos produtos agrícolas, de artesanato e de gado. Social, porque preserva a tradição dos casamentos em grupo, que asseguram a continuidade da linhagem tribal, permitem o casamento das muitas viúvas e divorciadas, asseguram a permanência na região dos elementos mais jovens da sociedade e evitam a consanguinidade num território em que as aldeias se encontram isoladas a maior parte do ano por motivo dos fortes nevões e difíceis acessos. Religiosa, porque dá continuidade à prática do Islão popular, adaptado ao modo de vida das populações berberes semi-nómadas, liberta dos fortes códigos sociais da sociedade Árabe tradicional. [Read more…]