Regresso ao ruído hertziano

Boa noite, meus senhores, minhas senhoras, lindas flores
Que aqui estais neste salão,
Eu p’ra todos vou cantar e a todos quero saudar,
Do fundo do coração.

Conheceis esta charamba? Se não, ide ouvi-la aqui  e lê-la aqui.

Andei uns tempos por lusas terras sem radiações e, confesso, sinto-me muito, muito, mais saudável. Mas olhem que não foi pela ausência das malvadas ondas hertzianas do wi-fi mas porque não vi televisão, não ouvi rádio, não li jornais e não tive net. E sabeis que mais? Não me fez falta nenhuma e, ao que parece, a vida continuou no seu habitual (e fadado) ritmo.

Mas voltei, voltei de lá. E descobri que anda tudo histérico com a RTP, com taxas e quejandos. Devem ser as saudades do Prós&Prós ou do Preço Certo. Disso ou de uma empresa que estoirou mais dinheiro do que os transportes públicos, é usada por todos os governos para propaganda e ainda para mais recebe um maravilhoso imposto cobrado na factura da luz, veja-se ou não a dita. Mas, é em prol da  cóltura, logo, vale a pena – é isso, não é?

Ai, ai, ai. Era para só para dar as boas noites e já me estou a esticar pela politiquice. Bem se vê que as férias já se foram.

PS: para evitar julgamentos por quem leia mais do que o que está escrito no post, desde já declaro que as notícias plantadas na comunicação social sobre a forma de vender a RTP demonstram uma enorme demência governativa.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    jorge F
    Vender a TV é só demência governativa ?’ as férias fizeram-lhe certamente bem, mas podaram-lhe o vocabulário mordaz de que tanto gosto e nem sei imitar – seja bem vindo aventando

  2. Maquiavel says:

    Portanto, em vez de se querer meter a RTP a fazer verdadeiro serviço público, eliminando os podres referidos, continua-se a usar o que fazem mal para justificar a privatizaçäo.

    Qualquer neoliberal de pacotilha näo diria melhor!

    • jorge fliscorno says:

      Ó Maquiavel, vejo que lhe custa argumentar sem entrar pelas considerações pessoais mas tente 😉
      Por exemplo, quer definir o que é serviço público?

      • Maquiavel says:

        Já respondi com um exemplo.
        E quanto à minha capacidade argumentativa, realmente pode bem criticar quem argumenta com “deitar fora o bebé com a água do banho”…

        • jorge fliscorno says:

          Com 1 (um) exemplo? Pfff Tantos milhões para isso? Além do mais, este documentário corresponde a quantos por cento do total da programação? É este documentário uma amostra significativa da programação?

          Pode não querer responder mas dizer que respondeu com um exemplo é desculpa de mau pagador.

          Quanto a este bebé ir com a água do banho, passo bem com isso neste caso concreto. A RTP1 não vale um corno e do canal 2 só umas quantas coisas se aproveitam.

  3. Maquiavel says:

    Pois, feche-se que a RTP näo faz serviço público, isto deve ter sido transmitido numa TV privada…

    • jorge fliscorno says:

      E este documentário justifica isto?
      Indemnizações compensatórias 2010

      E isto?
      Indemnizações compensatórias 2010 Indemnizações compensatórias 2010

      http://aventar.eu/2010/12/14/indemnizacoes-compensatorias-2010/

      33% das indemnizações compensatórias 2010 foram para RTP e LUSA. Acho que é melhor começar a definir o que é serviço público e ver se o que a RTP faz justifica gastar 146 milhões de euros saídos do nosso bolso (e mais as taxas da TV).

      Quanto ao documentário, conhece os documentários que a SIC produziu? E o cinema português que a SIC e a TVI produziram?

      • Maquiavel says:

        Realmente você argumenta que é um encanto!
        Eu quero é os “Malatos” e “Mendes” e “Furtados” fora, ou a ganharem salários consoantes com o que produzem, seja na RTP, seja na CP, seja onde for. Eu separo o trigo do joio. O Fliscorno mete convenientemente tudo no mesmo saco.
        Uma resposta ao nível é… enquanto isso a RTP produziu os “Morangos com Açúcar”. Ai, näo, espera…

        Até os EUA e BBC têm canais públicos, e de altíssima qualidade. E é por algo assim que eu luto.

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