A 25ª Hora

THE 25TH HOUR DVD ANTHONY QUINN VIRNA LISI MICHAEL REDGRAVE HENRI VERNEUIL R2 25Vinte anos depois da sua morte, reencontro A 25ª Hora (1949), a mais conhecida obra de C. Virgil Gheorghiu (1916-1992) e provavelmente indisponível nas livrarias…

O jornal The New York Times escreveu:  “who denounced Nazism and Communism in a best-selling novel, “The 25th Hour”.

Transcrevo algumas frases da edição que tenho da Difel, traduzida por Vitorino Nemésio e cujo prefácio é dedicado a Aldous Huxley!:

– Não haverá homem livre à superfície do Globo – disse Traian.

– Definharemos então, sem culpa, nas prisões? -perguntou o delegado.

(…)

Mas não aceito que outros, a não ser eu, me indiquem a maneira como devo viver – e que julgam melhor – e me obriguem a conformar-me com ela. A minha vida é minha. A minha vida não pertence nem ao kolkhose, nem à comunidade, nem ao comissário político. Portanto, tenho o direito de a viver do modo que eu próprio houver escolhido. (…) E recuso-me a viver esta vida à moda soviética. Aqui está porque me mato.

Nora pôs-se a chorar. Traian continuava a atar a corda. Nora segurava com firmeza a outra ponta. (…) A melhor ocasião para nos evadirmos há-se ser quando as sentinelas russas renderem as americanas. (…)

Às seis horas da tarde mandaram sair Traian e Nora da sua cela e meteram-nos num camião americano com outros detidos.

(…)

Em 1967 foi adaptado ao cinema por Carlo Ponti  e com a participação de Anthony Quinn e Serge Reggiani (no papel de Traian).

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Não está o livro da 25ª hora disponível nas livrarias mas eu tenho e que é um da “colecção” da que li após vir para Lisboa que quero doar, mas ainda não sei a quem, ou onde – não são muitos livros – talvez 2 mil – que já não lerei mais – são 1ªs edições e estão impecáveis pois sempre gostei de “livros” e de ler e não os estragava – são “meus amigos fiéis que sempre estimei” e nunca me desiludiram – Quem tiver idéia a quem (ou onde) os hei-de oferecer, agradeço – Mas não para “alfarrábio” e prefiro oferecer todos ao mesmo “lugar” – Tenho romance – história – economia – ambiente – filososofia – botânica – ecologia – ordenamento rural e ordenamento urbano – dendrologia – história do urbanismo e história de Arte – roteiros de viagens – e muita poesia em português e francês e inglês e castellano – 2 Bíblias e um Missal – quero esvaziar o espaço que ocupam – Tenho ainda 2 mil slides de Cabo Verde e de viagens na europa e USA – Angola e Moçambique + 23 albuns de fotografias a preto e banco, e a cor, dos lugares por onde viajei e, ainda, muitos slides e fotografias a preto e branco, e côr, do 1ª maio 1975 na baixa de Lisboa e alameda Afonso Henriques e dos grafitti de Lisboa pós 25 abril que foram todos apagados das parêdes

  2. maria celeste ramos says:

    Há pouco tempo vi na TV o filme com Anthony Quinn que o tornou famoso dançando, e de novo já velhote repetindo a dança com ?? alguém que não sei quem é e me pareceu Alan Bates que fez com Julie Christi o “go between” – e tenho discos de vinil de 44 e 33 e 1/3 rotações (e serge regiani é claro) – uma dúzia de 44 rotações de música de Cabo Verde (e cassettes) e de brasileiras desaparecidas de Elis Regina e Mariza Matarrazo ++ não sei – estão arrumados (que espero não tenham fungos porque já não os oiço) – e ainda muitos CD de Zeca Afondo – fado + música classica + ópera + canção francesa do tempo de Jules Dassin + Vangelis + Aznavour + Bécaud +++ não sei quem – já não quero ouvir nenhum

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