Futebol e Austeridade

“Vários clubes aumentaram os gastos no mercado de transferências.

Em tempo de crise, o futebol continua sem apertar o cinto.”

Que comentários há a fazer?

Anda o ZÉ-Povinho a apertar o cinto e a lutar pela sobrevivência… Podemos engolir isto facilmente?

E não se faz nada…

Comments

  1. Amadeu says:

    Mais uma notícia tipo Correio da Manhã

  2. O dinheiro existe, está é mal distirbuído. Se todos os países têm dívidas, os seus credores devem andar a nadar em dinheiro, como o Tio Patinhas.

  3. Castro says:

    O problema é que é o Zé Povinho a pagar os bilhetes nos estádios e as subscrições da TV Sport.
    Assim como as toneladas de velinhas em Fátima.
    Um enorme desperdício.

  4. Konigvs says:

    Os clubes de futebol não são instituições públicas apesar de terem estatuto de utilidade pública à semelhança de muitas outras modalidades. Eu como não vou ver jogos de futebol, não compro jornais da bola, não pago um canal de futebol, no fundo como não lhes dou um cêntimo a ganhar, por mim que gastem todo o dinheiro que quiserem.
    Só fico fodido é quando fico a saber que vários clubes andam a mamar os meus impostos, como quando fiquei a saber que a Câmara de Gaia gastou 15M€ num centro de estágio e que o clube que o usa paga 500€/mês. Também gostava que o Estado me fizesse um empreendimento nesse valor e eu ficasse a pagar o mesmo. O clube em causa não interessa para o caso, tanto me interessa que seja o Porto, Benfica, Sporting, Braga ou Boavista.

  5. Maquiavel says:
  6. Maquiavel says:
    • Maria do Céu Mota says:

      Muito bem!! E como eu e os meus colegas estavámos nervosos hoje de tarde na minha escola para saber o nº de horas lectivas que nos eram dadas…e os milhares de desempregados…. «Mas a Cidade do Futebol é um investimento»-dizem. Nós vimos no que deu o investimento do Euro 2004… Que se invista então no que é importante para os que precisam de governar a sua casa e alimentar os filhos e pagar empréstimos

  7. Eu não vejo futebol. Aliás, nunca vi. Não contribui em nada para a minha felicidade. Se todos fizessem como eu estava resolvido o assunto, iam todos trabalhar.

    • Maria do Céu Mota says:

      Não vejo futebol. Vou fazer outras coisas. Ler, arrumar a cozinha, escrever no Aventar…

  8. Uma questão de mercado. Que dizer dos vencimentos dos actores ou músicos? Mas no futebol, como nas artes, apenas uma pequena parte atinge o estrelato. Cada um paga o que quer, se quer. Nada mais justo. Prefiro o mercado a funcionar que um Estado a decidir o que vemos ou não e regular os ganhos de cada um…

  9. Existem várias formas de alienação e de distracção do que realmente importa. Manter a grande maioria das pessoas anestesiadas com futebóis contenta “gregos e troianos”, que é como quem diz, mantém o rendimento da meia dúzia de abutres que explora o “desporto” e satisfaz o Estado que vê o seu povo entretido, permanecendo bronco e sobretudo alheio às suas reais necessidades.

    É a táctica perfeita: “distraiam-se enquanto eu encho os bolsos”! E se compararmos isto com as arenas romanas, não é grande a diferença!

  10. Konigvs says:

    O futebol, jogo do povo, do pobre descalço e do rico, esse jogo que juntava adeptos dos dois clubes na mesma bancada morreu. Hoje o futebol é um jogo de elites que podem pagar o canal dos ricos que transmite o futebol, que compram todos os dias o jornais cor de rosa da bola , e que podem pagar bilhetes de 75€. Os clubes deixaram de ser dos sócios e dos adeptos e são agora “sociedades anónimas desportivas” e empresas cotadas em bolsa…. Um dia destes os nossos grandes são de um magnata russo, chinês ou angolano e anda o povinho a torcer por um milionário qualquer que usa o clube como máquina de lavar dinheiro.

  11. Frederico Mendes Paula says:

    Futebol, o ópio do povo. Muito conveniente ao poder, principalmente em tempos de crise.

  12. maria celeste ramos says:

    Mas também não vejo diferença relativamente às telenovelas brasileiras que há dezenas de anos lixaram a TV e mentalidades até de universitários que corriam para casa para não lhes faltar um episódio – muito culturais e intelectuais – não vejo também quem gosta de música do Tony Carreira ir ao S.Carlos ouvir a Caballé ou assistir ao Harkness Ballet Cª – não vejo quem gosta de música PIMBA ir ouvir Mª João Pires – não vejo a TV que será um dos mais baratos e eficazes meios de transmissão de informação e cultura sem ter de sair de casa e pagar mais, dar como já deu, peogramas de teatro e de ópera (que já foi do povo e não dos intelectuais) – também não vejo a esmagadora maioria dos homens ir jogar Golf patra o Estoril ou Quinta do Lago – não vejo que 10 milhões de habitantes queiram ver apenas golf ou dançar Rudolf Nureyev – Não vejo que todos os portugueses que gostam de ler jornal, leiam o Público e o Expresso e o Le Monde ou vivendo na aldeia (onde nem terão TV) não possam ao domingo ver o clube da terra – não vejo tendo todos direito e apanhar ar e sol e ir para a rua e só ter “a taberna” – não vejo que os medalhados olimpicamente, sejam todos filhos de latifundiários que em geral até são filhos de classes pobres que a única forma que têm de sair do “gheto” é irem correr para a estrada, mas vejo-os e elogiar as Touradas e afirmarem ser tradicional e cultural – vejo apenas o desiquilíbrio e sendo a TV um dos melhores meios, repito de dar informação e cultura – dar de tempos a tempos bom cinema, quando já aconteceu – não vejo o menor interêsse, mas apenas crítica, os que gostam de futebol porque é tudo o que têm e que lhes dão – não vejo nos currica extra-escolares educação e formação para o recreio e desporto – mas vejo o Bairro Alto cheio dos filhos de “possidentes” embebedarem-se até como alcoólico, e deixaram as garrafinhas no chão bem educadamente fazendo da rua espaço colectivo, o caixote do lixo privado – não vejo os filhos dos pastores que nos fornecem os animais da nossa alimentação (criam e matam e só dão a carne limpa) irem ao “Frágil” – não vejo os “artistas e não só” irem às aldeias e fazeram exposições da sua urbana pintura, ou escultura ou lançar os seus livros – ou defenderem as aldeias “arquétipos” da urbanidade e urbanização das grandes cidades que tanto criticam tudo e não vão ao Douro mostar as sua “habilidades intelectuais” mas bebem o “Porto” nos salões urbanos ++ etc – resta o futebol pois já nem rugby há, ou voleibol, senão nas grandes cidades – a Escola não dá formação aos “urbanos” para ficarem a saber que vida tem os que criam vacas que dão o leite que na cidade se bebe e se compra a preço inferior ao preço de produção – não vejo voluntários da cidade irem ver e/ou colaborar no trabalho do campo – vão só para o Algarve e Quinta do Lago e férias nas Bahamas incluindo fazer surf – etc – só há futebol ?? se não há alternativas os que viram o “furo” investiram onde era rápido e rentável – afinal o Coliseu de Roma, que está a descair de um lado e em perigo de ruir, tem mais manifestações hoje – o futebol é o ópio do povo ?? E os ricos que ópio têm ?? e os governantes que ópio têm ?? Privatizam as TV para não serem analisados e criticados ? – não sei – tanto me faz já – são apenas ignorantes, predadores e iletrados e imorais e amorais e outras coisas – são saqueadores do meu trabalho e sanidade mental – mas ainda não completamente embora provoquem nos professores (bons e maus), a pior doença e em mair frequência – stress e não só – e suicídio – nunca o futebol levou ao suicídio embora tenha havido quem tenha sofrido de “morte súbita” de que o 1º foi o Feher, lembra-se ?? Dopping ?? e os meninos do Bairro Alto não se “dopam” com anfetaminas e cerveja e misturas alcoólicas – era melhor irem ao futebol

  13. Fernando says:

    E’ no futebol que os portugueses (alguns muitos) mostram toda a sua valentia apedrejando, insultando, agredindo ou assassinando. Em tudo o resto sao tao doceis como as flores dum jardim mal tratado.
    O facto de o futebol (clubes) terem milhoes para desbaratar e encher os bolsos dos proxenetas futebolisticos (agentes, presidentes & Ca, e treinadores) seria aconselhavel o Sr. Gaspar das Financas perguntar aos presidentes e tesoureiros do futebol como e’ que em tempos de crise eles tem milhoes!
    Ou um dia tambem iremos saber a verdade.
    No futebol actual e’ mais aliciante saber que se vende, quel se compra e por quanto. O resto e’ a biblia da ignorancia.

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