bright side of life, mas atenção

A edição de hoje do jornal “Público” explica-nos, decerto contando que, num domingo de Outono, estejamos todos um pouco ensonados e remelentos, que “os desempregados têm mais tempo para os filhos, mas isso nem sempre é bom”.

Parece-me esta abordagem um extraordinário serviço público, já que o artigo não se limita a alardear as vantagens evidentes do desemprego no seio de uma família, mas esforça-se por ir mais longe e prevenir-nos de que – atenção, não enviem já a vossa carta de demissão – “isso nem sempre é bom”.

Na linha deste importante contributo, humildemente sugiro ao Público alguns temas que creio que, bem desenvolvidos, poderiam dar origem a artigos de grande interesse público:

– Fome: a oportunidade de vestir aquelas calças justas que nunca se atreveu a usar, mas atenção aos riscos para a saúde;

– Solidão: o comando da televisão é todo seu, mas pode começar a apetecer-lhe conversar com o merceeiro;

– O banco ficou-lhe com a casa? Saiba que está finalmente livre das maçadoras reuniões de condomínio, mas tenha cuidado com as correntes de ar.

Sirvam-se à vontade, a sério, eu é que agradeço.

Comments

  1. trill says:

    é que Público são todos filhos de papás e mamãs, logo ficar no desemprego é lúdico e permite uma experiência familiar amplificada – e algum tempo para viagens exóticas aos avôs que se têm encarrege da criançada – pq desde que acabaram a faculdade (os que a fizeram, claro) entraram logo (por “conhecimentos” obviamente) para o Público e portanto nunca tiveram essa experiência familiar “alargada”.

  2. trill says:

    encarrege = encarregue

  3. trill says:

    sobre o Giordano Bruno anda por aí um livro – que está 5 euros no palácio de cristal no Porto – mto interessante. Qq cosinha “nos” podia levar à fogueira…

  4. trill says:

    outro livro a ler (n custa 5 euros… mas pode ser lido no local, he he) é o Papas Perversos, de Russel Chamberlin

  5. trill says:

    Giordano Bruno – O Filósofo Maldito (é o título)

  6. edgar says:

    O Público dá outra versão das “oportunidades de desemprego”, de Passos Coelho, mas, insultando desempregados e reformados, Miguel Macedo disse que “Portugal é um país com muitas cigarras e poucas formigas”.
    Demitir este governo e esta gente é também uma medida de saúde pública.


  7. Demitir este governo e autarcas é uma questão de saúde pública como nunca foi – ai portugueses que não dormem e vamos devagar que tenho pressa


  8. E também já é tempo de abrir a porta de saída da que se intitula Troika – RUA – desamparem-nos a loja e devolvam os milhões de euros em juros que cobraram e a vida infernal que andam a fazer há ano e meio – FP – já temos ladrões nacionais suficientes há muito tempo que andam a proliferam como moscas varejeitras, e são tal que obrigam a vender a TAP + ANA + estaleiros de Viana do Castelo e o que mais não se sabe – até rapar o tacho – a comprar pelos grandes “amigos” e tal que se nada prestasse não comprariam e querem perço de SALDO e não há portuguseses a revoltar-se – só os tipos que falam como Diosgenes e inventaram um Banco com dinheiro rounado – o BIC ?? o que é isso ?’ de onde roubaram o dinheiro dos portuguses que têm pouco mas amealham para os grandes ABUTRES ?? e jornalistas falam nisso ?? ou mêdo de serem despedidos desse trabalho medíocre em que se tornou o jornalismo de hoje ??

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