Voltar aos ascendentes

 

A frase  que intitula este texto, não é minha. Antes fosse! É a de un dos personagens de Steven Spielberg, Quince, um membro da etnia Mende  do país Africano República de Sierra Leone, no seu filme  La Amistad de 1997. Narra uma história verídica que acontecera nos EUA nos começos do Século XIX. Mas não é do filme que desejo falar, é de esse retorno aos nossos origens, ao nosso passado, para poder classificar o nosso desgoverno.

Por causa das felonias que cometem dentro da nossa República, atrevo-me a clasifica-los em Homo Erectus apenas, esses  que apenas sabiam caçar, comer e fornicar. Eram habilidosos, isto é, capaces de pensar, mas em apenas um coisa: comer, acasalar-se, fazer a guerra para roubar mulheres nas etnias vizinhas se estiverem faltos delas para se repodruzir. Tinham já ultrapassado a época narrada pelo antropólogo Roy Lewis, no seu romance original de 1960 What we did to father, Hutchinson Press, Chicago. Há tradução francesa de 1990, Actes Sud, Paris, e portuguesa de 1992, a primeira intitulada Pourqoi j’ai mangè mon père, Actes Sud oferecida a mi pela minha amiga e colega do Laboratoire d?Anthropolgie do Collége de France, a antropóloga e escritora, Francoise Zonabend, e a portuguesa titulada Porque comi meu pai?, Livros Horizonte, Lisboa, editora que publica os meus textos, oferecido a mim pelo editor e amigo, o Dr. Rogério Méndes de  Moura, falecido já, antes do dia em que escrevo este texto.

O título em português, explica todo o conteúdo do livro, por ser um pai que organizava a vida dos filhos com tanta precipitação, que criou o acasalamento com mulheres que não fossem as suas irmãs, roubando às referidas antes, pai que troce de um vulcão o fogo e fez uma fogueira para a sua descoberta não desparecer, ensinou os seus descendente como não passar frio e cozinhar a carne crua dos javalis que caçavam e digeri-los melhor, salvando vidas porque o fogo matava as bactérias do animal.

Era tanta a preocupação desse pai, que o seus filhos no suportavam mais esse Homo Sapiens Sapiens no meio de tantos Homo Erectus. No filme La Amistad, o homo Sapiens Sapiens é Quince, denominado Cinque pelos espanhóis que os reclamavam como esclavos em 1883. Eram homens livres, caçados pelos piratas portugueses e vendidos como mercadoria ao Estado Espanhol. Como acontece na República Portuguesa do dia de hoje: somos mercadorias vendidas ao melhor mercado de telecomunicações, o melhor mercado profissional de terras além Portugal em que todo ser humano tem direito a viver, por ser a sua única Pátria, mas são exportados. Como os filhos do Homo Sapiens Sapiens, os que, não suportando tanto novo invento, um dia abalonarem-se contra o pai, o cozinharam na sua própria fogueira e o comeram. Como fará o Homo Sapiens Sapiens com o Homo Erectus que nos desgoverna, sempre a caçar impostos e não alimentar essas doze mil crianças que têm como única refeição a da escola, assistida por Cáritas. O Homo Erectus que não pensa e corre a troica, será comido pelo Homem Sapiens Sapiens que não tolera mais a fome causada pelo fogo dos impostos, a alça dos bens alimentares e a falta de medicamentos nas farmácias. Como Quince de La Amistad. Se Steven Spielberg estivesse na nossa Pátria, um outro filme apareceria, como a Lista de Schlinder, em que 1500 judeus foram salvos do holocausto Nazi pela sua habilidade em fazer amigos dentro do seu partido de Homo Erectus, que caiu ao ser invadido pelas armas de outros povos amigos.

Raúl Iturra

10 de Novembro de 2012.

lautaro@netcabo.pt

 

Comments

  1. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Contra a evolção a degeneração acontece

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.