Ficar doente é coisa de malandro

O orçamento de estado é uma espécie de merda e talvez seja a hora da Renova fazer uma colecção especial indo, por higienicoexemplo, buscar inspiração ao Relvas ou ao Gaspar.

Não, juro!

Não estava a pensar no que, nos respectivos, se segue ao recto. A minha reflexão ia mais de encontro às palavras que tais personagens debitam com frequência excessiva. E ia, fundamentalmente, encontrar os actos desta gente que nos rouba, fazendo de conta que nos governa.

Uma das medidas já em vigor vai fazer com que qualquer um de nós fique sem salário nos três primeiros dias de atestado. Se tiver uma gripe, um acidente, um azar (por definição as doenças quase nunca são um caso de sorte, mas enfim…) lá vem o ladrão buscar mais uns trocos.

Já não chegava a doença e os problemas quase sempre inerentes?

Ainda é preciso roubar?

Se o problema são as fraudes e o uso abusivo não cortem nas fiscalizações, quer da segurança social, quer do Inspecção da área do trabalho.

Um dia de salário a menos, dois dias de salário a menos, três dias de salário a menos? E se for encostado a um fim-de-semana, poderão ser mais…

Que raio de sociedade é esta que penaliza quem sofre?

Comments

  1. Ricardo Santos Pinto says:

    No sector privado, sempre foi assim…

  2. nightwishpt says:

    Toca tudo a ir tossir para o emprego para só ficar de cama no fim de semana. Há gente que não vale o oxigénio que respira, muito pelo contrário.


  3. Isto é uma vergonha e deve ser combatida.

    Qualquer dia, doente na escola, ainda desmaio ou caio.

    Acidente em serviço. Ida ao hospital. Muitos dias em casa sem perda de vencimento.

    É isto que querem?

    Então, vamos a isso!

    • Maquiavel says:

      Claro, é a (falta de) lógica neoliberal:
      Em vez de se pagar para estar um dia em casa para recuperar, vai-se para o trabalho, contamina-se o resto dos colegas, e em pouco tempo está tudo de baixa.
      Os neoliberais säo óptimos a poupar no päo para pagar na lagosta!


  4. Eu acho que existe uma enorme tendência para analisar as coisas apenas a partir de um único ponto de vista.
    Ideologias políticas à parte, o certo é que há um número inconcebível de pessoas que “ficam doentes” pelos mais diversos motivos (futebol, passeio com os amigos, fazer umas comprinhas, preguiça, etc., etc.).
    Ora deste aspecto, que infelizmente é um aspecto muito mais comum do que se possa imaginar, ninguém fala. E não será isto uma desonestidade individual na proporção exacta da desonestidade colectiva dos governos?
    Não vejo ninguém a virar-se contra estes indivíduos desonestos e, no entanto, são precisamente estes fingidores (que até podem ser nossos colegas, nossos amigos, nossos familiares), que, com a sua atitude egoísta e insensata, fazem com que depois pague o justo pelo pecador!

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