Código da Estrada no Porto: os livros perdem prioridade


feiralivroportoEstá suspensa a realização da Feira do Livro do Porto, em 2013. A Câmara Municipal, ainda presidida por Rui Rio, tem dinheiro para “sustentar os 700 mil euros de prejuízo do Circuito da Boavista, houve dinheiro para sustentar a empresa de Filipe La Féria em igual montante durante a sua polémica passagem pelo Teatro Rivoli, num negócio que saiu caro à cidade, aos seus artistas e aos agentes culturais” (Porto24), mas não está disposta a investir no apoio a um evento profundamente enraizado na história da cidade.

Tal como na estrada, é tudo uma questão de prioridades: no Porto de Rui Rio, a cultura e produtos derivados, como os livros, têm de deixar passar os carros, especialmente se forem desportivos.

A imagem de cima mostra a Feira do Livro noutros tempos e foi encontrada em Do Porto e não só. A imagem que se segue corresponde ao projecto de Rui Rio para a Feira do Livro deste ano.

avenida_aliados

Comments

  1. Triste. O circuito da Boavista serve para atrapalhar o trânsito na circunvalação, e para os turistas irem ver, tão caros são os bilhetes. Feira do livro, acessível, grátis, um poro de cultura em pleno cimento, e é eliminado. Mais pobres de euros e de cultura, o Porto é uma cidade a apodrecer a céu aberto, infelizmente.

    • Alberto says:

      já que tanto se fala em gastos e retornos económicos …..não falem sem saber…..o circuito da Boavista da retorno económico directo a cidade ….a feira do livro penso que nem metade…..cultura também é apreciar automóveis não e só ler livros….e ja que estamos em ano de crise acho muito bem apenas apostar no que realmente trás retorno a cidade…..
      vale a pena pensar nisto….

  2. Um povo culto e informado é extremamente perigoso. O motivo é só esse.

  3. Guilherme says:

    1) Subsidiar o LaFeria e corridas de automoveis é um perfeito disparate e completamente incompreensivel
    2) A camara ja apoia a feira do livro. Disponibiliza um espaço priviligiado, segurança, limpeza e publicidade em espaços públicos (Metro, paragens de autocarro…)
    3) Os partipantes pagam por estar presentes na feira e ao que parece não é pouco. Custa acreditar que estas receitas não sejam suficientes para pagar a estrutura logistica. Existem inumeros eventos com estruturas semelhantes e sem apoio dos contribuintes. Caso não seja suficiente, façam pressão sobre os fornecedores para baixarem os orçamentos e/ou façam uma coisa mais modesta.
    4) A camâra do porto devia fazer um esforço bem maior para dinamizar a oferta cultural da cidade mas este tipo de financiamento não me parece ser a melhor soluçao

  4. Não é por causa da CMP que a Feira do Livro do Porto deixa de se realizar. http://timenoughatlast.blogspot.pt/2013/04/feirar-ou-nao-feirar-eis-questao-ii.html

  5. Maria António Gonçalves says:

    Várias entidades e mesmo por exemplo o Município de Gaia disponibilizaram espaço fisico para a montagem dos pavilhões se não a fizeram é porque a APEL não quiz..

Trackbacks

  1. […] da edição de 2013 da Feira do Livro do Porto já foi denunciado, aqui no Aventar, pelo António Fernando Nabais. Até o presidente do F.C. Porto quis ajudar. Nada. Uma vergonha. Como escreveu Pedro […]

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