Procura a quem o crime aproveita

A ideia de que os despedimentos na função pública correspondem a uma poupança tem piada mas não tem graça nenhuma.

Aparentemente os despedimentos vão incidir, para começar, nos trabalhadores manuais, agora chamados de assistentes operacionais. Estamos a falar de gente que trabalha, ou já teriam ido parar à mobilidade. Nas escolas, por exemplo, alguém terá de os substituir. Nas cantinas nem por isso, as centrais de compras há muito tornaram obirgatório contratar uma empresa alimentar. Outras serão chamadas: empresas de limpeza, tipo Conforlimpa, ou de segurança (curioso: a Associação de Empresas de Segurança Privada foi presidida pelo avô deste governo, Ângelo Correia, agora substituído por Rogério Alves). Aqui e ali alguém terá de cuidar dos jardins.

Entenderam quem vai lucrar com estes despedimentos, aumentando obviamente as despesas do estado? Triste país onde o capital sempre viveu de rendas e finalmente vai abocanhar o grosso do bolo depois de muito piegar.

Comments

  1. Amadeu says:

    Só não ver quer não quer ver.


  2. Tacho, tacho, quero um tacho.

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