O que importa é ganhar a Liga Europa

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Vejo grande parte dos jogos de futebol na mesma tasquinha, há anos. Meia dúzia de benfiquistas, dois ou três portistas, um ou dois sportinguistas, compomos o ramalhete habitual. Comentamos jogadas, “amandamos” umas bocas, fazemos de treinadores de bancada, gritamos de alegria ou de impaciência. Há um ou dois benfiquistas mais nervosos que vaticinam a derrota e dão o jogo como perdido ao primeiro passe falhado pelo Benfica. Muitas vezes é um portista ou um sportinguista que se ri e diz “tem calma pá, ainda faltam oitenta e sete minutos”.

Esses meus amigos sabem uma coisa que lhes tenho dito, especialmente desde que Jorge Jesus veio para a televisão dizer que a prioridade era (é) o campeonato: não percebo. Garantido um lugar na Liga dos Campeões, se eu tivesse que priorizar (se pudesse escolher apenas um título), escolheria a Liga Europa. Não o digo agora (acreditem se quiserem), depois do jogo com o F C Porto.

Não percebo, repito. Para mim, ganhar uma competição europeia é muito mais importante, mais [Read more…]

Governo passa a nova fase

Depois de enganar os portugueses, o governo passou à fase de enganar a troika.

Depois do (bi)campeonato, a Europa

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É já no próximo fim-de-semana que o Sport Club do Porto, bicampeão nacional feminino, abre as portas do seu complexo desportivo, ao Parque da Cidade, para dar as boas vindas ao Eurohockey Women’s Club Champions – Challenge III, fazendo coincidir a primeira participação de uma equipa portuguesa nesta prova e a sua primeira organização internacional.

Prestes a comemorar 109 anos e com um historial bonito no hóquei em campo, o Sport conseguiu esta prenda da Federação Europeia e tudo fará para honrar os pergaminhos do clube e da cidade. [Read more…]

Adeus Passos Coelho

Irmã Lúcia disposta a chefiar um governo de iniciativa presidencial.

António Costa Santos no Facebook

Ofereçam-na ao prof. Alzheimer

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Crente como é na Nossa Senhora de Fátima, ele dar-lhe-á o devido valor.

Mente, Coelho, mente

coelhoRepetir mentiras até convencer a opinião pública de que são verdades é uma técnica há muito enraizada nos perigosos inúteis que nos governam.

Com o objectivo de despedir muitos e tornar precários outros tantos, o governo tem explorado a ideia de que é necessário dispensar professores, porque há menos alunos. Aí está o Coelho a falar sobre a escola pública sobredimensionada, que há professores a mais para as crianças que temos.

É claro que a opinião pública anestesiada cai na esparrela e este é um tema recorrente, fácil de explorar num país com políticos que não informam e com cidadãos que não querem ser informados.

Um leitor menos crédulo, ainda assim, poderá perguntar: “Mas não é verdade que houve uma quebra da natalidade?” Claro que houve e a tendência será para continuar, graças, também, às políticas de empobrecimento em vigor. A questão é que não há nenhuma relação entre essa quebra e a necessidade de prescindir abruptamente de milhares de professores, por uma razão muito simples: a eventual diminuição do número de alunos, nos últimos dois anos, por exemplo, não justifica o despedimento maciço de professores no mesmo período. [Read more…]

Perguntinha inocente

Os reformados vitalícios da política também vão sofrer a convergência das pensões públicas e privadas?

Cavaco Silva e o milagre de Fátima

O quarto milagre de Fátima acaba de ser revelado: é a sétima avaliação da Troika.

“Foi tomada uma decisão muito importante para o nosso futuro: colocámos atrás das costas a sétima avaliação”, realçou Cavaco Silva à margem da cerimónia de entrega dos Prémios Bial de 2012. “Penso que foi uma inspiração da nossa Senhora de Fátima”, acrescentou.

No Aventar já tínhamos percebido. A meio da tarde foi possível obter esta imagem (a selecção da publicidade que surge neste blogue é da exclusiva responsabilidade do WordPress):

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Está tudo dito. E lamento profundamente, tanto pela saúde mental de um adversário político, a quem não rogava tanto, como pelo país que o tem como Presidente da República.

A queda dos Países Baixos?

Parece que a Holanda não é a Grécia mas é já a seguir.

Bem-vindo, senhor Provedor

Convém fazer umas perguntas ao novo Provedor do Telespectador da RTP. Aguardemos. Pacientemente.

Para o PIB, é óptimo se o Sporting for campeão…

Lima FCP

http://bit.ly/17pNlf6

…mas péssimo se for o Boavista. Contudo, sejamos realistas: antes o Benfica do que o F.C. Porto

Evidentemente, não existe qualquer relação directa (haverá relação indirecta?) entre o campeão nacional de futebol e a «Taxa de crescimento do PIB e PIB per capita» (por isso, peço desculpa pelo título e pela primeira frase). Se houver, é necessário que alguém, de preferência um economista, se entretenha a detectar a interferência do fenómeno futebolístico no produto interno e se disponha a apresentar parcelas – isoladas dos factores que têm, de facto, influência no PIB – devidamente justificadas (esta é a parte mais complicada do processo), em vez de resultados totais, como aqueles aqui expostos  Quando tal acontecer, retirarei imediatamente o meu “evidentemente, não existe qualquer relação directa…” e o ‘de facto’ e deixarei de achar que estas contas, cá entre nós, de pouco ou nada servem e podem dar azo a confusões do arco-da-velha. Sim, por vezes, acontece.

Contudo, a recente provocação de António Mexia (ninguém quis saber do Argel…), além de merecer a melhor atenção do presidente do F.C. Porto, teve a honra de ser objecto de comentários, aqui no Aventar, do João José Cardoso (que remete para os cálculos de Carlos Guimarães Pinto) e do Ricardo Ferreira Pinto (que os contesta) e, por isso, aproveitei quer o café a meio da manhã para fazer umas contas, quer o intervalo da tarde para as public(it)ar. [Read more…]

Daniel, Sancho Pança de Monco Caído

SylvesterPoderíamos estar aqui a inventar a emergência de mutações ideológicas e travestismos opinativos na personalidade do comentador Daniel Oliveira, numa espécie de pirueta mental de 180º. Mas é muito pior que isso. Regra para muitos, não sei se para ele: quando mais mediático, mas nulo e susceptível de licitação. O que se passa neste momento com ele, isto é, com o que vai derramando no Arrastado e no Espesso, é a completa absorção retórica da retórica solipsista que todo o curral socratesiano vem repetindo desde há dois anos nos blogues que a ele-sócrates fidelizaram a cerviz dobrada e o monco caído. Sim, os valupis, os jumentos e os diabo a quatro.

Primeiro alvo, e gratuito, aliás: o Presidente. [Read more…]

O relambório da OCDE e a educação

Assim a correr, dar importância aos estudos encomendados por este governo é dar-lhe a seriedade que não tem. O Relatório da OCDE refere a educação nestes termos:

Investment in school-based teacher training and school leadership, a consolidation programme to create larger school units, and the introduction of school evaluation routines yielded significant gains in the 2009 PISA test scores for reading, mathematics and science.

Liderança nas escolas traduz-se pela destruição de um modelo de gestão que funcionava, somam-se os mega-agrupamentos, as avaliações das escolas, e temos os resultados do PISA 2009. Ainda podia explicar ao idiota que escreveu isto como em educação os ganhos, e as perdas, nunca são imediatas, mas nem é preciso: todas essas medidas começaram a ser aplicadas em larga escala precisamente em 2009. Donde se conclui que os resultados dos alunos no PISA são uma consequência retroactiva, uma inovação científica que vale um Nobel de qualquer coisa.

Como não chegasse, o resto das referências incluem o choradinho do custo de reprovar um aluno, discurso muito caro a Maria de Lurdes Rodrigues e detestado por Nuno Crato. Devem pensar que ela ainda é ministra da Educação. Só pode.

1982

Revisitação com Cavaco, austeridade e tudo.

Ou… Ou

de duas uma, ou o Dr. Portas, o novo grande reformador do estado português, consegue com os seus ciclópicos trabalhos encontrar receita alternativa, ou…

Um plano para salvar a vida

Foi-se-nos mais um, outra está prestes a ir. Há os que ainda andam em busca de destino, qualquer um, já não como fazíamos em miúdos, com os dedos a correr o globo e a adivinhar nos nomes exóticos promessas de aventuras, mas à procura do possível, do menos mau, dos mil e tal euros, contrato, um mínimo de dignidade. Andamos todos a perder amigos, colegas, conhecidos. Todos os meses alguém nos conta que vai deixar o país, que aguentou enquanto pôde mas enfim deixou de poder. E de cada vez que nos despedimos perguntamo-nos se nos tocará fazer o mesmo, até quando poderemos resistir à derrocada da nossa casa.

Fazem-nos falta todos os que emigraram, como fazem falta os vizinhos que entregaram a casa, as lojas que fecharam no bairro. Faz-nos falta a rede de nomes, rostos, histórias de que se compõe a nossa vida de todos os dias, a que nos faz sentir estruturados, com chão debaixo dos pés. Faz-nos falta sentir que temos um futuro, que podemos lançar sementes para daqui a um ano, a dez, a trinta, e que o mundo, com tudo o que há-de lançar-nos de inesperado, não deixará de ter lugar para nós e para a vida que construirmos. [Read more…]

Temos Aqui um Problema

E grave! Mas isso agora não interessa nada ao Credo de Esquerda. Porém, o problema move-se:

A promessa do “Estado social”, de uma garantia de uma pensão em função dos descontos feitos ao longo da vida contributiva, é, logo à partida, fraudulenta. O sistema de pensões equivale a um esquema de pirâmide em que os da base pagam as pensões dos do topo, e em que as verbas que estes últimos recebem, longe de estarem garantidas pelo tal “contrato”, dependem do número de pessoas (e montante de dinheiro que conseguem gerar) a alimentar o sistema na base. A proposta do Governo, por muito que ofenda as sensibilidades dos que a criticam, é a consequência natural do “modelo” que querem proteger.

Reside aí o erro de ver o sistema de pensões público como moralmente superior aos privados. Os socialistas de todos os partidos costumam dizer que estes últimos comportam um risco maior, que implicam entregar as pensões à “economia de casino” da “especulação bolsista”. Mas o “contrato social” não oferece maior segurança. Permite até que um dos contratantes (o Estado) altere os seus termos unilateralmente, sem qualquer compensação. Quem acha que entregar as pensões “aos privados” equivale a ir com elas para Las Vegas, ficando à mercê da sorte, devia compreender que, no nosso “Estado Social”, elas ficam à mercê da demografia e da discricionariedade de quem tem a “força” para impor condições. Em vez de Las Vegas, temos Chicago nos anos 20.

Bruno Alves

A ignorância é muito atrevida

Vamos lá ser (sucintamente) sérios. As crianças da Inês Dória Nóbrega Teotónio Pereira Bourbon Ribeiro não são socialistas. São mal educadas.

As crianças da Deputada da XII Legislatura, eleita pelo Círculo Eleitoral de Lisboa, e colunista no Jornal i não leram, nem se esperava que lessem, Marx. Mas ela também não. Em boa verdade, a senhora leu pouco ou quase nada enquanto frequentou os dois anos da licenciatura em Ciência Politica.

As crianças crescem. O pensamento filosófico de Karl Marx explica-se. A estupidez é que nem desaparece nem tem explicação.

Aqui: http://www.ionline.pt/iOpiniao/os-meus-filhos-sao-socialistas

Conselheiro   Matrimonial

Para que serve Cavaco Silva?

Coitada

Ao fim de tantos anos fico a saber que a Angelina Jolie é deficiente. Segundo vários órgãos de informação tinha dois peitos e não duas mamas

Uma imagem vale mil comentários

Via IOnline.

Reshma Begum e os mortos por capitalismo

Reshma Begum tem 19 anos e não foi uma das 1.127 vítimas da tragédia numa fábrica têxtil do Bangladesh. Sobreviveu 17 dias com umas gotas de água e quatro bolachas, segundo revelou. Reshma trabalhava numa das fábricas que fornece empresas como a Inditex (espanhola), com lucros de 994 milhões de euros em 2012, a C&A (holandesa), que já em 2006 estava envolvida em situações de exploração de trabalhadores, e a H&M (sueca), que em três trimestres, em 2010, conseguiu lucros de 1,4 mil milhões de euros.

A tragédia coloca várias questões, de vários prismas, pelo que considerarei apenas as que me parecem mais flagrantes: [Read more…]

A Desconsolação da Honra

Ambrose Bierce escreveu nas suas “Fábulas fantásticas” um conto chamado “Consolação”. Reza assim: “Depois daquele grande país ter dado provas da bravura dos seus soldados, graças a quinze derrotas (…) o respetivo primeiro-ministro decidiu pedir paz.

– Não vou ser duro convosco, declarou o vencedor. – Podereis conservar tudo quanto vos pertence, menos as colónias, a liberdade, o crédito e a dignidade.

– Ah! – exclamou o primeiro-ministro. – Sois, na verdade, magnânimo, pois nos deixais a honra”. Um destes dias, a nós nem essa consolação nos resta.

Paulo Ferreira

Sem carro, sem stress. Transportes Públicos na ponta dos dedos

Nuno Gomes Lopes

Na Holanda existe o 9292; na Dinamarca, o Rejseplanen; no Reino Unido, o Transport Direct; na Alemanha, o Bahn.
E em Portugal? Para os comboios, a página da CP; no Grande Porto, o Itinerarium; na Grande Lisboa, a Transporlis; para informação sobre camionetas, existem páginas como a da Rede Expressos ou afins. Em todos estes sítios, a informação é incompleta, desatualizada, monomodal, sem busca porta-a-porta, e se, por uma grande infelicidade, quisermos planear um percurso entre cidades utilizando mais do que um operador ou apenas dentro de uma cidade que não Porto e Lisboa, o acesso à informação é reduzido ou quase nulo.
Esta é a situação do planeamento de percursos em transportes públicos em Portugal. Ao contrário dos países referidos em cima, não existe uma página de internet que contenha informação cuidada e atualizada sobre os transportes públicos a utilizar. Quando muito, existem páginas de empresas, de câmaras ou de entidades públicas que disponibilizam informação restringida a um meio de transporte, a uma cidade ou a uma área metropolitana.
O que resulta disto? Por um lado, uma utilização incompleta por parte dos passageiros frequentes, que podem não saber quais os melhores horários, ou outras rotas disponíveis; uma utilização ainda mais incompleta por parte de passageiros não frequentes, que utilizam apenas uma rota ou que nunca perceberam bem o sistema tarifário, pagando por isso mais do que o necessário; a não-utilização de transportes públicos pelos utilizadores de automóveis, ou mesmo a não-deslocação por parte de pessoas com limitado acesso à informação existente. Daqui advêm problemas sociais, económicos e ambientais que podiam ser eliminados com uma boa ferramenta de cálculo de percursos. [Read more…]

O PIB cresce quando o Porto é Campeão

futebol e pib
clicar para ver a 100%

Não sei quais foram os métodos usados por Carlos Guimarães Pinto para chegar às conclusões a que chega, mas suponho que tenha sido pura invenção.
Mas sabes uma coisa, João? Começando pelos últimos anos, em 2010 o Benfica foi campeão e o PIB desceu 3%. Já em 2011 o Porto foi campeão e o PIB subiu 5%.
Outro exemplo: em 2005 o Benfica ganhou o campeonato e o PIB subiu 3%. Mas no ano seguinte ganhou o Porto e o PIB subiu 5%. E no ano anterior, 2004, o Porto fora Campeão Nacional e Campeão Europeu e o PIB subira 14%.
Ou seja, o que me parece por estes números é que o PIB sobe mais quando o Porto é campeão e não o contrário. Para continuar a comparar, terei de ir a 1994, ano em que o Benfica foi Campeão pela última vez no séc. XX – já agora, nesse ano o PIB subiu 5%. Mas no ano seguinte, com o Porto Campeão, subiu 18%.
Os inícios dos anos 90 são paradigmáticos. Benfica campeão em 1989 e 1991 e subida do PIB de 8 e de 13%. Porto campeão em 1990 e 1992 e subida do PIB de 30 e de 22%.
E recuando mais ainda, poderia ir aos anos 80. O Benfica foi campeão em 1983 e 1984 e o PIB desceu 11% e 8%, respectivamente. O Porto voltou aos títulos e o PIB logo subiu 8% em 1985 e uns extraordinários 43% em 1986.
Os dados do Banco Mundial não deixam dúvidas. Podemos agora acabar com os disparates?

Nota: Limitei-me à comparação directa entre os campeonatos ganhos pelo Porto e pelo Benfica em anos consecutivos. Em quase todos os anos que não estão presentes no gráfico, foi o Porto o campeão, mas aí não havia termo de comparação com o Benfica. que desde 1983 ganhou apenas nos anos representados no gráfico.

Ao escrever um post do Aventar em França estarei a contribuir para uma comédia

E quem diz comédia, diz tragédia. É isto o socialismo?

Patentear Deus

Foi o que fez o Grupo Monsanto com a patente das sementes.

As sementes e a água: isto é muito grave

Conseguem imaginar o que será querer semear, mesmo que para subsistir, e as sementes da colheita de um ano serem estéreis no ano seguinte? E estar dependente da compra de sementes que grupos como a Monsanto controlam? E ser-lhe negada a venda dessas sementes?

E ter sede ao pé de um curso de água venenosa, apenas vos sobrando a alternativa de comprarem água para beber? Ou pior, existir uma enorme barragem de água potável ao vosso lado e não poderem aí matar a sede porque essa água pertence a um grupo privado?

Fica a faltar o controlo do ar, como em Total Recall. Ficção? Falassem sobre isto das sementes e da água a alguém do séc. XIX e veriam a resposta que teriam.

O que se passou nos EUA e o que se está a passar na Europa quanto a sementes, a par com a privatização da água, fará a actual guerra das dívidas parecer coisa de meninos. A fome e a sede caminham para ser a maior arma de controlo de massas que a humanidade alguma vez viu.