Começam a sair do armário

Não há nada como o povo mexer-se para eles começarem logo a sair do armário. Tal como escrevi há dois dias, já valeu chaves6a pena marcar a GREVE, ou antes as GREVES, porque já aconteceram duas coisas absolutamente óbvias – por uma lado, os governantes tiveram que deixar o silêncio dos gabinetes e começaram a marcar presença no espaço mediático.

E, por outro, na sequência desse comportamento novo, acabam a meter os pés pelas mãos e a dizer hoje o contrário do que tinham dito ontem. Se ontem a mobilidade entraria em Setembro, sabemos hoje que afinal só lá para 2014.

É também possível ver no Público que os velhinhos vão ser empurrados, lá na cozinha da função pública para ver se cabe mais um pela porta da frente. No caso dos Professores é óbvia a ligação entre uma coisa e outra porque o serviço – as aulas – têm que ser dadas. Para além da saída dos mais velhos para a aposentação não significar a entrada de gente nova, o mais importante de toda esta equação está na capacidade de  perceber o que é que Nuno Crato tem na cabeça para continuar a destruir a Escola Pública: Continuar a ler “Começam a sair do armário”

O risco do antes de tempo

Ter razão antes do tempo, além de não se traduzir em vantagem alguma, pode ainda ser um sério problema, especialmente se isso implicar decisões fora de tempo. Fala-se, por exemplo, que Steve Jobs teria planos para o iPhone na gaveta alguns anos antes do respectivo lançamento, tendo esperado que a tecnologia permitisse implementar a sua visão do produto. Um lançamento precoce do produto teria morto o conceito e deixado terceiros à cuca da ideia.  A história, verídica ou não, não surpreende, pois o próprio Jobs sentiu na pele a realidade do antes de tempo com o lançamento de um belo computador, o NeXT, mas fazendo-o muito antes do mercado estar para ele preparado. Continuar a ler “O risco do antes de tempo”

FRENTE COMUM, FESAP,…

CGTP e UGT – será que ainda vão demorar muito a convocar a GREVE de TODA a Função Pública para dia 17 de junho?

Ou tens, ou não tens

As medidas de Nuno Crato, esse mesmo que recebeu os aplausos de tantos professores eleitores distraídos, não são viana9apenas uma questão de contabilidade. Claro que há uma dimensão esmagadora das Finanças, mas Nuno Crato não é só um colaborador do MEC – é também autor!

É a Escola Pública que está em causa e, se mais ninguém se levanta para a defender, que os Professores se levantem e lutem! Não há outro caminho.

As organizações sindicais acabam de apresentar de forma muito clara o calendário da GUERRA com Nuno Crato, com Passos Coelho e com Paulo Portas. Um Governo de maioria absoluta caiu aos nossos pés, que diabo!

Se Maria de Lurdes e Sócrates caíram  Crato e Coelho terão capacidade para se aguentarem? Não me parece – aliás, há dias Durão Barroso e Cavaco impediram Passos Coelho de se demitir, logo, só nos resta continuar, insistir, sair à rua e vamos conseguir! De certeza.

Vejamos: Continuar a ler “Ou tens, ou não tens”

O valor de João Moutinho

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Ao que parece, João Moutinho e James Rodriguez, do FC Porto, vão ser a partir da próxima época jogadores do Mónaco, onde mais um magnata russo promete animar o mercado e aliviar as depauperadas finanças dos principais clubes portugueses.
Se repararem, na imprensa tem-se falado sempre da venda «em pacote» dos dois jogadores e sempre da verba global de 70 milhões de euros. Diz-se nos «mentideros» que o negócio final, mantendo os 70 milhões, passará por valorizar ao máximo o passe de James Rodriguez, diminuindo, em consequência, o de João Moutinho. O motivo é óbvio: o Sporting terá direito a 25% do valor da transferência do seu ex-jogador.
Como diz o outro, é a economia, estúpido!

Autárquicas em Gondomar: Fernando Paulo, as rotundas e os bidões

via Portal de Gondomar
via Portal de Gondomar

O candidato colocado por Valentim Loureiro na corrida à Câmara, com a esperança de poder voltar ao lugar daqui a 4 anos, inaugurou um novo modelo de campanha. Ocupou um sem-número de rotundas do concelho com enormes bidões de água, à volta dos quais colocou os seus cartazes com 4 faces, de forma a serem visíveis de todos os lados.
Fernando Paulo parece ter uma obsessão por este tipo de propaganda eleitoral. Por agora, pelo que sabemos, o seu único pensamento para o futuro do concelho prende-se com as denúncias da falta de segurança dos cartazes do candidato do PS, Marco Martins.
Claro que sabemos muito mais sobre o que Fernando Paulo tenciona ou não fazer se ganhar as eleições. É que os seus eleitores, no dia do voto, não se podem esquecer de pôr a cruzinha no «Movimento Independente Valentim Loureiro». Pois…

Aquém do esperado? O possível!

A participação dos clubes portugueses nas competições europeias não foi agradável, como não tinha sido a da selecção nacional masculina na Liga Mundial, disputada em Paris. Dizer que não foi agradável pode até ser considerado um eufemismo.

532818_535803299816260_1769413383_nE, se a Académica de Espinho tem a desculpa, neste cotejo qualitativo, de ter participado no Challenge II masculino, já que o Sport Club do Porto participou no Challenge III, a equipa feminina da Invicta contabiliza a seu favor o facto de ter sido estreante em provas internacionais e porque os habituais treinadores da equipa, que a moldaram ao longo da época e lhe conferiram identidade, estiveram ausentes da prova, uma vez que ambos representam a Académica de Espinho como atletas. Pedro Santos, sobre quem recaiu a responsabilidade de comandar as senhoras do Sport, esteve, aliás, muito bem, ele que nos disse que não se vê como treinador, que não vai ser o seu caminho futuro. Mas que, na hora de ajudar, “todos temos que estar disponíveis”. Continuar a ler “Aquém do esperado? O possível!”

Rui Nero Rio

O mal não é só nosso, mas grande parte da História da arte portuguesa narra gloriosos feitos de destruição do património artístico. Os Painéis de Nuno Gonçalves estavam a servir de andaime numas obras em S. Vicente de Fora mas lá foram salvos do macio calçado dos trolhas, é um exemplo, pintura perdida é incontável  – basta imaginar tudo o que um artista régio como Nuno Gonçalves terá executado e por vastos andaimes se perdeu. Altares barrocos eliminados de igrejas românicas ou góticas nas primeiras décadas do século passado contam-se às dezenas. O fresco na arte portuguesa é escasso, levou camadas de cal por cima. E tivemos igrejas e colégios inteiros, por exemplo em Coimbra por conta e obra de uma universidade à medida da ditadura e seu Cottinelli Telmo, reduzidos a entulho. Ou castelos devastados porque já não serviam para a guerra (passatempo que muito arquitecto ainda hoje pratica, esquecido de que está a mexer numa obra de um colega, ide a Óbidos e vereis, embora o estrago pior ainda tenha sido evitado por um autarca culto).

O terramoto de 1755 ao pé destes e tantos outros exemplos não é nada, até porque só afectou seriamente meio território.

Faltava-nos um demolidor intensivo. Um Nero incendiário. Já temos. Chama-se Rui Rio. Usa o orçamento camarário e acaba de ganhar uma nota de rodapé nos futuros manuais de História da Arte do séc. XXI. Espero que a adjectivação não falte a quem vier, a seu tempo, tratar do assunto, e que merecidamente se revolva no túmulo.

Rui rio e Hazul