Descansa em Paz, Ray

Obrigado por teres aparecido.

The Doors – ao vivo no Hollywood Bowl, 1968

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=1Wl46qHThHU]

Em memória de Ray Manzarek. Concerto completo.

Ray Manzarek, 1939-2013, quando o órgão se acaba

Alguém mete uma cunha ao filhodaputa do diabo, a ver se grava e mete no youtube o Jim e o Ray reencontrando-se nas portas do inferno? É que morreu o teclista que, agradecido.

(feito a 4 mãos com o Francisco Miguel Valada)

Leonardo Jardim é um leão

Para começar, fez questão de conhecer pessoalmente a mulher de Bruno de Carvalho.

Ah! As Virgens!

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Não deixa de ser costume comigo, mas, apesar disso, estas situações têm sempre o dom de me tirar do sério. Explicando melhor, estou, desde há muito tempo, habituado a estar do lado da barricada que menos aceitação tem pelo “mainstream”. Até gosto porque, normalmente, o dito “mainstream” jura a pés juntos que é muito “main”, mas, na verdade, a sua representatividade resulta mais dos decibéis e dos favores da comunicação social, do que da pura aritmética. E pelo facto de apregoarem aos ventos que representam a maioria, é-lhes oferecido, em bandeja de ouro e sem real préstimo que o justifique, o “double standard” (isto de meter muitas coisas em inglês, fica sempre bem). É assim com o futebol, com os benfiquistas a arrogarem uma enormidade de adeptos e a conseguirem um tratamento muito mais favorável como é assim na política onde a esquerda (até a mais radical) obtém, da parte dos arautos, permissividade, privilégios e parcialidade.

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Se uma greve incomoda muita gente, a mentira incomoda-me muito mais

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O horror, o drama, a alta traição: ai valha-me deus que os professores querem fazer uma greve às avaliações e aos exames, minha nossa senhora que prejudicam os alunos.

Começou a narrativaMaria de Lurdes Rodrigues, vendo a herança da sua obra ameaçada, deu o mote, Crato desenvolveu, o estudante Seufert e outros acólitos ajudam, a mentira a ser bombardeada.

Prejudica os alunos, o tanas. Uma greve a avaliações atrasa a saída das pautas, e quanto muito as matrículas. Uma greve a um dia de exames apenas levará ao seu adiamento (e a mais uns dias para estudar).

A sua única consequência é a de adiar uma partida para férias. Em tempos isso prejudicava a hotelaria, bons tempos, comparando com o não pagamento do subsídio de férias em Junho nem se nota. É capaz de prejudicar a indústria turística nalguns destinos exóticos, embora duvide que quem ainda tem posses para tal tenha as crianças numa escola pública, nada de misturas com quem cheira a pobre.

Mas sem dúvida que uma greve mais a sério, por ser quase inédita e levar com uma requisição civil em cima,  causa sobressaltos a quem precisa de os ter. A velha greve a um dia de aulas sabia-lhes tão bem, sempre corta nas despesas do ministério, que algum alvoroço até lhes mete medo.

Diplomacia funerária

Paulo Portas visitou o túmulo de Chavez. Aguarda-se uma  manifestação de protesto, caturra, dos seus eleitores.

Pimenta nos olhos dos outros não arde

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É do conhecimento público que Francisco José Viegas permitiu que lhe estropiassem o título de um livro. Agora, pelos vistos, deu-lhe para estropiar os títulos dos livros dos outros.

O título do livro de Pedro Correia é Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico e não Vogais e Consoantes Politicamente Incorretas do Acordo Ortográfico.

A incorrecção tem limites. A *incorreção, pelos vistos, não terá.

Dia de libertação dos impostos e custo do trabalho

Os portugueses vão precisar de trabalhar este ano até ao dia 4 de Junho para pagar impostos. É o que diz o relatório “The tax burden of typical workers in the EU 27” (“O fardo fiscal dos trabalhadores médios na Europa a 27”) disponibilizado pelo Público.

De que impostos se está a falar? Da contribuição para a segurança social, impostos sobre os rendimentos e IRS. Outras taxas, como combustíveis, tabaco, álcool, taxas de justiça, taxas de saúde, IMI, IMT, taxa da televisão, taxas na electricidade, taxas na água, contribuições extraordinárias no IRS, etc., etc. não foram consideradas (ver pág. 7).

Tenho  umas tristes notícias a vos dar. [Read more…]

Mourinho sai de Madrid

E, via Twitter, chega a Londres.

Futebol é outra coisa

bolaPenso que nunca escrevi sobre futebol, mas já tenho escrito, várias vezes, sobre a futebolândia e sobre o futebolês. Mesmo sabendo que se trata de um negócio, com todas as sarjetas que isso implica, e mesmo torcendo pelo meu clube, não há milagres: quem joga melhor ganha mais vezes e quem joga melhor mais vezes ganha campeonatos.

Este ano, duas equipas jogaram o suficiente para serem campeãs. Uma delas foi um centímetro mais consistente e mereceu o primeiro lugar. Viva o Futebol Clube do Porto!

Entretanto, para lá do futebol, são raros os que conseguem manter a grandeza ou o desportivismo . Há muitos candidatos à descida de divisão. Embora ficasse melhor a Jorge Jesus dar os parabéns ao campeão, a verdade é que Vítor Pereira, sempre que esteve atrás do Benfica, teve declarações infelizes, pelo que estão bem um para o outro. Foi assim o ano passado e voltará a ser para o ano, bastando trocar nomes e cores.

O adepto futebolês, tal como qualquer treinador, jogador ou dirigente, é diferente dessa raridade que é o amante do futebol. Os primeiros são meros coleccionadores de casos de arbitragem e, no fundo, detestam desporto, especialmente o futebol. Não deixam de ser, evidentemente, exemplares que têm tanto de cómico como de assustador, conforme as circunstâncias. [Read more…]

Margaret Thatcher votou pela descriminalizacao da homossexualidade e do aborto

Olha se a Maria Teixeira Alves sabe…

E quando…

Retratos de Portugal

Das almas sebosas

Numa das últimas edições da revista Grande Reportagem, que ainda guardo, do final dos anos 90, saiu uma reportagem sobre Helinho, o Justiceiro de Pernambuco. Helinho era apelidado de o Pequeno Príncipe pela favela onde vivia e matou a tiro 65 almas sebosas. Para ele, almas sebosas eram os bandidos que roubavam um relógio, uma bolsa, um casaco. Helinho era visto pela sua comunidade como um defensor dos direitos a que o Estado não atendia. Valeu um documentário. Helinho morreu entretanto na prisão, assassinado. O próprio sabia que isso iria acontecer e já naquela entrevista o havia referido.

A complexidade da sociedade brasileira também se mede pelo cinema. No célebre Tropa de Elite, há vários pontos que saltam à vista. O primeiro, o endeusamento do BOPE, apesar de todas as críticas que acusam aquele serviço policial de ser um pelotão de fuzilamento. E é-o. É fácil ser herói quando se entra numa viela a disparar sobre quase tudo o que mexe. Entre tanto erro, algum há-de acertar no alvo. No mesmo filme, surge a pequena burguesia, com a sua caridade lava-consciências. Um grupo de jovens abastados fazia voluntariado numa ONG. Entre alguns que o faziam com a ideia sincera – coitados – de que estavam a prestar um serviço à comunidade, outros faziam-no porque, com o dono da favela, o Baiano, levavam a droga para os colégios de menino rico que frequentavam.

Surgiu o Tropa de Elite II, onde se mostra a outra face da moeda. A corrupção de polícias e políticos, o aproveitamento deles pela condição frágil da população, que pretendia segurança. Mesmo pagando a quem recebe – bem ou mal é outra história – para fazê-lo.

Lembrei-me do Helinho e das almas sebosas graças a Carlos Abreu Amorim, deputado e candidato à Câmara Municipal de Gaia. Esclareço desde já que a figura não me merece o mínimo de respeito. E posso explicar: [Read more…]

Não gosto que me insultem

Há gente imbecil em todos os lados e quando se trata de bolinha, então o índice, dos dois lados da barricada, sobe de forma exponencial.

Vivo o meu clube, do qual sou sócio, como ninguém, mas procuro respeitar toda a gente ao ponto de ter, em tempos, correspondido positivamente ao convite para deixar de falar de futebol no Aventar. Ao que parece só podemos escrever sobre futebol e até sobre as apitagens quando um clube ganha, mas, como diz o outro, são coisas da vida…

Na ressaca de mais uma vitória azul, houve, estou certo, muitos exageros – uns a destacar o vento que empurrou o James para dentro da área e outros, sempre derrotados apesar das vitórias, a insultar quem não chega em primeiro. Dirão alguns que se trata de uma normalidade. Subscrevo – insultar o adversário é uma marca de alguns, mas não será de todos. Dirão outros que a Liberdade de opinião é extensiva a todos os Portugueses, sejam eles deputados ou candidatos à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Subscrevo. Mas mesmo assim não gosto. [Read more…]

Quem semeia quer sementes fora da lei

Não parece, mas este é um assunto deveras importante.

Ao menos podiam ter pintado de azul

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A tradição já não é o que era. A censura agora usa cinzento, a cor dos que nos governam.

Maria Teixeira Alves e o mundo do crime

A moça defende o Pinochet. O jornal onde trabalha terá alguém apologista do Estaline na redacção?

Houve um ligeiro toque

Ricardo, o defesa do Paços de Ferreira:

Houve um ligeiro toque», reconheceu Ricardo à Rádio Renascença, após o encontro.
Face à falta e com James isolado, a expulsão aceita-se. De qualquer forma, o defesa do Paços de Ferreira contesta a marcação de uma grande penalidade. «Houve o toque mas claramente fora da área», concluiu Ricardo.

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O resto, esquecendo a dupla Capela & João Ferreira, são desculpas de mau perdedor.

A provocação final

Porque sou (tri)campeão, e surripiando do facebook.

“Cherchez la femme”!

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Depois de assistir ao segundo título do FC Porto, no Dragão Caixa, ao início da tarde de sábado (o primeiro foi na sexta, em andebol), com uma rotunda vitória sobre o Benfica (7-3) em hóquei em patins, fui ao Parque da Cidade ver hóquei em campo feminino. Era o Challenge III, a terceira Divisão da Europa de clubes, numa cuidada e esplêndida organização do Sport Club do Porto. [Read more…]

O negócio tradicional do entretenimento 3/4: o canal de distribuição

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No texto anterior três  organizações que envidam esforços para fazerem aprovar legislação que lhes fará chegar mais dinheiro dos contribuintes estiveram em foque.  Mas de que conteúdos estamos a falar e como é que eles chegam até nós? É sobre isto que se divagará a seguir.

O canal de distribuição [Read more…]

BANIF, ou mais um assalto ao contribuinte

Enquanto o pau vai e vem, Conceição Leal já levou quase um milhão de euros para casa. Os assaltantes do banco ainda não foram detidos.

Uma causa pública que lhe pagou um belo salário

«Não me incomoda de maneira nenhuma, é um direito que tenho e que me assiste em função do tempo que dediquei à causa pública» CM

Aleluia

Porto's players hold their trophy after winning the Portuguese league
Dúvida? Não. Mas, luz, realidade
e sonho que, na luta, amadurece.
– O de tornar maior esta cidade.
Eis o desejo que traduz a prece.

Só quem não sente o ardor da juventude
poderá vê-la, de olhos descuidados.
Porto – palavra exacta. Nunca ilude.
Renasce, nela, a ala dos namorados!

Deram tudo por nós estes atletas.
Seu trajo tem a cor das próprias veias
e a brancura das asas dos poetas…
Ó fé de que andam nossas almas cheias!

Não há derrotas quando é firme o passo.
Ninguém fale em perder! Ninguém recua…
E a mocidade invicta em cada abraço
a si mais nos estreita. A pátria é sua.

E, de hora a hora, cresce o baluarte!
Lembro a torre dos Clérigos, às vezes…
Um anjo dá sinal quando ele parte…
São sempre heróis! São sempre portugueses!

E, azul e branca, essa bandeira avança…
Azul, branca, indomável, imortal.
Como não pôr no Porto uma esperança
se “daqui houve nome Portugal”?

Pedro Homem de Mello