Aumento do horário de trabalho dos professores

E quem se lixa são os putos

Desculpem lá o simplismo da afirmação, mas isto não está para falinhas mansas.

Ao que parece os idiotas de serviço resolveram trocar uma hora diária de AEC (Actividades de Enriquecimento Curricular) por mais uma hora de apoio ao Estudo.

Na prática e sem qualquer tipo de eufemismo o que o MEC quer é simples: despede os professores precários que hoje estão nas AEC e no seu lugar coloca os dos quadros. Como?

A cada um dos professores do 1ºciclo (antiga primária) acrescenta uma hora de trabalho por dia (isto é 5/semana, ou seja, aumenta o horário de trabalho de 35h para 40h) e arranja as horas necessárias para o Apoio ao Estudo.

A outra hora ficará a cargo dos professores dos quadros que ficando com horário zero saltam para esta amostra de serviço.

E assim se poupam uns milhões, dizem que 75.

Perguntará a esta hora, algum leitor mais atento, mas então qual é o problema: [Read more…]

“Este é um Governo fascista”

Diz Mário Nogueira! E diz muito bem!

CMPorto e Cultura…

…é coisa que nunca funciona. Até quando?

Em declarações à agência Lusa, Raquel Guerra afirma que a decisão de desmontar a exposição é inteiramente sua, perante os “problemas de produção e uma total falta de respeito por parte da [empresa municipal] Porto Lazer, que é a entidade promotora do evento”.

 

Cristas – não se assusta uma grávida!

Crista assustou-se: mais 53,1% de desemprego agrícola. Chuvas prolongadas, agricultura incipiente, trabalho agrícola  decadente.

Isto não está para rodriguinhos…

O 5LB parte duplamente na frente. Por ter mais dois pontos e ter um árbitro que além de adepto do clube da freguesia da Luz, vai querer emendar a mão e beneficiar os seus. Por isso, repito, isto não está para rodriguinhos nem falinhas mansas. Vamos ter de ser mais fortes, mais ambiciosos e ter mais amor à camisola. Só assim se poderá afirmar: Somos Porto.

FCPorto – Até os comemos from SpinFilmesPortugal on Vimeo.

Porto – Benfica: O futebol é lindo

Sempre me fez confusão aqueles tipos que passam a semana inteira, antes dos grandes jogos, a dizer «vamos ganhar», «vamos dar-lhes 3», «já somos campeões» e isto e aquilo.
Um treinador, como tem feito Jorge Jesus, até compreendo. Tem de motivar os seus jogadores, tem de lhes dizer que eles são capazes de vencer. Agora os adeptos, passarem a semana toda a aferroar amigos e colegas, sabendo que podem não ganhar e que no início da semana seguinte irão ter de encarar esses mesmos colegas com um sorriso trocista e com as merecidas bocas?
Cá por mim, nunca embarco nessas coisas, que – diga-se em abono da verdade – no fundo no fundo são típicas de quem não está realmente muito preocupado com o assunto. De quem vai continuar bem disposto na mesma se a sua equipa perder o título e só quis mesmo mandar umas bocas.
Ou se calhar sou eu que levo o futebol demasiado a sério. Talvez herança do meu pai, com quem ia ao futebol ainda não tinha 3 anos. O meu velho pai, que há 50 anos atrás apanhou uma coça no Estádio do Guimarães e que ficava de trombas a noite inteira quando o Porto perdia. O meu velho pai, que está quase a partir e a quem tudo devo. A começar pelo próprio nome.
Seja como for, vou estar caladinho até Sábado. Espero ganhar, espero fazer uma festa louca, mas não acho que vamos ganhar. Da mesma forma que não acho que vamos empatar ou que vamos perder. Simplesmente não sei. E por isso estou calado. Porque é um daqueles jogos em que tudo pode acontecer. Estou muito confiante, apenas isso. Mas com medo. Muito medo. Sabendo que, se perdermos, vou ficar de trombas a noite inteira.
É por isso que o futebol é lindo. Ganhando o Campeonato, lá estarei no dia seguinte a fazer contas ao tetra. Perdendo, coemçará a esperança de reconquistar o título perdido. No dia seguinte, já interessa muito pouco o que se conquistou na véspera.
Seja quem for, o vencedor será o justo Campeão. Que venha o jogo.

2-8

Quando o João José Cardoso escreveu ‘museu’, julguei que ainda íamos parar à inauguração. Não, tanto também não…

5lb

Há quem vá ao museu, onde guarda o César Brito e o Nuno Gomes (este nem está em exposição, nem todos sabem honrar a reforma dos seus grandes). E há quem no lugar de Falcão tenha outros colombianos. O Hulk de acordo, já não temos. Mas também não precisamos de 5 a 0, já não há o campeonato do túnel para vingar. Três chegam perfeitamente.

Peremptório

Ia deixar o futebol nas ‘curtas‘, mas como o Fernando Moreira de Sá trouxe para aqui o jogo do título (sim, porque no sábado, no Dragão, o Benfica será campeão), aproveito e abro esta excepção, pois o ‘caso Proença’ merece um pequeno parágrafo (só um e pequeno).

Apesar de ‘tremer’ com a escolha de quem tem o  “benefício da dúvida”, por não haver “protestos de jogadores” (um inusitado incentivo à balbúrdia) acerca de faltas inexistentes que, “bem colocado e perto”, é “peremptório” a assinalar quando não deve, retractando-se quando já não vale a pena (subitamente, lembrei-me do Paulo Bento e os sportinguistas também conhecem a sensação), eis o meu prognóstico: F.C. Porto 0-2 Benfica. Agora, quem fará de César Brito e de Nuno Gomes? Aposto no Lima.

proença

http://bit.ly/19448kh

Christine Lagarde – A mulher invisível

Hoje, Christine Lagarde deu uma aula prática ao batalhão de jornalistas, repórteres de imagem e fotógrafos que aguardavam a sua chegada.

Enquanto os media perscrutavam os vários pomposos carros que iam chegando à procura da Directora do  FMI, Christine Lagarde resolveu ir para a sua Conferência a pé (como qualquer outra pessoa comum). Chegou, passou à frente dos jornalistas, passou à frente dos repórteres de imagem, passou à frente dos fotógrafos, disse boa tarde aos assessores e entrou.

Comentário dos Media após alguns segundos: “Did anyone get her image?”

Image

Fretes

A escolha de um árbitro como álibi para uma tremideira anunciada.

Aventando

Escrever em blogues tem muito que se lhe diga. Particularmente, num projecto como o Aventar, que acompanho há muito tempo e vejo como isso mesmo: um projecto, mais do que um blogue. Babei-me, confesso, com o convite que me foi feito para, também aqui, deixar umas postas de pescada. Ou de sardinha, que eu sou de Leça da Palmeira e, até à década de 90, não faltavam fábricas de conservas. Hoje, restam duas. Mais lá para a frente havemos de falar sobre isto.

Para já fica a apresentação.

Pai, filho, irmão, paixão pelo vermelho em todas as vertentes da vida (encarnado é eufemismo do fascismo), envolvido, desenvolto, com o sotaque tripeiro exibido orgulhosamente na ponta da língua e dos dedos, incluindo o sotaque a que alguns chamam, erradamente, “palavrão”.  Não é, é interjeição. Não sou especialista nem especializado em coisa alguma, comunista militante – fujam!, fujam! – foi a vida que me fez assim e só depois vieram os livros que me sustentam a argumentação.

Feita a apresentação, e logo que consiga perceber bem esta plataforma, vamo-nos vendo por aqui. Até já.

Publicidade «Personalizada»

Em Espanha há uma publicidade contra os maus tratos infantis que visa chamar a atenção do agredido sem que o agressor se aperceba.
Esta ideia é excelente. O problema é se a moda pega (e de certeza que vai pegar) e as crianças passam a ver publicidade encoberta a artigos infantis ou outras coisas do seu interesse…
Já imagino a cena:
– Ó mãe, quero aquela boneca!
– Que boneca?
– Aquela!
– Não vejo boneca nenhuma…
– Aquela, mãe, que está ali!
– Ali onde? Tu estás bem, filha? Estás a apontar para a publicidade às cuecas de homem. Ai, que não estou a gostar de brincadeira!

Vai ser o bom e o bonito!

UNIDADE! Reunião dos sindicatos de professores

Hoje de tarde, no Porto, acontece algo que pode ser crucial para o desenvolvimento da luta dos professores, tão bem problematizada no texto Professores contra a educação.

Participei no Congresso da FENPROF onde se discutiu e muito o que fazer com a luta, cuja urgência, nas escolas, ninguém questiona. Falou-se de manifestações, de greves de um dia e de muitos, aos exames e às avaliações.

De forma séria, o Congresso decidiu não ficar com o exclusivo do protesto e dar indicação à FENPROF para procurar reunir todos os sindicatos de professores, algo que a classe exige. Saiu, também por isso, apenas a sugestão de uma manifestação de professores em Junho, mas e fundamentalmente ficou esta ideia – vamos, professores da FENPROF juntar a nossa força à força de todos os outros.

A reunião acontece hoje. Está a acontecer num hotel do Porto.

O que espero?

Gostava de esperar muito, mas não me parece que a FENPROF vá encontrar grandes companheiros para a rua…

Agora, uma coisa ficará clara – quer quer que tudo avance sem contestação e quem está disposto a tudo.

Eu estou no segundo grupo e não terei qualquer tipo de problema em apontar o dedo aos primeiros.

A estética do desemprego

17,7%, número oficial. É um bonito número, dirá Gaspar convencido de que descobriu o teorema de Newton, a pólvora e  a roda, tendo apenas encontrado o caminho marítimo para a estupidez.

Entretanto a máquina ideológica de propaganda vai repetindo que os funcionários públicos têm o privilégio de não serem despedidos. É mentira, e mesmo o número de 1,9% que por aí circula levanta muitas duvidas, como o Miguel Madeira suspeita.

Mas o problema nem é de números. É óbvio que o desemprego aumenta porque as empresas vão à falência  ou despendem compulsivamente, fazendo contas ao que pouparão com o próximo contratado ao preço da uva mijona.  É claro que o fazem porque as leis foram flexibilizadas ao ponto de lhes ficar barato fazê-lo (e nem falemos aqui do trabalho precário). É elementar que a ideia é essa, a caminho de uma indústria têxtil num prédio à Bangladesh, que se lixem os humanos, o que é preciso é domesticá-los, proclamam os liberais da selva, no conforto do seu emprego garantido, normalmente por filiação de classe.

Numa situação destas havia que repor a  igualdade público/privado, então não era? Com uma imensa lata proclamam o despedimento de funcionários públicos tipo vingança (e que realmente combaterá o desemprego no privado: nas suas tarefas serão substituídos por empresas que pagarão tostões e lucrarão milhões, aumentando as despesas do estado). [Read more…]

E para a ESEP não há nada, nada, nada?

Tudo! Finalmente, há estudantes universitários com tomates para se demarcar assumidamente de práticas de tortura. Esta geração pode estar à rasca, mas a AEESEP mostrou ser tudo menos rasca. Estendo-lhes a minha capa.

Segurança rodoviária

Sem Título

F.C. Porto: campeão nacional 2012/13 (falta pouco)

Exactamente. Podeis encomendar as faixas.

Marinho Pinto será naturalmente parvo?

“Um homem a fazer de mãe ou uma mulher a fazer de pai” não são “uma família natural”.

Paraíso Perdido

Fica aqui um excelente vídeo que é mais um grito contra a construção da barragem do Tua. Mais uma prova de como os sucessivos governos permanecem egocentrados e cegos a tudo o que de bom este país tem. Ao visualizar mais uma prova do crime que está a ser cometido, só me ocorreram palavras indecorosas que, por respeito aos leitores, não revelarei aqui.

Sócrates, «teus netos vão-te perguntar em poucos anos» pelo paraíso que já não vemos e pelos comboios que já não usamos. Que lhes vais responder?

E agora, se me dão licença, vou ali gritar umas palavras barbudas e já volto.

‘Swaps’ – abordagens teóricas (IV)

– continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas (III) –

‘Swaps’ de Moeda

FX (moeda estrangeira, abreviatura em inglês) representa o câmbio em moeda estrangeira, e os ‘swaps’ em moeda são algumas vezes designados ‘FX swaps’. Os ‘swaps’ em moeda são permutas de obrigações de pagar fluxos de caixa (cash-flows) numa moeda para obrigações a pagar noutra moeda.

‘Swaps’ de moeda surgem como um instrumento natural para cobertura do risco no comércio internacional. Por exemplo, suponha que uma empresa dos EUA vende uma ampla variedade de produtos da sua linha no mercado alemão. Todos os anos, a empresa pode contar em receber receitas da Alemanha na moeda alemã, ‘Deutschemarks’ ou DM em versão abreviada. As taxas de câmbio flutuam, isto submete a empresa a riscos consideráveis.

Se a empresa produz os seus produtos nos EUA e os exporta para a Alemanha, então a firma tem de pagar aos seus trabalhadores e fornecedores em US $ (dólares). Mas, está a receber algumas das receitas em DM (marcos alemães). A taxa de câmbio entre o US $ e o DM altera-se permanentemente. Se o DM aumenta de valor, as receitas recebidas da Alemanha têm um valor maior em US $, mas se o DM cai tais receitas descem. [Read more…]

Arte financeira

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Privilégios?

25,7% dos portugueses empregados trabalham menos de 35 horas por semana;

no privado. Ver o estudo do Eugénio Rosa (pdf).

Nem Cheirá-la Pode

Maria SharapovaNão queria estar na pele de Dieter Kindlmann, responsável por acompanhar a tenista Maria Sharapova nos seus torneios pelo mundo, mas que foi obrigado a assinar um contrato com uma condição terrível: não pode ter relações sexuais com a russa. Oxalá ela possa ter relações com ele, já que ele não pode.

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