Fraquinho, fraquinho, fraquinho

Pois, “fraquinho, fraquinho, fraquinho“, como “sujinho, sujinho, sujinho” ou “limpinho, limpinho“. Exactamente.

A coprologia ajuda

stool-chart
Aqui se apresentam diversas formas que podem assumir os fecalomas, metáfora (séria!) que nos permite compreender as várias caras que os nossos governantes apresentam em diferentes dias da semana – vide Paulo Portas – conservando, porém, o mesmo carácter, dimensão moral e odor.

A coprologia ajuda-nos, assim, à compreensão da natureza do poder político, hoje, no nosso país, dada a proximidade da natureza dos seus objectos. Sendo assim, aqui deixo mais uma sugestão construtiva às nossas televisões: que, a par dos ilustres politólogos que analisam o acontecer politico, passem a convidar também coprólogos que nos ajudem a compreender a substância de que alguns dos agentes desse acontecer são feitos.

Imagem:  Escala de fezes de Bristol

A montanha abortou um Portas

Ou um rato. Vai dar ao mesmo.

Mentir rende bem

Comentadores pagos a peso de ouro. O crime recompensa.

Assuntos verdadeiramente importantes

kelvinHá uns anos, o Bloco de Esquerda, partido em que tenho votado, resolveu, numa unanimidade rara na Assembleia da República, não condenar no plenário o comportamento de Ricardo Rodrigues, o deputado socialista que se apropriou, no mesmo edifício que é a Casa da Democracia, de gravadores que não lhe pertenciam, por não gostar das perguntas dos jornalistas.

Resolvi, então, escrever ao Grupo Parlamentar do BE, pedindo que me explicassem por que razão deixaram passar em claro uma atitude tão absolutamente condenável, exactamente por ser ter sido tomada por um deputado da nação. A resposta foi, para mim, uma desilusão: que havia problemas muito mais importantes e que dar importância a um acontecimento daqueles iria distrair os trabalhadores e a sociedade desses problemas muito mais importantes.

Parece-me evidente que o desemprego crescente seja muito mais preocupante que um roubo de pequenos electrodomésticos, como aceito que uma fractura exposta seja mais grave que um furúnculo, mas, tal como ambos os problemas de saúde devem ser tratados, não percebo por que razão dois assuntos importantes de importâncias desiguais não devam merecer a referência na medida certa, não sendo, para mim, aceitável que o furúnculo, isto é, o roubo dos gravadores, mereça o silêncio, quando não pode, de maneira nenhuma, considerar-se que um deputado tenha o direito de se comportar como um carteirista. [Read more…]

Ainda o F C Porto – Benfica

O F C Porto ganhou ontem o jogo no estádio do Dragão e pode, com isso, ter ganho o campeonato. Um jogo de futebol só termina quando o árbitro apita,  como mais uma vez se demonstrou quando se jogava já o tempo suplementar. O jogo foi equilibrado e as equipas equivaleram-se em campo sendo que este campeonato (que ainda não acabou) fica marcado pela disputa e pela indecisão até ao fim , como disse noutro poste.

A arbitragem não influenciou o resultado. Não vi em campo Salazar, nem a Pide, nem o centralismo lisboeta, nem o regionalismo (claro que percebo que o futebol pode simbolizar e representar aspirações regionalistas autonómicas quando isso corresponde a um sentir profundo e identitário de grande parte da população, o que não é, manifestamente, o caso), nem as batalhas miguelistas, nem as invasões francesas. Os profissionais fizeram o seu trabalho, as acções do FCP devem subir nos mercados e as do Benfica devem baixar. Aos adeptos, que desses números astronómicos nada ganham, resta apenas o desportivismo, já que não me consta que façam parte das estruturas profissionalizadas.

O Benfica perdeu e fiquei um bocado chateado,  [Read more…]

Mexia tinha razão

O PIB desceu, conselho de ministros reúne de urgência e Passos fala com Cavaco logo a seguir. Haverá 10 milhões a comemorar outra vitória logo à tarde?

Crianças para a Matança

Nunca esqueceremos os exércitos de meninos que em África eram recrutados-raptados, depois armados, para matanças mais eficientes, mais implacáveis e mais inescrupulosas e arbitrárias. Ao que parece, a coisa funciona do mesmo modo quando os Governos contratam putos com vencimentos insultuosos, os tais assessores imberbes e no entanto especialistas, porventura para executarem ou aconselharem a mesmíssima implacabilidade dos cortes e das medidas. Como as crianças-soldado em África. Sem hesitações e sem alma. Se não é assim, parece.

De Joelhos pelo Paços

Passos de FerreiraE no rescaldo da derrota, já há mãos postas, preces, promessas e joelhos no chão à espera do Paços.

Molho Kelvin e o Holligan Mexia

O Futebol joga-se até ao último segundo, conforme demonstrou ontem o puto Kelvin com aquele rasgo dos excepcionais. Depois há pançudos, como António Mexia, com direito a clube e a defender cores, mas sem direito a rebaixamento dos adversários pelo argumento económico e motivacional da escala. Entre outras aselhices extraterrestres, esse holliganismo foi de mais. Se a escala do Sport Lisboa e Benfica, em Portugal e no Mundo, inspira respeito, não é ela que ganha títulos ou milagreará o nosso PIB. Jamais será.

Apesar de felicíssimo com o meu FC Porto, não deixo de sentir uma enorme compaixão pelo treinador Jorge Jesus, não pena, mas compaixão: é ele, não vejo mais ninguém, que tem feito do Sport Lisboa e Benfica gente na Europa, capital delicado e fácil de deitar a perder se o Orelhas Loucas não fizer Orelhas Moucas aos que mudam de opinião consoante os resultados.

Notícia de última hora!

O campeonato ainda não acabou. Apesar do percalço, nós (sim, nós) acreditamos.

O Paranaense Kelvin

Paranaense KelvinSempre que estive no Brasil, chorei por notícias gloriosas destas acerca do meu FC Porto. Nas TV de lá são segundos de atenção.

Em poucas palavras

A coisa foi assim: vieram ao covil do Dragão e o bicho não esteve com meias medidas e:

FCPorto – Até os comemos from SpinFilmesPortugal on Vimeo.

Jesus no Calvário

agora que ajoelhou vai ter de rezar.

Campeonato de futebol

porto benfica

Vítor Pereira e Jorge Jesus. Fotografia: Paulo Esteves/ASF. DR.

Obrigado, Porto!

Porque neste atoleiro político dos que dizem que não há pântano, só tu, Porto, para me fazeres acreditar que é possível mudar.