F.C. Porto: campeão nacional 2012/13

Se assim for, as probabilidades aumentam.

 

Razões para comemorações com champanhe

electricidade portugal

Fonte: The Economist. Gamado no Facebook

A quarta mais cara electricidade da Europa. Percebe-se porque é que na EDP se festejou com champanhe (disse-o o Ministro da Economia) quando foi demitido o secretário de estado que ia proceder a cortes nas rendas da EDP. Falta perceber duas coisas: 1) como é que o Ministro da Economia ainda não se demitiu perante a cedência que fez ao lobby energético e 2) até que ponto Passos Coelho acha que não topamos a mentira dele.

Já agora, lembram-se como é que Sócrates vendeu a ideia das renováveis? Que nos traria energia mais barata e maior independência energética. Está à vista. Depois do litoral destruído com construção, coube a vez às serras, desfiguradas com ventoinhas plantadas sem ordem e com o bónus da electricidade a preço de ouro. É o que dá ir-se na conversa da propaganda.

Exame de Língua Portuguesa do 4º ano

Crato e os conservadores, saudosistas de um passado que não pode voltar, pregaram hoje mais um prego no caixão em que estão a embrulhar a Escola Pública e a Educação em Portugal.

Mais de cem mil alunos realizaram hoje o exame da 4ª classe, agora mais conhecido por Prova Final do 1ºciclo do Ensino Básico (pode consultar a prova em formato pdf: Caderno 1 | Caderno 2 | Critérios.

Sobre a prova haverá certamente gente mais qualificada para comentar, mas há dois aspectos que importa salientar e que são mais um exemplo da ignorância de quem procura gerir estas coisas:

– deslocar as crianças de 9 e 10 para a escola dos grandes é um esforço que não acrescenta nada, não valoriza o processo e que cria desigualdades;

– a desconfiança em relação aos docentes do 1ºciclo – impedidos de vigiar a realização das provas – é um insulto que eu não deixo passar em branco. Talvez o intelectual que decide estas coisas considere que todos os docentes do 1ºciclo são eticamente do seu género, mas, permita-me que lhe sugira que está enganado. Muito enganado, mas do alto da sua ignorância não entende isso, pois não?

 

O Acordo Ortográfico não está em vigor coisíssima nenhuma

O Acordo Ortográfico não está em vigor coisíssima nenhuma

Sim, coisíssima nenhuma.

Até ao ano *letivo 2013/2014, na classificação das provas, continuarão a ser consideradas *corretas as grafias que seguirem o que se encontra previsto quer no Acordo de 1945, quer no Acordo de 1990 (*atualmente em vigor), mesmo quando se utilizem as duas grafias numa mesma prova

Os meus agradecimentos a João Pedro Graça, pela divulgação deste contributo para acabar de vez com a ortografia em Portugal.

Encostar o Cavaco

25 de Maio, em Belém.

Josefa Teixeira

«Serafim,

Eu tenho lume no olho. Tenho-te dado em muita malhoada e feito vista grossa para não dar estalada. Ora agora que andas à gandaia com as vizinhas por Penafiel, e a moura de trabalho que fique para aqui como negra ao canto da cozinha, isso é que não senhores. Vai para onde essa bigorrilha, que a seu tempo terás o pago. Eu retiro-me desta casa com o meu oiro e não te fico a dever nada. Não me procures, se não quiseres sofrer uma desfeita. Em tão bom dia que eu me vou embora! Se te esperasse em casa, punha-te essas orelhas compridas como a vista, e talvez o caso passasse a mais, e eu de todo em todo me botasse a perder contigo, que és o rebotalho dos homens!!! Por não saber ler nem escrever, pedi ao teu caixeiro António que esta por mim fizesse. Ele teve dor de mim e também me acompanhou. Adeus por secula seculorum sem fins.

Josefa Teixeira»

Ramalho Ortigão, Uma visita de Pêsames, in Histórias Cor-de-Rosa

Portas finge que não gosta do pacote de Passos

Mas é tudo uma farsa. Gosta gosta!

O Gaspar foi aos Mercados

Mas agora também temos de aturar a sua vida sexual, sabendo que com tais juros quem se fode somos nós e o orgasmo é dos especuladores?

Uma zanga que vai acabar na cama

Este governo também é uma telenovela, das piores: Divergência entre Portas e Passos foi concertada.

E não se pode suicidá-lo?

Vítor Gaspar: “Ajustamento de Portugal é muito bonito”

Negócios no regresso do franquismo

Clínicas IVG perto das fronteiras: perante o regresso à barbárie, é também uma forma de dizer obrigado.

Alemanha é o grande depósito de adidos

Regressámos aos tempos da ‘valise en carton’. Portugueses e outros desafortunados incham a Alemanha. Oxalá um dia rebente nas ventas de Merkel e Schäuble…e que o Gaspar esteja presente.

Clubes do governo

Emídio Guerreiro chega e os espanhóis de Guimarães ganham com o fisco. Por estas e outras, na final da Taça serei do Benfica.

Alugar uma bicicleta no Porto e ser feliz

Sérgio Marques

bicicleta-dobravel-porto

Em 2012, eu e a minha namorada fizemos a inscrição no Biketour que se iria realizar no Porto. Andávamos entusiasmados pois precisávamos de bicicletas para darmos umas voltas .
Estava próximo o evento quando anunciaram o seu cancelamento por falta de verbas que permitissem a segurança necessária à realização da prova. Fomos reembolsados e eu fiquei com a tarefa de adquirir duas bicicletas para as férias de verão. [Read more…]

O Jogo e o Expresso abandonam o acordo ortográfico…

Expresso 652013

… e continuam a aplicá-lo: auto-regulação, *autorreguladora, sector, *setor, direcção, *direto, *extração, pára, *abril, *maio ―  enfim, o costume.

Falta muito pouco para celebrarmos, com pompa e circunstância (já agora, permitam-me), os três anos de adopção do AO90 no Expresso… Perdão, da tentativa de adopção do AO90 no Expresso… Peço desculpa, vou reformular: da não adopção do AO90 no Expresso… Não, não era isto. Outra vez, agora sim… Não. Já chega.

Pois é, falta O Jogo… Pois, não é fácil. Mas, isso, já sabemos.

Post scriptum: Não sei quem vai representar a Associação de Professores de Português, depois de amanhã, em audição na Assembleia da República. Se for a Dr.ª Edviges Ferreira, espero que os senhores deputados lhe perguntem: [Read more…]

‘Swaps’ – abordagens teóricas (II)

continuado de ‘Swaps –  abordagens teóricas (I)

Contratos de ‘swaps’

‘Swaps’ são parentes próximos dos contratos cambiais e de futuros. ‘Swaps’ são acordos entre duas partes para trocar fluxos de caixa ao longo do tempo. Há uma enorme flexibilidade nas formas que os ‘swaps’ podem tomar, mas os dois tipos básicos são os ‘swaps’ de taxa de juro ou ‘swaps’ de moeda. Muitas vezes estes são combinados quando o juro recebido numa moeda é trocado pelo juro noutra moeda.

‘Swaps’ de taxa de juro (1.ª parte)

Como outros derivados, ‘swaps’ são ferramentas que as empresas podem usar para facilmente mudar as suas exposições ao risco e as suas estruturas de balanço. Consideremos uma empresa que contraiu uma dívida e registou nos seus livros a obrigação de reembolsar um empréstimo a 10 anos de US $ 100 milhões de capital, a uma taxa de cupão de 9%/ano. Ignorando a possibilidade de reembolsar o empréstimo, a empresa espera ter de pagar de US $ 9 milhões anualmente, por 10 anos e um pagamento total de US $ 100 milhões no final dos citados 10 anos. Suponha-se, porém, que a empresa está desconfortável por ter esta obrigação fixa nos seus registos contabilísticos. Talvez a empresa tenha um negócio cíclico, em que as suas receitas variam e possam, decididamente, cair até um ponto em que seria difícil fazer o pagamento da dívida. [Read more…]

O Burroso

alforreca

 

Confesso: sempre tive uma certa preferência pelo apelido com que um órgão da imprensa americana, inocentemente, designou o nosso então breve primeiro-ministro, aquando da sua participação caricata e criminosa, como fantoche de serviço, na “cimeira” de bandidos que reuniu nos Açores em preparação da invasão do Iraque. Se o lapso tivesse apelidado o homem de Borroso, também não estava mal.

Durão Barroso, de seu original nome, é o paradigma do político-ténia: destituído de tudo em que se reconhece virtude e probidade num homem, intelectual e moralmente invertebrado, agarra-se contudo (e com tudo…) ao que lhe proporcione a sobrevivência, coma o que comer, viva onde viver. Sempre foi assim. O comportamento que o fez ser expulso do MRPP (por “intolerável oportunismo e falta de carácter”, dizem-me) é o mesmíssimo que o leva a boiar com pessoal sucesso no esgoto da política europeia actual. Hoje, a criatura, numa entrevista a um jornal alemão, teceu rasgados elogios à Merkel, enquanto zurzia forte e feio no seu próprio país e países companheiros de desgraças. Talvez por se ter atrevido, há dias, a dizer umas palavrinhas, tentando agradar a outros sectores, fora das estreitas baias a que o confinam os seus patrões. Durão no seu melhor.

(Nota: Zé, dizem-me os meus amigos, enganaste-te na foto que acompanha esta nota; aquilo é uma alforreca, animal invertebrado peçonhento e perigoso, carente de sistema nervoso central. Não, digo eu, não me enganei).

Vamos ao Porto e vamos ser campeões

Fala quem sabe.

Benfica Golo Maxi Pereira

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