A foto do momento

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Embora não o querendo, esta «woman in red» tornou-se um símbolo da luta do povo Turco contra o seu governo.

Parecendo calma, desarmada, com todo o ar de quem só lá foi para «ver a bola», é atacada por um polícia que lhe atira gás lacrimogéneo. Terá ela feito alguma coisa que as câmaras fotográficas não captaram? Terá ela provocado os agentes da autoridade até que este senhor não aguentou mais e deitou mão daquilo que tinha mais à mão, passo a redundância? Aquele aparentemente inocente saco branco esconderá sabe-se lá que armas perigosas e ilícitas? Acredito que foi o seu vestido de cor ousada que chamou a atenção do polícia. Que o fez desejar aniquilá-la.

A mulher da foto chama-se Ceyda Sungur, é professora de Planeamento Urbano na Universidade Técnica de Istambul e, na passada 3ª feira, dia 29 de Maio, dirigiu-se com alguns colegas ao Parque Gezi, um dos poucos espaços verdes de Istambul, que iria ser destruído por decreto do Sr. Primeiro-Ministro Erdogan para construção de uma Mesquita.

A verdade é que toda esta guerra entre governo e o seu povo é absurda. Trata-se, mais uma vez, da luta de um país contra a «cegueira» que os seus governantes revelam. Contra a falta de respeito pelo povo.

Os governantes existem para servirem o seu povo, não para se servirem. Existem e estão lá porque aqueles eleitores votaram neles. Recebem salário porque aqueles contribuintes pagam. Devem ter o maior respeito e consideração. Devem honrar a democracia, sem a qual nunca teriam chegado ao poder. Em vez disso, ordenam aos seus lacaios que ataquem indiscriminadamente, acusando depois a oposição de orquestrar manifestações com interesses claramente políticos, o que parece não ser verdade, embora haja, certamente, como sempre há em situações destas, algum aproveitamento político.

Mais fotos e mais detalhes podem ser encontrados aqui (em Inglês).

Quem quiser alguns (poucos) pormenores em Português, basta ir aqui, no entanto, é de lamentar a falta de preocupação de alguns jornalistas lusos, que se limitam a passar as notícias sem reflectir e sem parar para pensar no que estão a fazer: o estudante citado chama-se «Esra at Besiktas»? Não será antes Ezra que estava em Besiktas? Ai, ai, senhores jornalistas!

Comments

  1. Nascimento says:

    O homem só está a “cumprir” o seu dever….temos de comprender o “outro lado”. Tambem tem filhos e mãe, e etc, e tal…dá cá um abraço pá!!! E já agora um beijinho.


    • Oh Nascimento por favor. Andam a morrer manifestantes, os bófias estão a espalhar o terror, e tu vens-me com tretas dessas.

      • Nascimento says:

        É pá, vê lá se aprendes a….percebes?Nem todos , para assumir a critica de um acto barbaro, temos que escrever do mesmo modo.A coisa pretende ir um pouco mais além…lembras-te do 15 de Setembro?Love , paz e treta… depois na Assembleia, malharam que nem cães, nas pessoas que estavam sentadas nos muros, e o que é que se disse?- BEM FEITO NÃO TINHAM NADA QUE ESTAR ALI…-!!!. Tem de se compreender a PROFISSÃO,…e mais há- de vir.
        Só espero, anseio mesmo, quando os JORNALEIROS,começarem a levar nas fuças…aí acaba a DEMOCRACIA, O DA GUARDA!!!.e então sim, “chamem a policia”…

  2. Luis says:

    Policia é igual em todo o lado. Quando actuam, não têm mãe, pai, irmã. Esquecem que ganham mal, vivem mal e estão cheios de dividas. É a profissão deles? Qual? Não pensarem e bater no pessoal que se manifesta na defesa dos seus direitos? Defenderem o governo, o fmi, a troika, contra o Povo? Não deveria antes ser defender o Povo contra os bandidos? E chamo bandidos a quem nos rouba e rouba o país. A bom entendedor meia palavra basta.


  3. Pois é cara Noémia , o abuso da autoridade que
    infelizmente há por todo o mundo .
    Todavia o povo Turco teVbe coragem de se re-
    voltar e nós não ,
    Não a favor da guerra , mas ás vezes é preciso
    bater o pé ..

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