Desabafo de uma mãe sobre a greve dos professores

Júlia Amorim

A minha Teresa está no 12º ano e como milhares de alunos no país terá exames nacionais, cujos resultados terão reflexo no prosseguimento de estudos.

Ontem, em família discutíamos as consequências da greve dos docentes e as conversas tidas na escola por parte dos colegas e professores. Que confusão de ideias, que demagogia, que ausência de pensamento crítico! A greve dos professores é mais do que justa e quer os pais quer os alunos deveriam estar unidos nesta luta. A greve dos professores não prejudicará os alunos… os alunos é que estão a ser prejudicados pela incompetência dos nossos governantes.

Claro que o efeito da greve será sentido e terá consequências. Será que os pais dos alunos não sabem que os professores também são pais? Que pais gostarão de prejudicar os filhos? A greve é usada como último recurso: quem se dá ao luxo nos tempos que correm de perder um ou mais dias de salário…

Estou indignada com as afirmações do Presidente da República e com a falta de determinação do ministro da Educação que só tem uma saída: ou enfrenta o Gaspar ou demite-se! Os nossos governantes são tão incompetentes e demagogos que não são capazes de enfrentar os bois pelos…

Isto é, nem assumem a sua intransigência e apresentam uma proposta de como irão resolver a situação dos alunos que não realizarem o exame, preferindo chantagear os professores colocando os pais e a opinião pública contra os docentes. Mas nada disso é por acaso: trata-se da implementação de concepções ideológicas que não defendem a igualdade de oportunidades para todos, que cria uma sociedade menos justa e não promove a educação e o sucesso escolar.

Estas medidas como a mobilidade vão destruir famílias. As 40 horas são uma falácia. Como em todas as profissões há bons e maus profissionais. Mas qualquer bom (não disse muito bom) professor já o faz fora do tempo lectivo: em casa, à noite ao fim de semana e ainda por cima com os seus próprios recursos materiais.

Mas voltando ao princípio: Depois de conversarmos (pai, mãe e filha), ficámos tranquilos: se a nossa filha não fizer exame no dia marcado ou se a reunião de avaliação não se realizar no dia previsto, e for “prejudicada”, a culpa não será dos professores. Com eles estamos solidários.

A greve dos professores é mais do que justa e quer os pais quer os alunos deveriam estar unidos nesta batalha que caso seja ganha, não só os professores sairão vitoriosos mas também o sistema educativo e o futuro do nosso país.

Convido o Sr. Ministro da Educação e a população em geral a visitar Constância no próximo sábado, domingo e segunda (feriado), durante as Pomonas Camonianas e a observar o trabalho dos professores e da comunidade educativa. Poderão in loco verificar que afinal os professores gostam dos alunos e… até trabalham sem auferirem horas extraordinárias…

Encontrado no facebook

Comments


  1. Belo texto, seria excelente que todos os pais pensassem assim. Só um pequeno detalhe, se o governo quer destruir o ensino, não serviria de nada irem a Constância, iam gozar e querer dar isso aos privados. Ou fazer tudo para destruir.

  2. Susana Custódio says:

    Obrigada pela solidariedade para com os professores. Não devíamos esquecer que a união faz a força, afinal o ditado é antigo “dividir para reinar” isso é o que os nossos (des)governantes querem.

  3. Dora says:

    “Uma greve sem consequências é algo que não existe e dizer que se compreendem as razões pedindo que se não se faça greve é um assinalável exercício de cinismo.”

    (algures na blogosfera)

  4. Dora says:

    O aumento do número de alunos por turma decidido pelo actual Governo prejudica ou não prejudica os alunos?

    • Os cortes orçamentais na Educação impostos pelo actual Governo que, entre outras consequências, põe alunos a tiritar de frio e a suar de calor por falta de dinheiro para climatização prejudica os alunos?

    • Fustigar a insatisfação de professores com cortes salariais sucessivos,
    prejudica os alunos?

    • Sobrecarregar ainda mais professores com uma hora diária de trabalho não remunerado, prejudica os alunos?

    • empurrá-los para uma situação de ameaça permanente de despedimento condiciona ou não condiciona a qualidade do serviço que prestam prejudica os alunos?

    Cavaco só abriu a boca na véspera da greve que os professores convocaram para lutarem contra tudo isto. Imagine-se para quê? Para dizer que os alunos não podem ser prejudicados.

    (Filipe Tourai)

  5. margarida vedes says:

    Nao sou professora e tambem ja nao tenho filhos em idade escolar mas estou solidaria e as intervencoes dos governantes ate agora sao de um cinismo absoluto.

  6. Alice Brandão says:

    Eu, como mãe estou bastante preocupada, se os exames não forem efetuados nos dias previstos por causa da greve, o que acontece, são na mesma feitos, recorrendo nem que seja a prof, do setor privado, serão adiados ou então o que acontece.
    Fala-se muito mas nada se esclarece quer o Governo, quer os sindicatos e professores.


    • Claro que são efeCtuados, são apenas adiados, e os alunos até terão mais tempo para estudar. Mas esta greve é para beneficiar os alunos. Este Governo nunca a esclarecerá da verdade. O Santana Castilho, o Fernando Nabais, o João Paulo, o Francisco Miguel Valada têm escrito sobre a greve.

      • João Sousa says:

        SE… “Mas esta greve é para beneficiar os alunos”, porque não são eles a convocar a greve? Porque ainda não têm sindicato que os defenda, não é verdade?

  7. vitor cambra says:

    O palhaço cala-se quando devia falar e diz merda quando não sabe dizer mais nada !


    • Infelizmente o senhor nao soube estar calado aqui. Cansado de gente que diz mal de tudo mas nao apresenta ideias. E tao facil criticar… Agredir, insultar… Venha o civisco, a cordialidade, a inteligencia na discussao, que e salutar desde que seja feita sob a primeira e mais importante permissa: o Respeito.

  8. Carla says:

    Tenho muito respeito pelos professores, mas…esta é a maior falta de respeito pelo aluno de que tenho memória…
    Quantas pessoas trabalham no privado e têm a possibilidade de trabalhar 35h? Quantos trabalham 40h e não levam trabalho para casa? Quantas pessoas têm os dias de férias por ano que um professor tem? Quantas empresas pagam a um funcionário para não trabalhar (professores com horário zero)?
    Agora…que o professor deve ser mais valorizado, até pela comunidade local e grupo de pais? Correcto! Que se devem manter trabalhadores satisfeitos para obter melhores resultados? Correcto! É a educação o pilar de uma sociedade? Correcto!
    Mas…não lutem pelas causas erradas! Os sindicatos (que têm muitos professores que não mexem uma palha há anos e que já nem sabem o que é leccionar) que se foquem no que é essencial e que defendam a classe, e deixem de bater o pé pela perda de regalias que são simplesmente reflexo do que muito boa gente tem como realidade desde sempre! Querem comparar-se aos privados mas só no que interessa.
    O período de exames do 12 foi momento mais stressante de todo o meu percurso enquanto estudante…É um momento decisivo e determinante, é por si só um momento exigente psicologicamente…a sério que querem ainda criar mais instabilidade e ansiedade? Baseiam a vossa luta no sofrimento dos alunos? É assim que defendem o aluno??
    Querem fazer-nos acreditar que só o governo é que faz chantagem?? Então a escolha desta data para fazer uma greve é o quê??
    O respeito faz-se por merecer…Sr. Professor…este não é o caminho!

    • Luisa says:

      Então qual é o caminho, Cara Senhora? É o seu filho ter 30 alunos na sala, querer esclarecer uma dúvida mas ter 29 à frente para tirar dúvidas e não ser esclarecido? Veja-se que uma aula é de 45 minutos… O aluno não expõe a dúvida num minuto e não esclarece a dúvida num minuto… é preciso dar tempo ao aluno para que ele se faça entender e procurar esclarecê-lo cuidadosamente. O caminho é o seu filho querer ter a possibilidade de ter o seu tempo próprio para aprender e esse tempo ser-lhe negado? O caminho, é termos jovens e crianças em salas projectadas para acolher 20 alunos e agora termos 30? O caminho, é termos crianças com fome que olham para sandes do professor de olhos esbugalhados na expectativa de comer alguma coisa ? Muito teria para apontar neste (des) “Caminho” da educação pública … Daqui a uns anos possivelmente os netos de Vª Exª irão à escola se a família tiver dinheiro para pagar a educação que hoje ainda é gratuita… Esse, cara Senhora, é o caminho ! Repare no discurso do Sr Ministro, ele diz por enquanto os pais não pagam, sublinhou ” Por Enquanto”… Até quando?…. Quantos pais podem pagar 300 ou 400 euros mensais para que os filhos possam frequentar a escola ? Não se enganem os pais! Os professores não são os prevaricadores do sistema. Esta greve é o último recurso para impedir a destruição da educação pública. Se os professores não fizerem nada a destruição ocorre e a sociedade só terá percepção dela quando começarem a vivê-la. A politica é a mesma para a saúde… destruir os direitos públicos do cidadão… se necessita …paga.


      • Já não é gratuita Luísa, de todo. É um autêntico assalto para as famílias. Nada do ensino público devia ser pago pelos pais, e nenhum colégio privado devia ser pago pelo público.


        • O privado nao e pago pelo publico. Bem pelo contrario, pago o privado e muito do publico com os meus impostos e nem um centimo consigo abater.
          Se o publico fosse sempre tao bom, ou os privados nao existiriam ou, como defendo, os dois que competissem e o estado pagaria, quer a uns quer a outros o custo do aluno. Ensino publico, sim. Mas porque nao o privado tambem? O totalitarismo e que e contra a livre concorrencia

      • Amélia says:

        Honestamente, o sector da educação é o que tem mais sindicatos.Deviam reduzir o nº de sindicatos porque apenas desestabilizam.Existem outras formas de luta,mas essas dão muito trabalho e exigem competência. A questão que coloca no que se refere à qualidade do ensinodevido ao excessivo nºalunos até se entende, mas seria facilmente superada se houvesse respeito na sala de aula.Começo a acreditar que se a educação for paga, começa a haver mais respeito. A questão da igualdade deveria ser aplicada apenas a quem tem vontade.Os professores deviam ser mais respeitados, sim, porque há muitos que se esforçam, têm diversos cargos, são bons e têm resultados que justificam aquilo que ganham. Existem outros que nem gostam do que fazem e apenas ali andam porque conseguiram um lugar que dá um ordenado.E muitas vezes, esses, nem cargos têm e são os que mais fazem barulho. Os direitos realmente têm de ser revistos.

        • Vasco says:

          Hum, “resultados que realmente justificam aquilo que ganham”, eu tive muito bom na avaliação de desempenho, trabalho muito e desempenho vários cargos, desde representante de disciplina, a coadjuvante de exames nacionais, passando por secretário do diretor de turma e fui também arguente em 2 processos disciplinares. Sou um professor em inicio de carreira, muitas vezes os cargos recaem sobre esses professores, porque os cargos na docência, com exeção de diretor de escola, não são remunerados. Mantenho uma boa relação com os alunos e eles obtiveram bons resultados e aproveitamento, tudo isso com um salário liquido de 600 euros. A figura idealizada do prof. a receber 2000-3000 euros, não existe desde finais dos anos 90, até porque a progressão na carreira está congelada e no meu caso está congelada desde que terminei o curso, portanto, mesmo daqui a 5 anos, mesmo que tenha emprego, receberei um valor próximo do que mencionei anteriormente. Será este o tal valor justificado, não me parece…

          • Amélia says:

            Acho estranho ganahr esse valor e dizer que é representante na disciplina:Só os do quadro são representantes de disciplina e com esse valor que ganha só pode ser contratado com horário incompleto.Coloco em questão o que escreveu ou então está a falar de AEC’s.Não engane as pessoas. Mas numa coisa concordo com o Vasco: se ganhamos pouco e fazemos exatamente o que os outros profs do quadro fazem (excepto cargos de coordenação e direção), porque não háo de os profs ganhar todos os mesmo??Se eu não me importo de receber 1000 liquidos por horário completo, mesmo com trabalho que tenho fora da escola, porque há de haver distinção entre uns e outros quando temos até todos Muito Bons na avaliação???Eu acho que devia haver redução nos salários porque há lá muita gente que não merece o que ganha!Também estou lá dentro e vejo profs do quadro sem cargos e recebem mais do que eu e fazem muito menos, tÊm fim semana livre e quem sabe lá mais o quê!Andamos a defender o quê,realmente?Contra a mobilidade?Eu vou para onde houver trabalho.

      • Morangoazul says:

        Já no meu tempo tive turmas de 29, 30 e 31alunos. Não morri, não fiquei traumatizada fui PArã ensino superior público e fui melhor da turma.

        • maria de lurdes manso says:

          Minha senhora, o seu tempo já foi…eu tenho alunos a quem o tribunal aplicou penas…de 1 ano por maus comportamentos…o tempo dos meninos limpinhos” já foi…

      • João Sousa says:

        Se acha que merece haver greve para acabar com o excesso de alunos por professor, imagine o que seria estar a ocupar o lugar de primeiro ministro, e tentar explicar as duvidas de milhões de portugueses.


    • Desculpe lá, mas você não conhece sequer o tempo de férias dos professores, as causas pelas quais os professores lutam, nem os seus horários de trabalho. Portanto não comente, procure, investique primeiro, informe-se, mas não pelos apoiantes do governo, que esses conseguiram fazê-la crer que os professores são os inimigos. E vá dar uma curva.

      • Paulo Martins says:

        Ora aí está uma resposta com pés e cabeça!!!!
        Desculpe lá sr professor, mas volte para trás, leia bem o que escreveu e vá por favor pedir conselhos a alguém que tenha mais bom senso sobre o que deve ou não dizer.
        Sabe, quando começaram aquelas greves e manifestações todas por causa da avaliação ouvi no início vários colegas seus a dizer que não tinham nada que ser avaliados, porque já o tinham sido durante a licenciatura… ao fim de algum tempo essa conversa acabou, porque alguém lhes deve ter dito que parecia mal dizerem isso em público.
        Sabe, sr. professor, eu tirei um curso como vocês, cheguei ao fim e nunca me passou pela cabeça exigir ao estado que me desse um emprego, fui à procura dele. Já trabalhei em 3 sítios desde que acabei a licenciatura, 40 h por semana mais algumas em casa, nunca recebi uma hora extraordinária e tenho 21 dias de férias por ano. Sempre que achei que não estava bem onde estava procurei outro emprego e mudei.
        Por isso, sr. professor, o meu conselho para si é simples: se não está bem, mude-se! Há por esse país fora escola privadas que empregam professores. Pode ser que nessa altura perceba como é o “mundo lá fora” e perceba o previlegiado que já foi…


        • Eu nunca em comentário algum disse que era Professor. Mas anda toda a gente cheia de certezas que os professores nada têm que lutar, e que a escola pública vai uma maravilha, não vai. Mas as pessoas habituaram-se a não lutar, que agora até a pior coisa que lhe façam a vêem de forma natural. Eu só disse que essa pessoa não sabe qual é o tempo de férias dos profs.

      • João Sousa says:

        Se quiser posso dar-lhe uma ideia

    • Pisca says:

      É simples explicar o que a Senhora deseja.

      Se estiver a comer uma carcaça sem nada e vir o seu vizinho a comer uma com manteiga, pela sua logica há que tirar a manteiga ao outro, nem lhe passa pela cabecinha que deve ter direito ou lutar por ter manteiga, porque acha sempre que os outros são uns barões

      Vai longe assim, e já agora quando alguém consegue algo na sua área recusa ? Diz que não que é uma afronta ?

      • Carla says:

        Não sou, de todo, comunista. O seu comentário não faz sentido, desculpe 🙂


        • Claro que não é comunista, se o fosse não andava a dormir à tanto tempo e não odiava os professores por fazer greve, nem tinha tanta ignorância sobre as razões pela greve.

          • Carla says:

            Ha ha ha ha
            O Sr ou não sabe ler ou é tão amargurado que gosta mesmo de ser rezingão!
            Ponto número 1: Ando a dormir? Ha ha ha se o diz…quem sou eu para negar
            Ponto número 2: Odeio os professores por fazer greve? Ha ha ha sabe mesmo ler?
            Ponto número 3: Quem fala das razoes da greve são os vossos sindicatos…coloquei abaixo vários exemplos retirados do Público, Renascença e DN…se não esses SÓ os vossos motivos….bom então…porque deixam que falem por vocês?
            O comunismo ha-de ser a favor da greve certamente…se por isso são os melhores…porque não experimenta viver um ano num país comunista?

          • Ricardo says:

            Sr Pedro Marques,
            Depois de ler o seu texto “…se o fosse não andava a dormir à tanto tempo” só posso desejar que não seja professor. Pelo menos de português.
            Ou será que os professores estariam em greve no dia que deveriam ensinar a diferença do “HÁ” e do “À” ??
            E, não acha que há um errozito nesta frase : “e não odiava os professores por fazer greve”

    • Maria Lopes says:

      Paula Inácio, quantos profissionais trabalham noite fora, muitas vezes até às duas ,três da manhã, a corrigir testes, a elaborá-los, a preparar aulas, a fazer relatórios… pagando eletricidade, papel, impressão do seu próprio bolso. em prejuízo da família trabalhando para outras famílias. Quanto a férias informe-se porque as férias dos alunos não são as dos profs.

    • conceição louro says:

      Os professores trabalham muito mais de 40 horas e não têm as férias que diz.Se não sabe informe-se! Nunca vão prejudicar os alunos…jamais ! por isso são professores. Os médicos também fazem greves e têm vidas nas mãos e ninguém os ataca! Os professores estão a lutar por um futuro melhor também para os filhos de todos.Deviam estar do nosso lado! mas só sabem é criticar.A maioria dos pais nem nunca vão à escola. Os professores ensinam,são pais e mães,psicólogos,psiquiatras e tudo o mais!

    • Rui F. says:

      regalias????????????????????????????? Com certeza não gastou um segundo sequer a pensar no que poderá ser o trabalho de um professor… pense e logo ficará mais claro!!!

    • Jorge Marques says:

      Certamente não sabe o que é leccionar. Infelizmente a minha mulher é professora. E respondo-lhe já quanto ao horário de 35 horas: é só mais uma filhadaputice destes cabrões demagogos que estão no governo e na presidência da república das bananas, que ludibram o povinho que de ensino nada percebe senão não era despejado nos infantários e nas escolas todos os anos levas de escomalha mal educada que os merdosos dos pais acham que os professores têm de aturar. A minha mulher é professora: tem de preparar as aulas, tem de corrigir testes, muitas vezes pela noite dentro; trabalho que não é pago. Mais, aqueles cabrões do ministério têm o descaramento de a obrigar a corrigir e vigiar exames, longe do seu local habitual de trabalho, vai com o carro dela, com o combustível dela e nada lhe pagam. Eu estou numa empresa privada, se me desloco ao serviço da empresa, é-me disponibilizada uma viatura ou pagam-me ao quilómetro. A minha mulher corrige exames pela noite dentro para cumprir prazos e nada lhe pagam. Qual horário de 35 horas. Como você, o povinho é enganado demagogicamente por estes bandalhos do governo e por um palhaço que ocupa a chefia do estado, que se tivesse vergonha na cara já tinha saído pelo seu pé.
      A minha mulher até cuspida já foi, sabe o que aconteceu ao ranhoso que o fez? Foi manadado um recado para os pais que de “pais” nada têm porque filho meu nunca faria aquilo. E ainda vão para as creches e para as escolas arrotar postas de pescada como se fossem especialistas em educação. E no entanto cada ano que passa chegam aos infantários e às escolas garotos mais mal educados.

    • Maria says:

      Quem não compreende não fale do que não sabe, experimente já nem digo 1 ano mas 1 mês nas condições que trabalham os Professores e depois venham falar! Não falem do que não sabem, não comentem o que não sabem! Muito aguentam os Professores – precários, contratados, efectivos – todos!!

    • ferpin says:

      Onde está um professor de horário-zero que não esteja a trabalhar?

      Só se estiver de atestado médico.

      As escolas têm toneladas de coisas para fazer além de dar aulas. Se houver gente com horário-zero a escola dá resposta a essas coisas, se não, não dá. O governo reduziu imenso as horas de apoio aos alunos com dificuldades, e mesmo aos deficientes, acabou com tudo o que era atividade extra-curricular (clubes e outros que existiram na escola durante anos com sucesso e muitos participantes). Se não houvesse horário-zero, os alunos deficientes da minha escola não tinham aulas de informática. E por aí fora.
      Um professor de horário-zero é um professor a quem não foi possível arranjar horário curricular. Também não foi possível arranjar escolas na área legal (varia e pode chegar a 40 ou 50km). Portanto, ficou na escola de que é quadro, e garanto-lhe que não lhe falta que fazer. Estou até convencido que 99% dos professores em horário-zero preferiam trocar a atividade que fazem com qualquer colega do seu grupo dessa escola.

      Quanto à razão porque não têm horário, não é pela natalidade. Em 99% dos casos, é o governo que decide que o aluno afinal não deve ter aulas de por exemplo áreas técnicas, e pimbas, uns milhares de professores destas áreas com horário-zero. O crato gosta é de matemática e lixou outras áreas. Se o próximo imbecil que for ministro da educação for por exemplo filósofo, aumenta os horário de filosofia porque ela é que é importante, e reduz matemática, e passamos a ter excesso de professores de matemática e vai tudo para horário-zero.
      É assim a olhómetro que é gerido o MEC.
      E como o tuga médio come a palha que lhe é servida nos media, teremos o tuga que hoje acha bem o que está ser feito a achar depois que a filosofia é muito importante (quando ultimamente estiveram sempre a reduzir o seu peso no secundário).

      E os professores aturam isto, porque são timoratos… a não ser que estas greves avancem, e aí retiro o timorato.

    • Crato says:

      Tanta escrita para não dizer nada…

    • prof says:

      sou professora e mãe. esforço-me todos os dias por fazer mais e melhor pelos meus alunos. Agora, é o momento de lhes explicar os motivos da greve e de lhes dar aulas extra de preparação para o exame. Estas para além do meu horário obrigatório, sem receber, pk muito poucos tem $ para explicações!
      K me venham dizer k prejudico os alunos!!! Demagogia…

    • vidinha says:

      Cara Paula

      Não sou Profª, trabalho no Privado e muito, mas não posso concordo consigo.
      Qual é o Prof. que ao fim de 40 horas semanais vai poder ter paciencia para os alunos. Qual é o Prof. que consegue gerir 30 alunos durante 45 minutos vezes 8h/dia?

      Eu não sou Prof. mas informo já que não conseguiria.

      Alem disso não quero os meus filhos em turmas enormes, barulhentas, com profs esgotados que não conseguem ouvir nem fazer-se ouvir.

      Apesar de isto prejudicar os meus filhos no imediato, pelo futuro eu sou a favor desta greve.

    • aurea says:

      Plenamente de acordo.

  9. Paula Inácio says:

    “Quantas pessoas têm os dias de férias por ano que um professor tem?”

    Carla, estou reformado, felizmente! E nunca pensei sentir tanto alívio ao dizer/escrever isto!

    Ao longo de muitas décadas de ensino (secundário) sempre tive o MESMO número de dias de férias que os restantes funcionários públicos! Chegava a Julho arrasado quando no final do período de aulas ainda era corrector dos exames nacionais! Deve saber que antes de 15/07, nenhum professor pode meter férias,Logo na última semana de Agosto, ou no dia 1 de Setembro, começava a alucinante preparação do arranque do novo ano lectivo ( e muitos anos houve, que tínhamos a 2ª época de exames nacionais e exames internos de escola( estes exames eram feitos, em duplicado, antes de ir para férias!!!)e tudo se juntava.

    (Você fala de que professores?! Se fez o 12º ano, conhece bem o trabalho e a entrega dos professores. Revela má vontade ou algum asunto pessoal mal resolvido).

    Lamento que não entenda que os professores lutam por uma escola melhor para os seus filhos ( talvez os prefira no meio de turmas de 30 alunos…e lá se vai o apoio individualizado!)

    Concordo consigo num aspecto: não gosto de sindicatos. Em particular dos que se dizem dos professores, logo, não confunda a nuvem com Juno.

    Cara cidadã, sabe o que concluo eu? Há que desmantelar esta borregada toda que são os funcionários públicos e assim, a senhora passará a ter um excepcional serviço privado: educação, saúde, justiça e mais que seja. Sobretudo, faça isso, bata o pé e transforme as bestas dos profs em exploradores de criancinhas, que fazem delas balas de arremesso. Houvesse por aí um pelourinho à mão!Os seus filhos hão de agradecer ao frequentar os estaleiros escolares onde, tudo ao monte e à molhada, ensino descaracterizado, indisponibilidade de todos os agentes…alguém há de escapar! E depois, comodamente, a senhora terá sempre à mão uns pares de bodes expiatórios: os professores.
    Quando há greve dos caminhos de ferro, no dia seguinte não fazem 30 viagens para colmatar as 15 que não realizaram no dia anterior. E os professores? Não fazem hoje, farão amanhã e lá vão adiando as férias.

    Pobre sociedade que escorraça os seus professores.

    • Carla says:

      Se acha que efectivamente só prejudicando os alunos se consegue garantir um bom ensino…está tudo dito!
      Eu não disse que não se devia lutar por uma melhor educação, referi que os professores devem ser mais valorizados e que a educação é o pilar de uma sociedade (se calhar achou por bem saltar essa parte para poder ser rude o suficiente) nem sequer falei do número de alunos por turma (esse sim um problema fulcral que traria igualmente vantagens para os professores). Por isso, não seja irónico nem coloque palavras na minha boca que não disse!
      Agora, aquilo que chega à comunidade como sendo a reinvindicação dos professores são as avaliações ( acho muito bem porque tive professores muito bons mas também muitas nódoas, verdadeiros incompetentes), as horas de trabalho, a recusa na mobilidade dos professores que têm horário zero…E com isso, desculpe ter opinião contrária à sua, não concordo!
      Chega a Julho estafado…acha o quê…que nas outras profissões se brinca? Férias da Páscoa, férias de carnaval, férias grandes…não é tempo suficiente para desanuviar do ritmo alucinante (sim, eu sei que dá trabalho) das aulas? (Ou as reuniões e correcção de exames é um trabalho assim tão desgastante?)
      Achamos sempre que a nossa vida é pior que a do resto do mundo…mas sabe…não é!!
      Eu não tenho um dia de folga semanal, não trabalho 35h, trabalho muito em casa, abdico de muito tempo pessoal e sabe que mais…não me queixo! Eu dou o meu melhor pelo meu trabalho e pela minha equipa…Nem todos terão que ser assim, agora…o drama, o horror, a tragédia porque têm de trabalhar 40h/semanais? Lutem para que essas 5h sejam para fazer aquele trabalho que têm de fazer em casa, isso sim!
      Lutem pelos vossos direitos, merecem e é sinal de uma sã democracia, mas Não prejudiquem a razão central da vossa profissão!
      Até vou fingir que não li a comparação com os trabalhadores da carris…
      Se calhar nunca passou pela ansiedade dos e exames nacionais, perceberia melhor o meu ponto de vista!
      E pior…prejudicarão exactamente aqueles alunos que mais se esforçam e que mais estudam…aqueles que têm método e que querem fazer um calendário de estudo de acordo com os exames de modo a ter a melhor nota possível, nota essa que vai influenciar o futuro desses jovens que os professores estão a usar como meio para atingir um fim pouco esclarecido!


      • Concordo com aquilo que escreveu. E sou professora…mas acho que todas as greves que já se fizeram até agora só estragaram o respeito que havia por esta classe.E detesto ver colegas a reclamarem quando até nem têm tanto trabalho como os outros. A luta devia ser por ter um horário de 40 horas na escola, semelhante aos paises nórdicos.Trabalham na escola e nao levam trabalho para casa.Mobilidade?Então e os contratados com a casa às costas são diferentes?Ninguém é obrigado a ir para onde não quer.Basta colocar o lugar à disposição.

        • Carla says:

          Totalmente de acordo!!

        • ferpin says:

          Como é que há 40h de trabalho nas escolas nos países nórdicos, se a escola só está aberta das 8h00 até lá para as 15h? As escolas nos países nórdicos têm horários bem menores que cá. Aliás, quando o socras inventou esse mito, os media foram lá ver, e eram turmas com menos de 20 alunos, fora a educação dos alunos que havia por lá e a tentativa de tornar os professores em bruocratas que não havia por lá.

          • Melo says:

            como é possivel nos paises nordicos trabalharem tão pouco e terem melhores
            resultados do que nós???? Pois acho que nós é que não estamos bem servidos. Conheço professores que davam poucas hora diárias e Estavam sempre contra e achavam-se cansados demais por aumentarem as horas de trabalho. Pois bem| todos eles davam aulas pós laboral em cursos de formação profissional ou explicações. Pois bem só se cansam do local de trabalho que lhe garantia o salário certo estatal. dali iam a correr dar aulas privadas.

      • Carla says:

        Só agora vi as respostas acima…Cara Luísa, concordo totalmente consigo! Aulas de 45 min devem corresponder a meia hora real de aula (não deve dar para nada) e os 90 min exagerados…depois de 60min o nível de concentração deve baixar consideravelmente.
        Turmas com 30 alunos é impensável…é de um professor arrancar os cabelos!! E prejudicará certamente a aprendizagem!
        Porque é que isso não passa cá para fora como uma luta vossa? Ninguém vos ouve falar disso…ninguém!
        Passo a citar:

        “A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) insistiu que só haveria acordo, se fosse consagrado que a mobilidade especial não se aplicaria de todo aos professores. A Federação Nacional da Educação (FNE) foi mais longe e estendeu esta exigência a toda a administração pública.” In publico

        ” A Fenprof recusou um acordo por considerar que o MEC não cedeu na sua exigência principal – a não aplicação da mobilidade especial aos docentes(…)” In publico

        “Em cima da mesa estiveram as novas regras que o Governo quer aplicar para a função pública, como o alargamento do horário de trabalho para as 40 horas semanais e a entrada dos professores no sistema de mobilidade. ” In Renascença

        “Em causa está a decisão de colocar os professores na mobilidade especial, que só será aplicada aos docentes em fevereiro de 2014, e o alargamento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais.” In DN

        Pois é meus Srs…é isto que nós vos ouvimos a reclamar: mobilidade e horas de trabalho!

        Ninguém ouve falar de turmas grandes, condições nas salas se aula, as condições de trabalho/ensino no sector privado (com colegas vossos explorados)etc etc….

        Se é esta realmente a mensagem que querem passar da vossa classe então força e eu vou realmente dar uma curva…Mas vocês vão acabar por dar uma curva também porque INFELIZMENTE vão continuar a perder o respeito da população…
        Sr. Paulo Inácio, se já está reformado, diga-nos lá…qual era o estatuto do professor quando começou a leccionar? Como era visto o professor? Que respeito tinham por ele?
        As coisas mudaram tanto e não é só porque aumentou o número de professores, não é só porque os pais agora protegem as suas criancinhas de forma desmedida, por vezes, mas também por situações como estas onde prejudicam os alunos porque rejeitam mobilidade para professores com horário zero e recusam as 40h…o número de horas que, meus caros, a maioria dos portugueses tem por semana!!
        Se o vosso problema vai além do vosso umbigo, porque é que não mudam o vosso discurso???

        • Luis António says:

          Quem me dera ter um mero horário de 40 horas (reais). O Governo é um perito a tornar diferentes posições em algo antagónico. A realidade é que a situação chegou a um ponto limite. Só em testes e se os corrigir em 10m cada (bastante rápido) um professor demorará 2500 minutos para 250 alunos (nr de alunos médio por prof. com horário completo) isso corresponde a 42 horas, apenas nessa tarefa, que é feita em casa e não é remunerada. Para além disso, fazemos planificações, temos cargos de direção ou de grupo de recrutamento, estruturamos aulas, fazemos atividades extra-letivas ah e lecionamos, quotidianamente. Se um professor se limitasse, verdadeiramente, às 40 horas semanais, então não havia discussão, nós em média trabalhamos 60, mas a ideia do Governo é aumentar a componente letiva sem diminuir, minimamente, a componente não-leitva, ou seja, trabalhar ainda mais e ganhar ainda menos. No fundo, é um principio transversal deste Governo a todas as classes. Se pensam que auferimos um salário chorudo, posso dizer-lhes que estou em inicio de carreira e que com 145 alunos a meu cargo, recebo 520 euros limpos. Longe de ser uma fortuna… Os alunos não são prejudicados, as datas serão agendadas em devido tempo e as notas já estão lançadas na aplicação informática, apenas faltam as respetivas reuniões de avaliação para que sejam colocadas na pauta. No entanto, quem tem o poder de agendar e reagendar os exames é o Governo, porque não o fez aquando do pré-aviso de greve, naturalmente para virar pais contra professores.
          Eu sinto-me feliz com os meus 520 euros, ao menos tenho emprego, embora me mate a trabalhar, o que me entristece são posições com desconhecimento de causa. Se fazemos isto não é só por nós, mas nas condições atuais é impossivel ensinar bem e quem sai prejudicado são os launos. Se a posição dos Profs. está desacreditada, foi porque ao longo do tempo sempre nos calamos, chegou a hora de dizer basta.

          • Carla says:

            Podíamos falar de todas as actividades extra que falou mas…nao venho para aqui descrever as minhas funções laborais…ser professor é e sempre foi tudo isso. Já sabia antes? Certo?
            Preocupa-me mais que receba 500€ (isso sim para mim é muito grave) do que todo esse trabalho que apresentou, volto a dizer: job description. Não se sente revoltado quando faz o mesmo ou melhor do que muitos professores que iniciaram a carreira em boa altura e por isso recebem mais 1500€ que você?
            Esta dura realidade dos jovens licenciados é que me preocupa…agora…centrarem a discussão na mobilidade de professores com horário zero….alguma empresa pagaria a um funcionário para não trabalhar?…ou nas 40h…..Porque não reinvidicam o vosso trabalho não lectivo agora que TODA a função publica vai passar para as 40h? Não seria mais vantajoso?
            Estranho que ao falar com professores pareça que falo chinês, mas volto a repetir… Não estou contra vocês, só acho que deixam demasiado que os sindicatos (com pessoas que não jogam no mesmo csmpeonato que o seu) falem por vocês, que os reais problemas não passam para a sociedade, que os vossos argumentos estão completamente desajustados da realidade e que não olhar a meios para atingir os fins nunca foi boa solução!
            Enquanto classe façam o que quiserem, depois não se queixem das conclusões que se tiram…
            Boa sorte para a educação é o que desejo! Confio em vocês … Mas por favor, lutem pela educação no seu todo e centrada no aluno!


        • Eu tenho 29 anos e a minha primeira manifestação foi contra as aulas de 90 minutos, Portanto veja lá à quanto tempo isto não foi.


      • Eu fiz exames nacionais e tirei notas elevadas, como ultrapassei essa ansiedade que tanto fala, estudando, tendo do meu lado professores que sempre me orientaram e apoiaram, que me tiravam todas e quaisquer dúvidas.. Hoje também sou professora, não estou colocada desde 2011, procurei outros trabalhos, fora da minha área académica, e infelizmente está tão mau o mercado de trabalho que cheguei a perguntar numa grande superfície se tirando a licenciatura poderia ter hipótese de trabalhar lá… Sinceramente, a sociedade portuguesa tem medo da mudança, tem medo de se impôr, tem uma mentalidade pequenina, em vez de querer o bem do outro, só pensa como pode derrubá-lo.. quando começarmos a sentirmo-nos felizes com a felicidade dos outros…. o país deixa de ser pequenino…começaremos a dar valor ao que importa..

        • João Sousa says:

          Sempre os mesmos a pagar a crise entende que nesse caso estamos a ser correctos, e deixamos essa “pequenez” de parte, tirar a quem não tem é o melhor processo?

    • prof says:

      E os pais??? AS associaç~es de pais que nestes momentos deveriam estarv ao lado dos professores e só se preocupam com banalidades…
      Acaso ainda não perceberam, ainda, que esta luta também é por uma escola melhor e mais justa, por professores mais motivados para trabalhar, mais disponiveis para vos receber e colaborar convosco na educação dos vossos /nossos filhos? Acordem de uma vez por todas!!!

    • João Sousa says:

      Não deixa de ser estranho (demasiado até) que nos períodos de férias (aqueles junto e no meio de simples feriados), quem passa junto dos estabelecimentos de ensino arranja sempre lugar para estacionar, quando os alunos têm aulas, ai temos que procurar outros locais nas redondezas. Será que, os carros que ali estão estacionados são dos alunos? Ou será que nesses dias, os Srs Professores vão de transportes públicos?

  10. Kate says:

    Eu sou apologista que um professor deve ter menos alunos sim, pk tal como foi dito em cima, não haverá tempo para todos os alunos. E depois? São os pais em casa que vão explicar? Não me parece… N estou a favor de continuarem com menos horas, mas sim menos alunos.

    • No meu tempo says:

      No meu tempo,ou estava atenta ou estudava sozinha. O apoio só é para alunos com dificuldades identificadas.Se os alunos estiverem calados, cumprirem regras de sala de aula e fizerem trabalhos de casa,não têm duvidas.A educação vem de casa primeiro, e este aspecto tem falhado e muito.As criançaão querem saber. s são despejadas na escola e se se portarem mal, estiverem a brincar na sala de aula, ou forem incorrectos seja com quem for, os pais não querem saber pois acham que a responsabilidade é da escola!No meu tempo, não era assim e éramos um pouco mais espertos(penso eu…)

    • João Sousa says:

      Parece-me haver aqui algo que não bate a boto com a perdigota. Nas zonas rurais, em tempos idos, havia uma escola em cada aldeia, presentemente, existe um centro escolar em cada Freguesia. Devido à crise os casais cada vez têm menos filhos, mesmo assim haver tantos alunos, será que estão a receber crianças vindo de outros países?

  11. maria says:

    Sou PROFESSORA há 30 anos e adoro o que faço. Quero dizer apenas que trabalho muito mais de 40 horas por semana e vivo os problemas de 100 alunos por ano. Nós lidamos com vidas e não com papeis…

  12. Angélica says:

    Blá blá blá… Fala muito quem está de fora. se trabalhar mais recebe horas extras ou dias de folga. Se fizer greve não recebe mas também não trabalha… e para que serve uma greve se não alterar algo na sua população alvo? se não fizer diferença então não serve para nada. Os alunos têm um ano inteiro para aprender a matéria e não é por ser adiado um exame que deixarão de a saber, se estudarem só no último dia (para além de não lhe servir de muito) ainda tem um bonús que tem mais outro dia para estudar…
    Agora justifica-se tudo com stresses psicológicos, coitadinhos dos meninos, que antigamente niinguém tinha esse direito e aprendiam mais e havia muito mais respeito. Psicológicamente, anda tudo muito preocupado mas esquecem-se que os professores também são humanos e psicológicamente também são afectados com todas estas medidas e PRINCIPALMENTE são os alunos que indirectamente ficam a perder.
    Ah e não sou das que estou sentada sem fazer nada ou, tão pouco, recebo 2 ou 3 mil €. Pelo contrário, o governo não me deixa dar o meu contributo.
    Acha melhor haver tantas rescisões quando esses profissionais fazem falta, e irem para o desemprego e receberem indeminizações e subsídios, quando podiam estar a contribuir? Não sai € no Ministério da Educação mas sai da Segurança Social, resumindo sai na mesma do bolso dos contribuintes mas sem retribuição.

    As pessoas só vêem o que querem e o que lhes interessa…


    • Pois é, não está lá dentro.Eu estou e vejo muitos profs que nem trabalham tanto assim (dão aulas mal e porcamente),nem lhes dão cargos porque não têm jeito prá coisa,e depois os outros é que pagam por isso.Há quem trabalhe muitas horas por dia, e fins de semana inteiros, mas esses estão a fazer o que os outros profs não fazem.Há dinheiro muito mal distribuído.E quem se queixa é quem menos faz.Há demasiada confusão com esta greve.As coisas têm de ser organizadas e não venham dizer que as crianças tÊm mais tempo para estudar porque isto causa ansiedade em todas.Se um adulto pode ficar afetado, uma criança muito mais.Eu até concordo com os cortes nos salários dos profs, porque se eu trabalho e faço o mesmo que outros professores “de escalões” diferentes , e muitas vezes tenho o dobro do trabalho. Acho que a distinção devia ser em quem tem cargos de coordenação ou direção (porque são cargos de responsabilidade acrescida).Agora professor é professor.A luta devia ser por condições melhores, redução de número de alunos, ter mais autoridade e respeito na sala de aula,melhores recursos, trabalha 40 horas na escola! não em casa. Deviam acabar com todos os sindicatos de professores e juntar só num,assim não havia tanta confusão que só atrasa o país e mentes.Não nos enganem e estudem a história para trás porque as coisas não vieram só deste governo.O problema é o governo não cortar mais onde deve também!!

  13. JOANA says:

    Após ter lido tantos comentários, sou plenamente de acordo com todos os comentários da Carla.
    Tenho 2 filhos na idade escolar e deparo-me com vários tipos de professores (bons e maus) como existe em todas as áreas profissionais…
    Noto que esta greve é uma mistura de opiniões e que muitos professores só a vão fazer porque vêem os outros fazerem ” MARIA VAI COM AS OUTRAS”. Lamento o governo permitir que haja professores com horário 0 e continuar a receber um excelente salário, mais que muitos que estão a trabalhar não 40h semanais, mas sim 54h semanais e a receber o salário mínimo… pensem nisso
    Compreendo que tem de haver professores que gostem do que façam e que lutem para que o mundo seja melhor, visto que as crianças de hoje, são os adultos de amanhã. Por favor tentem parar para pensar, neste momento ainda há liberdade em Portugal, ninguém é obrigado a trabalhar, se és professor, foi porque optaste por essa profissão, mas, ainda vais a tempo de escolher outra ” nunca é tarde” basta quereres trabalhar com AMOR ao que fazes…
    Se existe professores com horario 0, é porque não ha trabalho para eles, então que lutem para trabalhar, e não estarem à espera que o dinheiro entre na conta bancaria todos os meses, sem esforço. Andam uns professores a trabalharem para receberem o salrio ao final do mês, enquanto outros não precisam…

    • Carla says:

      Exactamente!

    • Tiago says:

      Excelente.


    • Lamento, que os professores continuem a achar que só têm direitos, e não saibam dar o respetivo valor de terem um emprego e um leque de regalias. Infelizmente, não têm a capacidade de nas aulas esquecer por 45m ou 90m o seus descontentamentos e fazem questão de fazerem comentários absurdos sobre as lutas deles!
      Se não estão satisfeitos que mudem de emprego e parem de prejudicar ao alunos e os pais!!!!

  14. Hélder Gonçalves says:

    Os que mais dizem preocupar-se com os danos causados aos alunos por causa de uma greve, são os mesmo que realmente nada fazem pela melhoria das condiçoes de alunos e professores no dia a dia
    Todos concordam com o direito á greve mas, para muitos´só quando não prejudicar ninguem!!!!! A não ser aos próprios…..nos seus vencimentos!!!!!
    Isso mesmo alegam muitos e muitos professores…. Num dia de greve estão sempre muito preocupados com os meninos… no dia a dia, gerealmente não são dos mais cumpridores! Estes, num dia de greve nunca faltam!!! Por isso estejam descansados, no dia da greve esta será boicotada por um número suficiente de professore que daria para fazer 2 exames em vez de um…Já cá ando há muito tempo e sei do quie a casa gasta!
    Mas se por acaso o exame se não realizasse, estes alunos não tinham ainda uma seguda chamada!?
    Crime foi o que a malvada da lurdes rodrigues fez com o exame de fisico-qiumica há uns sete anos atrás, condenada em sucessivos tribunais e finalmente no Tribunal constitucional!!! Os que estão agora preocupados nada disseram nessa altura, nomeadamente os proprios sindicatos… Era um tema que não interessava, pois mexia com muita gente, facilitava a vida aos piores alunos e prejudicava os melhores mas, quem é que quer saber daqueles que realmente trabalham!!! Eles são tão poucos…
    Vão-se catar

  15. António Paulo Silva Duarte says:

    Esta senhora, para além de mãe, deve ser professora! Esta classe acha-se o supra sumo da batata e colocam-se acima dos outros. Há quem trabalhe muito mais do que as 40 horas semanais, domingos, feriados, perto ou longe de casa e tenha que aguentar. Esta greve só serve os interesses de uma esquerdalha que quer arruinar o País. O Sr. Mario Nogueira não dá aulas há anos e recebe vencimento todos os meses. Quem é que lhe paga? A quem interessa o descontentamento permanente dos professores? Vão trabalhar e respeitem o que o esforço que os pais andaram a fazer durante todo o ano para dar educação aos seus filhos. Quem não respeita não deve ser merecedor de respeito. O direito à greve tem limites morais e éticos. Por mim, iam todos para o desemprego após a greve. Espero que a vida desta gente fique ainda mais difícil para o ano que vem e que só fiquem os bons. Infelizmente, se forem 10% do total já são muitos. Deviam ter vergonha na cara!

    • Nuno Marques says:

      Comentários generalistas desse género são desnecessários e inúteis. Há quem trabalhe mais? Obviamente que há, mas a maior parte dos que trabalham mais fazem-no em empregos que renumeram essas horas, ao contrário de pais professores que chegam a casa e não têm tempo para estar com a família, pois vão preparar o trabalho do dia seguinte. Sou aluno universitário e acabei o secundário há pouco tempo, com boas notas devo acrescentar, e digo-lhe que a maior parte dos alunos está se a borrifar para o Ensino e acha que a Escola é que é responsável por lhes incutir educação, vêem a escola como uma obrigação e não como uma oportunidade de aprender mais. Mas não digo mais que com comentários desse género não se vai a lado nenhum. Há professores maus, ou que recebem a mais para o que trabalham? Há sim senhora, mas se pensa que essa fatia representa 90% da classe e que mesmo esses 90% já vão com sorte em trabalhar, então peço lhe que respeite se quer respeito e que aprenda a ter vergonha antes de criticar.

  16. Orlando says:

    Uma opinião em relação aos comentários da Carla. Compreendo os seus argumentos enquanto mãe. Mas, saberá que os horários zero que existem, e que tão naturalmente diz que “pertencem a professores que não querem trabalhar” apareceram após este ministro ter aumentado o número de alunos por turma? Mais alunos = menos turmas = menos professores = horários zero! E também devido a ter sido reduzido o currículo, através da eliminação de áreas curriculares como formação cívica, área de protejo e estudo acompanhado (como se não fossem áreas estruturantes), para além da redução de carga letiva em determinadas disciplinas…e fim dos desdobramentos da turma para atividades experimentais…E devido a muitas outras questões que não vou agora enumerar…portanto o problema dos horários zero aparece devido às alterações efetuadas por este ministro. O problema está a montante! E a Carla só está a ver a jusante…quando diz que discorda do número de alunos por turma ter aumentado, então está a concordar com a revolta dos professores e dos tais “abomináveis” horários-zero que não querem trabalhar…mas que foram resultado destas e de outras medidas…que lesaram a qualidade do ensino e, também, da vida dos professores…só quero que entendam que, o que parece ser tão evidente, por vezes tem outras explicações e motivos que levam a conclusões precipitadas. Mas compreendo a sua preocupação com os seus filhos, tal como compreenderá a preocupação que os professores têm para com os seus próprios filhos…nos caso dos futuros professores desempregados…e de terem sido alterados os contratos que foram com eles celebrados pelo estado. Tudo normal numa sociedade justa, honesta e civilizada…Se há muitos profissionais que trabalham muito mais do que as 40 horas, talvez fosse bom pensarem que tal não deveria acontecer numa sociedade evoluída, porque tira postos de trabalho a muitos desempregados e porque a qualidade de vida de um país vê-se a este nível…e estamos a regredir…querem-nos baixar os salários para sermos mais competitivos ….em relação aos chineses!!!! Não percebem que este não é o caminho??? Portugal tem direito a ser um país verdadeiramente europeu!!!

    • Carla says:

      Compreendo o que diz!
      Efectivamente não podemos ser escravos do trabalho, nem caminhar para uma sociedade “workaólic”, mas tem de haver uma uniformização de direitos e deveres…
      Efectivamente a razão central que levou à existência de professores com horário zero está errada, mas não posso concordar que por isso se recusem à mobilidade – assumo que não poderão haver classes privilegiadas na função publica.
      Conheço casos concretos em que tiveram uma redução muito significativa do horário mas,claro, continuam a receber o mesmo. Nem Poderemos mesmo continuar a sustentar um sistema assim?

    • Carla says:

      Compreendo o que diz!
      Efectivamente não podemos ser escravos do trabalho, nem caminhar para uma sociedade “workaólic”, mas tem de haver uma uniformização de direitos e deveres…
      Efectivamente a razão central que levou à existência de professores com horário zero está errada, mas não posso concordar que por isso se recusem à mobilidade – assumo que não poderão haver classes privilegiadas na função publica.
      Conheço casos concretos em que tiveram uma redução muito significativa do horário mas,claro, continuam a receber o mesmo. Nem para um bom professor isto pode ser gratificante. Poderemos mesmo continuar a sustentar um sistema assim?

  17. andreia says:

    Precisamos mesmo de apoio com este.

  18. MViana says:

    sempre há que olhar de forma diferente…os nossos governantes ensandeceram de todo…

  19. manuel campos says:

    Desculpe a minha opiniao, mas a Senhora tambem esta a contribuir para a demagogia.


  20. Apoiado. Bj da vizinha do vale da mua.

  21. Fernando says:

    Espanta-me ver tanto professor não saber que “há” se escreve com um h´antes do à.

  22. Teresa D. says:

    Carla, permita-me que lhe pergunte, qual é mesmo a sua profissão? É que reconhece tantas vantagens na profissão de professor, que tenho vontade de lhe dizer que quando tirei a licenciatura, havia muitas vagas….
    Sabe o que me disse o meu marido quando se começou a falar das 40 h de trabalho? “Olha T., vais passar a trabalhar apenas 40h/semana!” sim, porque quem conhece o trabalho de um professor sabe bem que ultrapassa largamente este número…..por isso, esta não é a razão fulcral do descontentamento dos professores. Quanto à mobilidade…..diga-me lá o que faz profissionalmente que eu depois explico-lhe.

    • Carla says:

      Mais razão me dá! Se trabalha mais do que 40h o vosso discurso nesta causa está completamente trocado!
      Não llhe vou dizer naturalmente qual é a minha profissão digo-lhe que estou na área da saúde e nunca ambicionei ser professora porque nunca senti que essa fosse a minha vocação!
      Puxando para esse lado…gostava que houvesse uma greve geral na saúde que pudesse por em causa os serviços mínimos, necessitava de ir à urgência e o seu tratamento era-lhe negado por causa de uma greve pondo em risco a sua saúde? Não creio…(e a saúde nao é uma sector à parte, respeito pela profissão e pelos que servimos é transversal a todas as áreas).
      Quanto à mobilidade…faço em media 5000km por mês…quer mesmo falar disso?

  23. Teresa D. says:

    Quero, assim que souber qual é a sua profissão. 🙂

  24. António Paulo Silva Duarte says:

    Trabalho desde os 17 anos num regime de 10 ou mais horas por dia e muitas vezes em dias de descanso. Estes professores, à semelhança de todo um país que acha que o 25 de abril só trouxe direitos, vivem num mundo à parte. Está na hora de voltarem à realidade: senhores professores, neste País quem trabalha, tem 22 dias úteis de férias e quem não pode perder o emprego tem que trabalhar o suficiente para não desiludir a entidade patronal. É assim para todos, portanto, bem-vindos ao “clube”.Vamos mas é trabalhar e deixar-nos de politiquisses, porque vocês são meros peões nas mãos de Nogueiras e Avoilas. Gente que nunca fez nada na vida.


  25. Li todos os comentários e concluo que há muita gente com inveja da profissão docente.
    Por mim podem ficar com as ditas regalias que os professores têm (incluindo as ditas férias), aposto que em menos de um mês mudariam a vossa opinião.

  26. JIMFernandes says:

    Costuma-se dizer: pimenta “no dito dos outros”, para mim é refresco. Quantas pessoas estão aqui a comentar as regalias dos professores e têm regalias ainda maiores, mas são inconfessadas. As 35 horas semanais dos professores, são as que estão no papel, mas efetivamente, elas são muitas mais. Normalmente, 35 horas gasta o professor, mas na escola, com reuniões, cargos, supervisões, etc, etc! Depois leva para casa as correções, as atas, os relatórios, os ensinos especiais quando tem alunos com N.E.E, a estatística, a programação diária e mensal das aulas, as várias coordenações. E como se isto tudo não bastasse ainda chegam a toda a hora emails (para os emails privados dos professores) documentos para realizar (todos para ontem) durante os dias da semana e durante o próprio fim-de-semana. Por vezes (e quantas) chegam no domingo para serem apresentados na segunda-feira quando chegar à escola. Mas este trabalho ninguém vê. Falam de férias que têm muitas férias, isso foi chão que já deu uvas, as férias que os alunos têm não são aquelas que os professores têm. Eu sei que há pessoas, que não são professores, que têm também muito trabalho e que se estafam, mas essas, na generalidade, não falam, porque sabem dar valor ao trabalho dos outros. Não venham dizer que há professores que… isto, que … aquilo, Agora digam-me: Qual é a profissão em que isso não acontece? Há um provérbio que diz: “Quando apontas um dedo a alguém, lembra-te que tens três que apontam para ti”. E fala-se na mobilidade, Será que serem colocados longe da família, como a maior parte dos professores foram, não é mobilidade? Eu, só fiquei efetivo depois dos 25 anos de serviço e quase a fazer 50 de idade! Até aí andei pelo Alentejo, por Trás-os-Montes, Baião, Marco de Canaveses, etc, etc e tudo às minhas custas, não recebi um tostão a mais! Qual é o emprego em que isto acontece? Tive de comprar automóveis para fazer quilómetros e quilómetros se queria vir a casa no fim-de-semana para visitar a família porque os horários da escola eram incompatíveis com os horários dos transportes públicos. Estas são as regalias dos professores que ninguém fala!

    • Carla says:

      ” A vida dos outros é tão simples para mim” …é uma música que encaixa bem neste rol de comentários, mas de ambas as partes..
      Vejamos, eu compreendo que a vida de professor só traz realmente uma recompensa financeira que permita uma vida com alguma qualidade e acima da média enquanto se mantiver a estabilidade remuneratória e de trabalho que existia, enquanto se mantinha a progressão na carreira que permitia em fim de carreira auferir um bom ordenado (e em tempos de vacas gordas, reformar-se aos 50 com reformas criminosas)..que o ordenado do pinga pinga sem incentivos extraordinários pode levar ao desanimo e prejudicar o rendimento…eu sei!!!Mas, a verdade é que o mundo mudou porque se tentou sacar muito e mal os fundos existentes. Os professores (como os médicos) sempre foram classes protegidas e agora custa muito perder direitos, eu sei que custa…mas pior estão aqueles que nunca vão saber que regalias são essas…ou acha justo um professor em inicio de carreira ganhar 600€ quando tem trabalho, um economista 600€, um arquitecto não ter de todo trabalho?? (sim, meus Srs há classes que em tempo de crise não podem ir reclamar com o estado porque lhes aumenta 5h semanais, ou que querem mais vagas para os professores desempregados! Há profissões quenão têm esse tipo de protecção nem podem (em atitudes que roçam a chantagem) EXIGIR ao estado – aquela santa casa da misericórdia que tem de ajudar toda a gente- trabalho ou que lhes permita receber e nao trabalar…ou se desenrasca por si, ou emigra ou muda de rumo … Mas…”A vida dos outros é tão simples parar mim”)
      Estou muito confortável com a minha carga de trabalho extra horário laboral dito normal e por isso…tudo isso que enumeram não me choca…Mas.,, concordo que os professores tenham este trabalho todo extra? Nao!! Mas como não é nessa luta que os vossos sindicatos estão, esse nao é um argumento válido para que concorde com esta greve (não pela greve em si mas pelos dias escolhidos…nem sempre o direito de lutar pelas direitos que achamos ter dão legitimidade para que não se olhe a meios para atingir os fins)!
      Quanto a essa instabilidade dos professores de andarem com a casa às costas…realmente um problema grande grande…vivi de perto esses dramas! Mas…isso não é a mobilidade de que falamos cara JIM, sabe bem disso!!nao vamos confundir as coisas…nem tão pouco é uma causa pela qual os vossos sindicatos se estão a atravessar. Portanto…continua a nao ser argumento válido para esta greve!
      Alias, se trabalha assim tanto…não a revolta que haja colegas seus que recebam para não trabalhar?
      Uma distribuição de direitos um pouco estranha esta, ahm?
      Um trabalhador das finanças que jogue sudoku o dia todo tenha de ir trabalhar para outra localidade até 60km achamos ok, agora um professor?? Epá, isso é que não!


      • 60 km??? Só??? Quem me dera….Deste lado são 280 km e moro com uma professora quadro de escola que está a muito mais que 60km de casa e apenas vê as filhas ao fim de semana. Não me estou a queixar, foi uma opção de vida que fiz. Mas muitos colegas já passaram por isto. Sacrificaram anos da suas vida e da vida de quem lhes é mais querido, para aproximarem da residência, lutaram por um futuro melhor, na profissão para a qual têm vocação. Mas de repente, apercebem-se que todo esse sacrifício não valeu a pena, que há uma grande probabilidade de verem a sua família desfeita, e essa já não era a sua opção. Sim, porque vir a casa uma vez por mês, ou mesmo por semana, não é viver em família e cria muita instabilidade aos filhos e casamentos. Não estamos a falar de apenas um raio de 60 km, estamos a falar de um país inteiro…De uma mudança radical…
        Eu adoro o que faço, trabalho por paixão e dedico-me de corpo e alma aos meus alunos. Acompanho o seu crescimento, vivo as suas angustias, as suas vitórias, tento transmitir alguns valores básicos de cidadania que desconhecem totalmente e ouço-os quando necessitam…A última coisa que faria era prejudica-los.
        Fiz esta greve após muita reflexão e ponderar os prós e os contras. Sei que não prejudiquei nenhum aluno. A preparação para os exames efetua-se no decorrer do ano letivo e não na semana anterior aos exames. Apenas lhes disse para estudarem e não se preocuparem com mais nada. Não fizeram segunda, fazem noutro dia. O que sabiam para segunda, sabem para outro dia.
        De ano para ano, vejo-me a ficar sem condições para desenvolver o meu trabalho da forma como acho correta, como gostaria. E vai ficar pior. Por melhores profissionais que haja, chega a uma altura, que é humanamente impossível desenvolver o nosso trabalho com qualidade. E essa é a qualidade de ensino que se vai perder, e é por ela que eu luto. Provavelmente, no ano que se segue não vou ter trabalho, mas se pensar que contribui para deixar o ensino um pouco melhor, já fico satisfeita.
        Mas sinceramente, estou cansada de tentar explicar a quem não quer perceber, todas as causas desta greve. “O pior cego é aquele que não quer ver”.

    • Carla says:

      Quantos às férias… Concordo que não é um argumento valido e não o devia ter usado…
      Só usei porque considero que as férias escolares dão una folga à cabeça dos professores e que o trabalho burocrático que têm de fazer não é assim tão desgastante, mas disso não devo falar porque não conheço de perto, só do que me apercebo de professores que conheço bem…
      Além de que férias são um período de ausência total de trabalho (e assuntos relacionados) e nesse campo, vocês têm razão quando criticam esse argumento.
      Férias…out! 🙂

  27. Aquiles says:

    Os temas trazidos à praça pelos professores são comuns a todos os grupos profissionais que não vivem do mercado. Discute-se o paradigma da distribuição/compensação quando se deveria discutir o paradigma da produção/eficácia/eficiência.
    Falta ao discurso ideias exploratórias. Prospectiva. Para onde vai o país?

  28. António Paulo Silva Duarte says:

    Só vale a pena discutir questões com esta classe profissional quando eles perceberem que todos vivemos num País cheio de defeitos e que vive ainda com vícios vermelhos de direitos adquiridos. E os deveres? Ficam para quem? Deixem-se de lamúrias e trabalhem. Não me venham dizer que nos quase 3 meses de férias existe trabalho suficiente para vos ocupar durante dois meses. NINGUÉM acredita nisso! A não ser que se trate também de um direito adquirido e que não o queiram perder. Por amor de Deus, não há paciência para este País e esta gente!
    Enquanto tiver filhos na escola vou sempre defender a qualidade do ensino e o direito à educação! Uma classe que recusa ser avaliada é porque sente que isso os pode prejudicar. Eles lá saberão o que andam a fazer (nós também) enquanto todos nós lhes pagamos o ordenado!


    • Não querem ser avaliados???

      Eu não quero é ser avaliado por quem é pior que eu, cujas metodologias podem ser à partida contrárias às minhas, por quem vem assistir a uma preparada para ser “aquela” aula, por quem dá a melhor nota ao amigo,…

      Quero ser avaliado, mas por quem de direito, nunca por um colega de escola com quem posso não me dar pessoalmente e que pode misturar as coisas. Porque não se faz como na França e quem avalia são os inspetores???

      Avaliações de treta dispenso!!!

      • António Paulo Silva Duarte says:

        Caro Sergio Louro. Bem vindo ao mundo dos mortais. Trabalhei para o privado toda a minha vida e nunca fui avaliado por alguém com mais capacidades do que eu. Para além disso a avaliação que fazemos dos outros é sempre muito subjectiva. Estive sempre sujeito aos factores que refere pelos quais não quer ser avaliado e tive que me aguentar. É por isso que acho que os professores se consideram acima dos outros. A avaliação profissional faz parte da nossa vida e para os professores não deve ser excepção. Qualquer que seja o modelo de avaliação.


        • E foi bem ou mal avaliado? Se foi bem avaliado qual o problema?

          Se foi alvo de injustiças, protestou? Foi ouvido?
          Se protestou, como ficou a relação com a entidade empregadora?

          Disse que não quero ser avaliado??? Quero ser, mas bem avaliado e tenho sido ao longo de todos os anos em que tive de ser. Justa ou injustamente fui.
          O problema é que vi, e vejo, quem não o merece ser considerado excelente, apenas porque é mais amigo do que o outro colega.

          “Qualquer que seja o modelo de avaliação” – Não me faltava mais nada do que ser prof. de Matemática e ser avaliado por um prof. de ciências naturais!!!
          Cientificamente deve saber muito de matemática, não quer dizer que não saiba, mas não será certamente a maioria.

          • António Paulo Silva Duarte says:

            Tive das duas coisas. Mas nas situações em que fui mal avaliado tive sempre como resposta “é assim e pronto”. Não há forma de protestar. Quem o fizer arrisca-se! Não digo que este seja um sistema correcto mas, infelizmente, é a realidade. E existiram sempre os amigos dos avaliadores que, incompetentes ou não, têm sempre boas avaliações. O mundo não é perfeito.


        • Eu fui avaliada sempre com muito bom… e nunca tive qualquer compensação por isso, pois como existem cotas, elas eram preenchidas por professores do quadro.. isso também existe na sua avaliação?

          • António Paulo Silva Duarte says:

            Claro que existe! Numa escala de 1 a 5 sempre estive acima dos 4,5 e nem sempre fui aumentado de acordo com a nota que tive. Existem sempre os amigos que nos passam à frente. No seu caso, os professores de quadro. Mas assim é a vida! Não pense que os professores são excepção!
            Pelo contrário: nunca ousaria fazer greve. Isso no privado não existe. Basta isto para ver como é privilegiada.


      • Deves estar à espera que criem um sistema de avaliações gerido por marcianos…achas que é diferente no privado????… humanos é o que somos e por isso falíveis… essa do ser avaliado por alem pior está boa…


  29. Boa tarde

    Professores com horário zero recebem e não trabalham??!!!
    É isto que me parece que foi dito aqui, se assim for, só pode ser por maldade. Horário zero= zero horas letivas, e professores com zero horas letivas são destacados para outros serviços, biblioteca, administrativos,… e aí cumpre as 35 horas semanais.

    600€ em ínicio de carreira??? Só se tiver horário incompleto, e se o aceitou foi porque quis, pois eu também já estive nessa situação e aceitei porque quis, caso contrário ia procurar outra saída profissional. O problema é que atualmente onde está ela?

    Longe de casa, já fiquei mas apenas porque sujeitei-me a tal, atualmente o professor em ínicio de carreira (conhecido como contratado) é forçado a concorrer a duas zonas, salvo erro, isso sim é injusto pois não sendo do quadro deveria concorrer apenas onde quisesse.

    Férias, puxo apenas a conversa para relembrar que ao contrário de outras profissões estamos sujeitos a tirar férias sempre na época alta, eu gostava de tirar em qualquer época do ano mas não me deixam!!!

    Horário de 40 horas, venha ele, assim começo a trabalhar menos. Trabalho bem mais de 40 horas semanais. o que os professores pedem com esta greve é apenas que as 40 horas não incluam mais horas letivas, falo pelos meus colegas de escola, os outros não sei mas parece-me que pedirão o mesmo. Aproveito ainda para pedir as 40 horas de trabalho na escola, assim começo a ter tempo para a minha filha que sofre com isto tudo, mas não faz mal pois é minha filha e não dos outros, e já a esses eu não posso prejudicar com esta greve…

    Espero bem que a greve se aguente, e que os sindicatos façam o que lhes é pedido pois se assim for este ano letivo não termina dado que as greves às reuniões impedirão o final do ano letivo, o que no 12º ano será bastante prejudicial. Não quero que aconteça mas parece-me que o ME não irá dar o braço a torcer mesmo quando se pede tão pouco.
    Os exames nacionais nunca sairão prejudicados pois jamais o ME iria deixar que não se realizassem, já as equivalências à frequência não se realizam, pelo menos para aqueles que andaram a brincar durante o ano e não transitaram vão ter de esperar.

    • Carla says:

      Então um professor a trabalhar como administrativo faz sentido!?
      Como acontece, alguém receber 2000€ para essa função não me parece compatível com o país que vivemos! Mas…é só a minha opinião.
      Quanto aos 600€, foi um colega seu que disse num comentário, limitei-me a acreditar…Mas que outros licenciados recebem esse valor, isso lhe garanto.
      O sr defende que as 40h sejam em trabalho não lectivo…100% de acordo…mas não é o que os seus sindicatos dizem! Querem simplesmente manter as 35h!
      E portanto ou o ME dá o braço a torcer no que vocês querem ou prejudicam-se os alunos…que bela chantagem…ups, negociação, era o que queria dizer!


      • Espere, se entendi bem trabalha na área da Saúde, certo? quando se faz greve nessa área quem fica prejudicado não é o utente? Diz que há serviços mínimos, o que significa que todas as consulta programadas para esse dia são efectuadas, assim como cirurgias etc? Não! Só as urgências são considerados mínimos! logo mesmo que haja serviços mínimos quais os alunos escolhidos para terem direito a fazer exames? todos?! não sou docente trabalho no privado e não na área da educação ou saúde… Parece-me que tem todo o direito de fazer greve, e para esta ter efeito tem de ter impacto. *e pena que alunos tenham de sair prejudicados, mas por exemplo na saúde também tenho pena que o utente seja o afectado nas greves e assim em todas áreas…


  30. “Então um professor a trabalhar como administrativo faz sentido!?”

    Tem razão, assim como não fará um engenheiro civil, um farmaceutico,… serem professores, mas são!!!

    “Como acontece, alguém receber 2000€ para essa função não me parece compatível com o país que vivemos! Mas…é só a minha opinião.”

    Quem disse que um professor com horário zero não trabalhava e ganhava na mesma não fui eu pois não??? Apenas corrigi.

    “Quanto aos 600€, foi um colega seu que disse num comentário, limitei-me a acreditar…Mas que outros licenciados recebem esse valor, isso lhe garanto.”

    Nunca disse que outros não ganhavam.

    “O sr defende que as 40h sejam em trabalho não lectivo…100% de acordo…mas não é o que os seus sindicatos dizem! Querem simplesmente manter as 35h!”

    Por isso os sindicatos estão a ser ultrapassados pelos movimentos de professores.

    “E portanto ou o ME dá o braço a torcer no que vocês querem ou prejudicam-se os alunos…que bela chantagem…ups, negociação, era o que queria dizer!”

    Tente fazer uma greve sem prejudicar doentes e diga-me se serviu de alguma coisa. Uma greve só serve se afetar alguém, a única forma que os professores têm de afetar o ME é afetando os alunos.
    Mas vou já deixar de fazer esta greve pois mais vale prejudicar-me a mim e aos meus filhos com mais horas de trabalho do que os filhos dos outros.

    A opinião pública acha que pode opinar de educação mesmo sem nada saber, gostaria de ver se ao ir ao hospital e dissesse a um médico, enfermeiro,… ou noutra profissão qualquer, o que devem fazer se gostavam.
    como pode o professor ser respeitado se todos opinam como se tudo soubessem? Assim se começa a entender certas respostas dos nossos alunos e certas faltas de respeito. “Filho de peixe sabe nadar.”

    Expliquei aos meus alunos o que queríamos para esta greve e o que os podia afetar, entenderam tudo perfeitamente, tanto que a partir de 3ª feira começam as aulas de preparação de exame e todos irão comparecer.

    • António Paulo Silva Duarte says:

      Caro Sergio, Que bela forma de viver em comunidade. Olhar para o umbigo. Não importa se os alunos são ou não prejudicados ou se os pais deixaram de comer para comprar os livros para os filhos. O que importa mesmo é fazer uma greve para impactar as vidas alheias porque “uma greve só serve se afetar alguém, a única forma que os professores têm de afetar o ME é afetando os alunos”. E tudo isto porque não se quer trabalhar 40 horas como muitos outros. Não importa se tem ou não 2 meses de férias. Isso já é normal. Mas em que País vive?! É por esse pensamento egocênctrico que este País não vai a lado nenhum! Com essa forma de estar por mim os professores não terão senão um desprezo profundo. Tenho dois filhos em idade escolar e acho-os de uma irresponsabilidade atroz. Espero que o ME ponha ordem nisto e corra com as maçãs podres do sistema.


      • Explique-me de que modo serão prejudicados pela greve???

        Explique-me também comos serão prejudicados pelas novas alterações: turmas de 30, mais horas para os professores?

        Quem disse que não quero trabalhar 40 horas??? Eu?? Leia como deve ser.
        40 até queria, mas não dá são sempre bastante mais. Em certas semanas nem se fala.

        Já agora ao querer limitar-me o direito à greve é olhar para onde? Pés???
        Deve ser deve, tem muito sentido de democracia.

        2 meses de férias??? No privado tinha assim tanto???

        Eu por mim não tenho, tenho direito a 24 dias e no último ano devido a correção de exames, elaborar horários de outros colegas, reuniões, tive 20. Quando vou gozar os restantes? NUNCA

        • António Paulo Silva Duarte says:

          Caro Sérgio. Ninguém quer limitar o seu direito à greve. Faça a greve que quiser, mas sua liberdade não pode colidir com a dos meus filhos, que são cidadãos como você. Quando olha para o umbigo faz com a sua democracia só o sirva a si e não respeite o próximo. Essa democracia, deixe-me dizer-lhe, não é a verdadeira e apenas serve interesses de lutas sindicalistas.
          Quanto aos dias de férias, uma vez que as aulas terminam em meados de Junho e recomeçam em Setembro, das duas uma: ou de facto os professores têm pelo menos dois meses de férias, ou a produtividade nesses meses é mínima. Ninguém acredita que, por exemplo, durante metade de Junho e todo o mês de Julho, os professores de uma escola estejam todos a rever exames e a fazer horários. Isso, numa empresa privada tem que ser feito numa semana! É essa realidade que não conhece e que o leva a dizer que existe muito trabalho nesse período. Desculpe mas não acredito.
          Relativamente às horas de trabalho, posso-lhe dar o meu exemplo particular; trabalho seguramente perto de 60 horas por semana e, hoje, quando não lhe estou a responder, estou a trabalhar para que não me atrase no meu trabalho. Já assim foi ontem e, muito provavelmente será amanhã.
          Mobilidade?! Pelo menos duas vezes por mês sou obrigado a deslocar-me ao estrangeiro em trabalho. O que chama a isso? Vou-me já adiantar e dizer-lhe que a retribuição adicional pelas horas de trabalho a mais e pela “mobilidade” é nula e ainda tenho que me dar por satisfeito por ter emprego. É essa realidade que os senhores teimam em desvalorizar. Por isso não argumente com horas de trabalho e dias de férias não gozados porque aí tem uma batalha perdida logo à partida. Esta greve é uma vergonhosa chantagem que afaga o ego de Nogueiras e Avoilas.

    • Carla says:

      Sabe, não concordando com os motivos da greve não posso deixar de achar insultuosa a forma carniceira como fala da greve. Se gosta de analisar ponto por ponto o que digo, então vá lá acima e comente o que os vossos sindicatos dizem (excertos retirados do publico, renascença e DN) como sendo a causa principal da greve. Antes de ir para a greve certifique-se que as suas causas são as causas que chegam ao ME…mandar aqui uns bitaites é óptimo mas no final o que conta é o que chega ao ministro, ou seja, os vossos sindicatos (alias, somente os maiores…vocês têm imensos)!
      E fala da saúde…sabe quantas regalias já firam alteradas?? Pois…nao deve saber…
      Prejudicar o doente sem correr riscos de morte..se algum familiar meu tivesse problemas na saúde por causa de uma greve eu saberia bem por onde avançar!


      • Da mobilidade não vou falar pois tenho uma opinião diferente da que os sindicatos querem.

        “Em cima da mesa estiveram as novas regras que o Governo quer aplicar para a função pública, como o alargamento do horário de trabalho para as 40 horas semanais e a entrada dos professores no sistema de mobilidade. ” In Renascença

        – Quem disse? Na noticia não fala em ninguém dos sindicatos?

        “Em causa está a decisão de colocar os professores na mobilidade especial, que só será aplicada aos docentes em fevereiro de 2014, e o alargamento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais.” In DN

        – Quem disse? Na noticia não fala em ninguém dos sindicatos?

        Mostre-me uma notícia onde alguém de FNE e Fenprof fale de que não quer as 40 horas ao invés das 40 horas sem aumento de letivas e dar-lhe-ei toda a razão.

        • Carla says:

          Fácil…bastou ir aos sites…
          Fenprof:
          A importância desta grande luta reside também no facto de não ser uma luta apenas de protesto, pois os principais motivos que levaram à sua convocação mantêm-se atuais e as reivindicações formuladas são ainda possíveis de se concretizarem: a recusa da mobilidade especial e a sua regulamentação para aplicação aos professores (o que parece contrariar um discurso que procura convencer que não haverá aplicação), de despedimentos e do aumento do horário semanal de trabalho para 40 horas.
          http://www.fenprof.pt/?aba=87&mid=234&cat=472&doc=7598

          – Aumento do horário de trabalho para as 40 horas, com as implicações que isso terá nas condições de trabalho, na qualidade do ensino e no emprego;
          http://www.fenprof.pt/?aba=37&mid=132&cat=343&doc=7583

          Fne:
          Logo no cartaz da greve onde se lê:
          Em defesa de horários de trabalho adequados e contra o aumento do horário para as 40h

          E confesso que não me apeteceu procurar mais

          Então na mobilidade estamos de acordo?:)

          Mas não quero ter razão, só gosto mesmo de dar a minha opinião!


          • Mas esse aumento de 40 vem na sequência do que o governo disse, que aumentava para 40 horas e seriam letivas, pois só assim podem colocar mais colegas na rua.

            Diga-me uma coisa, quando o governo aumentou as turmas para 30 alunos, sendo que prejudicaram os “nossos” filhos, também protestou?

            A mobilidade está relacionada com direitos adquiridos, que pela constituição não podem ser perdidos, mas aí depois entra o porquê de estarem com horário zero. Ou seja, porque será que as disciplinas estão a ser extintas, não tinham interesse para os alunos (Visual e tecnológica não tinham???) ou será que o interesse económico é que manda.

          • Carla says:

            Já estava à espera de uma resposta semelhante 🙂
            Então, mas onde é que eu posso ouvir os sindicatos a colocar esses parêntesis em frente das 40h?
            Não pode assim dizer que o governo aumentou as turmas para 30…não é bem assim, não é?

            Constituição de turmas
            Na constituição das turmas devem prevalecer critérios de natureza pedagógica definidos no Projecto Educativo da Escola. Compete à direcção executiva/direcção pedagógica aplicar esses critérios no quadro de uma eficaz gestão e rentabilização de recursos humanos e materiais existentes.

            – As turmas do 1.º Ciclo do Ensino Básico são constituídas por 24 alunos, não podendo ultrapassar esse limite.

            – As turmas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, nas escolas de lugar único que incluam alunos de mais de dois anos de escolaridade, são constituídas por 18 alunos.

            – As turmas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, nas escolas com mais de um lugar, que incluam alunos de mais de dois anos de escolaridade, são constituídas por 22 alunos.

            – As turmas dos 5.º ao 12.º anos de escolaridade são constituídas por um número mínimo de 24 alunos e um máximo de 28 alunos.

            – As turmas com alunos com necessidades educativas especiais resultantes de deficiências ou incapacidade comprovadamente inibidora da sua formação de qualquer nível de ensino são constituídas por 20 alunos, não podendo incluir mais de 2 alunos nestas condições.

            – No 9.º ano de escolaridade, o número mínimo para a abertura de uma disciplina de opção do conjunto das disciplinas que integram as componentes curriculares artística e tecnológica é de 10 alunos.

            – Nos cursos científico-humanísticos, nos cursos tecnológicos e nos cursos artísticos especializados, nos domínios das artes visuais e dos áudio-visuais, incluindo de Ensino Recorrente, no nível secundário de educação, o número mínimo para abertura de um curso é de 24 alunos e de uma disciplina de opção é de 10 alunos.

            – Requere-se um número de 15 alunos para abertura de uma especificação nos cursos tecnológicos e de uma especialização nos cursos artísticos especializados. Se o número de alunos inscritos for superior a 15, é permitida a abertura de duas ou mais turmas de uma mesma especificação ou a abertura de outra especificação do mesmo curso tecnológico, não podendo o número de alunos em cada uma delas ser inferior a oito.

            – Na especialização dos cursos artísticos especializados, o número de alunos não pode ser inferior a 8, independentemente do curso de que sejam oriundos.

            Mas claro que não sou a favor de turmas numerosas…se bem que, no meu 12 éramos 40alunos (agora que penso, nem sei bem como foi permitido) mas com desdobramento da turma nas disciplinas principais e sabe que mais? Correu bem!
            Mas se tivesse de opinar, não…não concordo!
            Mas na minha zona de residência os motivos do horário zero são outros…..o envelhecimento da população e consequente redução (drástica) do número de crianças…
            sejam quais forem os motivos…se há professores que têm de encher chouriços em bibliotecas e demais serviços administrativos da escola…bom…há que transferi-los para onde são precisos a leccionar – a verdadeira função para a qual foram contratos! ( no privado, seria despedida e ponto final)
            Só uma pergunta…EVT foi extinta ?? A ultima info que tinha dessa disciplina era de que passaria a ter só um professor..

          • Carla says:

            Não fui totalmente precisa…correcção: as turmas podem ir de 26 a 30 alunos tal como indica no Despacho n.o 5048-B/2013…
            E aconselho a leitura do mesmo onde se lê:
            1- O desdobramento das turmas e ou o funcionamento de forma alternada de disciplinas dos ensinos básico e secundário e dos cursos profissionais é autorizado nos termos definidos em legislação e ou regulamentação próprias

            Não sou jurista e por isso corrijam-me se estiver errada, mas…..se é permitido o desdobramento, não será da responsabilidade das escolas insistirem em turmas de 30alunos?? Porque não ocorre desdobramento em disciplinas como matemática, física, química e português ?
            Psicologia, sociologia e restantes ‘logias não vejo mal nos 30 alunos (falo com experiência própria e tinha 18 a psicologia e biologia)…


  31. “aulas terminam em meados de Junho e recomeçam em Setembro”
    Pois é só dou aulas!!!!

    Tem razão pela liberdade dos seus filhos abdico de direitos meus, assim já não sou eu a olhar para o meu umbigo será outro!

    Nunca falei em deslocar-me, mas por dia são 80 Km e não remunerados, mas não me queixei disso.

    Por acaso também estou a trabalhar pois tenho avaliações para fazer e mapa de vigilâncias a exames, que certamente irão ocorrer, a greve jamais afetaria isso, para fazer igualmente.

    Não fale do que não sabe, acha que todos têm os mesmos dias de férias, que todos fazem o mesmo trabalho. Enfim.

    Explique-me como se fazem horários, em que o mesmo posto (turma) tem de servir para vários ao mesmo tempo, em que o local de trabalho não é um mas dois (2 escolas), numa semana que eu agradeço. Levei 3 semanas no último ano, mas pelos vistos existe uma fórmula mágica.

    Boa noite

    • António Paulo Silva Duarte says:

      Pode sempre fazer greve sem sabor a chantagem. Tem esse direito! Não o faz porque foi instigado por outros para fazer neste período. Dá mais notoriedade à “luta”. “Aparecemos mais na televisão”. Os seus direitos podem ser assegurados noutras datas. Devo-lhe dizer que tenho quase 50 anos e de ingénuo não tenho nada.
      O senhor faz 80km e eu faço 150km por dia para ir trabalhar.
      Outra coisa que lhe escapa é que quando refiro “os professores”, não me refiro concretamente a si, pois nem sequer o conheço, nem sei qual a sua responsabilidade. Tenho, no entanto, a certeza que nem todos estão na mesma situação que o senhor e, contudo, esses seus colegas irão fazer greve neste período.
      Não lhe vou dizer como fazer o seu trabalho pois não estou capacitado para tal. Apenas lhe referi que, no privado, teria uma semana para o fazer. Daí algumas pessoas terem de trabalhar 60 horas por semana para manter o seu posto de trabalho.

      Boa noite.


      • Outra coisa, só para o deixar mais descansado, já há 3 ou 4 dias que o governo assegurou que o número de horas lectivas se mantinha inalterado (25 e 22 horas), o que aumenta é o nº de horas não lectivas, além de que muitas das actividades que agora são consideradas não lectivas passam a prrencher a componente lectiva.
        Os professores deveriam, em vez de contestar as 40 h, exigir condições para as cumprir na Escola.

        • Carla says:

          Desconhecia…então ainda torna esta luta mais cabeluda!
          Onde teve acesso a essa info? Pode partilhar?


          • O despacho normativo de organização do ano lectivo de 2013-2014. Dia 5 de Junho 2013.

      • Serviço mínimo says:

        Continuo a concordar com a Carla. As pessoas,diga-se profs, ainda não repararam que é preciso adaptar-se à nova realidade.Têm de definir muito bem aquilo que lutam.Eu luto pelas 40 horas de trabalho na escola,por isso, contabilizem a correção de testes e preparação de aulas,mais as reuniões.Todo o trabalho efetivo tem de ser feito dentro das 40 horas.O problema é andar a sustentar demasiada gente nos sindicatos.E se falassem em reduzir os sindicatos?Como a história da redução de deputados no parlamento?Aí é que caía o Carmo e a Trindade.Aí é que o país ia abaixo.A Carla trabalha na área da saúde, e foi criticada por causa de consultas, etc, mas esquecem-se que na saúde existem hospitais,internamentos,doentes a tratar.Que tal greve a isto?Recusam-se a tratar deles?Serviços mínimos?Vem outros tratar deles para exercerem o seu direito à greve?Ou não existirão outros meios para exercer a sua voz?Eu também trabalho e as greves cansam mais do que fazem bem.Luta pelos direitos??Olhem para os outros, sim senhor.Acho que numa classe de professores deveria haver mais criatividade e eficiência para serem ouvidos. Lutem por aquilo que devem.Comela a parecer uma luta política para o governo ceder e assim o sindicalismo continua a ter o seu orçamento para pagar aos seus.Os sindicatos deviam também contribuir e reduzir o seu staff e manter os seus “serviços mínimos”.


    • Bem, fico pasmado com algumas destas afirmações… Quer dizer que faz parte do Secretariado de Exames e do grupo de Horários, se calhar ainda faz vigilâncias, verifica o inventário e dá uma ajuda nas matriculas. Será que na sua Escola não há mais ninguém para trabalhar ????


  32. Pois, pois… o privado… os do privado… aqueles que chega perto da hora de saída e lembram-se de ficar para mostrar aos superiores que dão um “forcing”.
    Sei de muitas histórias do privado, por isso não venham com tretas que são os maiores. Há muita gente do privado que se trabalhasse a sério nas ditas 40h semanais não precisariam de ficar 60 horas lá.
    Mania dos privados de quererem mostrar que são os maiores. Pode ser que recebam medalhas no fim.

    • António Paulo Silva Duarte says:

      Não tenha dúvidas meu caro(a). O Público está a léguas. Não aguentavam nem metade do que os do privado estão sujeitos. Coitadinhos de vocês! Se trabalhassem mais e chorassem menos…


      • Ora pois claro, o mal dos professores deve ser esse… trabalhamos muito pouco e estamos sempre de férias (a cor do meu bronze vê-se à distância)
        Continue a trabalhar muito, pode ser que num ano lhe contem dois para a reforma.


      • Hahahahahahaha
        Agora matou-me, não tenha já eu trabalhado no privado!
        Hahahahahahahaha
        Boa vida, isso sim.
        O problema é que no privado roubam com fartura, declaram quanto muito metade do que ganham. Têm culpa e muita na crise mas quem paga é o público.

    • JOANA says:

      Bom dia
      Meu caro, no privado se a empresa não der lucro, fecha (como diz o meu director – closed)… no publico se não der lucro, não se preocupem, que o dinheiro irá aparecer… descontem Portugueses, porque temos que pagar salarios a pessoas que tem horario ZERO… porque esse dinheiro tem de aparecer de algum lado…
      BOA SORTE


  33. Muitos comentadores detestam as “muitas regalias” dos professores em particular e acham que os que ao fim de mais de 30 anos de trabalho já ganham uma fortuna, (1800 € , aos quais têm de retirar uma parte substancial para deslocações, materiais e outras ferramentas) mas parecem conviver muito bem com os anti-greves que raparam o tacho e o pote do mel como é o caso de muitos patrícios que nos desgovernam e nos conduziram à indigência….até se sugere apenas um sindicato já que se não podem exterminar todos…olha se fizéssemos o mesmo com os partidos, com os municípios, etc….era uma poupança brutal….talvez fosse melhor voltarmos aos anos 30, quem sabe???

  34. Rodrigo says:

    É Portugal e ilhas de alunos que será prejudicado e que por acaso sou um aluno do 6.ºano que vai fazer dia 20 e 27 exames.

  35. Ricardo says:

    Sr Pedro Marques,
    Depois de ler o seu texto “…se o fosse não andava a dormir à tanto tempo” só posso desejar que não seja professor. Pelo menos de português.
    Ou será que os professores estariam em greve no dia que deveriam ensinar a diferença do “HÁ” e do “À” ??
    E, não acha que há um errozito nesta frase : “e não odiava os professores por fazer greve”

  36. António Paulo Silva Duarte says:

    Tanta conversa e tanto lamento!!! A solução é simples: se não se sentem bem como professores procurem outra coisa para fazer! Ah…já me esquecia! Não o fazem porque é melhor trabalhar para o estado e evitar ser avaliado todos os dias sem poder refilar. Deixem-se de tretas e trabalhem. Nem sequer vale a pena perder tempo convosco porque o meu tempo é muito mais precioso do que o vosso. Até porque é mais escasso!

  37. lucia says:

    Sou Professora há 22anos.
    Não conheço as regalias tão faladas aqui…
    Tomei uma decisão. Vou ser como os outros, quando sair da escola ao fim do dia deixo lá a pasta ! Não há mais programações, planificações, mails à meia noite, internet em casa ou computador ( até porque o meu vencimento já sofreu vários cortes e estou “congelada” no mesmo escalão há 13 anos), não vou utilizar o meu carro para transportar os lanches do programa pera para matar a fome aos alunos da minha escola, no fim de semana não vou trabalhar para a escola, não vou utilizar o meu telemóvel e o meu saldo telefónico com assuntos da coordenação de escola ( cargo não remunerado que exerço, além de ser titular de uma turma do 1ºCEB), não atendo pais fora do horário de atendimento, não telefono aos pais do meu tlm quando os alunos estiverem doentes, não vou ás consultas médicas acompanhar alunos, no meu horário não letivo, não compro material para os alunos necessitados do meu bolso, não vou transportar os materiais de limpeza com o meu carro para a escola, apenas fico nas reuniões o tempo estipulado na lei, não corrijo exames do 4ºano sem ser paga, depois das aulas e ao fim de semana… poderia continuar! Apenas posso dizer: 40h? claro que quero! mas o horário bem escrito no papel! Já trabalho muito mais!!!Há anos!!!
    Tenho três filhos, um vai fazer o exame do 12º ano! No entanto, como tem sido vitima de uma mãe professora, sem horário, com a casa constantemente ás costas, percebe o valor da greve! Os meus alunos e pais também apoiam!
    Ainda há quem respeite os Professores e é por eles que nos damos de corpo e alma! Muitas vezes o que fazemos é por amor à camisola. Um Professor é um ser muito especial, não é só alguém com uma licenciatura. Quantas vezes levamos as preocupações dos nossos alunos para casa, ajudamos os pais em dificuldades, alertamos quando alguma criança corre risco e é maltratada? mas isto não conta! Somos funcionários, somos malandros! Não há respeito, os valores morais , a boa educação e o respeito desapareceram!
    No meio de toda esta desvalorização e falta de respeito pelos professores posso dizer de todo o coração ” adoro ser Professora” e como todos os outros cidadãos tenho direito a fazer greve, quando bem entender!
    Menina Carla devia ponderar as suas palavras e ir a um psicanalista tratar as suas frustrações! Não é de bom tom falar acerca do que não conhece profundamente.
    Desculpe se escrevi com algum erro….

    • António Paulo Silva Duarte says:

      Cara Senhora,

      Até posso acreditar que o que escreve é verdade. Mas deixe-me dar-lhe uma novidade: não são só os professores que o fazem.
      Quando diz que “Um Professor é um ser muito especial, não é só alguém com uma licenciatura” traduz aquilo que mais se critica na classe. Consideram-se aparte dos restantes mortais quando na realidade são profissionais como os outros. Em muitas coisas até beneficiados.
      E um médico? Acha que consegue deixar o seu doente no hospital e não pensar nele? E um psicólogo? E um colaborador de uma IPSS? E….tantos outros. Os professores são licenciados que escolheram essa profissão e, tal como os médicos têm o juramento de Hipócrates, os professores deveriam ser sujeitos a um juramento que os obrigasse a não lesar os alunos. Agora estariam impedidos de fazer greve e o Nogueira e a Avoila estariam afundados num flop.

    • Carla says:

      Menina Carla? 🙂
      Frustrações? 🙂 mas que raio de frustrações é que eu posso ter com o professor? 🙂 Peço que me explique….É que já é a terceira pessoa que diz algo do género, começo a ficar realmente curiosa!
      Se quiser ler os meus comentários de mente limpa, verá além do que escreveu sobre mim, ou do que eu “supostamente” disse.
      Quantos aos erros ortográficos, por ventura fui eu que falei desse assunto?
      Já agora…o que eu conheço não o pode avaliar e o que não conheço garanto-lhe que procuro conhecer…Aliás, já aprendi muito com este rol de comentários (ex. com o servn) e já repensei e mudei a minha opinião em relação às vossas férias e já o admiti…
      Isto não é a luta o bem contra o mal, é uma sã partilha de opiniões.
      Parabéns por ser boa professora e boa cidadã (muito do que falou só o faz por ser de fundo uma boa pessoa…nada tem haver com a profissão)…mas…nada do que disse tem alguma ligação com os motivos desta greve….logo…fica pouco para dizer.

  38. lucia says:

    Não me considero diferente! Os outros é que nos consideram diferentes. Não preciso de um juramento, porque nunca prejudiquei nenhum aluno. Nunca fui beneficiada como professora, apenas tenho o beneficio de trabalhar com crianças, profissão que adoro! Sempre respeitei todas as outras profissões e defendo todos aqueles que se sentirem injustiçados, como os professores que ao fim de 20 ou 30 anos de serviço correm o risco de serem despedidos ( o que chamam de mobilidade). Escolhi a minha profissão e tive de ajudar a pagar o meu curso. Tinha média para outro qualquer ou podia não ter estudado. Optei por Professora do 1ºciclo.
    Todos os funcionários públicos ou do privado, neste momento,correm risco de desemprego… Manifestei me em relação aos professores, porque sou professora. Só gostava que respeitassem o nosso trabalho. Eu não digo mal do trabalho dos outros.
    Este governo pretende colocar as pessoas umas contra as outras e ninguém faz nada.
    O meu marido é bancário e esteve em situação de perder o emprego …também o defendi. O meu pai e a minha mãe são reformados, não são professores e também estão a ser injustiçados.
    Não percebo esta guerra com os professores…
    O conselho que dou aos meus filhos? Não sejam professores!
    Nenhum deles o quer ser, porque sentem na pele a minha luta diária desde que nasceram. Assim como qualquer outro trabalhador sente quando é um bom funcionário de qualquer área. E digo isto, apenas porque as pessoas acham que ser professor é ganhar muito dinheiro, trabalhar pouco e ter muitas férias. Não conheço nenhum assim.
    Sabe? sinto-me triste e cansada com esta luta toda.
    Volto a dizer que não sou melhor que ninguém, ou a minha profissão é melhor. E sou especial … sou especial naquilo que faço todos os dias com muito carinho e dedicação aos meus alunos. Sou especial porque trabalho com crianças e consigo ter o privilégio de passar por momentos que poucos têm possibilidade de o fazer. De certeza que o senhor tem um professor especial na sua vida ( é este o sentido de especial que me refiro, não outro). Todos temos!
    Em todas as profissões há bons e maus.
    Sinceramente, não volto a fazer mais comentários.
    Quem percebe, percebe…quem não quer não percebe.
    Desejo-lhe muita sorte e muita saúde.
    Cumprimentos.

  39. Mila says:

    Pelos comentários que leio, por vezes, parece-me que quem prejudica os alunos são os próprios pais… Os pais querem que os filhos lutem pelo futuro, que tenham melhores condições, que vivam num país onde se possa respirar, mas, acima de tudo, que tenham educação, valores, que sejam! Ser! Parecer é muito fácil, parecer Ministro é fácil, aparecer nos jornais é fácil, dizer qualquer coisa sem interesse, banalíssimo! Nunca prejudiquei um aluno, sempre fui respeitada, pois sempre os respeitei muito! Com respeito, eles aprendem melhor, pensam melhor, questionam mais… São inteligentes, os nossos alunos, mais do que muitos pais! Sabem bem que os professores não andam a borrifar-se para eles, quantas vezes os encontrei em cafés, bibliotecas para os ajudar na preparação de exames… com gosto! A minha vida pessoal, claro, nem sempre é planeada como gostaria. Vivo a mais de 400kms de casa, num local arrendado, faço as viagens… O meu salário? Apetece-me gargalhar! Mas estou sempre disponível para os meus alunos que, com certeza, compreendem que merecemos melhores condições de trabalho, merecemos dignidade e merecem eles respeito. Mais: quero união, gostava de ver mais união, já sou da geração “à rasca” há algum tempo. Já trabalhei a recibinhos verdes, ando sempre a pular de escola, uns meses numa, outros noutra, perto, longe… Mas gratifica-me tanto! Sou professora, sou! Isso basta-me. Fiz, faço e farei greve porque não é este o futuro que quero vislumbrar no horizonte. Não quero “parecer” professora porque o sou, efectivamente!

  40. Francisco Lopes says:

    Greve de médicos: o risco de vida não conta para nada…
    Greve de transportes… o facto de se perder um dia de trabalho não conta
    Greve de professores… mesmo sabendo que não deixam de ter classificações no fim… mesmo sabendo que as avaliações vão acontecer embora provavelmente mais tarde… prejudica gravemente o “futuro” (Mas que futuro????) dos alunos… Ao menos que alguém assuma… dá mau jeito nas férias… não é? Ninguém vai deixar de ter as classificações para o novo ano … ninguém vai ter classificações que lhe permitam entrar em universidades antes de outros… são mesmo as férias não é? Creio que a luta pela educação dos nossos filhos e pela dignidade da profissão é capaz de ser menos importante que aquele pacote de férias que alguém comprou no Natal com um fabuloso desconto!
    F.Lopes

  41. JOANA says:

    Diferença entre o sistema PRIVADO e o sistema PUBLICO, no privado se a empresa não der lucro, fecha (como diz o meu director – closed)… no publico se não der lucro, não se preocupem, que o dinheiro irá aparecer… descontem Portugueses, porque temos que pagar salarios a pessoas que tem horario ZERO… porque esse dinheiro tem de aparecer de algum lado…
    BOA SORTE

    • alexandre says:

      Desculpe não conseguir calar perante a ignorãncia que revela até porque não se sabe é preferivel calar-se ou então pergunte ao seu diretor, se sabe porque existem horarios zero?
      Vá eu dou-lhe uma pequena ajudinha, falando apenas de duas disciplinas: Sabe o que é Formação Civica? Pois é era aquela disciplinazinha onde os alunos aprendiam os seus direitos e deveres para serem cidadãos informados e esclarecidos de forma a não fazerem um papel igual ao seu.
      Sabe o que é área de projecto era aquela disciplinazinha interdisciplinar onde se cruzavam saberes e desenvolviam as suas potencialidades.
      Agora que já sabe alguma coisinha mais, informo-a, pois talvez não saiba ,que essas disciplinas foram extintas ou sejam os alunos ficam prejudicados, a qualidade do ensino piora e surgem os horarios zero de que fala.
      Por oitro lado, as turmas de 30 alunos, acha que ensinar, em simultâneo a 20/25 aunos é igual a ensinar a 30 ou mais?
      Já agora sabe o que é maximização do lucro? então experimete a sugerir ao seu patrão que aumente o seu/vosso) horário de trabalho será que menos conseguirão fazer o mesmo com igual qualidade? Se assim for terá aí um exemplo pratico, surgirão horarios zeros na sua empresa e quem não seja o seu, pois desculpe desculpe, não me recordava não, dá-se bem com o diretor.
      Espero tê-la levado a perceber mais alguma coisa e, em particular, a que não se deixe emprenhar pelos ouvidos, informando-se.
      Cumprimentos melhor

      • António Paulo Silva Duarte says:

        Vamos ver se nos entendemos: os professores são meros licenciados que optaram pelo ensino. Caro Sr. posso assegurar-lhe que tenho mais formação que o sr. e que repudio essa postura de arrogância própria de uma classe que se julga mais que os outros. Alías, o senhor Paulo Guinote levou uma tareia de Couto dos Santos mas ainda teve tempo de desabafar ridiculamente que os professores são a classe mais preparada do País. Enfim…nem vou perder tempo a comentar.
        Tenho dois filhos em idade escolar e um deles tem uma professora de matemática que nem um gráfico de barras consegue ler!!!
        Se estivesse no privado, era despedida num minuto. Como está confortavelmente no público, permite-se atrasar os conhecimentos do meu filho e chantagear com greves ridículas. Não há paciência para esta esquerdalha que envenena o País. Uma só frase: “RUA com os parasitas”.

        • alexandre says:

          Boa noite
          Volto apenas para uma breves palavras de forma a que, como diz, nos possamos entender.
          Ora, quando o sr fala num ou noutro caso, referindo-se a um prof A ou B, eu não posso, naturalmente, discordar de si pois não tenho, nem nunca tive, a presunção de afirmar que no ensino só existem os bons, O problema é agarrar-se num caso particular, como o sr o fez e generaliza-lo. Aliás, permita-me fazer jus aos portugueses que, a meu ver são, em geral, bons profissionais seja qual fôr a profissão.
          Sobre o sermos ou não a classe mais bem preparada, eu não iria tão longe, mas seguramente seremos uma das mais, até porque, de acordo com o ECD, temos de todos os anos fazer formação.
          Finalmente, outro equivoco seu, que resulta , parece-me decorrer de uma certa predileção para generalizar, particularmente, pela negativa e falo-lhe da minha suposta arrogãncia. De facto as palavras nem sempre correspondem ao perfil e muito menos quando estas foram retirados de uma manifestação, a minha, de revolta perante uma opinião pouco fundamentada, como a sua. Pois, no meu caso particular, não estou no ensino apenas por opção, mas, especialmente, pelo gosto de ensinar e ajudar a formar a nossa juventude e como eles, sem falsas modestia também aprender, todos estamso sempre a aprender enquanto vivermos. Continuando, no meu caso pessoal, trabalhei 18 anos numa grande empresa industrial, onde ainda o nivel de remunerações e de regalais sempre foi elevado, muito mais do que no setor publico, pode crer, estou a referir-me à industria de celulose. Mas, era como os alunos e para eles que eu queria direcionar os meus objetivos, o meu empenho, da mesma forma como se fossem meus filhos (tenho dois e nehum está no ensino).
          Posto isto, não posso terminar sem lhe dar os meus cordiais parabéns por, como diz ter,depois não diga que a presunção é da minha parte, mais formação que eu e, assim sendo, faça dela bom uso.
          Uma nota final, acerca do esquerdá-lha, pois se isso é estar ao lado dos mais fracos e desprotegidos; dar o maior apoio que sei aos meus alunos; dar-lhes afeto e carinho, mas exigindo empenho e esforço; ensinar-lhes regras e conhecimentos; estar sempre disponivel para os ouvir e ter uma palavra amiga; quer contribuir para uma escola publica de qualidade sem discriminações sociais, económicas, culturais e raciais, então obrigado pleo epiteto de esquerdá-lha.
          Boa sorte

          • António Paulo Silva Duarte says:

            Caro Sr. Alexandre,

            Não querendo desenvolver muito mais esta conversa, apenas lhe direi que tudo o que faz pelos alunos deve ser resultado da opção de vida que fez e não por esta ou aquela orientação politica. Até porque,, ao contrário do que as suas palavras deixam entender,, não é só a esquerdalha que defende os mais fracos, transmite regras, etc. Basta ser humano! A esquerdalha resulta da insatisfação constante, alienação da realidade em que vivem e do acicatar das massas contra o sistema. Qualquer que ele seja. Só não o farão quando o Bloco de esquerda o a CDU estiver no poder. Felizmente isso nunca acontecerá.
            Quanto à formação que tem que fazer anualmente, mais uma vez demonstra que está a viver num mundo à parte. O que acha que acontece com os médicos? E com os Informáticos? E com os Psicólogos? Não. Os professores não são uma classe de excepção, nem sequer das mais preparadas., Acredite se quiser, mas qualquer pessoa que viva fora do seu meio entendo o que estou a dizer. A minha formação é um exemplo claro do que lhe estou a dizer.
            A minha tendência para generalizar, como diz pela negativa, é porque, pessoalmente estou cansado de lamentos e considero esta greve um desrespeito aos pais e alunos, por parte dos professores. Existem pais que, este ano fizeram das tripas coração para que não faltasse nada aos filhos e, no final, os senhores professores fizeram que faltasse o mais importante: a avaliação final. Isso não consigo engolir de uma classe que se diz tão protectora dos alunos mas que, no fundo, prefere entrar em guerrinhas políticas liderados por um “professor” medíocre que deu aulas 10 anos, tem 21 anos de carreira sindicalista e está no topo da carreira de docente com um vencimento superior a 3.000 euros. Com todo o respeito, acho que o senhor e os seus colegas professores são meros peões de um oportunista que quer passar pela vida sem ter que se esforçar muito.

          • alexandre says:

            Caro Sr.
            Desculpe-me voltar a insistir na troca de palavars, mas faço-o simplesmente porque:
            1º a sua que mereceu o meu comentário resultou dos termos em que o sr. o fez e, em particular, por ter generalizado a toda uma classe a partir de um caso ou outro que diz conhecer e que eu não duvido, pois como já o disse, permita-me recordar-lhe, há bons e maus profissionais em todas as classes e os professores não são exceção.
            2º lamento ter de ainda repetir-me porque noto algum equivoco da sua parte, eu não afirmei que os professores são a classe melhor formada, agradeço que reveja a minha mensagem, oq que eu disse foi que era uma das… e agor, depois de o ler, obviamente que neste aspecto não discordo de si quando se refere a outras classes, aliás certamente que existem ainda outras.
            3º um aspecto que talvez eu não tenha sabido colocar a tonica de uma forma mais objetiva nos valores humanos, nesse aspeto concordo inteiramente consigo, e é aí que eu considero-me estar, por isso permita-me a vaidade de lhe dizer o seguinte: ao terminarem as aulas, os alunos comoveram-me ao ao não conterem as lágrimas num abraço de despedida (terminei o 3º ciclo com eles). Isto enche-me de vaidade, é um enorme retorno para o professor sentir que marcarmos positivamente os nossos alunos, que estes se recordarão de nós ao longo das suas vidas. é nos alunos que encontramos, que eu encontro, a satisfação de ser professor e com eles troco ideias e partilho o sentimento de os governantes tão mal tratarem classe docente.Mais é assim que eu estou perante eles, alunos, e perante os proprios pais, com uma postura aberta, de verdade e de empenho nas minhas funções e do mesmo modo eu vejo tantos e tantos colegas professores abnegadamente tudo fazendo pelos seus alunos e pela escola publica.
            Agora talvez perceba a minha indignação, o sr. extrapolou , exageradamente, sem conhecimeto profundo da causa, aliás se tivesse um professor na familia estou certo que iria rever essa sua opinião .
            Por mim considero encerrado, faço votos sinceros de que o sr. seja um homem e um profissional realizado e que, se possivel, eu possa ter contribuido para que perceba verdadeiramente os professores ou pelo menos consiga separa o trigo do joio.
            Cumprimentos

      • JOANA says:

        Recomendo a voltar à escola para aprender a escrever, pelos vistos frequentou turmas lecionadas por professores com horario zero…FELICIDADES 🙂

        • António Paulo Silva Duarte says:

          Cara senhora, não preciso de voltar à escola. Acho que dois cursos superiores, um mestrado e duas pós-graduações chegam para si e para os seus colegas que tanto se manifestam. Vamos ver se se enxergam e se colocam no lugar que realmente ocupam. Deixem de ser ridículos! Só a parvalhada de esquerda é que engole os vossos lamentos. Quem tiver dois dedos de testa manda-vos bugiar. É isso que realmente que deveriam fazer.

          • JOANA says:

            Sr. Antonio, desculpe mas não era para si a minha resposta, mas sim para um pseudo nome Alexandre “alexandre diz: 13/06/2013 às 11:35”, visto que respondeu com arrogancia ao meu comentario… Estamos num pais livre e penso que os comentarios são livres, desde que não se falte ao respeito, se essa pessoa leu todos os meus comentarios, vai confirmar que nunca faltei ao respeito a ninguem do blog, como disse, tenho 2 filhos em idades escolares e tenho conhecimento de (bons e maus profissionais) e ja agora, sem querer ofende-lo não é o facto de uma pessoas ser licenciado (a), com bastantes anos de formação que faz uma pessoa melhor que outras.
            Sou contra esta greve, visto que diariamente tenho-me deparado com diversas opiniões e muitos professores vão fazer greve sem saberem ao certo o motivo da mesma. Ja não vale a pena fazer mais comentarios, penso que ja foi tudo dito…

      • Carla says:

        Quando diz:
        Sabe o que é área de projecto era aquela disciplinazinha interdisciplinar onde se cruzavam saberes e desenvolviam as suas potencialidades.
        ???
        Na teoria talvez…
        esquece-se que podemos nao conhecer o sistema totalmente, mas sabemos bem como algumas coisas funcionam na prática!!
        Quantos às turmas de 30 alunos…
        Convido-o a ler o Despacho n.o 5048-B/2013…talvez fosse bom estar bem informado!!

  42. António Paulo Silva Duarte says:

    Sr. Francisco Lopes.
    É precisamente esse tipo de pensamentos que deitam por terra toda a credibilidade que querem construir à volta da classe.
    Leia o que escreveu e reflita na importância que dá aos alunos. Zero! O facto do aluno estar na incerteza quando vai ter a avaliação não importa. O que importa mesmo é tentar justificar o injustificável. Mas já que falou em férias, acho de muito mau gosto argumentar dessa forma uma vez que os senhores têm cerca de dois meses de férias. Pelo menos respeitem que vive no planeta Terra, que não é o caso dos professores no que às férias diz respeito.
    Deixe-me informá-lo que tenho 2 filhos no 1º ciclo. Portanto estou muito à vontade para comentar o que escreveu.
    Perante os seus comentários, acho que está tudo dito.

  43. Maria Ceres says:

    Como em todas as profissões, há bons e maus profissionais no Ensino. Sou professora e já vi de tudo. Aliás, vejo de tudo todos os dias. E a minha escola é, ainda assim, uma escola boa, com cerca de 20 alunos por turma, com elevadas taxas de sucesso, gente (docente e alunos) empenhada, prestável, sorridente. Mas também há os preguiçosos, os que dão testes dos anos anteriores… até professores de Português a fazerem testes de cruzinhas! Enfim, a questão, para mim, não reside aí. A questão é que as aulas com 15/20 alunos rendem uma aprendizagem muito superior às dadas a 30 alunos. E professores motivados (monetariamente, com folgas semanais no horário para prepararem boas aulas e visitas de estudo, com recursos disponíveis para usarem nas suas aulas, respeitados pelos alunos, encarregados de educação e governo) serão sempre melhores formadores técnicos e humanos. Pais do lado dos professores, solidários com as dificuldades no terreno e demonstrando admiração pela profissão de Professor – que, muitas vezes, acrescenta as funções de “pai” e “psicólogo” sem auferir mais um tostão -, estarão sempre a ensinar os seus filhos a respeitar o outro e a fazê-los crescer como seres humanos capazes de assumir as suas falhas ao invés de atribuírem as culpas do seu insucesso aos professores, ao ensino, ao sistema…
    Eu sei que há uma ideia generalizada de que os professores têm muitas férias (acreditem que precisávamos de mais do que o mês de férias que temos, sempre em época alta, muitas vezes sem conseguirmos articular mais do que uma semana de descanso com o cônjuge, sem podermos reparti-las ao longo do ano), ganham bem (não ganhamos mal mas do nosso bolso vai saindo dinheiro para materiais, vai-se ajudando alunos com dificuldades, vai-se gastando dinheiro do telemóvel particular a falar com encarregados de educação, etc.) e que qualquer um faria melhor (eu convido qualquer um a vir dar uma palestra a uma turma para perceber que não baste chegar e debitar matéria… há que cativar os miúdos, falar-lhes com a linguagem adequada, fazer inflexões de voz nos milésimos de segundo anteriores a uma pré-distração, negociar um sem número de coisas, saber impor outras tantas sem os perdermos pelo caminho, etc.). Esta ideia generalizada de que vos falava perde-se no exato momento em que se entra na profissão… ou se casa com um professor!
    Mas, ainda assim, é muito gratificante estar deste lado. É só por isso que alguns de nós cá continuam. Porque acreditamos que ainda é possível fazer a diferença na vida destes jovens. Porque todos os dias sentimos que eles perderiam muito mais do que nós ganharíamos se deixássemos de ser professores amanhã… basta um aluno dizer-nos que os únicos momentos do dia em que é feliz é quando está na nossa aula para sabermos que há 20 anos fizemos a opção certa e a nossa missão só pode ser dar continuidade a este projeto de vida.

  44. estudante says:

    poupem-me… os Professores que parem de se armar em vitimas… Os professores portugueses em topo de carreira são os terceiros mais bem pagos na U.E. tendo em conta o custo de vida de cada país (se duvida, procure o estudo, esta na net!)

    Outro facto: Desde que Maria de Lurdes Rodrigues começou o cargo de ministra de educação as notas no exame PISA dos alunos Portugueses teve a maior subida de sempre (nunca nenhum outro pais subiu tanto nesse ranking). Estávamos perto de países como o Brasil e o México, e agora estamos ao nível de países como a Suécia…
    Procurem o estudo na net se duvidam… e parem de acreditar em todo o que os meios de comunicação social vos dizem sobre os professores, porque, (sem querer menosprezar as suas reivindicações que podem até ser justar, não sei, nem quero saber pois não sou professor) mas a verdade é que a comunicação social e a exagerada força sindicalista desta classe de trabalhadores torna qualquer assunto sobre a educação, qualquer problema, qualquer medida que o governo proponha, num exagero, distorcendo factos e mediatizando o tema de uma forma completamente DESPROPORCIONADA!

    • Alexandre says:

      Pois é, se sabe assim tanto, por acaso sabe quantos anos levam um professor a chegar ao topo de carreira, eu informo-o, para não ter que ir à internet, são 34 anos e quanto aos países da UE, sabe em quantos anos isso acontece? não, não precisa procurar na internet, eu digo-lhe, em média 20/25 anos; Ah, quanto ao estarmos próximos do Brasil e do México sabe que foram os paises da América latina, os que mais subiram no PISA? Ok, então vá ver na internet.
      Quanto a Maria de lurdes Rodrigues versus professores não me diga que foi ela que ensinou os alunos e que foi por decreto que estes aprenderam.
      De facto percebe-se uma enorme confusão na sua cabeça, o que deduzo resulta da sua falta de informação, claro lendo muito pouco, o que se esperaria? Será que estou enganado e você é um expert da wikipedia? se assim fôr não deixa de ser contraditório pois esta não é, seguramente, a fonte mais neutra e segura de informação, mas claro tolera-se dado a sua aversão doentia aos media, que está a causar-lhe sérias pertubações, nomeadamente ao nivel do equilibrio inteletual, pois revela muita parra e pouca uva ou dito de outro modo fala muito mas diz pouco e acerta muito menos.
      Finalmente, sabe o que é o PISA? Não, não estou a falar da torre, claro que sabe, voçê é muito inteligente, apenas demonstra que não deve saber quais as variáveis do PISA, nem como elas são trabalhadas, mas sobre isso um conselho: VÁ á INTERNET

      • estudante says:

        Portugal foi o país que mais lugares subiu no ranking do PISA em 2009.
        Quanto às perturbações, garanto-lhe que não tenho nenhuma, pelo menos aparentemente, acho que não, só desejo que a educação em Portugal continue a ser desenvolvida e melhorada como tem vindo a ser nestes últimos anos, pois, vai ser a única forma de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento de outros países da Europa.
        No entanto, lamento mais a forma do que o conteúdo do seu comentário, espero que não seja professor 😉

  45. Nora says:

    Caros professores,

    Esta greve não é só vossa, é de todos nós.
    Se vocês “perderem” , perdem, toda a função pública, os professores do ensino privado ,e os outros a seguir…
    A sociedade não pode deixar-se reduzir ao servilismo neoliberal . Deve saber ler o discurso e as artimanhas políticas , manter -se humanista e coesa .

  46. jonas says:

    porque os professores de sp fazem greve todo ano no mesmo periodo.mas eles nao querem abrir mao das ferias .ninguem quer repor aula estou pagando creche particular por dia e vou ter que pagar nas ferias

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