Fim de linha

Já passaram umas horitas desde o discurso de Cavaco Silva e continuo sem perceber em que ponto estamos. EndOfTheLinePor um lado sinto que o homem cavou ainda mais o buraco em que este governo nos enfiou, mas por outro, quero puxar pelo optimismo porque não é possível que isto esteja mesmo a acontecer. Vejamos:

– Para o Governo, o fim da linha chegou. Tentaram uma remodelação, voltaram com uma segunda proposta, mas o Presidente chumbou ambas. Cavaco, afirmou ainda que este Governo, de Portas e Passos, já não existe;

– Para o PS a posição só pode ser uma: então o Sr. Silva anda há anos a ignorar o PS, a fazer discursos de Primeiro-ministro e agora acordou para o mundo? Logo e bem, o PS, a voltar ao Governo, só com eleições;

– Os outros partidos não são, neste momento, relevantes.

Neste contexto – o que existe não pode continuar e o que Cavaco deseja não pode acontecer – só resta uma alternativa que vai ser um desastre: um Governo de iniciativa presidencial, até Junho de 2014. Silva Peneda tem a palavra.

Nota: O optimismo fica a cargo da fotografia, porque de resto…

Comments


  1. O artigo do José Goulão “Os ovos da serpente” é bem elucidativo sobre toda esta tramoia em que Cavaco não é tão palhaço como parece,

  2. Paulo Rodrigues says:

    Lamento não concordar contigo. O sr. presidente (as minúsculas são propositadas), chamou-lhe Governo de Salvação,…não lhe pode chamar Governo de Responsabilização, (entendendo eu que seria o termo mais adequado). Foram estes os três partidos os responsáveis pelo estado a que chegámos e devem ser estes mesmos, os responsáveis por arrumar os estragos que fizeram. Infelizmente a nossa classe política nunca é responsabilizada criminalmente com ordem de prisão (seria a medida mais justa), sendo assim só resta juntá-los e exigir que resolvam a asneira e parem de reclamar do legado que recebem (esquecendo que o legado tem vindo a ser alternado/construído pelos próprios). Muito bem (pela primeira vez), o nosso presidente acertou na medida. Com isto o povo pode tirar conclusões, e depois perceber a real vontade dos dirigentes políticos e em junho de 2014 decidir se continuamos a dar voz aos mesmos ou mudamos os intervenientes (reforço a ideia de mudar e não alternar).

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