O galope das dívidas públicas europeias e portuguesa

O determinismo monetário do BCE tem causado nos últimos dias situações dignas de reflexão, como levar, hoje de novo, o BdP a valorizar o Euro face ao Dólar (1,366 € = 1 UDS) e ao Franco Suíço (1,237 € = 1 CHF).

A citada valorização da moeda europeia é incoerente. Contraria a fragilidade das economias europeias face ao comportamento da economia norte-americana (reduções sucessivas do desemprego e incremento da actividade económica) ou à estabilidade económico-financeira da Suíça, país, de resto, que, embora mais controlado no presente, continua a ser o refúgio de intensas somas de capitais.

O fenómeno ainda suscita mais perplexidade, porque, precisamente hoje, o Eurostat divulgou o agravamento das dívidas públicas na Zona Euro e na própria UE a 27 países, confirmando a fragilidade de uma Europa desigual, sem rumo nem coerência nas políticas da UE e principalmente da Zona Euro.

Vejamos alguns tópicos do relatório da referida organização comunitária:

  • No final do 1.ºT de 2013 a dívida pública total da Zona Euro elevou-se a 92,2% do PIB, comparável com 90,6% do mesmo ratio no termo do último trimestre de 2012.
  • Em idêntico período, a UE27 viu aumentar esse mesmo ratio (dívida pública/PIB) de 85,2% para 85,9%, aumento menos acentuado que, todavia, não deixa de equivaler a muitos milhões de euros.

Para o agravamento dos débitos públicos na Zona Euro no 1.º T de 2013, os maiores contributos foram dados pelos seguintes países:

  1. Grécia ……… 160.5%
  2. Itália ………… 130,3%
  3. Portugal …… 127,2%
  4. Irlanda ……… 125,1%

Todas estas percentagens são medidas em função do PIB. Não deixa de ser irónico que, depois de decorrido considerável período de tempo após a intervenções da troika (Grécia 5 anos, Irlanda 3, Portugal 2), sejam precisamente os países assistidos a integrar o lote das dívidas mais pesadas na Zona Euro – não esquecer que, entretanto, a Itália esteve sob a orientação de um governo não eleito, do ex-Goldman Sachs Monti, sem que essa sábia governação, imposta pelo Sr. Schäuble, proporcionasse ao país visíveis benefícios nas contas públicas e no desempenho económico.

Inferir para o universo a partir de um evento é errar. Sucede, porém, que as prestações tecnocráticas e neoliberais na Europa são diversas e já atingem números negativos com significado. Sob a direcção de Schäuble e de Draghi, registemos as experiências dos telecomandados, como o grego Papademos ou o nosso pastoso Gaspar – o conteúdo da carta de demissão, as referências às falhas dos défices e da explosão da dívida pública constituem a prova indesmentível dos falhanços, contrariando apologéticas teorias de quem utiliza a fé e a parcialidade, ignorando que, mal ou bem, défices, dívidas, PIB, distribuição de rendimentos e justiça social se medem por números adversos que a baixa retórica jamais oculta.

A avaliação do perfil do actual governo mede-se, entre outros parâmetros, pelos valores da dívida governamental: 127,2% do PIB no 1.º T de 2013 contra 123,8% no trimestre anterior (4.º de 2012) ou 112,3% um ano antes (1.ºT de 2013). Um gráfico dá-nos a visão de que a evolução é exponencial:

0001(2) Evolução da Dívida

O mesmo gráfico leva, naturalmente, a questionar Maria Luís Albuquerque se, nas declarações recentes na AR, é este o mágico caminho que enalteceu e nos conduzirá ao paraíso de contas públicas ajustadas e ao crescimento económico. Pela minha parte, creio que não. Trata-se, isso sim, de um trajecto em direcção a um segundo resgate, suave ou duro. Oxalá erre.

Comments


  1. Um segundo resgate, suave ou duro, será inevitável.
    Percebo perfeitamente a análise que faz, a crítica ao rumo que Zona Euro e Portugal têm seguido. Só não percebo a solução que defende. Sair do Euro? Desvalorizar o Euro? Aprofundar uma União económica e monetária? É fácil hoje em dia afirmar que não deveríamos ter entrado no Euro (poucos se lembram do efeito sobre as taxas de juro quando cumprimos os critérios de convergência, quando desceram abruptamente e Portugal ganhou muito dinheiro nos mercados, esses especuladores agora malditos para muitos…) Mas será avisado sair do Euro? (até sou eurocéptico e fui opositor do Tratado de Lisboa).


    • Faz bem em ser eurocéptico, pois é algo que existe em mingua neste país, onde a população foi na converça fácil de políticos, que com prosperidade ficionada conseguiram tirar o seu melhor.

      Seja ainda mais eurocéptico com o euro e descobrirá novas coisas maravilhosas e impressionantes. Fica-se boquiaberto cada vez que se levanta uma pontinha do véu do que é isso do euro e para que serve, ainda mais quem serve e com….

      Mas esqueçamo lá isso desse sistema malfadado e centremo-nos porque há que voltar a ter moeda nacional, a sobreania. E digo-lhe mais os pequenos estados abdicam da sua soberania para esta ficar nas mãos dos estados mais poderosos… Onde os pequenos países mesmo nos assuntos que apenas a eles interessa ficam sem voz (v. maiorias qualificadas).

      Há muita gente a querer o escudo para muitas coisas, e isso complica o debate. Aquilo que os comunistas, na sua sociedade de mínimos como lhe chamam em Cabo Verde sobre o que passaram, fariam com a moeda realmente não haveria nem bancarrota, nem existiriam relações com o mundo exterior (isolamento do país voluntário ou não). Mas isso são soluções parcelares para o problema maior e sistémico que tensescreve o Portugal destes últimos 10 anos: Portugal fora da História.

      Que voltar ao escudo promete que não haveria bancarrota interna isso é quase verdade, tão verdade que doi ver ser negada. Quase porque depende que não haja deficite nos gastos e receitas do estado, caso contrário o estado poderá criar hiperinflação (embora para tal teriamos de ter deficits superiores a 10%). Ter hiperinflação seria a mais provável das calamidades se saíssimos com um governo de esquerda socialista ou bloquistas e menos provável se for dos comunistas, PSD e menos ainda se for com apoio centrista.

      A verdade é que dentro do euro nunca pagaremos a dívida externa, mas saindo sim poderemos pagar. Dentro do euro humilharemos a nossa orgulhosa nação todos os dias, e por estarmos numa situação debelitada seremos alvo de numenclaturas dos que nos quiserem subjugar sem que tenhamos direito de resposta (vide Hanna Arendt sobre como puderam os Judeus ser ostilizados).

      Sair do euro, seja nas diferentes modalidades (existem mesmo muitas modalidades) poderemos de ter as exportações a pagar a dívida, teriamos de ter o saldo da balança comercial positivo (e de pagamentos em geral também claro), e esse excesso seria utilizado pelo BdP para pagar a dívida. Isso seria um roubo às empresas sim e não, quanto às familias isso é muito discutível pois estas raramente participam na relação internacional a não ser que tenham membros no exterior a serem sustentados por elas ou vice versa.

      As empresas devem-no entender como a restituição pelo financiamento de ter uma moeda nacional desvalorizada e a liquidez interna que a nova moeda dará para realizarem investimentos e criar emprego.

      Hoje chegamos a ter exportações que suplantam as importações, mas é temporário, pois tal deve-se ao facto de o mercado interno ter decaido de forma brutal, importamos menos, e empresas dependentes do mercado interno estão a exportar (embora muitas vezes a custo zero para sobreviver). Tal acontece ser insustentável. Para mantermos as exportações a suplantar as importações tem de haver investimento, pois a capacidade productiva sem investimento deverá estar no limite. E muitas empresas que mantém as exportações estão falidas e necessitam de liquidez imediata, coisa que o sistema bancário nacional dentro do euro não pode fornecer (mesmo havendo mais poupança, estranho não é?).

      Pois só como moeda nacional será possível às empresas Portugueses obterem liquidez na banca nacional para realizarem investimentos nos sectores de bens e serviços transaccionáveis.

      A questão de que deveremos ter produtos de elevado valor acrescentado é uma falácia pois tal só é possível com investimento na educação e aplicação das competências aquiridas ai sobre as industrias.

      Continuar no euro implicará ao estado diminuir inclusive a oferta de ensino universitário, e ai as bolsas de investigação, que são a pedra filosofal deste transformar chumbo bruto em ouro.

      Por outro lado dentro do euro, o pouco dinheiro que tivermos na economia interna sai do país para pagar ao exterior algo de completa contranatura que provoca o total esvasiar da liquidez interna que é necessária para realizar investimento.

      Uma moeda interna seria ainda uma barreira preciosa para desaconcelhar importações, pois promoveria a produção interna. Sendo que grande parte do que importamos poderia ser produzida em Portugal, uma desvalorização de 20% seria mais que o necessário para incentivar as empresas Portuguesas a produzir o que se importa que poderiamos produzir, para além que lhes daria uma margem extra de 12%-7% de negociação nos mercados internacionais.

      Aumenta-se a produção, cresce a economia, baixa o desemprego, o estado equilibra o déficite e o país pode pagar a dívida externa, tanto a pública como a privada.

      Dentro disto tudo é importante que Portugal se cole à Inglaterra e acompanhe de perto a negociação inglesa de um estatuto de associado com a UE, que a meu ver tal será negociado para a EFTA, organização de que Portugal e o RU foram fundadoras.

      Se sair do Euro implica sair da UE, a verdade é que os Acordos do Porto do Espaço Económico Europeu – EEE (ing. EEA) e de Shengen continuarão vigentes, e o país poderá integrar automaticamente na EFTA especialmente se o RU o fizer também.

      Pior que não sair do Euro é sobreviver ao desastre do euro impludir. O qual nas actuais configurações é a meta inevitável.

      http://www.publicserviceeurope.com/article/3794/british-would-prefer-efta-membership-to-eu-poll-finds

  2. Carlos Fonseca says:

    Renegociar a dívida. Percebeu? É incomportável suportar o serviço de uma dívida da dimensão que está a tomar – no tempo de Sócrates, que critiquei fortemente, a mesma dívida era de 94%, lembra-se? Depois de ajustamento que, dizem, tem corrido bem e está cumprido a 2/3 é o que se vê. Já nem falo na economia.
    Essa de pôr na minha escrita o que não escrevi é própria de quem gosta de entrar em conflitos e especulações com a visão de fantasmas para arquitectar uma retórica fútil e sem sentido. Onde é que está escrito que não deveríamos ter entrado no euro?


  3. Onde é que está escrito que não deveríamos ter entrado no euro?
    Muita gente o afirma, não disse que o escreveu. Pessoalmente tenho dúvidas que tenha sido uma opção correcta, embora o aspecto que apontei da descida dos juros seja um facto. Ainda assim há que admitir que os juros seriam hoje bem mais elevados sem a zona Euro. Por outro lado Portugal está limitado pela flutuação cambial que é determinada pela prestação das principais economias. O pecado original remonta no entanto à estratégia de endividamento e depois contrair mais dívida para pagar a anterior. Sabemos onde isso leva. Renegociar? Claro que todos concordamos, a questão é, será possível? Estarão os credores dispostos a isso e simultaneamente libertar mais tranches? Porque convém não esquecer, precisamos continuar a recorrer ao financiamento, porque se nos fecharem a torneira…

    • nascimento says:

      Ó Antonio se lesses a politolga alemã que escreveu a biografia de Merkel percebias….mas só vês o Medina…..e meu caro isso é uma foda…

    • nascimento says:

      Ó Antonio se lesses a politolga alemã que escreveu a biografia de Merkel percebias….mas só vês o Medina…..e meu caro isso é uma foda…percebes?


    • AA, desculpe lá mas tenho coisas mais importantes para fazer do estar entretido com conversa fiada, sem nexo nem coerência.

    • nightwishpt says:

      Chama-se a isso macroeconomia. É sustentável? Claro que não, mas é o que todos os países fazem.


  4. A dívida pública da Europa ronda os 90% do seu PIB. Já que falamos nos EUA, qual será a dívida deles?

    No que respeita à cotação do euro em relação ao dólar, e vice-versa, será que esta relação é assim tão estranha?

    Porque é que a cotação do dólar é menor do que a cotação do euro? Será que as pessoas acreditam assim tanto no dólar e na política norte-americana? Vamos esperar alguns anos para ver qual é a consequência das políticas norte-americanas…. o pensamento no curto prazo não colhe no longo prazo.

    Vamos ver o que acontece à economia dos EUA nas próximas décadas. Quando eles caírem, o tombo vai ser grande.

    Depois não digam que não os avisei.

    • adelinoferreira says:

      am
      b

      jyy
      v
      b
      b

    • Carlos Fonseca says:

      De que Europa fala? Dos 27 ou do Euro? Os EUA têm uma organização federal e mais consistente nas políticas entre os Estados. Isto não significa que os considere o paraíso terrestre. Têm tido, porém, uma política monetária mais dedicada à melhoria económica e ao combate ao desemprego – 7,5% contra 12,2% na UE que, por sua vez, equivale a 12% do desemprego mundial total (estimado pela OCDE em 200 milhões de cidadãos).
      Sobre as previsões, não as faço. Não sou especialista. O melhor é discutir o assunto com o Vítor Gaspar para as previsões de m/prazo e com o Paul Thomsen que integra a ‘troika’ grega e começa a ter fundada experiência do l/prazo.
      Por último, reafirmo que não acredito sem reservas nos EUA ou na Europa. Tudo é muito volátil e o sistema financeiro mundial, cheio de paraísos fiscais, é controlado por gente muito poderosa e perigosa – os ex e actuais Goldman Sachs. De Timothy Geitner no governo de Obama a Draghi no BCE.
      Sei isso sim que, na Zona Euro, Grécia, Portugal e Irlanda, países “ajudados” por FMI+CE+BCE, têm dívidas insuportáveis face à falta de capacidade económica (criação de riqueza).


      • Está a falar da Europa no seu conjunto ou de cada um dos países isoladente? Se quiser falar de cada um dos países, até podemos falar de Detroit…

        No que respeita a previsões, estou consigo; também nas as faço, mas se quiser ajuda pode pedi-la ao Teiceira dos Santos, aquele que previu um défice de 2% em 2009 e chegou ao final do ano com 10%.. Pouca diferença; cinco vezes mais apenas…

        Vamos esperar então pelo médio/longo prazo.


        • Está enganado. Detroit não é Vila Nova de Gaia, Braga ou outro concelho altamente endividado em Portugal. Se tem que ir à falência, em defesa da verdade, vai mesmo. Ia sucedendo o mesmo com Nova Iorque há uns anos. Não se preocupe que, no âmbito das leis de finanças públicas dos EUA, Detroit terá o problema resolvido. Com dificuldade e talvez considerável tempo, mas terá.
          Essa do Teixeira dos Santos passa-me ao lado. Não milito em qualquer partido e grande parte das vezes voto em branco ou abstenho-me.
          Pela sua conversa, deve ser laranja ou azul-amarelo. Vocês e os ‘xuxas’ andam a dar cabo desta merda há mais de 30 anos. Cavaco, por exemplo, foi o primeiro a fazer as PPP (Ponte de Vasco da Gama e Hospital Amadora-Sintra), depois seguiu-se Guterres, sucedeu-lhe o também foragido Barroso que lá comprou com o Paulinho uns submarinos e os Pandur, e terminamos nas PPP do Sócrates. Foi a esta merda que os partidos do ‘arco do poder’ nos conduziram e continuam no mesmo caminho – não me chame comunista porque também não alinho nessa área.
          Sou livre e independente, coisa que vc. não é capaz de ser.

    • nightwishpt says:

      “Porque é que a cotação do dólar é menor do que a cotação do euro? ”

      Porque é que as acções do Google são mais baixas do que as da Apple?
      Porque é um número que não quer dizer nada. Aliás, é graças a isso que continuam boas as exportações americanas para a europa, coisa que a Markel não concebe.

  5. Jose pessoa de amorim says:

    bom artigo e faz salientar aquilo que muito preocupa quando se pretende governar, para impedir pelo menos, para que o deficite não continue a crescer…
    se tiver o seu mail tambem tenho um grafico historico do deficite para enviar e se não rir pelo menos sorri!

  6. fernando says:

    quando fecharem a torneira, saímos do euro e se calhar não vai ser pior. não sou eu que o digo, são economistas reconhecidos.

    mas este assunto é tabu em portugal, não se pode discutir sériamente, pois há muitos interesses em jogo, a banca concerteza não concorda, porque assim é que estão bem.

    de qualquer maneira, o primeiro ministro diz que está tudo bem, grandes sinais da economia.

    • nightwishpt says:

      Pois claro, esses economistas já não têm cá o dinheiro e quando os portugueses perderem metade do que têm por desvalorização, mais os efeitos da inflação, estarão mais donos do país do que nunca.

  7. adelinoferreira says:

    Como nos habituou Carlos Fonseca, no seu melhor!
    O artigo que abaixo descrevo demonstra que enquanto
    for o mundo financeiro (ou seus apendices) a mandar,
    as dividas excessivas continuarão a condenar os países
    à miséria.Só quando o mundo do dinheiro tiver que obedecer
    a politicos incorruptiveis se alcançará a luz.

    Ainda os monopólios

    No seguimento deste post
    , é curioso observar a posição da Apple, enquanto empresa monopolista, e a sua relação recente com os mercados financeiros. Sem grandes incentivos ao reinvestimento dos seus lucros, esta empresa acumulou ao longo dos anos 145 mil milhões de dólares. No entanto, no passado mês de Abril, a Apple decidiu endividar-se nos mercados com obrigações no valor de 17 mil milhões de dólares. Naquela que aparentemente foi a maior emissão de dívida de sempre de uma empresa privada, as taxas de juro variaram entre 0,5% nas obrigações a três anos e 3,8% a trinta anos.

    Todavia, porque é que uma empresa se vai endividar se está a nadar em liquidez? A razão é bastante prosaica. Boa parte dos 145 mil milhões de dólares disponíveis foi ganha e está depositada fora dos EUA. O seu repatriamento implicaria o pagamento do imposto sobre lucros norte-americano (35%). Por outro lado, o juro pago nesta emissão de dívida será dedutível na factura fiscal da Apple, resultando aparentemente numa poupança de 100 milhões de dólares todos os anos. Este dinheiro angariado nos mercados não servirá para financiar novos investimentos (e emprego), mas sim para permitir uma maior distribuição de dividendos pelos accionistas e financiar um programa de recompra de acções cujo objectivo é elevar a sua cotação na Bolsa. 
    Conclusão, a Apple beneficia de uma posição no mercado que lhe permite focar-se na valorização financeira das suas acções em vez da sua actividade produtiva, foge descaradamente ao fisco do país que lhe deu as condições físicas e humanas para florescer e, não contente, financia os ganhos dos seus accionistas através de um subsídio implícito dos contribuintes norte-americanos graças às deduções fiscais.Nuno Teles 
    às 22.7.13

    • Carlos Fonseca says:

      Grato pelas palavras, sempre generosas.
      Como digo acima, noutra resposta, também os EUA não são paraíso terrestre. Aliás, as multinacionais e o capital a elas associado não têm pátria. Onde podem sacar dinheiro dos contribuintes (EUA e Europa) e da exploração de mão-de-obra (China, India…) aí estão elas, em força a sugar.

  8. Lucina Anjos says:

    Recomendo vivamente a leitura de ” East Asia” publicado em Portugal no ano 2008, escrito por um grupo de académicos da Universidade Católica, explica a evolução da crise que vivemos e quem a provocou a banca e a alta finança.
    Caro António perceba de uma vez por todas que somos escravos da alta finança, dos tentáculos deles não escapa País nenhum a rede estende-se a figuras que actualmente estão no BCE e em todos os governos da Europa.
    É a História da humanidade no seu melhor, nem na selva se encontra tamanha selvajaria…..

    • Carlos Fonseca says:

      Lucina, vou procurar ler. Obrigado. De resto, fiz um mestrado na Católica e conheço diversos professores da casa – os mais normais.

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