Os ricos não pagam impostos

Por conta do Luxemburgo Leaks fala-se de evasão fiscal, das técnicas e truques que as grandes empresas usam e abusam para reduzir os seus impostos a um mínimo ridículo, laborando em vários países da Europa e criando uma sede fictícia no Luxemburgo, Holanda ou Irlanda. São os países canalhas, que utilizam a UE para ganhar uns cobres à custa de empresas que usam as estradas dos outros, as redes de água ou sanemento dos outros, o vasto etc que os nossos impostos pagam, incluindo, pasme-se subsídios estatais.

Uma excelente reportagem feita a partir de França onde se pode igualmente observar como a casta alimenta os seus políticos, e a partir da qual bem se pode concluir que esta UE terminará sempre destruindo os países mais fracos.

Comments


  1. Só me vem a cabeça; Estou farto de ser roubado por ricos e pobres.


  2. Se os pequenos países o fazem é porque os seus vizinhos de maior dimensão o permitem. Se o permitem é porque ganham algo com essa situação…

    • Rui Silva says:

      Isso. Nada de permitir.
      Acho que devíamos invadir o Luxemburgo, para assim libertar o povo da opressão dos seus governantes, dando assim condições para que este se desenvolva em paz e harmonia.

      Cumps

      Rui Silva


      • De facto… devemos é continuar a aceitar que pseudo países continuem a viver uma prosperidade e abundância artificiais que resultam de forma líquida das nossas perdas directas, de uma guerrilha fiscal e económica e de atentados à nossa soberania. Tudo sob a benevolente supervisão de elites germânicas e autoridades locais cá do burgo. Assim com certeza que estaremos no rumo da paz e da harmonia.

        • Rui Silva says:

          Caro Harmódio,
          Deixe lá ver se eu percebi.
          Você acha um atentado a n/ soberania, o facto de não nos deixarem interferir nas questões fiscais do Luxemburgo ( que por sua vez é também um Pais soberano).
          Boa !


          • Se não entende que as questões fiscais de países quase que ficcionais não são assuntos internos dessas entidades mas sim falhas no sistema financeiro internacional criadas e mantidas deliberadamente e que resultam em perdas reais para todos os outros estados membros que “jogam limpo”, então não há de facto muito a dizer. É seguir o pensamento puramente legalista até à sua conclusão asinina, como é feito nos dias de hoje, e comer as perdas (isto é, dizer ao contribuinte individual que cubra o que é desfalcado para manter esses maravilhosos “países” a flutuar).


          • No Antigo Regime, os paraísos fiscais de hoje correspondiam aos portos britânicos e sua armada, que protegiam os piratas, ditos corsários, ingleses.
            A defesa do roubo através dos tempos é uma coisa fantástica.

          • Rui Silva says:

            Ou seja, jogar limpo é um qualquer (des)Governo subir impostos á medida da sua incompetência, e os Governos que gerem bem não os podem descer e assim, em vez de exigir que os seus cidadão trabalhem cerca de meio ano ( parece mentira mas é verdade , em Portugal trabalhamos cerca de 160 dias e entregamos o fruto desse trabalho aos gestores da “coisa pública”) sem verem esse rendimento , deixam-lhe o dinheiro na mão.
            É evidente para mim, que a concorrência fiscal será o único travão aos políticos incompetentes num sistema onde se preze a Liberdade.
            No dia em que a uniformização fiscal proteja o Governo da saída das empresas e dos cidadãos em busca de melhores paragens, aí meu caro, a carga fiscal atingira os 100%. Ou não acha que qualquer político acha que gere muito melhor o seu dinheiro que você mesmo?
            Pois meu caro quem me dera que fossemos como os Luxemburgueses .
            Mas como dizia o outro “ …e o burro sou eu ? ….”

            Cumps

            Rui Silva


          • Se quer passar um atestado de cretinice à classe política deste regime está “preaching to the choir”. Quanto ao resto em nada tocou no que é essencialmente uma questão estratégica de manutenção de poder.

    • Rui Silva says:

      Caro Harmódio,

      Eu percebi que estamos de acordo quanto á classificação da nossa classe politica( classe dos que tem acesso ao poder), e que essa situação devia ser resolvida em prol dos governados. No entanto divergimos em relação ás soluções. Enquanto você acredita que lhe devemos dar mais poder ( o de uniformizarem leis ao nível internacional p.e.) , eu acho que não. Pelo contrário devemos limitar-lhes o poder, a favor da nossa liberdade.

      Cumps

      Rui Silva


      • Não podemos divergir em soluções quando não concordámos qual é o problema. Ainda nem reconheceu que este problema em particular é uma questão de estratégica.

        A lógica da fuga para individualidade pode ser muito satisfatória psicologicamente e funcionar no dia-a-dia mas não resolve nada. Fecha um individuo numa redoma hermética que só o torna uma presa mais fácil à medida que perde o contacto com o equilíbrio de poder real e se torna crescentemente dependente do legalismo.


  3. Reblogged this on O Retiro do Sossego.


  4. Vou passar à frente de parte do vídeo. Existe de facto diferença entre evasão fiscal e optimização fiscal. A 1ª é crime, a 2ª não. Em última instância caberá sempre aos Tribunais decidir quando uma prática cabe num lado ou noutro.
    Mas há um princípio que me preocupa, o da livre concorrência. Ora algo que o vídeo deixa implícito é a quase impossibilidade para um pequena empresa ou start up em concorrer com uma multinacional instalada. Isso não posso aplaudir de forma alguma, pois tende a configurar proteccionismo aos instalados.
    As multinacionais estão longe no entanto de serem as únicas culpadas, pois existe grande promiscuidade com os Estados. Desde logo por serem habitualmente grandes empregadores.
    Por tudo isto considero desejável a simplificação fiscal, quanto maior a complexidade maior a promiscuidade, além da redução do nível de impostos.
    Quanto a reduzir a factura fiscal, particulares ou empresas, quem não o tenta fazer? E reduzir a factura não implica forçosamente cometer um crime…


    • Não se trata de reduzir: trata-se muito simplesmente de pagar uma quantia ridícula e que nem para simbólica serve.

    • Rui Silva says:

      Caro António Almeida,

      Você tocou no ponto. A carga fiscal protege as grandes empresas, da concorrência das pequena empresas, que pretende entrar no mercado ( que é o mesmo que dizer que prejudica os clientes que ficam privados da descida de preço e subida da qualidade que isso inevitavelmente traria).
      Isto para não falar das ajudas que o estado dá, ás empresas grandes sobe a forma Programas de Apoio ao Investimento etc, etc.

      cumps

      Rui Silva


  5. O meu painel solar foi comprada com os subsidios tudo intermediado por uma empresa do DDT. Que alem da normal promiscuidade entre os decisores de dar o subsidio e a entrega do controle a este ainda não cumpriram o que estava estipulado sobre as manutenções com a conivência da Norquente . Uma promiscuidade típica dos tempos socráticos.

  6. Leonor says:

    Texto inspirador para os alunos do 10º B do Conservatório Nacional (que por acaso está a precisar de obras). Obrigado e abraços ao seu pai e que sejam felizes! 🙂

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