Nigéria em sangue

Continua o horror na Nigéria e os ataques do Boko Haram continuam a fazer vítimas inocentes aos milhares. É o terrorismo puro e duro – com a inconcebível justificação de purificar o país e os seus costumes e espalhar a sharia a todo o território e mesmo aos países vizinhos – usando todos os habituais métodos, desde a guerra de ocupação até aos bombistas suicidas, como aconteceu este fim de semana em que até uma criança de dez anos foi usada. Mas, contrariamente a outros casos de terrorismo, o da Nigéria está fortemente territorializado, configurando uma fase avançada de operações que se aproxima da guerra clássica que, dizem os manuais, é a fase final destes processos. Repare-se, porém, que estes movimentos têm tanto mais hipóteses de sucesso quanto maior for o apoio da população. Aqui, porém, também esse apoio é procurado pelo terror ou, se tal não resulta, pelo puro extermínio. E, chegados aqui, é altura de perguntar o que fazem as forças armadas da Nigéria e que cooperação existe com os Camarões, que também já foram vítimas de ataques. É também tempo de perguntar à comunidade internacional porque permanece em sossego neste caso. Estamos perante o que é, provavelmente, o mais violento campo de batalha do delírio fundamentalista – o que, nos tempos que correm, não é dizer pouco. Mas África parece ser o continente abandonado pelos deuses. E, o que verdadeiramente conta, pelos homens de bem. Com as poucas excepções que conhecemos.

Comments

  1. joao lopes says:

    o fascismo é igual no EI, no boko haram…ou em dick cheney.afinal de contas quem constroi e ganha tanto dinheiro com o “negocio da guerra” como empresas americanas,alemãs ou …francesas, tem muito mercado para escoar os seus produtos “empreendedores”.


  2. Eu já subscrevi esta petição da Avaaz e sugiro que façam o mesmo. A Nigéria não pode ser esquecida. http://www.avaaz.org/po/stop_boko_haram_terror_loc/?cpolvbb

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  1. […] dos habitantes de Canelas ou se Maomé tiver alguma semelhança com os assassinos de Paris e da Nigéria, são entidades perfeitamente […]

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