Pânico no sistema

Nervoso

Eles andam todos muito nervosos. Das clientelas dos blocos centrais aos teóricos do regime, passando pela extrema-direita ressabiada ou pelos apóstolos da ditadura dos mercados, a vitória esmagadora do Syriza nas legislativas de ontem na Grécia causou profundos arrepios a todos os parasitas que se alimentam ou que anseiam vir alimentar-se do apetitoso lombo do sector público, quais percevejos comodamente instalados costas do rinoceronte estatal.

O momento é o de instigar o pânico nos plebeus. Destaquem-se o “radicalismo” e “extremismo” e alguns mais desatentos pensarão mesmo estar perante uma nova forma terrorismo. Abanem com a saída do Euro e todos aqueles que não sabem que a saída do Euro não pode acontecer sem ser por vontade do estado em questão acreditarão que todos corremos perigo. Então e os mercados? Esses sim, esses são a verdadeira face do terrorismo, o terrorismo mais radical e extremo que ceifa vidas e coloca estados fracos de joelhos. Tenham medo, eles estão todos muito nervosos.

Ao contrário de alguns que atiram para o ar previsões sobre a revolução que agora se inicia com a ascensão do Syriza, eu prefiro ser cuidadoso. Não sei o que aí vem e acima de tudo não acredito em milagres. Mas a vitória de ontem do Syriza é a prova de que a mudança é possível e que a inevitabilidade de sermos governados ad eternum pelos blocos centrais desta vida é tão inevitável como a irrevogabilidade de Paulo Portas. No limite, o desfecho de ontem poderá ser a sirene de incêndio que as pessoas de bem que militam nos partidos do centro precisavam de ouvir para perceber que se confrontam com um de dois cenários: ou começam a lutar internamente para mudar a forma de fazer política dos seus partidos, ou arriscam-se à pasokização. Ambas as hipóteses são uma lufada de ar fresco nesta Europa em decadência.

Comments

  1. joao lopes says:

    first we take manhattan ,than we take berlin(leonard cohen,judeu,canadiano e um dos melhores compositores do sec.xx).

  2. Pedro says:

    Boas Mendes!
    Uma pergunta minha (não leves a mal, estou aqui para aprender): Porque falas com tanto desdém da direita nacionalista e defendes tão acerrimamente a esquerda radical? Não existiram ditaduras de esquerda também impiedosas, à imagem da direita nesse aspeto? Estas novas extremas direitas podem não ser necessariamente espelho das ditaduras fascistas do passado. Pelo que sei, podes ter ideais de direita extrema sem opressão e crueldade. Um dos sistemas políticos que mais aprecio do pouco conhecimento que tenho é o Norueguês, que basicamente torna obsoleto o conceito de ter que poupar dinheiro para o caso da pessoa ficar doente ou desempregada, porque o estado social “segura” a pessoa quando ela “cai”. Também contribui para tudo o que são despesas como água, luz, manuais escolares, etc. Mas também sei que culturalmente são completamente diferentes dos povos do sul da europa. Lá vê-se com muito maus olhos a fuga ao fisco, enquanto que aqui até há um encorajamento. Aqui onde as pessoas puderem sacar mais um bocado sacam. Tinha vários colegas a chegar de carro novo à universidade com bolsa máxima, por exemplo. Isto é apenas uma das diversas maneiras de te aproveitares do teu governo. Um abraço!

    • joao lopes says:

      o que é a “esquerda radical”?é o PCP,o BE ou o syriza? e o que é a “direita nacionalista”? marine le pen ou o PP espanhol? quem são os autores da austeridade? será a direita radical como a frau merkel/FMI/BCE/ e o irrevogavel?

      • Pedro says:

        Eu não estou a ir à especificidade do tema, estou a falar de uma forma mais macro. Esquerda radical entendo como a Coreia do Norte, p.e. Direita nacionalista que não seja um regime estúpido (a que quero explicar pelo menos) não te sei exemplificar e não conheço a fundo o programa político de Marine Le Pen ou do PP. Mas falando de aspetos de direita que não acho descabido pensar-se assim:
        – Imigração: Moralmente são todos aceites e bem vindos ao país claro, mas quem vier terá que ter um prazo para arranjar trabalho e naturalmente permanecer afastado da criminalidade (cadastro limpo);
        – Institucionalização: é uma medida claramente esquerdista, mas vejamos o caso do nosso país: praticamente tudo o que é público tem uma gestão danosa impressionante. Parece que há uma linhagem de funcionários públicos, que só entram os sobrinhos e os filhos, cunhados primos etc. Adjudicações é outra… Ou seja, a privatização nos negócios que permite existir concorrência (ou seja, estradas e comboios têm que ser geridos pelo público porque não há espaço para que exista concorrência para que o preço se estabeleça sozinho) também não me parece uma ideia assustadora;
        – Taxar fortunas: Ok, taxar gajos com biliões concordo, mas vamos pensar numa escala mais pequena. Conheço gente que sempre se habituou a viver com pouco, com o objetivo de poder ajudar o filho(a) fosse nos estudos, comprar-lhe um carro, enfim tudo o que precisasse. Essas pessoas que se privaram de tudo para este objetivo e juntaram, p.e. 150k€ deviam ser taxados? Então só podemos ganhar e desbundar ao máximo? Não podemos ter este objetivo de vida? Por muito que não concordemos, estas pessoas podem escolher viver para o futuro dos filhos e conheço muita gente assim.

        São uns pontos que me vieram à cabeça que lá está, acho que choca com a cultura e vai de encontro à minha opinião: não há um sistema político ideal, tem que se ter sempre em conta a cultura do país.
        Mais uma vez, não sou nenhum expert, estou aqui para aprender e ver de novos ângulos 🙂

        • Pedro says:

          Esqueci-me de mencionar o nacionalismo, que acho importante em todos os regimes. Valorizar a nossa terra, o nosso passado, os nossos sucessos, etc. Nós já somos poucos, se ainda valorizamos mais os produtos/serviços vindos de fora só porque vêm de fora, não me parece uma boa postura. Acima de tudo, sabemos que cada país só olha para o seu umbigo e nós temos de olhar para a nossa economia, criação de emprego, etc. E muito passa por isso. Mas também existe esquerda nacionalista, apesar de ser mais predominante em regimes de direita.

        • Nightwish says:

          Tanta desinformação que vai nessa cabeça. A propaganda hoje em dia é exemplar.
          “Esquerda radical entendo como a Coreia do Norte, p.e. ”
          A Coreia do Norte e uma sociedade sem classes? Os meios de produção são controlados pela população? São um regime tão dictatorial que nem há esquerda nem direita.
          “– Imigração: Moralmente são todos aceites e bem vindos ao país claro, mas quem vier terá que ter um prazo para arranjar trabalho e naturalmente permanecer afastado da criminalidade (cadastro limpo);”
          A nossa direita não se importa com o cadastro deste que tragam uns milhõezinhos para abrir umas empresas da treta. Há crimes maiores que outros, pelos vistos.
          “– Institucionalização: é uma medida claramente esquerdista, mas vejamos o caso do nosso país: praticamente tudo o que é público tem uma gestão danosa impressionante.”
          Mentira descarada por manipulação assertiva de números. E então as privatizações de monopólios que tanto tão a ganhar a ex-ministros e secretários de estado? E pagar o dobro a privados para fazer o trabalho público não é gestão danosa? É preferível ter piores serviços privados com o estado a pagar ao grupo GPS, à Brisa, à PT e a muitas outras entidades que vivem acima das nossas possibilidades?
          E está a assumir que o que dá prejuízo é gestão danosa? E as exterioridades?

          “– Taxar fortunas: Ok, taxar gajos com biliões concordo, mas vamos pensar numa escala mais pequena.”
          Depende. Se for necessário para garantir um mínimo de qualidade de vida, é necessário. Se lhes correu bem a vida, podia muito bem ter corrido mal sem qualquer culpa. Uma doença, um acidente grave, um banco que minta, uma depressão por mil e um motivos, tudo pode virar uma vida do avesso, e nada impede que ainda possa acontecer independentemente da fase da vida. É preferível que todos tenham condições para chegar onde puderem do que punir os azarados, que muitas vezes depois acrescentam custos em hospitalizações, crime, etc.

          “Esqueci-me de mencionar o nacionalismo, que acho importante em todos os regimes. Valorizar a nossa terra, o nosso passado, os nossos sucessos, etc.”
          O nacionalismo é uma treta, é achar que somos importantes porque nascemos num quadrado invés de outro. Outra coisa diferente é assumir as nossas virtudes e falhas conjuntas como uma identidade não estática que deve ser sempre melhorada, não porque somos especiais, mas porque temos algo que nos une.

          • Pedro says:

            Agradeço o ponto de vista.
            “A nossa direita não se importa com o cadastro deste que tragam uns milhõezinhos para abrir umas empresas da treta. Há crimes maiores que outros, pelos vistos.”
            Tudo o que é considerado crime aos olhos da nossa lei deve ser tratado de igual forma. Não sei onde eu insinuo que há crimes maiores que outros.

            “Mentira descarada por manipulação assertiva de números. E então as privatizações de monopólios que tanto tão a ganhar a ex-ministros e secretários de estado? E pagar o dobro a privados para fazer o trabalho público não é gestão danosa? É preferível ter piores serviços privados com o estado a pagar ao grupo GPS, à Brisa, à PT e a muitas outras entidades que vivem acima das nossas possibilidades?
            E está a assumir que o que dá prejuízo é gestão danosa? E as exterioridades?”
            Privatizações de monopólios, se ler a frase final respondo a isso por outras palavras. Não concordo com privatizações de monopólios nem um bocado e dou o exemplo específico das estradas. Gestão danosa pode ocorrer até numa entidade que apresente lucros, basta ter ações por parte de alguém que prejudiquem a entidade. Mas todas as entidades somadas e todas as gestões danosas somadas isso sim, constitui um prejuízo no global. Quanto ao resto do parágrafo, claro que acontecem fraudes nas parcerias publico-privadas e mesmo fraudes nos privados, mas temos (supostamente) o sistema judicial que deve estar alerta para esses casos. Mas está a falar de um sistema montado que pessoalmente também não estou de acordo e não acho que esteja relacionado com a orientação partidária mas com o caráter das pessoas. Desde adjudicações diretas, derrapagens orçamentais, etc… As telecomunicações são um bom exemplo de como a concorrência faz com que as empresas se reinventem e reduzam os preços para acompanhar os seus rivais. Se o estado fosse o único a comercializar telecomunicações há 15 anos atrás, será que hoje teríamos acesso a pacotes tão vantajosos e baratos?

            “Depende. Se for necessário para garantir um mínimo de qualidade de vida, é necessário.”
            Aqui estamos a falar numa questão de opinião, da qual eu concordo parcialmente. Eu expus um caso hipotético no decorrer desse parágrafo com o qual não consigo aplicar essa ideologia. E como esse, consigo gerar mais. Mas se o estado tivesse menos despesa, talvez conseguisse colmatar as falhas no serviço de saúde.

            “O nacionalismo é uma treta, é achar que somos importantes porque nascemos num quadrado invés de outro.”
            Reconheci à frente que utilizo nacionalismo como um sinónimo de patriotismo e pelos vistos não é correto. Concordo com a parte de não sermos especiais, nenhuma população o é, mas não fiquei a perceber se concorda com o facto de um Português, neste caso, privilegiar a compra de um produto nacional num supermercado p.e.

          • Nightwish says:

            “Tudo o que é considerado crime aos olhos da nossa lei deve ser tratado de igual forma. Não sei onde eu insinuo que há crimes maiores que outros.”
            Eu não falei do Pedro, falei da direita que tem poder. Se o Pedro quer lutar uma direita que deixa de ser hipócrita, corrupta e ao serviço do 1%, tem o meu apoio.

            “Mas está a falar de um sistema montado que pessoalmente também não estou de acordo e não acho que esteja relacionado com a orientação partidária mas com o caráter das pessoas. ”
            Tem a ver com a orientação partidária, mas não tem a ver com orientação ideológica. Percebe? Por isso é que o PS não chega.

            ” Se o estado fosse o único a comercializar telecomunicações há 15 anos atrás, será que hoje teríamos acesso a pacotes tão vantajosos e baratos?”
            Se não fosse o estado a inventar a Internet, ela existiria? Com a liberdade para todos os Aventares que existem?

            ” Mas se o estado tivesse menos despesa, talvez conseguisse colmatar as falhas no serviço de saúde.”
            Se tivesse menos despesa tinha mais custos a lidar com pessoas sem comida na mesa, sem recurso a saúde, sem recurso a educação e a tentar construir uma sociedade moderna em cima disso.

            “mas não fiquei a perceber se concorda com o facto de um Português, neste caso, privilegiar a compra de um produto nacional num supermercado p.e.”
            Não concordo nem discordo, cada um tem que fazer pela vida e lidar com a sua consciência, ou seja, cada um escolhe o que pode pagar e a mais não é obrigado.

          • Pedro says:

            Vou voltar ao início do meu comentário e tentar explicar algumas coisas que acho necessárias aqui na nossa troca de argumentos:

            Inicialmente, disse que pode existir extrema direita sem opressão, violência, intolerância, and so on (apesar de ser algo que não tenho fontes para provar, apenas é uma ideia minha).

            Também expliquei que sou fã do sistema político Norueguês. Isto antes de tudo para perceber que não sou nenhum extremista, nem para um lado nem para outro vim aqui para aprender e não para impor uma ideia.

            Ou seja, as direitas que têm poder e que já tiveram poder não contam aqui para a estatística, pois eu estou a falar de uma hipotética direita que não respeita algumas das “regras” das que conhecemos, mas que pode (ou não, lá está, foi a minha dúvida) ser considerada extrema.

            Como nas primeiras três respostas suas, recorreu sempre às direitas existentes e não à tal hipotética direita que falo, escrevi o texto acima para responder às mesmas.

            “Se tivesse menos despesa tinha mais custos a lidar com pessoas sem comida na mesa, sem recurso a saúde, sem recurso a educação e a tentar construir uma sociedade moderna em cima disso.”
            Só com números concretos é que poderia falar assertivamente sobre isto, mas com menos função pública/menos políticos tem obviamente menos gente para corromper o sistema, o que constitui duas fontes de despesa menos pesadas sem cortar nos três pilares fundamentais que falou.

            “Não concordo nem discordo, cada um tem que fazer pela vida e lidar com a sua consciência, ou seja, cada um escolhe o que pode pagar e a mais não é obrigado.”
            No caso hipotético que falei, foi obviamente uma comparação equivalente, ou seja, mesmo preço e efeito. Só estou a questionar se considera nobre uma pessoa ter essa consciência, de quando vai comprar (imaginemos um artigo básico) uma colher de pau, que caso a pessoa tome conhecimento que um dos artigos é português, privilegie o de origem nacional.


    • Boas Vieira,

      Não se trata de defender a esquerda radical. esta gente do Syriza não são descendentes de Estaline ou coisa que o valha. Já a extrema-direita conserva agendas marcadas pela xenofobia, a segregação e um discurso violento. São coisas diferentes. Mas, tendo eu mais costelas de esquerda do que de direita, dou por mim a ouvir o Farage do UKIP e a concordar com muito do que ele diz. Mas não compares forças nacionalistas moderadas com, por exemplo, a extrema-direita holandesa ou francesa. Ou mesmo as pessoas agora no poder na Ucrânia ou ainda a actual terceira força política na Grécia, os neo-nazis da Aurora Dourada.

      Eu também sou apreciador de muito do que se faz pelos lados da Escandinávia mas não vejo lá extremas-direitas no poder. Aliás, lá ainda é dos poucos sítios onde encontras verdadeiros sociais-democratas e estados sociais bem estruturados. Concordo que a fuga aos impostos está relativamente enraizada neste país mas não é por ai nem pelo povo que vive acima das suas possibilidades que este país afundou. Obras públicas que derrapam e contratos público-privados ruinosos são a receita. Isso e a corrupção institucionalizada nos centros de poder.

      Não te iludas com os números da adm. pública. A Alemanha tem mais funcionários públicos que nós (em proporção claro) e nem por isso tem a economia a definhar. Quanto a taxar fortunas, acho que o objectivo não são famílias com 150k, estamos a falar de gente com milhares de milhões em contas e bens, muitas delas que têm o que têm por terem sugado o Estado através de políticos corruptos. Quanto ao nacionalismo, não o confundas com valorizar o que é nosso. Isso é positivo. Agora usar falsas bandeiras patrióticas para implementar regimes de segregação, discriminatórios ou repressivos é que não faz sentido algum.

      Finalmente, comparares qualquer sistema com a Coreia do Norte é um erro. Aquilo não é esquerda nem direita, aquilo é pura e simples tirania dirigida por oligarcas. tem tanto de esquerda como de direita.
      Como tu também não sou nenhum expert Pedro. Espero ter ajudado mas nada de ajudará mais a perceber estes temas do que fazeres as tuas próprias pesquisas e concluires por ti próprio 🙂

      Abraço

      • Pedro says:

        Eu vou fazendo umas pesquisas (não tantas como tu certamente), mas aqui o ponto é compreender a tua posição, pois sou um leitor assíduo e interessava-me sabê-la. 🙂

        A minha questão prende-se precisamente nesse ponto: A xenofobia, opressão discurso violento e todos os aspetos cruéis são uma condição sine qua non para que exista um regime de extrema direita?
        Se não pegares na Coreia do Norte, acho que tens ditaduras comunistas que também têm a componente violenta tão conhecida nos regimes ditatoriais.

        Em relação ao nacionalismo, é porque então não aplico bem o termo. Sempre usei quase como um sinónimo de patriotismo.

        O exemplo dos 150k veio porque hoje em dia as pessoas com depósitos acima de 100k são taxadas. E estamos com um governo central, ou seja, pressuponho que se inclinar mais para a esquerda, a coisa piora ou mantém-se pelo menos. O caso que te dei é real e vais às terrinhas mais remotas no nosso país e vês gente que planta e cria para comer, com uma mentalidade de poupança e agora veem-se obrigados a prescindir do que tanto lhes custou a ganhar. E podia estar a falar ressabiado de algum caso de familiares meus, mas não, felizmente não aconteceu com ninguém da minha família. Ou infelizmente, era sinal que tinham mais de 100k no banco 🙂

        Eu não digo que não existam países que funcionem bem com mais funcionários públicos ou até com maior carga fiscal (como o caso que dei), se isso for bem gerido até incentivo para que haja. Será que estamos culturalmente preparados para enveredar por esse caminho? Dar mais postos de trabalho no público e aumentar a carga fiscal não seriam medidas que aqui em Portugal eram quase como um convite a uma maior fuga fiscal e a uma maior entrada de possíveis corruptos/incompetentes? Quem achas que entrava? Se os primos estiverem todos, começam a entrar os segundos-primos e por aí fora até não se identificarem mais laços de sangue.

        • joao lopes says:

          gostaria de acrescentar o seguinte:quem tem mais a ganhar com a radicalização do EI(por exemplo) é a extrema direita.por exemplo,jovens muito descontentes em frança,são um alvo facil de manipular pelos extremista do EI.por outra lado,quanto pior funcionar a democracia(jornais populistas ou corrupção na politica) mais facilmente a FN capitaliza votos,e se esta tiver a ajuda das “politicas de austeridade” impostas por bruxelas,então marine le pen pode começar a sonhar.portanto,dialogo é fundamental na actualidade.como faz o pedro ou o aventar

          • Pedro says:

            Concordo, a discussão faz-nos sempre evoluir. Na pior das hipóteses vamos conhecer um ponto de vista diferente, ainda que não o adotemos como nosso. Este tipo de questões são tão abrangentes que não estou a ver um conjunto de regras rígidas capazes de satisfazer 100% da população. Por isso, esquerda, direita, cima, baixo, frente, trás, vem sempre alguém queixar-se às Tardes da Júlia de um caso insólito que o governo agiu erradamente consigo do ponto de vista ético. 🙂


          • assino por baixo João Lopes!


        • Pedro,

          Melhor que pesquisar é mesmo debater e conversar e conhecer novos pontos de vista.

          Relativamente às hipótese de extrema-direita que se afiguram, é claro que existe uma diferença grande entre o discurso, por exemplo, da FN e o discurso do UKIP. Os primeiros têm raízes mais violentas e discriminatórias. Os segundos são mais moderados. Quanto à Coreia do Norte, é um totalitarismo, não há ali grande esquerda ou direita, apenas a imposição pela força de uma oligarquia, O regime estalinista foi violento. Já aquilo que o Syriza nos apresenta não representa para mim uma ameaça desse calibre.Não existe qualquer agressividade no discurso deles.

          Quanto a taxas grandes fortunas, insisto que o foco aqui devem ser os multimilionários. Estou longe de ser apologista de exterminar as classes altas no sentido em que nem todos roubaram para ter. Mas sou apoiante da ideia de quem mais tem mais deve devolver à sociedade e não faz sentido que alguns cavalheiros possuam fortunas de milhares de milhões, muitas delas resultantes de práticas fraudulentas.

          Quanto à fuga de capitais, cabe a governos corajosos criam mecanismos para o impedir. As instituições carecem de reformas, o sistema eleitoral está obsoleto e a justiça é uma anedota neste país.

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  2. […] As elites nervosas não largam o Syriza. Espumam-se todos os dias e fazem figuras tão patéticas que parecem estar a competir por um qualquer prémio de imbecilidade. Uns escrevem cartas hipócritas com excesso de vírgulas, outros, mais versados na arte da aldrabice, classificam as ideias do Syriza como sendo um “conto de crianças” com a mesma lata com que nos contaram aquele conto de embalar jotinhas em que o príncipe encantado social-democrata chegaria ao poder sem que tal implicasse aumentar impostos, cortar pensões ou vender os tais anéis. Que moral têm estes sujeitos para dar lições ao novo governo grego que ainda agora iniciou funções, principalmente depois daquilo que fizeram ao nosso país? Como é que é possível que pessoas com o mínimo de discernimento e bom senso confiem nesta gente de carácter altamente duvidoso, capaz de mentir sem qualquer tipo de reservas com o intuito único de se instalar no poder? Parafraseando Pedro Passos Coelho “Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?“ […]


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