Uma coligação harmoniosa

portas gozo

Foto@O Jumento

Andava o irrevogável por terras de Aljustrel, e eis que surgem uns quantos repórteres que o questionam sobre os contornos polémicos da sua “demissão”, presentes na biografia autorizada do parceiro de coligação. Irónico, Portas afirmou:

Apresenta-se ao serviço o líder do principal partido da oposição, se tiverem perguntas para me fazer podem enviar-me um SMS, eu respondo-vos por SMS ou por carta. Quanto à coligação, está bem, recomenda-se, é para ganhar e não dou importância nenhuma ao sucedido nos últimos dias

Existem algumas hipóteses que nos podem ajudar a entender tais declarações:

  1. Embriaguez;
  2. Portas aproveitou a deixa para dar o troco a Passos Coelho dando-lhe um gozo monumental;
  3. A obsessão pelo poder sobrepõe-se às contradições inerentes à incompatibilidade de ambas as versões e Portas prefere engolir o sapo;
  4. Tudo não passa de uma encenação para criar a falsa noção de que o patriotismo destes indivíduos está acima das suas divergências.

Todas as hipóteses são válidas, o que não significa que não possam haver outras. Mas, independentemente disso, um deles está necessariamente a mentir o que, dado o historial dos indivíduos, nem constitui grande surpresa. Assim vai a harmonia no seio da “mais credível das opções de governo“. Será que sobrevive à próxima subida da TSU?

Comments

  1. Dezperado says:

    Um livro, um sms, e novela para 3 semanas. Se as nossas preocupações fossem só essas, estavamos descansados.

    E por falar em sms, estranho tanto silencio em torno do sms do Costa……

  2. Jaculina says:

    Correcção: “Pelo menos um deles está a mentir”

Trackbacks


  1. […] um mês ainda manifestava dúvidas quanto ao benefício eleitoral de ir a votos com o CDS-PP. Haja harmonia na […]


  2. […] Até que, 742 dias depois da tomada de posse, Paulo Portas sacou uma demissão irrevogável da cartola, da qual todos nos lembramos, apanhando o seu comparsa de calças na mão, que na sua mais recente biografia o acusou de se ter demitido por SMS, versão imediatamente desmentida por Portas. Foi um bonito romance de Primavera, daqueles que partem corações, mas não os coibiu de ir a votos bem juntinhos, poucos meses depois, em absoluta harmonia. […]

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