Como defender uma tese e provar o seu contrário

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Pissarides, um académico laureado, veio a Portugal e defendeu que, como vivemos mais tempo e mais saudáveis, devemos trabalhar até aos 70 anos. Pissarides nasceu em 1948.

Alcançar um tal estado de senilidade aos 67 anos é obra, e demonstra porque se deve antecipar a idade da reforma, que de resto juntamente com a redução do horário de trabalho é receita universal para criar emprego.

Estou a insultar o homem? apontam-me o dedo os leitores de direita? Bem, ele também veio a Portugal recomendar-nos outras medidas:

olhando para a situação do ponto de vista estritamente económico, é claro que se devia estar a fazer mais investimento em infraestruturas e a criar mais empregos e, dessa forma, sair da recessão.

E agora todos em coro: o Pissarides está chanfrado, temos de o internar num lar de idosos, num hospício e depressa.

Confere.

Comments

  1. Margarida Torres Vieira says:

    OU É UM ARTIGO IRÓNICO, OU NÃO PERCEBO EM QUE PISSARIDES ESTÁ ENGANADO.

  2. Pois…
    Um gajo com 66 anos de idade, está em plena forma para ser torneiro mecânico…por isso é que eu fui para a tropa quando atingi os 55 anos.

  3. Hélder P. says:

    Reparei nesta afirmação no inquérito de ontem no portal SAPO. À pergunta, “Imagina-se a trabalhar até aos 70 anos?”, 19% dos inquiridos responderam “Sim, porque não?”.

    Confirma-se que este país é um sítio muito mal frequentado e à falta de aquecimento central, há muita gente que gosta de trabalhar para aquecer.

  4. Rui Moringa says:

    Bem,
    Afirmar, sem mais, que se deve trabalhar até ao 70 anos por causa da chamada crise (qual delas?) é uma generalidade a resvalar para a “maluqueira”.
    Admito que algumas pessoas o possam e queiram fazer, ou seja trabalhar até aos 70 anos. Isso é possível já. Onde está a novidade? É na obrigatoriedade?! Isso é insano. Como suportará, um trabalhador da construção civil e de outras actividades que exigem grande esforço físico, isso. Poucos conseguiriam reformar-se. Morreriam no “trabalho”. Isso é voltar ao tempo do trabalho, como modelo escravo, quando nem sequer existia Segurança Social para cobrir estes riscos precisamente. Alguns pensarão que a Seg Social é um benefício que caíu do céu. Nada parecem saber da história da sua criação e da sua imprtância numa sociedade moderna e quiça social democrata. Parece que estamos no tempo em que cada pode dizer o disparate mais aberrante.Mediocre esse tal “cientista”.

  5. Reduzir a idade de reforma? Pagar maiores pensões durante mais tempo? Nada contra, também quero beneficiar. Expliquem-me apenas onde irão buscar o dinheiro. Ao meu bolso não será certamente, para esse peditório já dei…

    • Artur says:

      Deixem que as pessoas descontem para as suas próprias reformas e não para as dos outros.

      • José almeida says:

        Quem tem dinheiro já há muito que desconta para a suas reformas, o problema é dos outros, daqueles que não conseguem sobreviver, e muitas vezes têm trabalho. Como sobrevive um casal, com emprego, e que tem um rendimento conjunto líquido de 1.150€. Viver no outro lado da ponte, e um filho na escola. Alguém que faça a conta. Transportes para 2, comida para 3 e renda da casa. Publiquem as sugestões. Neste comentário excluo a pobreza real.

        • Artur says:

          Que usem o seu tempo livre para pensarem em soluções em vez de embotarem o cerebro com novelas e futebóis.

  6. Filipe.P says:

    Portanto, enquanto a pessoa estiver nas suas capacidades físicas e intelectuais, está apta para trabalhar. Mais uns tempos e temos um génio a dizer que a idade é irrelevante para a reforma, porque ele tem 80 anos e ainda trabalha.

    • Artur says:

      O Pissarides falou nos 70 anos porque é a idade que a ele lhe está a apetecer deixar de trabalhar ou porque ele possui o acesso a conhecimentos altamente verdadeiros que atestam que é precisamente aos 70 anos que o ser humano deixa de ter capacidades para trabalhar? Se isto é ser um génio, então a Humanidade está fod….

  7. José almeida says:

    Acho que a idade da reforma está bem aos 65 anos, mas a quem desejar continuar a sua actividade, caso tivesse condições para isso, deveria continuar, sendo um trabalhador como qualquer outro. Diferente, é ser obrigado a prolongar a reforma só porque é saudável. A idade de reforma não deveria ser igual em todos os sectores de actividade. Entre um mineiro ou trolha, a idade de reforma deveria ser inferior à de um professor, contabilista, ou… Isto não é discriminação, é igualdade!

    • Artur says:

      E como é que fazia depois as contas para alguém que exerceu diversas profissões ao longo da sua carreira contribuitiva, umas mais fisicas e outras mais intelectuais?

      • José almeida says:

        O trabalhar para além da idade de reforma deve ser uma opção entre quem quer trabalhar e quem emprega. Uma escolha de mercado normal. Nem o facto de descontar mais anis lhes devera dar mais por isso. A reforma deve ter uma data limite. Os 65 parece ser consensual, e descontar nas actividades mais físicas ou perigosas os dias ou anos necessários. Só excepcionalmente se é um bom camionista com mais de 60 anos….. Um professor universitário pode estar no auge da carreira. Se não me fiz entender, pode passar à frente, não tem problema.

        • Artur says:

          Eu concordo que a idade da reforma deve ser uma opção entre quem quer trabalhar e quem emprega (excluia os titulares dos cargos publicos: pessoas na reforma deveriam estar proibidos de trabalhar para o Estado – presidentes, ministros, deputados, etc…vão cuidar das couves e deixem lugar aos mais novos que precisam de um emprego mais do que vocês); e percebo as diferenças entre as actividade/desgaste/destreza de um professor (nomeadamente se for um sindicalista que há muitos anos que não põe os pés numa sala de aulas) e de um camionista, trolha, policia, piloto, etc
          A minha questão é todavia de ordem prática. Imagine que durante trinta e tais anos alguém foi professor, mas depois aos 59 ficou no desemprego e foi para as obras; deve este reformar-se mais cedo que os restantes professores? Consegue imaginar as maroscas que isto poderia originar?

          • José almeida says:

            Isso são questões que ‘eles’ tratarão de resolver. O importante é que a conversar é que a gente se entende, e o Sr Artur parece que entendeu. Quem puser barreiras inflexíveis é débil, é fraco. Podem existir leis rigorosas sendo flexíveis.

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