Quando a extrema-direita defende o politicamente correcto nem mede as palavras

Este falejar quer tão só dizer que nove negros foram mortos por um não negro numa igreja frequentada por negros em Charleston.

Se eles fossem brancos a notícia seria: nove pessoas mortas numa igreja em Charleston.

No primeiro caso mata-se por ódio, No segundo os sentimentos do assassino são irrelevantes. É assassino e ponto.

Para Helena Matos um segregacionista de 21 anos que entra a matar numa igreja de negros não personifica um crime de ódio. É só um crime. Chama-se a isto politicamente correcto, precisamente a expressão que é utilizada para o defender. Não, não é um paradoxo: o politicamente correcto, ou seja, o totalitarismo da linguagem, existe tanto à esquerda como à direita, mas a direita finge-se virgem, e depois cai nisto.

É doentio? é. Mas sobretudo acontece quando a ideologia é tão forte que por vezes nega o mais elementar bom senso. Infelizmente é humano.

Comments

  1. Curioso says:

    E este, foi crime de ódio ou foi simplesmente um crime João José Cardoso?

    http://risco-continuo.blogs.sapo.pt/tag/regic%C3%ADdio

  2. David says:

    É preciso não ter lido absolutamente nada sobre o assunto, ou ser um completo idiota, para achar que isto não é um ataque terrorista e racista. O tipo disse algo como “vocês violam as nossas mulheres e estão a tomar conta do meu país” antes de disparar, é preciso mais? Além disso, estamos a falar de um local simbólico, pela sua história, da resistência e luta pelos direitos civis. http://www.thenation.com/blog/210313/charlestons-mother-emanuel-church-has-stared-down-racist-violence-200-years# . É uma pena quando a única fonte de informação que alguma malta consulta é a Fox News.


  3. Já agora, quanto ao politicamente correcto, cada vez me parece mais que quem se queixa dessa tal ditadura do politicamente correcto na verdade está-se a queixar do facto de, felizmente, já não ser socialmente aceite ser-se preconceituoso como antigamente. De já não ser bem visto inferiorizar pessoas publicamente por elas serem de uma “minoria”.

  4. joão lopes says:

    neste caso a d.helena defende um crime de segregacionismo , ou por outra a boca foge-lhe para o que realmente ela pensa:defende abertamente uma sociedade segregacionista.e isto é aquilo que agora chamam de “liberalismo”:a velha extrema direita que quer acima de tudo manter os seus previlegios de “casta”:

  5. M.Almeida says:

    Qual extrema-direita? Aquela extrema-direita, xenófoba, homófobica que Tsipras convidou para formar governo? Come On, menos demagogia, por favor.

    • joão lopes says:

      não,é a extrema direita que apoia a morte de 9 pessoas numa igreja americana.como se sabe os candidatos republicanos recebem dinheiro desta gente,por outro lado a d.helena manifestou o seu apoio publico atraves de um blog…


    • O governo da Grécia não inclui a Aurora Dourada. Quanto a xenofobia e homofobia, nós por cá estamos bem servidos pelas Helenas e Almeidas, que vá-se lá saber porquê, preferem não formar partido.

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