O Comité Central do PSD

Comité Central

Houve um tempo em que, na secção dedicada à história do PSD no seu site, se podia ler uma referência ao marxismo como influência ideológica na génese do partido. E não foi há muito tempo. Mas a onda revisionista que vem purificando o partido, que fechou a sete chaves a social-democracia numa gaveta posteriormente colocada num cofre que por sua vez foi atirado ao mar, ter-se-á encarregue de expurgar tamanha heresia.

Contudo, assumindo como verdadeiro um dos mais recentes relatos do controverso Paulo Vieira da Silva, o social-democrata convicto que lidera o cerco ao imperador Marco António, a chama comunista continua bem acesa no seio do PSD. Atentemos nas suas palavras:

Também curiosa foi a forma como no conselho nacional foram votadas as listas. Fiquei estupefacto quando tive conhecimento que a votação foi efectuada de braço no ar, ao melhor modo estalinista, tal como acontece no comité central do Partido Comunista Português. Obviamente que ninguém dúvida que esta foi uma forma de condicionar o voto dos conselheiros nacionais.

Temos o PSD a regredir para os ” tempos da outra senhora “. Infelizmente conheço, no distrito do Porto, estas ” unanimidades” fundadas em métodos que são conhecidos por muitos militantes do PSD do Distrito do Porto. Mas afinal em Democracia quem tem medo do voto secreto? Eu não tenho e se o meu nome fizesse parte das listas exigiria que o voto fosse secreto.

Temos então os camaradas do PSD a votar de braço no ar, enquanto privatizam e entregam alegremente o país aos camaradas do Partido Comunista Chinês em regime de liquidação total. Os mesmos que batem continência aos “marxistas” do regime ditatorial-nepotista angolano. Os tais que abraçaram a chegada da ditadura de partido único de Teodoro Obiang à CPLP. Aqueles que, em conjunto com os seus parceiros de coligação, prometem agora colocar Portugal entre as 10 economias mais competitivas do mundo, algo que poderá até ser uma consequência directa da forte aposta deste governo na mão-de-obra barata, desqualificada e precária, ou quem sabe possível com recurso à implementação de planos quinquenais. Os mesmos que afirmam a missão de defender o Estado Social do socialismo, algo que, na óptica estalinista que agora parece imperar na São Caetano à Lapa, parece significar um aprofundar da destruição do mesmo, relegando ainda mais portugueses para a miséria. Afinal de contas, e adaptando uma velha máxima dessa incontornável referência laranja em que se parece ter tornado Estaline, uma família na miséria é uma tragédia, milhares da famílias na miséria são estatísticas.

Comments

  1. Ainda me recordo de ser impossivel a um partido, não ter referencia a que era pro socialista; até o CDS/PP dizia que era social; foi um tempo em que as amplas liberdades, eram a norma. Bons tempos, em que prometiam que os ricos é que pagariam a crise!! viu-se!!

  2. Paulo Vieira da Silva says:

    Caro João Mendes, tomei conhecimento que tem citado nos seus textos vários excertos de textos meus que público na minha página do Facebook, bem como a própria administração do blogue tem transcrito na íntegra textos da minha autoria.

    Neste sentido agradeço que me contacte sff através do meu email: paulovieiradasilva@gmail.com

    Muito obrigado.

    Cumprimentos.

    Paulo Vieira da Silva

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