Circular de bicicleta na cidade com segurança – uma ideia fantástica

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É uma daquelas ideias em que podemos dizer “como é que não pensei nisto antes?”. No desenho das estradas, em vez de colocar os carros encostados ao passeio, com uma pista de bicicletas ao lado das pistas dos carros, colocar em vez disso a pista de bicicletas junto ao passeio e usar os carros estacionados como uma barreira de protecção.

O conceito está em uso em Brooklyn, tendo levado a uma baixa de acidentes de 63% e sem impacto na circulação automóvel.

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O vídeo seguinte ilustra a ideia com mais detalhe:

Ficamos a aguardar adoptem a ideia. Afinal de contas, tantas coisas inúteis têm feito no domínio urbanístico, porque não fazer algo de facto útil?

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Comments

  1. Lamento dizer, mas quem faz o planeamento urbanístico em Portugal são os empreiteiros e não me parece que pensem nessas coisas…
    É que não estamos na América (do Norte).

    Ver opinião do Arqt. Ribeiro Teles

    • Deixando de lado o fado tradicional de que lá fora é que é bom e cá dentro somos todos parolos, não me parece uma boa ideia. Tenho lido bastante sobre o assunto e estudado alguma coisa, por razões profissionais. Parece-me disparatado alguém sair ou entrar no carro em cima de uma ciclovia. Deixar os filhos na escola com bicicletas a passar é um convite ao desastre. Duvido que funcione numa zona de grande tráfego. Há, no estrangeiro, quem defenda que a ciclovia deve estar integrada na zona de circulação automóvel.

    • Esta resposta não era para si, como é evidente. Deixe-me dizer que quem faz o planeamento urbanístico em Portugal é gente com muito mérito, esforçada e competente. Os empreiteiros têm as costas largas porque temos bons e competentes empreiteiros que dão cartas em todo o mundo. O problema é que as suas ideias, opções e escolhas têm de passar pelo crivo dos políticos que julgam percebem de tudo e mais um par de botas. Quem trabalha no ramo sabe bem do que falo e dos sapos que tem de engolir por causa dos políticos que enganam os eleitores que gostam de serem enganados aos gritos que os engenheiros, arquitectos e empreiteiros são uma cambada de idiotas e eles, os políticos, é que salvam a pátria.

  2. Konigvs says:

    Tenho visto algumas pseudo-ciclovias que é só mesmo para rir, e para gastar tinta. Para se fazer um ciclovia não basta pegar num bocado de tinta e fazer um risco a um metro da berma e pronto já está, como se quem anda de bicicleta fosse passar por cima de tudo quanto aparece à frente, buracos incluídos. Mas o que importa é mostrar que se está a fazer qualquer coisa, nem que se esteja a fazer uma valente merda e mais valesse estar quieto.

  3. luis says:

    Se fosse em Portugal teríamos os carros estacionados na ciclovia, perante a indiferença da polícia.
    O exemplo do estacionamento reservado a cidadãos deficientes e ocupado por qualquer um é um exemplo triste da nossa falta de respeito pelos outros, sejam ciclistas, deficientes ou “peste grisalha”.

  4. Deixando de lado o fado tradicional de que lá fora é que é bom e cá dentro somos todos parolos, não me parece uma boa ideia. Tenho lido bastante sobre o assunto e estudado alguma coisa, por razões profissionais. Parece-me disparatado alguém sair ou entrar no carro em cima de uma ciclovia. Deixar os filhos na escola com bicicletas a passar é um convite ao desastre. Duvido que funcione numa zona de grande tráfego. Há, no estrangeiro, quem defenda que a ciclovia deve estar integrada na zona de circulação automóvel.

  5. Jose ferreira says:

    Um dia lá serás mais um «Peste Grisalha»

Trackbacks

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