Heil Orban!

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Governantes radicais na Europa, como sabemos, só existem na Grécia. Aquela malta do Tsipras é uma ameaça qualquer que ainda não sabemos bem em que consiste mas é gente perigosa, não tenhamos dúvidas.

Viktor Orbán é gente boa e lidera um partido conservador que até faz parte do Partido Popular Europeu, o mesmo de PSD e CDS-PP. Por falar em PP, aposto que o ditador primeiro-ministro húngaro já deve ter tido a oportunidade de saudar Paulo Portas pela sua intervenção sobre o papel procriador e doméstico das mulheres. Haja quem defenda o respeitinho, a moral e os bons costumes.

Mas voltando a esse belo ser humano que é Orbán, é um alívio saber que existe tão corajoso democrata numa zona tão sensível no panorama actual como a Hungria. Numa cruzada pela paz e pela segurança do Velho Continente, haja quem tenha coragem de fazer aprovar legislação para que o exército húngaro possa, a partir de hoje, usar gás lacrimogéneo, balas de borracha e armas de pressão de ar contra emigrantes que tentarem cruzar a fronteira. Sabemos bem que isto é tudo malta do Estado Islâmico, dizem as redes sociais que as próprias crianças já nascem com bombas, e a Europa está efectivamente em perigo. Vale a pena ler as declarações emocionantes e dignas de um estadista à altura das circunstâncias:

Estão a invadir-nos. Não estão apenas a bater à porta, estão deitar a porta a baixo para cima de nós. As nossas fronteiras estão em perigo, a nossa forma de vida é construída com base no respeito pela lei. A Hungria e toda a Europa estão em perigo

Durante mil anos, a Hungria têm sido um membro de respeito da grande família europeia. Quando defendemos a fronteira húngara, estamos a proteger a Europa. A Hungria está a lutar em duas frentes: as fronteiras da Europa e do país têm de ser defendidas, mas também defendidas dos políticos europeus de vistas curtas

Marchemos contra os terroristas! Heil Orbán!

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  1. […] da pena de morte em toda a Europa, se clama para criação de campos de trabalhos forçados ou se trata refugiados como lixo não-reciclável. Para a comunicação social colaboracionista e para o regime, trata-se de um conservador e não de […]


  2. […] Entretanto, na Hungria, a extrema-direita avança, triunfante. Não há sanções que incomodem o reinado fascista de Viktor Orbán, cujo partido até integra a mesma família europeia que os nossos PSD e CDS-PP, o que ajuda em parte a perceber o grau de tolerância de Bruxelas para com este regime com mão de ferro. As instituições europeias estão mais preocupadas em sancionar, intimidar e chantagear os periféricos, essa ameaça ao absolutismo financeiro que comanda a União. […]


  3. […] cujas bandeiras incluem o regresso da pena de morte, a criação de campos de concentração e a repressão dos refugiados, os primeiros parecem-me mais […]


  4. […] campos de concentração e pelo regresso da pena de morte ao espaço europeu, levantando muros e perseguindo refugiados, ignorando os princípios mais elementares sobre os quais se fundou a União, cultivam excelentes […]

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