O governo de iniciativa presidencial



O desmaio de Cavaco no 10 de Junho do ano passado

Cavaco, o avisador, veio dizer que a Constituição não lhe permite escolher o governo. Que esse papel cabe às forças eleitas. E, apesar disso, convidou o PSD para “desenvolver diligências” para conseguir uma solução com “estabilidade política e governabilidade”. Na prática, pediu ao PSD para que este apresente uma proposta de governo sem antes ter ouvido todos os partidos que terão assento parlamentar e sem sequer esperar pelos votos da emigração.

Novamente se observa que Cavaco Silva é o presidente de uma facção, em vez do Presidente da República. E teve, ainda, o desplante de se justificar com o que se passa num país estrangeiro, a Finlândia. Pois se é para ir buscar exemplos, atiro-lhe já à cara com a Dinamarca, país onde as coligações pós eleitorais são regra e onde nem sequer é garantido que o partido mais votado lidere o governo. Talvez Cavaco não leia jornais, ele pelo menos afirmou-o, mas pode ao menos ver televisão. Há uma série,  Borgen, que lhe explica estes detalhes.

Aníbal, não estás à altura do cargo que ocupas. E o PS, está à espera de quê para se demarcar deste golpe de estado?

Comments

  1. Carvalho says:

    Um país que tem, num cargo como este, um velhinho senil, com fortes indícios de Alzheimer e de falta de educação e de conhecimento elementar da Constituição, dá uma muito fraca imagem de si próprio e dos seus cidadãos.
    Este velhinho há muito que devia estar num asilo a comer bolo-rei.

  2. JgMenos says:

    Então o que se diz nas campanhas não é para valer?
    Não dá para ver o que é possível ou impossível?
    NATO-Europa-Língua- Moeda (e dívida), não são parâmetros de uma qualquer aliança política?
    Alguém precisa de ouvir alguém depois da seca que levamos ao longo de seis meses?
    Burocratas….

    • j. manuel cordeiro says:

      Vindo de si e atendendo ao governo que apoia, só pode ser piada.

  3. Dezperado says:

    Nas proximas eleições é melhor o PS ir em coligação com o BE+PCP…..assim ganham as eleições e formar governo.

    É verdade, BE e PCP não querem ir para o governo, preferem ficar na sombra a “desgovernar”.

    O presidente fez o que lhe compete.

    • j. manuel cordeiro says:

      Não, não fez o que lhe compete. Está a misturar assuntos propositadamente.

      • JgMenos says:

        O que lhe compete é indigitar como 1º quem lhe apresente um governo viável.
        Se ninguém lhe trouxer esse governo viável (e decente em propósitos) fica quieto ou arma bronca.
        Palhaçada patidocrática já houve a bastante!

        • j. manuel cordeiro says:

          Há aquele pequeno detalhe de ouvir todos os partidos. Coisitas, claro.

        • j. manuel cordeiro says:

          Lá está a constituição, essa chatice, a impedir os sonhos de fazer como apetece à direita.

  4. Nightwish says:

    A extrema direita não gosta de leis, sabe como é…

    • Camaradas says:

      Devia de ser proibido na constituição presidentes múmias de direita e 1ºs ministros da direita fascista.

      • j. manuel cordeiro says:

        O seu jogo é giro. Mas há uma coisa chamada regras.

  5. joão lopes says:

    e os merdia associados ao psd a namorarem o costa depois 4 anos a malhar forte e feio no ps? e a maioria absoluta que o Paf falhou? e o socrates que governou em minoria a levar tareia todos os dias no CM? e agora,vamos ter um pedro passos “socrates”? e diga-se a verdade a esquerda não tem maioria parlamentar? parece que agora o sr.passos tem que responder ao TC e à assembleia? enfim ,pensando bem os portugueses votaram muito “bem”(não sei se pensaram mas isso é outra lousa).p.s-só respeito os que votaram(seja em quem for)

    • Tatiano says:

      É giro… giríssimo como dizia um amigo meu! Agora é a europa, a estabilidade… o diálogo, o compromisso… e o melo, coitado a falar em prec.


  6. O tiro ao Cavaco está a terminar; aproveitem agora e com o jeito de criador de narrativas que tão bem se desmascararam pelos factos reais, vão dando os últimos tiros, mesmo que pólvora seca.

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  1. […] interessantes politicamente os tempos que se avizinham. Ao contrário do que pensa o Jorge julgo que o papel do actual Presidente da República é praticamente irrelevante, prestes a sair de […]