Que falta nos vais fazer!

Depois da Chantal ter decidido partir, mais um amigo, daqueles tão discretos que só soube o bem que me fez muito tempo depois, um lutador, um democrata, uma pessoa extraordinária. Que falta nos vais fazer João José Cardoso. A chuva para nos lembrarmos que estamos vivas. Raquel Freire no Facebook

Até sempre

Mais um que se foi cedo demais e tanta falta vai fazer no combate aos filhos da puta. Até sempre camarada João José Cardoso! Renato Teixeira, no Facebook

Uma vida inteira

Para mim, ele vai continuar ali sentado na esplanada do Santa Cruz, em Coimbra, com o olhar perdido na Praça 8 de Maio, provavelmente a preparar mais um post certeiro, como era seu timbre. Se me vir, abordar-me-á, como sempre, pelo nosso FC Porto e, quando nos despedirmos, já terá passado uma vida inteira. Até sempre, camarada!, Hugo Ferreira, sua página no Facebook

Postal de Wageningen #1

as coisas ficaram sem ordem, pensei eu por cima das nuvens

escrevi-te um livro inteiro dentro do avião. os olhos fechados. e tu a falares para dentro de ti mesmo, como sempre fazias para minha irritação. escrevi um livro inteiro sobre ti. acho que fomos tudo o que duas pessoas podem ser uma com a outra. menos inimigos. isso nunca. continuo a achar que és um tipo estranho como na primeira vez em que te vi no café da praça onde desemboca a rua onde moravas. gostava de poder ser capaz de escrever realmente esse livro que escrevi hoje dentro da minha cabeça, por cima das nuvens, sem ordem nenhuma. gostava de estar outra vez contigo, em silêncio, no sofá da minha sala, cada um deitado para uma ponta. em silêncio. até que dizias qualquer coisa devagar. e eu nada dizia. depois dizia eu outra coisa qualquer. e é verdade que passámos muito tempo assim. os silêncios largos. [Read more…]

Porquê, João, tão cedo?!

Confesso que já devia estar vacinado para o inexorável da partida definitiva: cedo, demasiado cedo, vi partir pais, quando ainda nem me apercebera da falta que eles haveriam de fazer-me, era miúdo; amigos, quando tanta coisa havia para viver em comum; amores, quando é injusto ver partir a luz das nossas almas; gente que fez de mim o que sou hoje, quando, só agora, me apercebo de quanto foram importantes para eu ser exactamente quem sou hoje.

Mas não estou! Continuo a conviver mal com esta cena de ver partir para o outro lado alguém que nos marcou. Sinto-me sempre um pouco despedaçado, bem lá no fundo das emoções, porque, de um dia para o outro, a cadeira ficará vazia. Inexoravelmente vazia. [Read more…]

Havemos de combinar qualquer coisa

Acho que foi em 1988. Olha que sim, pá! Foi no meu segundo ano de serviço, imagina. Lembrava-me da tua figura, uns anos antes, na Clepsidra, esse universo em que eu, puto deslumbrado, podia conviver com a boémia intelectual de Coimbra, fascinado pela boémia e pelos intelectuais e confundindo um bocado as duas ao fim de umas cervejas. Não, acho que nunca falámos um com o outro. Eu andava pelo Orfeon, porque um coro é uma das melhores maneiras de um gajo se esconder e ser aceite ao mesmo tempo.

Em Setembro de 1988, lá estávamos os dois na Escola D. Dinis, na Pedrulha. Calhou termos duas turmas em comum, acho eu. E engraçámos um com o outro. Tu sempre assertivo e eu fascinado, a pensar como é que sabias tanta merda, como é que conhecias tanta gente, como é que tinhas lido tantos poemas. E eu, com a minha frustraçãozinha cobarde própria do gajo que queria ser um dos melhores escritores do mundo sem se dar ao trabalho de escrever, ficava embasbacado. Tu ainda eras a Clepsidra dos excessos que serias sempre e eu já era o burguesinho assustado com pequenas descargas de revolta.

E os fins de tarde no Marcius? Lembras-te? O autocarro tirava-nos da Pedrulha e deixava-nos da Rua da Sofia. Não sei quanto tempo ficávamos à conversa entre finos, empadas, fatias de pizza. Não me lembro de que é que falávamos, mas ficava ali preocupado em dizer coisas, umas inteligentes e outras com piada ou ao mesmo tempo. Quando pressentia (pressentia) a tua concordância ou ouvia a tua espécie de gargalhada, sentia-me doutorado. Agora que penso nisso, percebo que me davas valor, porque não eras gajo para aturar qualquer um. Se te enganaste, enganaste-me. [Read more…]

Coisas da vida. E dos blogues…

Por Eduardo Louro. Na Quinta Emenda.

Honra ao João José Cardoso!

Por João Carlos no Bitri.

Um abraço, camarada

Por Francisco Louçã na sua página do FB

O meu mais querido professor de Coimbra

Paulo Marques

O João José Cardoso foi o meu mais querido professor de Coimbra.
Morreu sem avisar, e isso não é de mestre.
Foi ele que me ensinou a esquerda.
Foi ele que me espicaçou o jeito para reportar.
Foi ele que me fez céptico militante e admirador incondicional de algumas subversões – como a Diva, ou melhor, como o trailer da Diva, de Beineix, que aqui posto, in memoriam.

Conheci o João José quando o Grupo Ecológico da Associação Académica já não era o GAME mas ainda acentuava todo o anti-militarismo que lhe haveria de conhecer toda a vida. Eu frequentava engenharia e queria fazer jornalismo. Ele vinha da ressaca dos anos quentes e já fazia da aspereza e do tiro ao chefe uma arma de mestre – na altura, o alvo eram as sobras do seu MRPP que desesperavam por se manter à tona a fingir que controlavam.
Conheci-o, creio que no início de 1982. Foi na sala do ex-GAME, numa reunião improvisada de secções culturais da AAC. Ao jeito dele, tinha andado a bater às portas para levar a malta a participar num projecto noticioso para o Centro Experimental de Rádio. Só fui eu. Lá estavam o João, o Karpov e uma rapariga de que não retive o nome.
Depois, em dois pequenos anos, fizemos tantas e tão extraordinárias coisas que me fizeram redesenhar o mundo e quase me desamigaram de uma intensa e paralela paixão.
Foi por essa altura que o João me passou o meu primeiro charro.
Por causa dele conheci o Américo, o João Correia, o João Pedro, o Mário, o To-Zé, a Tona, a Rita…
Com ele vivi tempos de conhecimento infindo.
Emprestou-me o Céline e o Musil, a Pravda –revista de malasartes, o Alberto Pimenta e uns quantos cultores da contracultura, o Herberto e também o O’Neill, enquanto desdenhava da minha imberbe afeição por leituras presunçosas de Tzara, de Trakl, envergonhadas, de tardias, de um tal Saramago, e sobretudo engajadas de nomes que hoje omito por decência intelectual. Levou-me a ver o Wim Wenders, o Kusturica e essa alegoria azul e negra chamada Diva. Com ele passei ao largo dum arremedo de teatro que se experimentava no meio estudantil. Dele fugia a sete pés quando eu abria a boca para cantar nos ensaios e nos concertos do CELUC… [Read more…]

Até sempre João José

Por Américo Sarmento Mascarenhas no Tornado

João José Cardoso na Rádio Universidade de Coimbra

Aos outros do João

abraco

Tentei ficar-me por uma canção, propositadamente pequena, para não destoar do que sempre produz em mim a morte: a certeza da minha própria pequenez. Fiquei ali escondida atrás da pequena canção, a ver passar pelo Aventar os textos de quem procura entender o desmedido mistério que é testemunhar o desaparecimento de alguém de quem se gosta. Pois morrer, ao contrário do que disse Pessoa, não é só não ser visto – sendo certo que a única coisa que cada um sabe sobre morrer aprende-a com a morte dos outros. Não ser visto tem que se lhe diga – para os outros, quero dizer, claro. [Read more…]

Perda

Por Anabela Magalhães

JJC na Rádio: A Madona e o Menino

Não têm sido poucos aqueles que têm destacado a Rádio como uma das facetas do João. Daí que, neste momento, me pareça adequado relembrar um dos seus programas na RUC, de resto já publicado pelo próprio João no Aventar. O texto que se segue é dele.

No Dia Mundial da Rádio do ano das nossas desgraças de 2015, inaugura-se aqui a Rádio Aventar, para começar em modo museu. Abre com uma peça de teatro radiofónico, produzida (em directo) para a Rádio Universidade de Coimbra, programa Com Licença, por Manuel Portela (que a escreveu), João José Cardoso, João Pedro Figueiredo e Margarida Mendes Silva. Em que ano, é complicado, mas já lá vão uns tantos, ainda as televisões não tinham chegado às salas de partos.

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JJC na Rádio: A Madona e o Menino
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O caminho que temos

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No dia que alguém acima do que compreendemos decidiu que não continuarias mais connosco na forma visível, fiz esta fotografia do vale do Mondego e do seu caminho de ferro. Sendo certo que só ele (Deus e o caminho de ferro) sabe de onde vem e para onde vai (e nós nada sabemos), tem sido para mim o símbolo da maior certeza humana – a incerteza.
Quando te vi há algumas semanas, estava longe de querer pensar que o bicho mau te haveria de prostrar, a ti, homem de lutas. Não fazia sentido isso acontecer.
Nós, os desta casa onde – quis Deus! – nos houvéramos de cruzar faz tempo, ficámos mais pobres sem ti (temos nas pessoas dos nossos maiores tesouros). Talvez quando eu regressar a Portugal me aperceba o que realmente aconteceu, e realmente aconteceu. O João José Cardoso, o Cardoso de Coimbra, o gajo da luta, o Cardoso morreu. Vais-me desculpar, gajo, mas não vou apagar o teu número da minha agenda: temos muita conversa para pôr em dia. Por acaso, agora está a chover.

João José Cardoso

Por António Agostinho no Outra Margem

João

Estava a tomar um café e uma água das pedras com o João, no Santa, há uns anos, quando apareceu o Luís Fernandes, o homem que conta as pequenas e grandes histórias da vida em Coimbra. Sentou-se à mesa connosco e o João começou a contar-lhe que tinha andado no Google Earth a investigar uns telhados e assim tinha chegado à conclusão de que havia um edifício que tinha uma parte oculta, que não se via da rua mas que se percebia, claramente, vista do céu. O Luís duvidava e o João insistia, explicava, detalhava. Tinha estado horas a seguir o rasto de um telhado, de um espaço que não batia bem com o que ele conhecia de calcorrear as ruas. Embrenharam-se os dois numa discussão que se foi tornando mais minuciosa. Era o telhado, era a fachada, era a esquina da rua, era uma pedra cuja história estava mal contada. E o João insistia: “Vai lá ver, vai lá, verás como é assim”. Eu, de outras paragens, não percebi nada a não ser o que tinha de perceber, que os amantes da sua cidade são assim, apaixonados e meticulosos, e o João era um estudioso daquelas paredes, das ruas, das casas, da gente, do que já não se via, do que tinha de ser resgatado para que a sua história não ficasse esquecida. O João amava tanto a cidade e amava tanto o rio. E devia ter tido tempo de escrever aquele livro sobre Coimbra, aquele.

Quem o conhece destas páginas e guarda a imagem de um homem tumultuoso e de língua afiada, não saberá do homem doce e generoso, do homem que cuidava os amigos e os sabia o seu grande legado. Não saberá do homem que amava as pessoas, as coisas e os bichos, os gatos, os peixes, as pedras, os livros, os filmes, o assobio da Lauren, que ia todos os anos fotografar os jacarandás em flor, que chamava às máquinas fotográficas “a minha namorada”, que cultivava jardins aquáticos, espaços de silêncio e liberdade, porque “quando o que anda no líquido nada, flutua e toma ar, ainda mais gosto”. [Read more…]

Como é que foi possível teres ido assim?

JJCPor Marisa Matias*

Por seres assim tão teimoso, por seres assim tão mau feitio, por teres sempre alguma coisa para mandar à cara, por nunca sabermos o que seria essa coisa, por estares sempre, por nos fazeres engolir em seco, por seres tão obstinado, por teres esse sorriso inconfundível e nos arrancares os nossos só quando te apetecia, por usares mais onomatopeias que qualquer pessoa pode admitir numa conversa normal, por teres feito birra a desoras, por teres feito pontes dos estilhaços, por teres feito a prova de que tudo isso era compatível com um coração gigante, uma amizade sentida, uns braços abertos, um mundo por fazer.
Como é que foi possível teres ido assim sem um manifesto, um berro, uma afronta? Não te deixamos ir assim, João José. Não te deixamos ir sem fazer muito barulho, sem amuar, sem embirrar. Por seres assim tão tudo isso, fazes tanta falta a tudo isto. Ia-mo-nos ver agora porra! Há desencontros que se pagam caro. Os últimos dos nossos talvez um dia eu me perdoe. Agora preciso de assumir que foste assim tão discretamente. Sabes bem que isto não tem graça nenhuma. Sabes tão bem. Sabe-nos tão mal não poder estar mais contigo.

* Na sua página do FB

Que nunca descanses em paz, João José Cardoso

Por Rui Rocha no Delito de Opinião.

Morrer bem, morrer mal

“….Morrer bem ou mal não tem grande interesse. O que importa é viver bem. É uma boa imagem da vida que gostaria de deixar, e não uma boa imagem de agonizante. Ser nobremente uma coerência existencial, e não uma existência apostada em segregar uma frase para lançar com o último suspiro.”

Miguel Torga, Diário XII, 26 de Janeiro de 1975

E é isto JJC! Abraço forte!

A um deus desconhecido

Por José Manuel Diogo.

Vida

Isto não está fácil. Nada fácil. Pensei que era um problema daqueles minutos. Depois pensei que se ia resolver, quem sabe, no dia seguinte ou no outro, que agora começa, mas o problema está na mesma. Sem solução.

Tenho que escrever, mas não sei o quê. Quer dizer, até sei, mas os dedos não pressionam as teclas que eu quero, insistem, teimosas, em amarfanhar outros pedaços de plástico que, para o caso em apreço, não eram para aqui chamadas. Falei contigo no dia dos meus anos sobre os concursos dos profs, coisas banais e até falamos do que seria a tua vida profissional para este ano lectivo. Pensei mesmo que a “constipação” estava arrumada. Não estava. Foi uma surpresa quando vi o post no face da Graça.

Foi no Aventar que dei nota pública da partida de dois dos homens mais brilhantes que alguma vez conheci: Adriano Teixeira de Sousa e José Paulo Serralheiro. Ao ler, hoje, o que escrevi sobre eles, não tenho dúvidas – estás junto deles, junto dos homens singulares, aqueles que estão sempre presentes, ainda que alguns insistam em dar nota da tua partida.

E, ontem, mais uma vez, uma lição daquelas. Rumei à Figueira no Aventarmobile que o Fernando fretou. Fomos, como sempre fazemos, em amena cavaqueira (cruzes canhoto) politica, com histórias deliciosas, com bocas, com ironias e até com umas anedotas. Tivemos até tempo de falar da morte e dos rituais e como tu serias menino para aparecer ali e rir do logótipo à entrada daquela coisa. Mas, tu, até na hora do até já, consegues marcar. Não houve rituais, não houve palavras, nem sei sequer se houve gestos. Mas, para azar teu, rezei. Não sei porquê, nem para quê, mas senti essa necessidade que nem sequer é muito minha.

Pedi que ficasses junto dos maiores e que continuasses com o teu mau feitio a chatear esta malta. A dizer que falta a barra a dividir o texto ou que era preciso malhar naqueles filhos da…!

Eu sei que este poderá ser o parágrafo dos lugares comuns, mas vou correr o risco de te chatear mais uma vez: ainda que queiras, não consegues morrer. Porque vais continuar aqui, sempre presente, em cada linha que se escrever, em cada boca que conseguir mandar aos gajos da direita. Em cada linha a malhar no teu clube que (calma!) eu não vou escrever para respeitar o Aventar, esta casa comum, tão grande, mas onde não cabe  o futebol. E, enquanto eu me conseguir lembrar de ti, enquanto o Aventar se lembrar de ti, tu não morres. Estás lixado (aqui era para escrever outra coisa). Vais ter que nos aturar, ainda que não queiras.

Estou cá desde o primeiro dia – soube ontem que somos apenas três. E isso, ainda que não queira, deixa-me alguma responsabilidade acrescida. Este é mesmo o meu maior problema: como é que a gente se vai aguentar sem este chato que insistia em unir tudo e todos no Aventar?

Podias não concordar e até achar que um dos nossos meteu água, mas se é AVENTADOR é para defender até à morte. Quem se meter com um dos nossos leva, ainda que o nosso não tivesse razão nenhuma.

Pois, é isto. Termino sem dizer nada, mas foi só isto.

Meu caro, até já.

Morte

Por Paulo Guinote.

Um líder de megafone na mão

JJC VF

Pela primeira vez em muito tempo estou com uma dificuldade tremenda para escrever. Não que o faça com particular brilhantismo como tu o fazias, mas tal como tu tenho ganas de o fazer e não perdia – nem perco – uma oportunidade de deitar cá para fora aquilo que tenho para dizer desde o dia em que me abriram a porta desta casa. Mas hoje não está a ser nada fácil. A dor de te ver partir tirou-me o pio. E logo eu que sou um fala barato com o coração na boca. Vem-me à memória uma vez em que achei que estava a escrever “postos” a mais. Perguntei-te: “Achas que estou a exagerar cota?”. Respondeste-me: “Deixa-te de merdas e vai escrever puto. Um dia ainda fazemos o blogue do Joões.”. Como eu te admirava e que tónico foram essas palavras! [Read more…]

Um destes dias

“Um destes dias”, foi a data marcada para voltarmos a tomar café.

Assim nos despedimos em Coimbra, à mesa do “Santa Cruz”.

Mas, não aconteceu.

São as acções que não tomamos, que deixam os maiores vazios.

O preço de se tomar as pessoas, as coisas, o tempo, como garantidos.

Restam os dias que ficaram, entre os dias que passaram, registados na memória onde se arquiva e se consulta as boas partilhas.

De tudo quanto poderia escrever, hoje só sou capaz disto.

O resto é memória e vazio, que prefiro guardar para mim.

Um abraço, JJC.

adeus, João. dorme, meu menino.

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o ‘nosso’ Tózé, levou duas flores, João​. a branca era dele, a amarela era minha. não havia girassóis, mas esta gerbera amarela que o António​ levou por mim, porque eras ‘nosso’ é muito melhor que todos os campos de girassóis do mundo. não digo mais nada. obrigada só. e a certeza destas redes de ternura.

(a foto é do Paulo Abrantes​. as mãos do ‘nosso Tózé’. o amor, de todos)

deixa-me ser lamechas mais um bocadinho…. tem paciência…. a luz apagou-se nas janelas e eu ‘meto-me para dentro e fecho-as e dou-te as boas noites. para sempre. dorme, meu menino.

Só o esquecimento mata

E por isso o João José continuará a viver de formas diversas entre nós. Não deixa, porém, de ser duro saber que aquela ausência que foi crescendo se tornou definitiva. Com quem vou agora embirrar e concordar? Conspirar e gargalhar? Planear e aviar uns tintos? Com todos, menos contigo, João. E assim fiquei mais pobre.

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