Outra inventona

Ferro Rodrigues é o único presidente da AR que não vem do partido mais votado?
Tanto Luís Montenegro como Nuno Magalhães estão factualmente incorrectos. Antes de Ferro Rodrigues chegar à presidência da Assembleia vindo de um partido menos votado nas legislativas anteriores, já Oliveira Dias, do CDS, e Fernando Amaral, do PSD, tinham sido eleitos.
Luís Montenegro está factualmente correcto, pois refere-se ao facto do presidente da Assembleia ter sido proposto e eleito com o apoio do partido mais votado, mesmo quando não saiu das suas fileiras. Mas já por duas vezes a segunda figura do Estado emanou de uma bancada que não era a maioritária.

Cada tiro, cada melro. Eis a gente séria da PAF.

Adenda para incluir correcção no artigo citado:

Texto editado por Leonete Botelho, corrigido às 11h45 de sexta-feira, para esclarecer que, mesmo quando o presidente da AR não pertenceu, no passado, ao partido mais votado, a sua eleição foi aprovada por este e existia um governo de coligação.

Aqui não há problema em corrigir o que precise de ser corrigido. Gostava ver outros fazerem o mesmo quanto ao que escreveram sobre coisas como a devolução da sobretaxa do IRS ou da venda da TAP.

Calendário 2016 da Casa do Povo de Ermesinde

Conhecer a colecção na fonte.

O Correio da Manhã não é Charlie mas isso não interessa para nada

Hoje em dia gerou-se o lamentável hábito de trazer à baila o Je Suis Charlie a propósito de qualquer assunto relativo à liberdade de expressão. Isto é uma infelicidade porque se está só a banalizar o “ser Charlie”. Como já afirmei antes neste blog, a maior parte das pessoas e dos órgãos de comunicação social não são Charlie. Na realidade, há muito poucos Charlies. Para mim, os verdadeiros Charlie são os originais, os que ainda lá estão a fazer o jornal e poucos outros, como o blogger saudita que foi torturado por aquela coisa muito desagradável que se chama “ter opiniões”. Comparar o Charlie Hebdo ao Correio da Manhã é como José Sócrates se comparar a Luaty Beirão.

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Virgílio Macedo, um dos “ SHM “ de MAC, é um dos novos secretários de Estado.

virgílio-macedo1Hoje a imprensa, ao final do dia, tornou público que  Virgílio Macedo, Presidente da Distrital do PSD do Porto, será o novo secretário de estado da administração interna.

Na denúncia que apresentei à PGR, DCIAP e PJ relativamente a Marco António Costa, uma das pessoas que referi como sendo um dos “SHM “ foi precisamente Virgílio Macedo. Esta minha denúncia deu origem a um inquérito aberto pela Procuradoria Geral da República que tornou público que o mesmo processo corre termos no DIAP do PortoNessa denúncia, que tornei pública através da minha página no facebook escrevi que No plano dos “ interesses “ a Distrital serve, entre outras coisas, para arregimentar avenças nas áreas financeiras, contabilísticas e jurídicas para os “ SHM “. Aliás, prova disso mesmo é o facto de Virgílio Macedo e a sua empresa ter possuído e continuar a possuir diversas avenças milionárias como Revisor Oficial de Contas em diversas autarquias e empresas municipais no Distrito e no País.”

Tenho que reconhecer que Pedro Passos Coelho estará a ter dificuldade na formação do governo atendendo às condicionantes da actual conjuntura política, mas existem mínimos que não podem ser ultrapassados.

Neste sentido entendo que seja completamente inaceitável nomear para qualquer cargo público Virgílio Macedo. Creio que ainda seja possível que o Presidente da República, Cavaco Silva, não permita que Virgílio Macedo tome posse amanhã na cerimónia que está agendada para as 12h00.

Eu que conheço Virgílio Macedo não lhe reconheço sequer capacidade política para ser presidente de uma junta de freguesia. Espero que esta decisão seja reversível porque se não o for lamento dizer mas estamos no “ grau zero “ da política.

Com bateria II

Este fez o que fez na STCP e na Metro e agora, como prémio, o Novo Banco! Viva a Direita!

stcp

Malvados fofinhos

Há umas semanas, aterrorizei o meu filho. Disse-lhe que íamos ver um filme emocionante, em que talvez houvesse um crime e, consequentemente, um criminoso, mas que era um grande mistério. Adorou a ideia. O filme era “A Janela Indiscreta” e ele viu-o com fascínio até à última cena. Não terá entendido grande coisa daquilo que no filme é também uma profunda reflexão sobre a solidão ou o voyeurismo, mas vibrou com a trama policial. Vibrou e assustou-se terrivelmente. Tanto que nessa noite teve dificuldades em adormecer porque só pensava no assassino que poderia entrar pela porta. Ou pela janela. Ou pelo telhado. Que barulho foi este?

Agora já não tem medo nenhum mas ainda se lembra dos nomes dos protagonistas e de muitos detalhes da trama. Esse Hitchcock tem mais filmes? [Read more…]

Afinal havia outro (precedente grave)

Uma providência cautelar de um jornalista do Correio da Manhã contra O Independente (2004).
Daqui.

Democracia e liberdade de informação

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(imagem Rui Tukayana/TSF)

A proibição de publicação no Correio da Manhã (CM) e demais órgãos de comunicação social detidos pelo grupo Cofina de notícias ou outros conteúdos informativos sobre a investigação que prossegue no DCIAP ao ex-primeiro-ministro José Sócrates é um evidente excesso. Um excesso censório que atenta contra a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e o direito à informação.

Podemos não gostar do jornalismo que é praticado pelo CM, considerar que peca por manifesta falta de isenção e pluralismo, e também por excesso de perseguição política a determinados actores e/ou sectores da sociedade portuguesa, isto é, por falta de imparcialidade – condição do jornalismo deontologicamente auto-enquadrado, o único que aceitaríamos legítimo num mundo idílico, onde para além de jornalismo tablóide e sensacionalista não houvesse também médicos esquecidos do juramento de Hipócrates, advogados a soldo, etc.

Podemos considerar que esse jornalismo cabe na categoria do entretenimento mediático ou que é propaganda, por evidente e reiterada manipulação da informação e dos dados e factos que a sustentam, omissão de contraditório, anulação de adversários, violação do segredo de justiça, etc., práticas que revelam um exercício deliberado de desinformação, em favor da manutenção de audiências populares. [Read more…]

Seria bom que alguns

Seguissem o seu caminho… É que, um artigo atrás do outro e o paleio é sempre o mesmo, direita, direita, direita… Volver…assis

Era uma vez um ministro a prazo que atestou a idoneidade de Ricardo Salgado

Calvão

João Calvão da Silva é o novo ministro da Administração Interna de um governo ironicamente precário que se prepara para assumir funções. Professor Catedrático de Direito na Universidade de Coimbra, Calvão da Silva é dono de um vasto currículo, na academia como na gestão pública, tendo sido Secretário de Estado-Adjunto do vice-primeiro-ministro Mota Pinto no governo de bloco central liderado por Mário Soares, o tal que, segundo os fanáticos, foi responsável pela intervenção externa de 1983, apesar da sua vigência de semanas quando o pedido de resgate foi feito, o que faz dele, segundo a lógica dos fanáticos, responsável por uma das bancarrotas de Portugal. Habemus despesista! [Read more…]

E recebem ajuda?

“59% dos sobre-endividados que pedem ajuda à Deco vivem com o salário mínimo”, lê-se no Público. Independentemente do assunto, sempre que me dirigi à DECO, bati sempre nesta questão: “É associado? “

Pacheco Pereira: uma longa entrevista com uma análise brilhante

sobre o actual momento político e o que representa nos planos democrático, social (é essencialmente neste plano que José Pacheco Pereira tem construído o seu projecto historiográfico) e até filosófico. Notável descodificador de uma semântica não apenas artificial como superficial, Pacheco Pereira mantém-se isolado na sua trincheira – um caso único na paisagem de comentadores políticos em Portugal.

Ora ouçam por exemplo o que diz sobre a engenharia social e as recomposições sociais que as políticas radicais do Governo Passos/Portas forçaram numa sociedade extremamente vulnerável como a portuguesa. «A questão não é ter ido além da troika, mas ter tomado um conjunto de medidas cujo objectivo era alterar aspectos da composição e dos poderes sociais na sociedade portuguesa. E isso é inaceitável para um partido que se intitula social-democrata.»
pacheco_pereira_RTP_28out2015