O pânico da direita

Explica-se de forma muito simples. Medo de perder o poder e o que ele traz, nomeadamente, o enxameamento da administração pública. Em 2011, Passos Coelho garantiu que não ia enxamear a Administração Pública de quadros do PSD. Viu-se.

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Mas o giro, giro é ver a malta da direita argumentar com falta de legitimidade por uma eventual coligação de esquerda não ter ido a votos. Passo até por cima de a eleição ter sido para deputados, e não para primeiro-ministro, para perguntar apenas isto: em 2011, o PSD e o CDS concorreram coligados ou fizeram a coligação à posteriori? Ai o alzheimer.

Por acaso até acho que o Costa se vai meter em sarilhos e, se não se mete a pau, o PSD daqui a um ano, se os juros dispararem, faz-se de vítima e, já se sabe, o povo gosta de quem chora e dá-lhe mama.

Mas que diverte ver o sofrimento da PAF, que já contava com o ovo no cu da galinha, diverte.

Comments

  1. Antonio Santos says:

    «Passo até por cima de a eleição ter sido para deputados, e não para primeiro-ministro, para perguntar apenas isto: em 2011, o PSD e o CDS concorreram coligados ou fizeram a coligação à posteriori? Ai o alzheimer.»

    Só uma pergunta: Quem ganhou essas eleições não foi o mesmo que governou?
    Ai esse alzheimer.

    • Nightwish says:

      Mas isto é um jogo de futebol agora?

    • Helder P. says:

      Os eleitores deviam, já que aparentemente não conhecem as regras do nosso sistema eleitoral, ao menos ter visto a série dinamarquesa “Borgen”. Muito elucidativa sobre as práticas de uma democracia avançada.
      O problema é que dava no mesmo horário das telenovelas e na RTP2, canal que até parece mal dizer ao colegas de trabalho que se vê que somos logo olhados de esguelha, o mundo é tramado.

      As eleições legislativas não são uma corrida de atletismo. Não existem “candidatos a primeiro-ministro”, apenas a deputados para o Parlamento. E mesmo o conceito de vitória é muito relativo, não há cerimónia de entrega de medalhas como nos jogos Olímpicos.

      Não sei se a maioria de esquerda vai para a frente ou não, mas não é admissível nem por um segundo que os “paineleiros” do regime (e eles estão todos ao ataque neste momento) questionem a legitimidade de tal governo, porque a teria toda. Aqui não há jogos para ganhar na secretaria, apenas uma opção perfeitamente democrática e seguindo todas as regras.

  2. Antonio Santos says:

    Convido-vos a perguntar às pessoas se sabem o nome dos candidatos à assembleia da república pelo seu distrito. Aposto que nem vocês sabem.
    99% dos eleitores quando vai votar, vai a pensar em eleger um 1º ministro e não 230 deputados para assembleia da república.
    Basta recordar que às 20h do dia 4 de Outubro a cara que dominou os noticiários foi do Passos Coelho como futuro primeiro ministro e não como um dos 230 deputados da assembleia da república.

    • Nightwish says:

      Como a campanha não teve a cara de quem “ganhou”, é legítimo aceitar que tenham votado por caras? Aliás, houve quem votasse no Paf porque não era quem estava no governo…
      Quanto à propaganda da comunicação social, não tenho paciência para falar no assunto.

    • Helder P. says:

      Se o povo português andou a dormir, as eleições deixam de ser válidas?
      É que se assim fosse teríamos de repetir todos os actos eleitorais desde 1975. E não temos o DeLorean do Emmet Brown para isso.

    • j. manuel cordeiro says:

      “Convido-vos a perguntar às pessoas se sabem o nome dos candidatos à assembleia da república pelo seu distrito. Aposto que nem vocês sabem.”

      Eu não sei. E de que é que me serve saber? As listas são cozinhadas nos partidos, independentemente da vontade dos eleitores. Eu não tenho a possibilidade de votar num deputado, mas sim numa lista. Rica merda.

  3. João Seguro says:

    É verdade que o PSD em 2011 coligou-se com o CDS. Mas quem usa este argumento quer esquecer algo fundamental: O PSD foi então o partido mais votado, o que não acontece agora com qualquer uma das outras forças.
    Quanto ao argumento geral da esquerda de que a maioria esmagadora dos portugueses votou contra a coligação: Mas então esse raciocínio e essas contas não se aplicam a cada um dos demais partidos? Ou seja, a maioria dos portugueses não votou contra a CDU, rejeitando a sua política e as suas propostas? A maioria dos portugueses não votou contra o Bloco de Esquerda, rejeitando a sua política e as suas propostas? A maioria dos portugueses não votou contra o Partido Socialista, rejeitando a sua política e as suas propostas?
    Então, em que é que ficamos? Que se compreenda a leitura que interessa a cada um, vá lá, mas que se queira fazer dos portugueses burros e lorpas…

    • joao lopes says:

      pois eu acho que o passos deve ser pm e governar em minoria,ate para o Paf não se fazer de vitima como tanto gostam com a ajuda do otario ribeiro(CM) e das restantes forças que apoiam a minoria liberal de Portugal.