“Os votantes no PS, no BE e da CDU não votaram numa coligação”

Contra-argumento #2.
Mas lá está: em 2011, os votantes no PSD e no CDS também não tinham votado numa coligação.

arguing

Comments

  1. Konigvs says:

    Esse tipo de discussão parece-me das coisas mais idiotas que tenho ouvido ultimamente. Nas legislativas elegem-se deputados e não se vota em governos ou primeiros-ministros. Vota-se nos (supostos) representantes das pessoas – todos nós – que não podemos lá estar – e que a sopinha de massa se esquece, essa puta, quando manda as pessoas saírem do parlamento, pois essa é a casa do povo, a nossa casa, não a casa dela – e são esses os eleitos, os deputados os nossos (supostos) representantes que formam a assembleia da república. Acho que todos demos isso na escolinha primária, mas de repente, parece que a malta que discute política, ficou com a inteligência de um Bruno de Carvalho.

  2. Hugo says:

    Eu podia dizer que nessa altura o PSD ganhou as eleições e foi para o governo (não passou à frente de ninguém pela porta do cavalo) ou que o PP não andou a malhar no PSD durante a campanha eleitoral (ao contrário de PC/BE e PS), mas já reparei que injecções de realidade não são muito bem vistas neste blog.

    • Nightwish says:

      Mas em 2011 os portugueses não votaram, muito pelo contrário, em privatizações, cortes nos salários, precarização do trabalho, cortes nas pensões, aumento do IVA, aumento do IRS, descida da TSU e do IRC, nacionalização das perdas da banca, dos seus accionistas e investidores (BPN e BES incluídos), destruição do SNS, o caos na educação e a destruição da sua qualidade, bem como o aumento dos subsídios aos colégios privados, tornar a máquina fiscal num organismo completamente injusto e acima da lei, dezanove violações da constituição (para ser simpático) e muitas outras coisas.
      Já que falamos de legitimidade política e tal, sabe como é. Ou democracia é só honrar o chefe mais votado?

      • Hugo says:

        Vai ser a coisa boa de ter o PC e o BE no Governo. Vai ser vê-los a meter 90% do paleio demagógico no saco. Daqui a um ano estão mais domesticados que o Syriza.

        Já agora, o BPN foi nacionalizado pelo governo anterior? Tá bem então.

      • Rui Silva says:

        Não percebo como você se acha á altura de falar pelo povo português.
        Veja o meu caso que eu sou português e voto no partido que prometer privatizações.
        As privatizações são amigas do abaixamento dos impostos.
        cumps

        Rui SIlva

        • Sarah Adamopoulos says:

          Sucede que sou portuguesa, e portanto devo estar “à altura” como diz.


          • Há comentadores que nunca sairam do buraco. Serão “portugueses”?

          • Rui Silva says:

            Cara Sara,

            Você está à altura de falar por si, como eu por mim.
            Nem eu nem você estamos à altura de falar pelos Portugueses.

            cumps

            Rui Silva

          • Sarah Adamopoulos says:

            Você é que disse esse disparate, de eu pretender falar pelos portugueses, não eu. Registo contudo a sua xenofobia, que muito lamento.

        • Nightwish says:

          Porque nada do que eu disse eram promessas do PSD ou do PP, homem. Apre, quer ser sempre obtuso à força.
          Quanto ao que disse, quanto é que já baixaram os impostos depois do desbarato? E que interessa baixarem os impostos se depois tem que pagar mais por tudo o resto? Ai, pois, você não, tem carro, seguro de saúde, os putos no colégio… pois… como eu o entendo.

        • j. manuel cordeiro says:

          Rui, é obra em três frases dar três pedradas no charco.

          “Não percebo como você se acha á altura de falar pelo povo português.”

          Não vejo onde é que a Sarah estivesse a falar por quem quer que fosse e, mesmo que estivesse, começa mal com o ataque à mensageira. Tem aí uma bitola para se medir quem está “á (sic) altura”?

          “Veja o meu caso que eu sou português e voto no partido que prometer privatizações.”

          Olha o “argumento” nacionalista. A esta hora já deverá ter percebido a borrada que fez. Mas não vejo aqui nenhum reparo da sua parte. Certamente que o estará, ainda, a preparar.

          “As privatizações são amigas do abaixamento dos impostos.”
          Paga a electricidade mais barata?


    • Em 2011 tinha votos suficientes para garantir, com o apoio de um CDS que não tinha mais ninguém a quem se juntar, uma maioria absoluta de apoio ao governo.

      Em 2015 nem coligados chegaram à maioria absoluta. E como com a arrogância do costume também não conseguem o apoio de mais ninguém está na altura de darem lugar a outros e irem para o parlamento fazer “oposição construtiva”.

      • Hugo says:

        É bom saber que a direita para ser governo tem que ter sempre maioria absoluta. Já à esquerda basta ter 30% e jurar a pés juntos que se vão portar bem no parlamento. É democracia à politburo.


        • Quando dois partidos, sejam eles de esquerda ou de direita, fecham um acordo para uma solução governativa, precisam de alcançar maioria absoluta para o concretizar, como é evidente.

          Se não o conseguem e mais ninguém se quer juntar a eles, estão derrotados. E a derrota torna-se evidente quando os adversários conseguem passar da coligação negativa para a construção de uma solução governativa maioritária.

          Andaram a deitar foguetes antes da festa, é o que é.

          E estão desorientados porque verificam que o mantra neoliberal, repetir as mesmas mentiras até que todos acreditem nelas, não parece funcionar perante a realidade dos resultados eleitorais e dos procedimentos constitucionais.

          • Hugo says:

            Mesmo que durante a campanha esses dois (ou três, vá) tenham andado a malhar e a dizer cobras e lagartos um do outro? Ui se isto se passasse à direita.

          • Nightwish says:

            Pois, o Partido Portas e o PSD entendem-se sempre às mil maravilhas, está mais que visto.

  3. joão lopes says:

    quem votou nos referidos partidos…não que a coligação pafiosa no poder.simples…

    • Hugo says:

      Por essa ordem de ideias quem votou PàF e PS não quer a extrema-esquerda no poder. Simples.


      • E a extrema-esquerda faz-lhes a vontade, limitando se a um acordo parlamentar com o PS.

        Já o irrevogável homem dos submarinos, para conservar a ida ao pote, dele e dos seus comparsas, é o que se tem visto…

        • joão lopes says:

          pergunte ao hugo quanto custou o “irrevogavel” só em 2014? pois,é claro que para eles(narrativa conveniente) o socrates é que estoirou com a massa,pois sim…já agora,o Paf que vá governar,se quiser,e em minoria que é para o sr.passos aprender a falar com as pessoas