Comandos

É avisado compreender que, no mundo em que ainda vivemos, as Forças Armadas são um elemento estruturante da Soberania. Infelizmente é a verdade. Mudará um dia, quando o mundo for finalmente a ilha que Tomás Moro imaginou ou Camões entreviu no Mar do Amor.

O que não convém é reclamar a Soberania aos dias pares, quando se trata de atacar, e bem, o colonialismo político e financeiro alemão, e entregá-la aos dias ímpares, sugerindo a alienação do último instrumento de protecção da independência nacional e da integridade territorial.

“E o trono é do charlatão”

chopra
Charlatães e charlatonas que discutem seus assuntos, na travessa dos defuntos, instalados em poltronas. Foram logo estes versos que me ocorreram quando li hoje, na imprensa nacional, um artigo sobre o guru Deepak Chopra. A este, conheço-o dos títulos sempre muito bem posicionados nos escaparates das livrarias comerciais. Tanto quanto percebi, é um cozinhado de new age com ecos muito distantes de Katmandu, temperados com física quântica para totós. Vende extraordinariamente bem.

E assim se apresenta perante as audiências, com os seus refulgentes Dolce & Gabanna e os modos seguros de quem está habituado a enfrentar um público que quer acreditar.

E diz, entre outras teorias convenientemente indemonstráveis através do método científico,  que uma das sua pacientes, doente com cancro, se curou seguindo as suas recomendações (é certo que ela não deixou de fazer também quiomioterapia) e que “os pacientes bem-sucedidos aprenderam a motivar a sua própria cura” e ainda que “a razão pela qual nem todos conseguimos levar o processo de cura até ao seu limite tem a ver com o facto de nos mobilizarmos de formas drasticamente diferentes”. O que poderá ser lido, como o faz o repórter David Marçal, que assina a peça, “se morrer de cancro, para Chopra a culpa é sua porque não se mobiliza”. [Read more…]

A história da capa do 11 de Setembro na revista Time

Capa da revista TIME, com fotografia de Lyle Owerko em 11 de Setembro de 2001

Capa da revista TIME, com fotografia de Lyle Owerko, de 11 de Setembro de 2001

O fotógrafo Lyle Owerko conta relata como é que a sua foto acabou na capa da TIME em 2001.