Os investidores acreditam no futuro de Portugal


Alguns comentadores têm afirmado que os investidores acham que Portugal conseguirá assegurar os seus compromissos durante alguns meses, mas não acreditam que, com as actuais políticas, tal seja possível no longo prazo. Justificam-se afirmando que os juros têm sido baixos nos prazos curtos, mas altos nas maiores maturidades.

Acontece que os juros baixaram nos empréstimos de maior duração, pelo que, usando o mesmo argumento, podemos afirmar que os investidores acreditam que Portugal está no bom caminho.

Elementar, caro Watson.

Tenho repetidamente afirmado que a política portuguesa tem pouca influência no preço do dinheiro, pelo que estou à vontade para dizer esta linha de argumentação não faz sentido. Já o mesmo está vedado à direita, a não ser que, novamente, use dois pesos e duas medidas, pois esta tem procurado usar as tendências dos juros na luta política.

Para a direita, isto são más notícias, apesar de serem boas notícias para Portugal. Mas já sabemos que Portugal à frente é o que se vê quando se corre para o poder.
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A angústia das transferências

colocações

Encontrado no mural do Rui Zink

Miguel Poiares Maduro encerra a silly season com chave de ouro

MPMaduro

Miguel Poiares Maduro foi dar uma aula às camadas jovens do PSD, apresentando-lhes um exercício bizarro que consistiu em colar o governo português aos regimes polaco e húngaro. Segundo o Expresso, Poiares Maduro considerou que Portugal integra, juntamente com a Grécia, a Polónia e a Hungria, um grupo de países onde governos populistas chegaram ao poder, chegando mesmo a falar num caminho que conduz ao autoritarismo e à tirania. Palavras particularmente duras para o Fidesz, o partido-irmão do PSD que governa a Hungria como mão de ferro, liderado por um fascista assumido, de seu nome Viktor Orbán, que, por ocasião da estreia de Passos Coelho na cimeira de chefes de Estado e governo da UE, afirmou:

Pertencemos à mesma família política (Partido Popular Europeu), cooperávamos por isso ainda antes da decisão da nação portuguesa de lhe pedir para se tornar primeiro-ministro, e temos relações pessoais muito boas. Ele é um homem muito acessível, e por isso é muito fácil de trabalhar com ele.

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O truque pró-golpe

Isto é mais do que um truque, é manipulação deliberada da opinião pública. Apenas um dos muitos exemplos com os quais somos diariamente confrontados, muitas vezes sem darmos conta, tal é a sofisticação dos estratagemas. Só que desta vez não correu como esperado e foi desmascarado. Pelos suspeitos do costume. [Read more…]

Pode repetir?

Hoje Dilma Rousseff foi deposta após votação no Senado (61 votos a favor e 20 contra). Este texto de Francisco José Viegas é esclarecedor sobre o estado a que o Brasil chegou.
O PCP classificou a destituição como golpe de Estado institucional, e segundo o mesmo comunicado o golpe agora consumado está incluído “numa ofensiva mais ampla do imperialismo norte-americano e das oligarquias latino-americanas visando recuperar posições perdidas, derrotar os processos progressistas em países como a Venezuela, a Bolívia, o Equador, a Nicarágua, destruir os avanços de integração solidária anti-imperialista que percorrem a América do Sul e Caraíbas”.

Percebe-se, a democracia para o PCP é uma táctica. Nada mais. Mas, processos progressistas na Venezuela? A sério?

“Uma televisão vende tudo – tanto um Presidente da República como um sabonete.” Ou uma agenda escondida.

A SIC manipulou o vídeo de uma reportagem para parecer que um postal de correio que Marcelo estava a enviar a Costa custava a entrar na caixa de correio. Uma espécie de mensagem escondida para responder ao que o Presidente da República acabava de dizer: “Para o Sr. Primeiro-Ministro, vamos lá ver se entra mais fácil ou não…” Por acaso entrou mais fácil, mas a SIC mostrou outra coisa. A RTP prova-o.

Este truque foi descoberto pelos incansáveis da página “Os truques da imprensa portuguesa“.

Está a a SIC a estagiar para ser tornar na Globlo portuguesa? Emídio Rangel, quando era director da SIC, chegou a afirmar que “uma televisão vende tudo – tanto um Presidente da República como um sabonete.” Um presidente ou uma agenda escondida, poderia, aparentemente, Rangel ter dito.