Cidadãos Europeus na rua contra o CETA e o TTIP

demo2                                                                                          Foto M.H.

Onze e meia da manhã, deste dia 17 de Setembro: em sete das principais cidades alemãs as ruas vão ser invadidas pelos protestos contra o CETA e TTIP.

11h30, início da manifestação, em Berlim chove a potes durante meia hora. A multidão procura abrigar-se mas não arreda pé. Por volta das 12 horas, a chuva abranda e acaba por parar. A multidão põe-se em andamento.

Ainda encharcados, caminhamos 8 quilómetros empunhando bandeiras pelo centro da cidade – gente de todas as idades, gente informada e empenhada, gente consciente de que vale a pena sair à rua para dizer Não! a um comércio eufemisticamente apelidado de livre mas que só liberta as multinacionais para maniatar os cidadãos e destruir o planeta.

Foram 320.000 pessoas em toda a Alemanha exigindo um comércio que sirva as pessoas, não as multinacionais!

E a Plataforma portuguesa Não ao Tratado Transatlântico também esteve presente!

Os interesses do fogo florestal

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Rui Carvalho

Ainda nem uma semana passou do incêndio na Macieirinha / Estação de Freixo de Espada à Cinta e ontem a azáfama dos madeireiros já era grande!!
A madeira ainda está quente, ainda fumega, agora a preço de saldo e em liquidação total. Vinte, trinta, quarenta e às vezes até setenta e oitenta vezes mais barata. Estranhos(ou não) estes interesses!!
Se repararem na foto o camião nem matricula precisa para circular na estrada!!
Isto sim é que devia ser investigado, que ao que sei até é proibido…. Mas não, num interessa, pois os estudos dizem que são os homens desempregados alcoólicos ou drogados que botam fogo. [via Fórum Carviçais]

Sustentabilidades

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António Alves

O embaixador Seixas da Costa, num postal publicado na sua página no Facebook, em jeito de dúvida/interrogação meramente retórica, levanta a questão da sustentabilidade da Rede Ferroviária que, como sabemos, sofreu uma drástica redução de 1974 até hoje. Ora, esta é a pergunta errada. A pergunta correcta seria: é sustentável uma sociedade/economia sem uma rede ferroviária eficiente?

No mesmo sentido em que o embaixador coloca a questão, podemos também perguntar se a Rede Rodoviária entretanto construída é sustentável. A resposta é não. As autoestradas a sul do Tejo, por exemplo, são todas insustentáveis e o estado paga anualmente mais de mil milhões de euros às concessionárias, as famosas PPP’s, para manter a rede aberta. Muito do nosso continuado, insustentável e impagável endividamento tem como causa a construção da “melhor rede de autoestradas da Europa”. A sociedade, porque as finanças e a economia já sabemos que não, é mais sustentável depois disso? Tudo indica que não. Além de financeiramente arrasada está maioritariamente dependente,  na sua mobilidade, do meio rodoviário, e do consequente consumo de combustíveis fósseis, com as implicações económicas (importações), de congestionamento viário nas áreas metropolitanas e ecológicas que isso implica. No entanto, ainda não ouvi ninguém pedir o encerramento de autoestradas como fizeram com ferrovias.

Outra coisa que o senhor embaixador devia interrogar-se é se algum rio é sustentável sem afluentes. A Linha do Tua, por exemplo, era um afluente da Linha do Douro. Lembra-se?

Da série “Quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?”

ppc

Banco francês Natixis vai criar 600 postos de trabalho em Portugal e estudo da consultora Mercer revela que metade das empresas inquiridas, sobretudo multinacionais, se preparam para contratar neste e no próximo ano.

Entretanto, algures na São Caetano à Lapa, uma reunião maçónica de profetas da desgraça, munidos de bons aventais e várias cópias do livro de São Cipriano, invoca, sem sucesso, o Doutor Belzebu. Pobres diabos.

Foto: Nuno Ferreira Santos@Público

Ameaça nuclear

almaraz

Do outro lado da fronteira, a cerca de 100km de Portugal, existe uma central nuclear que, segundo o Consejo de Seguridad Nuclear, labora com peças defeituosas, produzidas por uma empresa acusada de fabrico de componentes de qualidade duvidosa desde 1965. Não obstante, e apesar do elevado risco que o seu funcionamento acarreta, não só para os espanhóis como também para muitos portugueses, não se perspectiva que a central de Almaraz venha a ser encerrada. É fazer como Assunção Cristas e ter fé. Até ao dia. Porque nesse dia, a fé não nos valerá de nada.

Foto@EFE Verde