Debater… Concursos de Professores

debater-escola-publica-e1467571337416Agora que o mês de Agosto se foi e com ele o único momento do ano em que os professores podem gozar os seus dias de férias, podemos voltar ao debate em torno da Escola Pública. Para este mês trazemos à antena o tema dos concursos de professores.

O enquadramento é desnecessário porque todos os leitores estão fartos de ouvir falar destas coisas e não me custa a acreditar que todos terão na cabeça esta pergunta: não é possível colocar os professores nas escolas sem que a confusão seja a norma?

Vamos começar por referir que o interesse maior da Escola Pública são os alunos e não os professores. Ou seja, o concurso de professores terá que ser um mecanismo de gestão de recursos humanos que permita o melhor ambiente escolar para os alunos. E há duas ou três exigências básicas:

  • Professores colocados a tempo e horas nas escolas;
  • Relação professores / alunos tão estável quanto for possível.

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Postal da Festa do Avante (único)

Não há Festa como esta?

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Quando era miúda e morava em Lisboa ia religiosamente à Festa do Avante. Era perto e dava para ir lá só umas horas, ver os concertos. Não me lembro de passar lá dias inteiros. E tinha boas memórias daquilo. Talvez porque não passei lá nunca dias inteiros. Há dois anos, talvez 25 anos depois da minha última ida ao Avante, voltei lá. Desde que estou em Aveiro confesso que nunca mais me ocorreu (ainda por cima a tão poucos dias de começar o 1º semestre e imediatamente depois das férias de verão) voltar lá.

No dia inteiro que passei na Festa do Avante há dois anos, choveu copiosamente. E lá fiquei eu, um dia inteiro, com os pés na lama, sem sítios para me abrigar, apenas um chapéuzito de chuva pequenino que, à cautela, levei comigo. Não foi uma boa experiência, confesso. Tenho um problema, talvez grave, gosto pouco de transpirar e menos ainda de me sujar. Talvez isso faça de mim uma ‘capitalista’, talvez apenas uma pessoa ‘da esquerda caviar’. Não interessa o que me chamem por causa deste meu problema grave. A verdade é que gosto pouco de me sujar, de sítios sujos, de transpirar e, exceção feita às manifestações, gosto pouco de grandes ajuntamentos. Também não sou comunista, quero dizer, comunista do PCP, e talvez isso ajude a que seja incapaz de compreender ‘o espírito’ daquilo. Principalmente, repito, a sujidade. Há dois anos, talvez por causa da chuva, não reparei tanto no lixo. Também não estava tanta gente como este ano. Como fui de boleia, não reparei igualmente no problema do estacionamento. Mas lembro-me bem da sujidade das casas de banho. Da água pelo chão, misturada com terra, das sanitas imundas, dos montes gigantes de papéis sujos. É preciso ser malabarista (e isso com um corpo funcionalmente diverso é bastante difícil, acreditem em mim) para se poder usar algumas daquelas casas de banho, naquelas condições. Se há dois anos foi fácil controlar a necessidade de ir à casa de banho… bebendo menos água, este ano isso foi impossível. Há dois anos ‘jurei para nunca mais’.

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Ao cuidado do CDS-Madeira

PPNM

O líder do CDS-PP Madeira está preocupado com a comunidade portuguesa madeirense residente na Venezuela, vai daí, com acusações de passividade à mistura, incitou o governo regional a trabalhar num plano para preparar o regresso das centenas ou até milhares de emigrantes naquele país. Parece-me sensato, mas mais sensato seria se António Lopes da Fonseca, lider centrista madeirense, pegasse no telefone e desse uma apitadela a Paulo Portas, um tipo irrevogavelmente impecável, que até se mexe bem para aqueles lados e é de abraço com o Maduro. Ele vai lá, e, habilidoso como é, cria uma ponte aérea para a diáspora e ainda vem de lá consultor da PDVSA. Quem sabe não fica mesmo do outro lado do Atlântico. Ficávamos todos a ganhar.

Foto: Correio da Venezuela