Mortágua, fons vitae

A taxação do imobiliário é a taxação do sedentarismo. É evidente que está certa e é justa. Qual é a dúvida?

Victor Habchy

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Participação do fotógrafo Victor Habchy na exposição anual Burning Man, no deserto de Black Rock, no Nevada. Fotografias surreais de cenas que parecem saídas de sonhos, graças a tempestades de poeira, a obras de arte incomuns e ao olho talentoso de Habchy. (via)

Quatro dias em Saturno


(c) NASA Jet Propulsion Laboratory
A sonda Cassini da NASA olhou para Saturno durante quase 44 horas em Abril de 2016 para obter este filme que mostra quatro dias Saturno.

Bilhete do Canadá – Dupond & Dupont, Secos e Molhados

dupont e dupond

Às ordens de Vocências, era a legenda apropriada para a imagem transmitida pela televisão: Jorginho Bilderberg Moreira da Silva e Nuno Magalhães, lado a lado, muito anchos, com todo o ar de quem se julga necessário.  Como as mercearias de bairro.  Jorginho, agora de barbas para ver se a malta o leva a sério.  Nuno, a roncar grosso para ver se assusta a malta.  Ambos para comunicarem ao país esta coisa transcendente e urgente: nunca pensaram que a Mariana Mortágua fosse a verdadeira Ministra das Finanças.   E estão passados com a descoberta, logo trombeteada  por aquela televisão onde palra o Orelhas, aquele escritor que cresce um palmo a dar notícias más.   Ora, sendo o Nuno daquele partido que até mandou o Aguiar de Vizeu à festa do MPLA, porque os extremos encontram-se sempre, e sendo Jorginho Bilderberg o mesmíssimo que, enquanto Ministro do Ambiente, foi uma nódoa, e não apenas no caso da Legionela que matou várias pessoas, sendo assim, é de caras que todos queremos que fechem a loja e vão dar uma curva.  Vendem  bolachas a cheirar a bafio.  E a televisão que tome tento e dê notícias de facto importantes, porque quem paga o pato somos nós todos.  É que já não há pachorra para tanto despautério.  E a Mariana que leve com paciência, porque lidar com jericos foi sempre uma chatice.

Precisa-se de blogger da área do PSD

Para relação séria.

socrates

Tempos houve em que a laranja surfava a onda das trapalhadas socráticas, de forma pujante e suportada por uma poderosa máquina que mexia em tudo o que era corner. Cheirava a poder e por todo o lado apareciam apoiantes – alguns até iam a manifestações de professores, esses Mários Nogueiras da desgraça Lusa. Mas conseguiram. Levaram carta a Garcia (como eu gosto destas frases feitas!). E, no Aventar tivemos que ir à luta com um anúncio que ainda hoje é singular.

Conquistaram o poder com os resultados que se conhecem – atingiram todos os seus objectivos, deixando o país muito pior do que aquele que receberam.

Hoje felizmente, Portugal e os portugueses respiram melhor. A Geringonça continua o seu caminho e havendo uma candidatura para uma relação séria com ela, não primarei pela ausência.

Só que, nem tudo são rosas e eu não gosto de ver o sr. Pedro a cair pelo cano e vinha pedir que nos ajudem nesta tarefa nacional. Portugal precisa de alguém que defenda o Pedro e subscreva as tuas propostas para o país. Sim, aquelas que nem ele sabe quais são, mas o Marques Mendes tratará do resto, logo que consiga descer da estrado.

E, se naquele tempo, o anúncio não deu resultado, pensei que estaria na hora de seguir a mesma estratégia, esperando conseguir precisamente o mesmo resultado.

Não é claro o conteúdo funcional da tarefa, mas  pode sempre começar por eleger o Aventar como blogue do ano. Assim, na entrevista a realizar, poderá sempre dizer que ajudou o patrão a subir na vida. Poderia, por exemplo (a ter acontecido) trazer o mail da empresa que serviu para receber as inscrições na Universidade de Verão. Mas, se calhar o seu mail já foi apanhado pelo Carlos Teixeira. [Read more…]

Carta aberta a um *****_**_*****

Meu caro José António Saraiva,

Coitadinho do Sócrates

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Por vezes dá-me para conspirar e fico com a sensação que os supostos haters de José Sócrates lhe estão na verdade a fazer fretes. Não, não estou a falar do juiz Carlos Alexandre, personagem com quem simpatizo e pela qual até tenho alguma admiração mas que, após a sua inenarrável entrevista, me deixou com a sensação de ter feito um enorme favor ao ex-primeiro-ministro, providenciando novos argumentos para a estratégia de vitimização de alguém que, apesar de tudo, tristemente suspeito, ainda há-de governar. [Read more…]

Será que como o outro, também vai ser retratado com a Tromba Rija?

Rui Patrício, o rapaz de Marrazes, vai ter estátua de bronze em Leiria

O Ex do Arq.º Saraiva

Bruno Nogueira (sempre na frente) sobre uma edição fraquinha da Gina.

Passos Coelho e a pornografia: agora sim, tudo faz sentido

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A senhora na foto é Sasha Grey, uma actriz de filmes pornográficos cuja imagem foi escolhida pelos fabricantes de perfis falsos afectos à saudosa Pàf para dar corpo a Laura Campos, uma das muitas faces de uma estratégia de manipulação da opinião pública e “culambismo”, direccionada para denegrir os adversários da coligação PSD/CDS-PP, através de um esquema, também ele pornográfico, de alargar o raio de acção e influência das tropas da dupla Passos/Portas através da utilização da imagem de mulheres bonitas e aparentemente disponíveis, vulgares q.b., que fizeram as delícias de milhares de babões e fanáticos ingénuos. Infelizmente para eles, o J. Manuel Cordeiro desmontou o esquema da líder espiritual dos clones, Maria Luz, e a página, exposta, acabou por desaparecer. [Read more…]

Paulo Vieira da Silva abandona o PSD

© Público

© Público

 

Paulo Vieira da Silva, ex-colaborador do Aventar, gaiense e antigo conselheiro nacional do PSD, ganhou notoriedade quando, em Abril de 2015, fez uma denúncia à Procuradoria Geral da República, acusando Marco António Costa, a quem recentemente o presidente da Câmara Municipal de Gaia atribuiu a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, de diversas irregularidades.

Num longo texto publicado ontem no blogue Insónias, Paulo Vieira da Silva explica por que sai do PSD, ao fim de 25 anos de militância, em choque frontal com o seu líder, Pedro Passos Coelho.

As finais são para se ganhar

Confesso. Gosto de estar na frente.

E, como lei de vida, uma frase que me acompanha desde 1904 – é melhor ganhar do que perder.

Mas, há finais e finais. Uma coisa é jogar com o Rio Ave e outra é receber o Copenhaga, que, depois dos derrotados em Madrid será, manifestamente, a equipa mais forte da champions deste ano.

Só que esta final é para ganhar – nas meias-finais o palco está dividido com outras três equipas, que, de tão óbvias teriam entrada directa no discurso contra os mouros ou, num registo mais intelectual, depois da penhora da sanita, nós só queremos o Lopetegui a arder.

Imaginei, há muitas luas atrás, que o Aventar poderia ser muitas coisas, mas parceiro de finais destes três, nunca… Jamais, em tempo algum.

Poupadinho? TeamLewis?

Mas, têm a certeza que é esta a categoria?

Palpita-me que o autor de tais classificações deverá ter ajudado o Antero Henriques a escolher os reforços azuis ou então escreve os discursos do Bruno de Carvalho. Apostaria nesta última.

Bom, basicamente, ninguém entra em campo para perder – excepto os lesados do NES: Nuno Espírito Santo. Por isso, não tenho intenção de largar o primeiro lugar até ao fim da liga, embora a diferença seja feita pelo treinador e, nessa área, temos nada mais, nada menos do que o special one do superior. Sim, meu caro JJC, nem imaginas como adorei voltar a escrever sobre bola no Aventar. É um gosto tão grande puxar por todo o teu mau feitio, por toda a tua azia nas derrotas que te acompanham. É bom ver-te perder e poder adivinhar que depois da última, outras se seguirão.

Portantus pá, puxa aí da tua caneta e mesmo que possas vir a recorrer à assinatura de qualquer um dos incompetentes escribas azuis que por aqui andam, incluindo os das camadas jovens, nem penses em faltar a esta provocação. Os vermelhos, como bem sabes, querem o acordo em todo o lado. Ou em lado algum. São meninos para exigir que, um dia destes, o JJ faça uma conferência de imprensa em português, imagina tu. Sim, com os vermelhos não podemos contar porque de bola, percebem bola – como o Luis Filipe Vieira, aliás.

Em todo o caso, há por aqui gente azul que, devidamente picada era capaz de nos levar ao título, na tal meia final contra os talões do continente e a startup com putos americanos no cabeçalho. Pancada no adversário sempre foi uma marca da tua escrita – lembras-te daquele dia em que os jogadores do Porto correram atrás de um arbitro? Foi neles que me inspirei para escrever este parágrafo.

Mas, verdadeiramente, o que eu queria escrever é que tenho muitas saudades tuas. E, contigo vamos ganhar!

 

 

Manipular a economia é desígnio divino e não merece castigo.

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O Departamento de Justiça dos EUA pretende multar o Deutsche Bank em 14 mil milhões de dólares pelo seu envolvimento numa série de atentados terroristas que culminaram na crise financeira que afundou a economia mundial, levando países como Portugal e a Grécia na enxurrada. A jihad neoliberal arrasou tudo à sua volta, exceptuando, claro, as elites que tão bem souberam aproveitar o sangue nas ruas para comprar propriedade, como aconselhava em tempos um famoso terrorista venerado pela seita. [Read more…]

A muito difícil relação de Braga com as árvores

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A bimilenar cidade de Braga, opcionalmente conhecida como Bracara Augusta, cidade dos arcebispos, Roma portuguesa ou ainda cidade dos cinco pês tem, desde há décadas, uma tenebrosa relação com as árvores, jardins e, em geral, espaços onde os automóveis não entram.
Pelo contrário, no período pato-bravista que vem dos anos quentes do 25 de Abril até aos dias que correm (e noites, vai-se já ver), tem sido um rasgar de avenidas e circuitos para automóveis nas freguesias do perímetro urbano da mui condigna cidade brácara, outrora um conjuntos de quintas e ruelas.
Se há semanas algumas árvores que aparentemente haviam danificado os passeios foram depostas para, impunemente, dar lugar a painéis publicitários – pagos pelo beneficiário – agora é a vez de, no escurinho do entardecer, duas mãos cheias de árvores serem derrubadas para darem lugar a mais um supermercado.
É mais um supermercado a nascer junto de uma das principais entradas da cidade (a rotunda Santos da Cunha/EN 14/Avenida Imaculada Conceição).
Dá gosto ver gente a correr num ímpeto comercialesco num momento em que, na dezena de “shoppings” da zona central da cidade, há em todos eles lojas encerradas.
O que causa mais impressão em alguns bracarenses é o porquê de a obra do novo supermercado estar a ser realizada já fora da luz do dia, de forma repentina e sem que no local existam sequer placas para reorientar o tráfego.
Surgem já relatos de moradores da zona que, no regresso a casa, vão parar dentro do que já é um estaleiro.
De manhã eram ruas de mau asfalto e terra mal batida.
À tarde  é já um estaleiro.
Já não há árvores.
É bom viver em Braga.

O impaciente inglês

o-paciente-inglesUm paciente inglês, sujeito às agruras de uma lista de espera, impacientou-se e resolveu operar-se a si mesmo. A história tem mais alguns nós, mas dá que pensar. O pior, para alguns mais tendenciosos, será o facto de o pobre homem ter andado quinze anos inclinado para a esquerda, esperemos que sem cair em extremismos.

Portugal é um país com alguns hábitos estranhos, como, por exemplo, a manutenção, há anos, de épocas de incêndios e de cheias, infelizmente nunca coincidentes. Não sou de ler o Diário da República, mas, diante da constância de fogos estivais e invernais inundações, não me admiraria que as referidas épocas resultassem de decretos. Chegou mesmo a haver um ministro a explanar uma verdadeira teologia da enxurrada, que, para isso, pelo menos, os ministros servem, sejam de Deus ou do Diabo.

Outro hábito estranho é o das listas de espera nos hospitais, numa contradição evidente, já que a espera pode fazer mal à saúde. Se há sítios em que a palavra ‘paciente’ faz sentidos, é nos hospitais.

As listas de espera resultam, certamente, de vários factores e o mercantilismo economês não será um dos menos importantes, com os espécimes que gerem hospitais muito preocupados com competitividade, porque tudo é um campeonato. Os que (se) ocupam (d)o Estado têm, de qualquer modo, tecido o esvaziamento dos hospitais públicos, favorecendo empresas, porque ao lado de uma lista de espera há sempre um hospital privado a abrir. O cidadão que seja desinformado ou desabonado ficará sentado na lista de espera e não faltará muito tempo para que os portugueses, desenrascados como são, passem a tratar da própria saúde, seguindo o exemplo do impaciente inglês. [Read more…]

Já os lesados do EVR…

Estão calados que nem ratos!

JJ e Lesados do NES

Como eu gosto das regularidades.