Areias movediças


O comissário europeu Carlos Moedas afirmou hoje, em Bruxelas, que não faz qualquer sentido falar num cenário de um segundo resgate a Portugal, que “está a cumprir” todas as expetativas‘. Algo se passa, Pedro, algo se passa.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    A ESTRATÉGIA DO MEDO NO DISCURSO POLÍTICO.

    Ainda não tinham digerido a “vitória pírrica” das eleições de 4 de Outubro de 2015, já a PAF e os seus acólitos nas redações dos jornais e televisões fabricavam a estratégia do medo, alimentando a ideia de que se o PS não se aliasse à direita viria aí um novo um resgate.
    Qual a razão por que a estratégia do medo cada vez funciona menos?
    Com a tomada de posse deste governo minoritário do PS, apelidado de Geringonça, por ser apoiado pelas outras forças de esquerda, criou-se alguma espectativa quanto ao seu prazo de validade. Mas também despertou alguma curiosidade sobre as medidas que iria tomar.
    Ora, analisando bem este primeiro ano de governação, diríamos que qualquer partido social democrata da Europa adotaria um conjunto de medidas muito similares, mesmo tendo em consideração a crise em que vivemos. Para mim, o grande trunfo deste governo não foi o devolver tudo o que nos tiraram, nem ter uma política radicalmente oposta às diretrizes europeias, porque a carga fiscal ainda cá está, e por ca ficará muitos e bons anos. Foi sim, a higienização dos comportamentos menos éticos da sociedade política e do tecido económico, que a direita nunca quis fazer. Isso seria mexer na sua própria essência, o poder económico.
    Podíamos falar da Lei das Incompatibilidades, da Lei que veio regulamentar os contratos de fidelização com as operadoras de telecomunicações e outros agentes económicos, o regime jurídico da tarifa social de gás e eletricidade, o fim de alguns contratos de associação com a escolas e colégios privados, o IMI, a sobretaxa no património imobiliário acima de determinado valor, enfim, pequenas coisas, que rendem pouco dinheiro aos cofres do Estado, dizem alguns, mas pelo menos moralizam o sistema, dizem outros.
    Quando vejo o vazio de ideias que é este PSD fora da cartilha da Troika, percebe-se como eles não vislumbram o País para além dos seus próprios interesses de grupo. Quem vir e ouvir o discurso de Passos Coelho e dos seus acólitos, percebe que dificilmente ele regressará ao Poder.
    Qual a razão por que não acredito no seu regresso ao lugar de Primeiro Ministro?
    A Geringonça tem mostrado sentido de responsabilidade apesar de tudo o que dela dizem. Ninguém imaginaria o PCP e o BE tão comedidos num passado recente. É certo que a necessidade aguça o engenho, mesmo na politica. Admitindo que a Europa nos vá apertando o torniquete, até nos colocar na situação como a da Grécia, subjugando-nos, sou mais de admitir que Portugal fique com um governo de esquerda, uma coligação do PS e o BE, ou na pior das hipóteses uma parte do BE, do que com um governo de direita estilo PAF. Os eleitores não darão de novo o poder a Passos Coelho. Mal por mal, prefiro que me sejam impostas as medidas por aqueles que contrariados se sentem obrigados a aplicá-las, mesmo não concordando com elas, do que por aqueles que querem ir além da troika. E isso faz toda a diferença.
    Imagine-se a alegoria: “Estou a ser chicoteado por alguém que se sente coagido a fazê-lo, e, enquanto tenta dar em sítios diferentes e amortecer a batida do chicote para que a dor seja menor, o outro, se o deixarem, vai dando cada vez com mais força, e nos sítios onde já se está a ver o sangue.”

    “A memória dos povos é curta”

    Se nos recordarmos dos episódios que antecederam o período salazarista, facilmente perceberemos como um regresso de Passos Coelho ao Poder, mudaria o paradigma da governação e do regime semipresidencialista em Portugal, para uma versão conservadora populista, estilo: Ou eu, ou o caos.
    Em poucos meses teríamos uma nova Constituição da República feita à medida dos desígnios da direita e o poder económico.
    Espero bem que os portugueses saibam o qual o destino que os espera.

  2. São declarações publicas, expandidas em comunicação multi-Nacional! É factualmente BOM mas…não baixemos as guardas, quando este Senhor, já com curriculo complementado em Bruxelas, for chamado a dirigir um novel PSD…locubra e especulações anedóticas!…desta cabecinha! o que por aí virá??? sendo certo que quem MANDA É….os “Sãos” MERCADOS…. que alguns tentam HUMANIZAR e outros, escravizando tudo e todos, querem, SUBMISSAMENTE, ALIMENTAR!

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