Táxis versus plataformas Uber/ Cabify /…


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Serviços iguais, transporte de passageiros, neste caso, devem ter regulamentação igual. Por isso, o projecto de lei das plataformas é um erro. Não se deve criar um novo contexto para as ubers, deve-se, isso sim, criar um enquadramento comum.

Neste lado a lado entre táxis e ubers, é notório que o negócio dos primeiros exige um investimento muito superior ao dos segundos. Dizem que o serviço da Uber é muito melhor do que equivalente em táxi. Talvez o seja, mas isso deve ter impacto na escolha dos clientes e não na produção legislativa. Esta deve ser neutra.

Comments

  1. Konigvs says:

    Essa da formação para condutores que já estão encartados tem a sua piada.
    – Será também precisa formação para sair com a namorada? E se for a esposa – são precisas ainda mais horas? E se for com os pais e filhos? E se for o meu patrão a levar-me, como aconteceu recentemente, ele também de fazer formação para levar trabalhadores?
    – E se eu me inscrever num site de partilha de automóvel, também preciso de formação para conduzir outras pessoas?
    – E os passageiros? Também precisarão de horas de formação para se saberem comportar num taxi, por exemplo para saber que os taxis não são para assaltar? E nos outros transportes públicos por que não obrigar também a fazer formação? E assim de repente, para cagar e mijar nas casas de banho públicas? Não devia toda a gente também ser obrigada a ter formação para as usar?

    Acho graça a estas “formações”. Mais ou menos como as provas de aptidão que algumas Ordens fazem para limitar o acesso à profissão passando um atestado de burrice às universidades.

    • Mas se a formação não sentido, que se acabe para ambos.
      Eu, por acaso, acho que faz sentido, especialmente estando a segurança de pessoas envolvida.
      Outra coisa, é observarmos se é eficaz. Não o sendo, a solução é torná-la eficaz, em vez de acabar com ela.

      • Konigvs says:

        Eu não uso táxis, mas todos nós sabemos o que se diz da classe, seja em Portugal seja noutros países. Os taxistas, sem querer generalizar, não são (como em tantas outras profissões) exemplos para ninguém. Então a pergunta é: que raio é que eles aprendem eles na dita “formação” cívica?
        Quanto à segurança, então faria muito mais sentido um curso de condução defensiva?

        O mundo evolui, para mim, não faz nenhum sentido as reivindicações dos taxistas. Seria o mesmo que as telefónicas terem querido proibir os telemóveis, as editoras proibir os livros eletrónicos, as fábricas de lâmpadas incandescentes quererem proibir as lâmpadas LED, etc, etc.

        E já não existem sites de partilha de carro, onde as pessoas transportam passageiros, não têm de fazer qualquer formação e recebem dinheiro que nem sequer é faturado? E se todos nós partilhássemos carro, o que obviamente acabaria com a profissão de taxista e de grande parte dos transportes públicos, viriam eles também querer proibir as boleias? Tenham juízo.

        • Tudo a favor da evolução. Condições iguais para todos, é a minha tese.

          Eu não percebo nada de leis, mas parece-me que as partilhas de carro tem um enquadramento legal diferente. Se eu partilhar o carro com alguém, é algo entre mim e essa pessoa. Não há uma empresa pelo meio. Se bem que, se houver um site a fazer de intermediário, a coisa é capaz de complicar.

        • Sobre usar táxis, eu uso por razões profissionais com alguma regularidade. Tenho apanhado de tudo. Mas aborrece-me seriamente a atitude de parte (não todos, talvez nem a maioria) para o truque. É como em todas as profissões, uma ovelha negra e está o rebanho queimado. Mas aí é interessante ver como reage o sector – em vez de rejeitar o prevaricador, vejo que costumam adoptar uma posição corporativa de defesa de todos.

  2. Vivam os processadores de texto.
    As dactilógrafas que vão para o Trump.

  3. Rui Naldinho says:

    Tenho assistido às recentes manifestações dos Taxistas contra a regulamentação que o governo criou para as plataformas digitais tais como a UBER e a Cabify.
    Vou lendo diariamente centenas de comentários, vendo e ouvindo dezenas de palpites sobre o assunto. Uns esgrimindo razões a favor dos taxistas. Outros a favor da UBER e da Cabify.
    A maioria do cidadão comum, seja novo, maduro ou “velho”, nunca gostou do serviço de Táxis. Umas vezes porque eles são pouco educados. Outras por duvidosa condução dentro das regras estabelecidas para o tráfego rodoviário. Outras tantas, porque eles enganam os clientes percorrendo distâncias maiores, ou por sítios com mais trânsito do que seria desejável, encarecendo o serviço. Enfim, um rol de queixas.
    Os jovens, muito mais dados a tudo o que é inovação, e, utilizando todas as ferramentas informáticas ao seu dispor, mesmo num telemóvel, aderem serviço UBER, “na boa”. O preço é logo definido à partida, o que é uma vantagem.
    As pessoas mais idosas, menos conhecedoras destas “modernices”, continuam a usar quando podem o Táxi. Fazem-no por necessidade imperiosa, e, não por gosto.
    Mas, na abordagem emocional desta contenda entre taxistas e “uberistas”, nota-se um choque geracional entre os mais novos e os mais velhos. Os mais jovens, fruto da liberalização de quase todas as atividades económicas já na sua geração, menos aquelas que dão empregos a políticos e seus familiares, são quase todos a favor da UBER e da Cabify, apelidando os taxistas de pessoas pouco recomendáveis. Os pais e avós, que já viveram uma vida longínqua, onde a maioria das atividades eram reguladas no tempo e no espaço, compreendem as razões dos taxistas, mesmo não nutrindo grande simpatia por eles. Ou seja, tanto no número de portas abertas como nos horários de atividade, quase tudo tinha regras mais ou menos bem definidas, para que a concorrência não matasse a atividade. Falamos de uma gente que viveu num tempo em que as bombas de combustíveis tinham de estar a uma certa distância umas das outras nas estradas e localidades. Só podiam existir umas quantas farmácias por aglomerado, vila ou cidade, com um rácio de xis habitantes por estabelecimento. A mercearia que abria às 8 e fechava às 19, e, só vendia uma marca de gás, de refrigerantes ou cerveja, porque as outras marcas eram vendidas pelo concorrente mais próximo. Isto, já para não falar no número de alvarás concedidos pelas autarquias para a atividade de taxista.
    Esse tempo acabou infelizmente, para os nossos filhos. Serão eles a principais vítimas dessa liberalização e globalização, tão apetecida por uns quantos, mas não tão boa como desejaria a maioria. Mas eles só se darão conta quando ao fim de uns anos de euforia consumista, se aperceberem que tiraram um curso superior mas nunca trabalharam na sua formação, porque a oferta é maior que a procura. Quando perceberem que moram num bairro onde os vizinhos já mudaram não sei quantas vezes, tendo a sensação que à sua volta só vê estranhos. Quando se derem conta, de que não conseguem estabelecer uma relação séria e duradoura com alguém, pela inevitabilidade de raramente estarem juntos às horas a que os pais estavam.
    Depois não se queixem!

    • Konigvs says:

      Ninguém se vai queixar do Admirável Mundo Novo. Ficarão é aterrorizados só de pensar que em tempos houve selvagens gerados por pais e mães naturais.
      É que curiosamente por estes dias falou-se de humanos-geneticamente-modificados com três pais (assim como o milho!) e ninguém se mostrou muito chocado.
      Bebés-proveta, que agora estão em todo o lado, e já ninguém lhes chama bebés-proveta, já parece coisa do tempo dos homens das cavernas.

    • Nascimento says:

      Não se chateiem! o povo sabe muito bem o que quer! Daqui a uns anos haverá manifs dosUberistas!E haverá aumentos das tarifas e haverá rançosos por todo o lado a bater no peito desolados por haver uma “exploração ” da classe Uberista”moderna” ou a puta que os pariu a todos…. esta merda é muita moderna!E o progresso também….€

  4. Nascimento says:

    Isto está cada vez melhor pá geringonça não está? Lindo! Um secretário paineleiro,um careca “assessor” que nem cara tem para levar um estalo, pois mais parece um espermatozoide,e um farsola da Deco, que quer por a Malta a “partilhar” a viatura! Salvou-se desta vez a Farinha!

  5. Nascimento says:

    Queria dizer a Fátinha

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