Se eu tivesse um sonho de merda…


… faria hoje um ano que morreu o JJ. Um ano redondo. Em rigor, mais um dia. Morreu, pois foi. Morreu. Ah, e se ele estivesse aqui, o que diria? Diria, olha, cá estou, morri! E di-lo-ia até morrer de secura. Diluía, pois. Era uma estragação de café e de whisky. Mas se não dissesse, era o mesmo. “O círculo aperta-se, primeiro fulano, depois beltrano, agora sicrano. Não sei porquê mas cheira-me”, até já o tinha dito e muito antes. E é verdade que ela agora fede como nunca. Até no cheiro dos meus colhões a sinto. E se fosse vivo? Ah, se fosse vivo… Se fosse vivo, fingia-se de morto e ela passava por ele como cão por vinha vindimada. Bem, a verdade é que ele não o faria. Chamá-la-ia armado em parvo, como se pudesse dar-lhe a volta ou insultá-la. Arrasá-la-ia no Aventar ou no Endrominus, como se o sonho comandasse a vida. E cairia no último momento – como sempre se cai! – depois de dar cabo dela, fodendo-a bem outra vez. Se eu tivesse um sonho de merda, seria assim.

Comments

  1. Lu Pisarro says:

    Pois é… Quando não se tem algo interessante a dizer sai estas asneiras as vezes.
    Aff…
    É deletar e jogar onde se deve. Lixo.

    • António Fernando Nabais says:

      Pois é… Quando se é uma besta insensível que não tenta sequer perceber que este texto é uma homenagem a um amigo que morreu há exactamente um ano, não sai asneira, sai merda.
      É continuar a comentar, que as bestas também têm direito a escrever lixo.

      • Antonio Nabais…………estranha forma e linguagem de homenagear um amigo. Mas, se é, é. No entanto, nem todos são doutos , super doutos como você para a perceberem. Mas apesar de não ser um deus da sabedoria, o/a LU não insultou ninguém na critica que fez. ao contrario de si, seu sapiente mal educado. Analisando eu, tenho muitas duvidas que a besta, aqui seja o/a Lu. Para usar a sua linguagem, uma boa merda me saíste tu.

        • jpfigueiredo says:

          Caros comentadores, tenho muito gosto em permitir-vos o comentário desde que não se metam com o que não percebem. A ignorância pode causar tristeza mas insuportável mesmo é quando se torna atrevida.

        • António Fernando Nabais says:

          Só um amigo é que sabe como há-de homenagear um amigo. Como, por acaso (e não por ser douto), também era amigo da pessoa que o jpfigueiredo homenageia, sei que a forma e a linguagem utilizadas assentam como uma luva ao homenageado, que, a existir vida para além da morte, está a reler, deliciado, o texto.
          A Lu foi, portanto, uma besta insensível. O facto de outra besta como o Eu considerar que sou uma merda é um elogio. Para terminar: juntem-se ambos e vão bardamerda. Fim da oração de sapiência.

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