Para o porto, para tudo?

Claro que não. Felizmente, o AO90 não está em vigor.

manif

A propósito, graças a João Roque Dias, soube desta notícia *eletrizante (trata-se de fenómeno que, infelizmente, já conhecemos).

General Eletric

Na passada terça-feira, como andava por aquelas bandas, ainda fui a tempo de passar pela Lexington, a caminho das Nações Unidas, para verificar se tudo estava como dantes.

Lexington

Sim, estava.

No dia seguinte, apanhei um comboio para o Connecticut (sim, com <nn> e -ct-, claro). A que propósito veio agora à baila o Connecticut? Obviamente, devido à sequência -ct- e, menos obviamente, por causa de um postal que comprei na tabacaria da estação de New Haven e sobre o qual escreverei umas linhas, na próxima oportunidade.

Continuação de um óptimo fim-de-semana.

Contentores de Alcântara : Um caso de polícia!

Interposta acção pelo Ministério Público no Tribunal Admnistrativo de Lisboa, sobre o contrato  celebrado pela Admnistração do porto de Lisboa e a Liscount, empresa do Grupo Motta-Engil. É uma cedência aos interesses da Liscount, é um contrato inédito de parceria público/privado, viola o Código de Contratação Pública e o Código de Procedimento Admnistrativo e fere a própria Constituição.

O suposto adiamento mais não é que um novo contrato de concessão de serviço público, celebrado com a única intenção de contornar a necessária abertura de um novo concurso público. Citando várias vezes um relatório do Tribunal de Contas sobre a matéria, muito crítico também ele, relata que é um contrato acentuadamente desequilibrado sob o ponto de vista financeiro e do sistema de partilha de risco.

Está longe de se considerar que o tráfego do terminal se esgote em 2009/2010, existindo por isso, um manifesto erro nos pressupostos, que conduziram a este contrato. A APL, cedeu aos interesses da concessionária e às exigências dos bancos em detrimento dos interesses públicos, assumindo garantias e obrigações manifestamente desproporcionadas.

Um caso de polícia!

Um momento raro de televisão

Hoje, em directo na SIC-N, no programa "negćcios da semana" juntaram-se o Prof. Catroga, Prof. Ferreira do Amaral, Eng Avilez e o empresário Henrique Neto. O tema da conversa, as contas públicas e a sua transparência, as PMEs exportadoras, o governo que aí vem e, por último, a corrupção.

 

Alguem deu o exemplo dos negócio dos "contentores de Alcantara". Foi espantoso que aqueles homens, todos com a vida feita e com provas dadas e que não precisam do governo para nada, institivamente baixaram a voz. Henrique Neto ainda foi dizendo que os marroquinos já tinham construído um porto de águas profundas, outro que em Sines havia as condições já reunidas, e tudo morreu num murmúrio envergonhado.

 

A Helena Roseta já apresentou uma declaração aos partidos da oposição para declararem nulo aquele contrato, na Assembleia da República.

 

Não esperava ver isto, 30 anos depois do 25 de Abril!

 

 

Helena de Lisboa

O Movimento de Cidadãos por Lisboa acolheu-se nos braços do PS nestas últimas autárquicas, o que foi para mim uma grande desilusão. Mas parece que nem tudo está perdido.

Recebi hoje por mail a notícia de que o Movimento apresentou a todos os partidos da oposição a reivindicação de anularem na Assembleia da República o contrato dos Contentores de Alcântara, acordado ente o governo de Sócrates e a Mota-Engil. Este contrato, chumbado pelo Tribunal de Contas, que enviou o relatório para o PGR, é um verdadeiro assalto a Lisboa, desde o número de contentores permitido até aos 30 anos de prazo, aos 600 camiões que terão de entrar em Lisboa numa das principais entradas de Lisboa, às obras caríssimas de abaixamento da rede ferroviária de Lisboa/Cascais, que vão obrigar a desviar o caneiro de Alcântara. E todas estas obras são pagas pelo contribuinte.

A Helena Roseta diz que a sua vida política responde pela sua independência. Também temos as presidenciais e a vontade secreta de Sócrates deixar apeado Manuel Alegre, é pois muito possível que Helena não deixe morrer o Movimento. Para já, está a prestar um grande serviço a Lisboa e ao país!

Vamos então, ver como se comportam os partidos com assento na Assembleia da República neste caso concreto que tanto criticaram!

 

Texto de LUIS MOREIRA