
Pedro Frazão guinchou: quer cancelar a Lusa
Neemias Queta foi vítima de Portugal
Efectivamente, isto iria acontecer, mais tarde ou mais cedo. Nem falo do triplo (parabéns, Neemias Queta!), falo disto.

Tivera sido no jogo contra os Knicks e, aqui no Aventar, teríamos sido dos primeiros a dar conta do recado. É o improviso, é a falta de rigor, é o costume.
Foi contra os Pelicans: de Nova Orleães. Nova Iorque ≠ Nova Orleães, como selecção ≠ seleção.
Exactamente.
Eis os pontos altos do jogo, com o melhor basquetebolista português de todos os tempos a marcar o primeiro triplo na NBA aos 6:07:
Efectivamente, ninguém a pára
Not all these concepts are attested in every Oceanic language, but enough traces exist to enable linguists to follow the trail.
— Christina Thompson, Sea PeopleShe can’t be stopped.
— David Letterman
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Até o Expresso, esse paladino do Acordo Ortográfico de 1990, sabe que o dito cujo é ridículo.

Perante esta recaída, percebe-se que, com um bocadinho de coragem, decência e competência, o Expresso e a Lusa acabam com esta farsa num instante.

Ninguém a pára.
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Inquietações ortográficas
On est encore libre de ses lectures.
— Nicolas SarkozyBarney Fein: Who are these savages?
— David MametÇa commence à devenir, effectivement, très inquiétant.
— Dominique Rizet
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Recentemente, consultei a versão electrónica do Expresso e o aspecto era este:

Havia sector e setor, na mesma página: tudo isto é um espectáculo e uma alegria, efectivamente, tudo isto é um forrobodó.
Provavelmente por andar a ler o Diário Oficial da União (para quem não souber, o homólogo brasileiro do Diário da República), o Expresso também transmitiu uns fatos que andam por aí:

No sítio do costume, a festa continua:

Eis, de novo, os factos esquecidos e os fatos novos, mas inadequados. É o tal grão de areia, há muito conhecido em S. Bento, a fazer das suas na engrenagem.
Bem-vindos à adopção do Acordo Ortográfico de 1990.
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António Guterres e os contactos

© REUTERS/DENIS BALIBOUSE (http://bit.ly/1KyeIU3)
No chance for contact
— Queensrÿche, “I don’t believe in love“
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Segundo o Público,
o Governo está a levar já a cabo os contactos internacionais e diplomáticos para assegurar apoios para a eleição de António Guterres como secretário-geral da ONU. Isto significa que o Ministério dos Negócios Estrangeiros está a mobilizar a máquina diplomática e os contactos têm sido estabelecidos de modo a que a candidatura de António Guterres tenha hipóteses reais de poder tentar o sucesso na eleição do nome que irá substituir o sul-coreano Ban Ki-moon a 1 de Janeiro de 2017.
Contudo, as fontes X, Y e Z desmentem a realização de contactos: [Read more…]
Aproveitar melhor o fato

© NUNO FERREIRA SANTOS (http://bit.ly/1rYfBMa)
Segundo a Lusa (os meus agradecimentos aos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico):
O antigo Presidente da República Jorge Sampaio considerou hoje que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa “podia aproveitar melhor” o fato de ter uma língua comum, defendendo mais políticas concertadas de cooperação para o desenvolvimento.
Efectivamente, está tudo dito.
Os contactos que se perderam
Há três anos, garantiram-nos que
A adopção do Acordo Ortográfico pelos órgãos de comunicação social tem vindo a contribuir, numa base quotidiana e de forma progressiva e natural, para a familiarização da população com as novas regras ortográficas.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, Diário da República, 1.ª série — N.º 17 — 25 de Janeiro de 2011, p. 488
Mais recentemente, ficámos a saber que
A verdade, porém, é que, apesar de o final do período de transição ainda se encontrar distante, ao nível do ensino, das instituições oficiais, nacionais e internacionais, e das restantes entidades públicas, o AOLP90 já foi quase plenamente aplicado, como o Estado determinou, sem problemas de maior
“A verdade, porém”? Salvo melhor opinião, a “verdade, porém” é a “familiarização da população” com o contato. O resto é superstição.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana, efectivamente “sem problemas de maior”.
Para o porto, para tudo?
Claro que não. Felizmente, o AO90 não está em vigor.
A propósito, graças a João Roque Dias, soube desta notícia *eletrizante (trata-se de fenómeno que, infelizmente, já conhecemos).
Na passada terça-feira, como andava por aquelas bandas, ainda fui a tempo de passar pela Lexington, a caminho das Nações Unidas, para verificar se tudo estava como dantes.
Sim, estava.
No dia seguinte, apanhei um comboio para o Connecticut (sim, com <nn> e -ct-, claro). A que propósito veio agora à baila o Connecticut? Obviamente, devido à sequência -ct- e, menos obviamente, por causa de um postal que comprei na tabacaria da estação de New Haven e sobre o qual escreverei umas linhas, na próxima oportunidade.
Continuação de um óptimo fim-de-semana.
A progressiva optimização da fiscalidade do professor
O consenso aparentemente existente, entre falantes de português europeu, acerca da pronunciação da amálgama ‘setor’ deveria ser motivo suficiente para quem se entretém a adoptar o Acordo Ortográfico de 1990 – por obrigação, engano, prazer ou convicção – ter uma ideia bastante clara sobre a perturbação introduzida na ortografia portuguesa europeia através da supressão do cê de ‘sector’ — a grafia ‘setor’, note-se, não cai do céu, encontrando-se, por exemplo, não só no Assim Mesmo, no Ciberdúvidas, na Sábado e no Expresso, mas também cá por casa, em trabalhos académicos (cf. Zenhas, 2004 e Dias, 2011) e na Infopédia.
Acrescentemos ao raciocínio uma dose de estupefacção: apesar de a hipótese ‘sector’ existir, estando prevista na própria base IV do AO90 (“sector e setor”) e sendo autorizada pelo VdM, há quem opte por ‘setor’ — neste preciso momento, ocorrem-me umas cinco ou seis razões para tal acontecer, mas hoje, convenhamos, é domingo.
Antes que me esqueça: repararam na ‘optimização’? Com pê? Sim? Pois, no título. Óptimo. Adiante.
Continuando na senda de ‘setor’, o título deste trabalho (“Uma análise das competências do professor de Turismo a partir da perspectiva dos estudantes”) é mais uma demonstração de que efectivamente o AO90 não veio “fazer com que a língua portuguesa tenha uma ortografia única. Ou tanto quanto possível aproximada”, como se pode depreender dessa perspectiva mantida no Brasil, mas em Portugal, pois, claro, proscrita — se lerem o artigo completo e encontrarem aspectos (sim, aspectos) e respectivamente, não se admirem, lembrem-se da “ortografia única” ou “tanto quanto possível aproximada” da “língua portuguesa” e continuem sempre a acreditar.
Actualização (1/7/2013): Referência ao VdM.
Acordo Ortográfico de 1990: alto e para o baile!

Peter Spinney/ Lat Photographic Archive (http://bit.ly/19vk417)
Dizem-nos que “a comunicação social já está quase toda a usar a nova ortografia” e garantem-nos que “a adoção [sic] do AO está em curso acelerado“.
Convém refrear o entusiasmo.
Segundo nos informam, “[e]sta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico”. Parece que esta também. No Correio da Manhã, escrevem ‘pára’ e assumem. Hoje, no Diário da República, mais três ocorrências de ‘fato’ em vez de ‘facto’. Na TVI, “Tino comenta o fato [sic] de não ter ficado nomeado” e a FERLAP pronuncia-se sobre “o fato [sic] de o Ministério da Educação…”. N’A Bola, o “curso” da “adoção [sic]” da “nova ortografia” é tão acelerado que até se despistam nas traduções (sem a elegância de Hänninen).
Efectivamente, está na altura de o baile parar.















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