As comissões do MBWay

Partilho um ponto de vista sobre o chicoespertismo da banca quanto à cobrança de comissões, neste caso no serviço MBWay.

Por Daniel Santos

“Ainda a propósito do BPI, ser o primeiro banco a cobrar €1,2 por transação feita no MBWay (https://lnkd.in/dYwGmCA):

Quando é que a banca tradicional portuguesa vai perceber que as pessoas não são palermas? Este tipo de situações são de um chico espertismo tremendo. No mínimo, denunciam uma preguiça instituída, que os bancos têm de compreender o que as pessoas, realmente, precisam. Para além de ser manipulativo, do ponto de vista da interação com o serviço (pesquisem “dark pattern UX”), esta é uma abordagem, também, punitiva (“ai usas o MBWay? Então toma lá uma prenda!) e de um autoritarismo perverso, que, infelizmente, ainda é norma em muitos serviços em Portugal.

Numa altura que, a nível europeu, se regula o “open banking” (procurem o que é o PSD2), os próximos dois anos serão determinantes para que o mercado se “abra” ainda mais à inovação vinda das FinTechs. Ora, os bancos que forem pelo mesmo caminho protecionista e reactivo do BPI irão ter um belo fim!
Foto Luis Cortes”

Paz à sua alma

A revolucionária aplicação MB Way morreu. Foi bom enquanto durou.

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O FC Porto a saque!

PECaminoso!

Aumentar os impostos sejam directos ou indirectos; retirar o 13º e 14º mês; aumentar os preços dos bens e serviços essenciais, como a água, electricidade, saúde, medicamentos, transportes, combustíveis, produtos alimentares, tudo tem a mesma finalidade: retirar dinheiro dos bolsos dos contribuintes.

Cortar na despesa seria eliminar serviços, fundações, funções inúteis que é o que há mais neste Estado rançoso e untuoso, cortar nas pensões acima de uma determinada verba, acabar com o multiemprego que é outra coisa que prolifera na função pública e nas empresas do Estado; cortar nas verbas afectas a despesas de representação ( os cartões de crédito usados sem limite ou mesmo com limite), viagens ( no orçamento deste ano na rubrica “deslocações” dos senhores deputados há um aumento de 25%); cortar nos fornecimentos, papel, tinta, luz, água, aquecimento, ar condicionado; nos motoristas, nas secretárias, e nos contínuos, redireccionando-os  para onde façam falta.

Os automóveis de alta cilindrada às dúzias nos ministérios, cada ministro ou secretário de Estado tem dois ou três, nas direcções-gerais, juntando-as entre as que fornecem “meios” e as que realizam “fins”, por exemplo, juntar secretarias-gerais, recursos humanos, finanças, informática, compras,, consultores, juristas , economistas, engenheiros e outros; e “os fins” as que fornecem serviços directamente ao cidadão.

Extinguir as milhentas “comissões” que só servem para pagar “senhas de presença” e que andam em roda livre, não apresentando qualquer resultado, como se viu agora com a “comissão das contrapartidas dos submarinos”, a verba que lhe foi atribuída esgotava-se nos vencimentos dos três administradores, nada fizeram, nada apresentaram, nada detectaram…

Profissão: Polícia-Comissionista*

é uma tarde de verão de um dia de Maio; a Guarda Nacional Republicana, quase centenária como a república nacional, tem um brigada junto a uma rotunda, junto à linha do comboio. Passam carros, os agentes bem fardados levantam a mão, param os carros. Boa tarde, senhor condutor, os seus documentos e os documentos da viatura, se faz favor, com certeza, senhor guarda. Os meus documentos, os documentos deste veículo. O senhor onde mora? Moro ali. A sua carta de condução não condiz com o seu bilhete de identidade. Senhor guarda, eu sou um cidadão do mundo, tanto moro aqui como moro na casa do meu pai ou noutro sítio qualquer, sou um cidadão do mundo. Não é nada, só há um domicílio. Tem três dias para apresentar a carta rectificada. Remeto-me ao meu novo estatuto de não-cidadão do mundo e preparo-me mentalmente para o processo de ter um domicílio, só um. Ao lado, a um condutor faltava comprovativo do seguro automóvel, vou ter que o autuar, mas oh senhor guarda, eu tenho os papéis em casa, vou ter que o autuar, estou aqui para trabalhar. Nós agora somos avaliados pelo número de multa que passamos. Fez-se luz na minha cabeça: a polícia da república agora trabalha à comissão, quais vendedores de sapatos (com o devido respeito). Faço um esforço e tento imaginar quantos países da África Negra pagam os seus agentes da lei com base na quantidade e qualidade das multas. É isto a República?

* qualquer coincidência com a realidade é verdade. Sim, eu sei, o MAI apressar-se-á, novamente, a desmentir categoricamente a mercantilização das polícias.