Hortense Martins, o documento falsificado e o grau de culpa que não foi “particularmente elevado”

Em 2011, já no desempenho de funções parlamentares, a deputada socialista Hortense Martins assinou um documento, no qual renunciava às funções de gestora, exercidas na cadeia hoteleira do pai, apesar de nelas se ter mantido por – pelo menos – mais dois anos. Perante este crime de falsificação de documento, punível com até 3 anos de prisão efectiva, o MP pediu o arquivamento do caso e uma multa de 1000 euros. Mil euros, foi a astronómica quantia que a parlamentar desembolsou para que o seu  crime fosse arquivado. Sem que nada de particularmente incómodo lhe tenha acontecido. Até porque, reza a lenda, o grau de culpa da arguida não foi particularmente elevado. [Read more…]

Adivinha

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Há cerca de duas semanas, Petra Hinz, deputada do SPD no parlamento alemão (Bundestag), sucumbiu às acusações e confessou que tinha aldrabado o seu curriculum vitae. Nem a licenciatura em Direito, nem o diploma do ensino secundário que dá acesso à universidade (Abitur), que constavam do seu currículo oficial, tinham afinal alguma vez sido por ela obtidos.

Acto contínuo, o seu partido exigiu a demissão de Hinz, considerando ter causado um enorme dano ao partido e à política em geral. De imediato, Hinz demitiu-se de todos os cargos no SPD, declarando posteriormente que apresentará a sua demissão como deputada a 31 de Agosto e que doará o seu salário deste mês a instituições sociais ou caritativas. Publicamente pediu “do fundo do coração perdão aos colegas, amigos e família, a todas as pessoas e ao público em geral” que nela confiaram. Fim da história.

Adivinha: O que aconteceria em Portugal num caso destes?

Imagem:Max Rossi – Reuters

A Inês vai e vem de Falcon?

Vamos pagar, era certinho como o destino, está decidido, a Inês de Medeiros tem direito às deslocações nos fins de semana  a Paris, onde reside. Mas se reside em Paris como é ela deputada por Lisboa?

Isto dá para tudo, não se peça lógica ou racionalidade aos políticos,  isto chegou a um Estado (com letra grande?) que já perdeu a vergonha ! Não há regras, nem leis, nem fundamentos, nem nada, o que há é a prepotência de quem quer, pode e manda! Já agora seria melhor não a fazer perder tempo nos aeroportos, o falcon é porta a porta.

Não há dinheiro para os funcionários, nem para os idosos, muito menos para os doentes. Demagogia ? Pois, demagogia de quem paga tudo e mais alguma coisa e um dia destes vai preso por se indignar!

Já estivemos mais longe de nos virem buscar a casa! Mas não vai ser de Falcon!

Inês de Medeiros quer passear à minha custa


Inês de Medeiros, moradora na rua de Santa Catarina, em Lisboa, foi eleita deputada à Assembleia da República pelo círculo de Lisboa.
Agora, diz que mora em Paris e quer que eu (e tu, amigo leitor, e tu) lhe pague uma viagem semanal de ida e volta para Paris. Em Classe Executiva, claro está, que a classe económica não faz jus à sua categoria (se fosse ela a pagar, até em «low-cost» viajava; como sou eu a pagar, tem de ir em Executiva).
Diz que os filhos estão lá a viver. E que tenho eu com isso?
O PS, como seria de esperar, está a usar todas as artimanhas para ver se passa. Equipará-la a deputada eleita pelo círculo da Europa foi a proposta do inefável José Lello. E no final, claro que eu – e tu, amigo leitor, e tu – vou pagar as viagens a mais uma que anda a parasitar o Erário público. Diz que é para ver os filhos que moram em Paris. E se morassem nas Seychelles, eu também tinha de pagar?