De volta ao mar – Quintas marítimas


Para as pescas, aquicultura e indústria de pescado, importa definir e delimitar áreas de potencial aquícola, para posterior concessão, bem como áreas ambientalmente protegidas à escala nacional (incluindo os Açores e a Madeira). É proposta a criação e promoção de “Regiões Piscícolas Demarcadas”, o fomento da cadeia de valor do pescado português, a reconfiguração da indústria de transformação do pescado e a modernização da frota pesqueira.

IDENTIDADE MARÍTIMA
Deve ser criado um plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar e promover a identidade marítima da sociedade portuguesa que revitalize a cultura marítima como parte do património português mais valioso. Assim como devem ser desenvolvidos planos sistemáticos de comunicação, conferências,congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área!

De volta ao mar – Centros para náutica


Para impulsionar os desportos náuticos e a náutica de recreio e dinamizar actividades complementares (turismo de cruzeiros, ecoturismo e turismo de natureza), o projecto do Hypercluster da Economia do Mar propõe a criação de centros do mar, tais como a “Cidade Náutica do Atlântico” em Viana do Castelo – Valimar, o “Arco Ribeirinho Sul – Marina do Tejo”, entre Alcochete e o Seixal, o “Centro Náutico da Baía de Cascais”, entre Cascais e Lisboa, o “Porto do Barlavento”, entre Portimão e Lagos, as “Portas do Mar” em Ponta Delgada, ou a “Escala do Atlântico”, no Faial, Pico ou São Jorge.
Esta área exige a elaboração de um plano estratégico de localização e implantação de apoios à navegação de recreio, a dinamização da “Porta Marítima de Lisboa”, que funcionaria como um grande espaço de recepção, e um novo quadro legal relativo à construção e exploração de portos de recreio. (Prof. Ernâni Lopes e Expresso)

De volta ao mar


O hypercluster a criar pode ser o novo motor da actividade empresarial nacional, gerar emprego e criar riqueza.
O potencial económico relacionado com a zona marítima foi avaliado em 20 000 milhões de euros, ou seja, 12% do PIB! (in “Hypercluster da Economia do Mar”, de Ernâni Lopes). Este potencial pode ser atingido em 2025. Estas actividades abrangem vários sectores, desde os portos ao turismo, passando pelas pescas e pela energia até à biotecnologia.
Portugal já pediu nas Nações Unidas o alargamento da Zona Marítima Portuguesa, o que daria a Portugal a soberania sobre mais de dois milhões de quilómetros quadrados (23 vezes a área continental). A estratégia passa por:
i) reestruturar rede portuária
ii) centros de mar para náutica
iii) concessão de quintas marítimas
lV) observatório do mar
V) exploração energética
Vl) registo internacional
Vll) criação de estaleiros
Vlll) investigação aplicada
lX)monitorização do litoral
X) Marinha forma civis
Xl) áreas protegidas marinhas.
Iremos ao longo da semana desenvolver cada um destes conceitos. Oxalá o Governo tenha a coragem de colocar esta matéria com prioridade absoluta e deixar-se de TGV. Não há dinheiro para tudo e governar é optar. Esperemos então!

O Lince


O plano de introdução do Lince Ibérico está a todo o gás. O centro de acolhimento está pronto e será entregue pelas Águas de Portugal ao Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade. O dia internacional da Biodiversidade, 22 de Maio, foi o dia escolhido. Já foi feita a recuperação dos habitats e lançada uma campanha junto das populações para as sensibilizar para a importância do Lince.
O repovoamento vai ser feito até final do ano com importação de animais de Espanha!
Como sabem trata-se de um animal bonito, esquivo, ágil, furtivo que necessita de habitats próprios e que sem condições excepcionais de protecção ao mais alto nível e de equipas de gestão devidamente colocadas no terreno, tem tendências para a extinção!

A destruição dos solos agrícolas (RAN)

A alteração ao regime da reserva agrícola (RAN) facilitando a sua destruição, revela bem que nada pára este governo na sua sanha de encher o país de obras e mais obras! Contra os protestos de todas as associações do sector o Governo põe em perigo as terras que deveriam estar reservadas à produção agrícola e preservação da paisagem.
Constitui uma espécie de “Simplex para uma mais rápida desanexação, transformação e destruição dos solos agrícolas”! Vai ser possível a substituição das especies índigenas por espécies importadas como eucaliptos para alimentar a indústria das celuloses! Siga esta questão e assine as petições que circulam contra mais este atentado à nossa vida colectiva! Comem tudo…

FREEPORTGATE, AINDA E SEMPRE

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O PRIMO HUGO DISSE AO JORNAL QUE O PRIMEIRO MENTIU E CONHECIA O SMITH E O PEDRO
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O primo, o tio, o filho do tio, o sobrinho, o ministro, Ministério do Ambiente, o nosso Primeiro, o Smith, o Pedro, a China, Kung Fu, fugas, mentiras, meias verdades, dinheiro, suborno, corrupção, Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, eleições de 2002, Shaolin, monges, processo, Ingleses, Portugueses, emails, Polícia Judiciária, Procuradoria Geral da República, DCIAP, Jornal O Independente, culpa, inocência, arguidos, família, reuniões, Alcochete, ninguém acusa ninguém, todos são não culpados, o dinheiro desapareceu, ninguém se demite.
Quase cinco anos de histórias desde a denúncia do jornal “O Independente”, fazem uma campanha caluniosa, infame e de cor escura, mesmo até preta, segundo os amigos e defensores do Primeiro de Portugal.
Esta trampa nunca mais acaba, e …
Nunca mais é Outubro, caramba!

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A ficar apertado…

O vídeo é extraordinário para demonstrar o que está na cabeça de muita gente, eu incluído. Isto está a ficar apertado. Não é difícil de perceber. No entanto, há quem ande mais interessado em pontos percentuais e o que é ou não economicamente viável. Isso é-me difícil de perceber. E não, não é uma daquelas “trips” maltusianas. Não, também não estive a ler “The limits to Growth“. Percebo simplesmente que este planeta não chega para todos e muito menos para os que ainda aí vêm. A solução? Não sei. Só agora aqui cheguei também…

Gordon Sócrates pede desculpas

 
Lembram-se da Energie, aquela fabulosa fábrica inventora de tecnologia que o nosso primeiro, mais o sempre extraordinário “farinha Maizena”, foram visitar e ali deixar um camião de massa?
Tal qual diziam os seus concorrentes do sector de energia reciclável, a Energie não inventou coisa nenhuma. Aquilo é um recuperador de energia sustentado a electricidade da rede pública!
Foi-lhe hoje negada a certificação de produtor de equipamentos para energia reciclável!
Já agora, é só para informar que o primeiro ministro de Inglaterra, a mais velha democracia, veio pedir desculpas públicas por ter gasto uns tostões do dinheiro público!

A onda dos fiascos

Tudo com uma mão cheia de ministros e televisões a condizer.Como sempre não só não éramos tecnicamente capazes como estávamos na frente,a nível mundial.A coisa promete, vejamos: i)50 mil milhões de euros é quanto Portugal poderá ganhar, no mercado mundial da energia das ondas, caso não se atrase na criação de um cluster industrial neste domínio.ii) 40 mil postos de trabalho poderão ser criados em torno da energia das ondas, dos quais 4 000 quadros superiores e 400 de investigadores iii)17 empresas e instituições são já associadas do Centro da Energia das ondas,fundado em 2003 iv)45 anos é o prazo de concessão do parque-piloto de São Pedro de Moel à REN.O resultado, na prática? Mário paulo da REN “…não tivemos nenhuma resposta do governo…” Ou seja ” …não há nenhum contrato assinado” Porquê?”…não faço a mais pequena ideia!” Um dos industriais interessados “…O ministro colocou tanto entusiasmo no assunto que quase nos convenceu de que agora era mesmo a sério,que Portugal iria mesmo desempenhar um papel de relevo mundial no sector da energia oceânica.Afinal talvez não seja bem assim!” Temos tudo, as melhores condições naturais, as melhores ondas, um mar profundo a poucos Kms da costa,fabricantes interessados, investidores,industriais …só falta a tecnologia!!!Isto é , tudo o que temos já cá estava!É preciso apoiar a investigação financeira e cientificamente, trabalho do governo, mas isso não anda!Mas o TGV vai a nove, é só comprar lá fora…

Novo Logo: procura-se

agricultura biologica

Agricultura Biológica procura novo logo

A comissão europeia abriu concurso para a elaboração do novo logotipo para produtos biológicos. Apesar de eu querer muito participar, estou fora de quotas. No entanto, posso tentar ajudar quem estiver interessado em participar. Acaba a 25 de Junho.

Ambiente chocante

O ministro do Ambiente faz bem em andar desaparecido. É que sempre que o homem abre a boca ficamos com o ambiente “tóxico”!
Agora, apareceu com uma proposta polémica (além de indecente) sobre os processos de contra-ordenação. O mesmo governo que levara ao Parlamento em 2006 a lei em vigor chama-lhe agora “chocante”! As coimas vão descer 84% em alguns casos, noutros 60% e acima disso. Terá isto a ver com as facilidades prometidas em legislação recente com o destino de terrenos em áreas protegidas?
Diz o “Público”: “chocante é esta forma de gerir o Estado, a legislação e o ambiente. E sem pagar multas.”
É melhor ficarmos ambientalmente alerta!

É a ecologia, estúpido!

O título foi roubado da Greenpeace. O resto das considerações são minhas. Mas partilho da mesma perspectiva face à ecologia. Parece que hoje em dia é quase preciso insultar alguém, para a chamar a atenção do eventual colapso ecológico a que assistimos. É que está tão pouco (!) divulgado que parece que não existe. Parece que uma área de gelo do tamanho de Nova Iorque não é preocupante e não terá efeitos devastadores no ambiente global. Parece que tratar – e muito pior que isso, manipular – os animais como se fossem somente comida não é preocupante e não terá efeitos devastadores no delicado equilíbrio ecológico.
Por isso é que me insurjo com a excessiva cobertura mediática da gripe suína, como já tinha acontecido com a das “aves” e afins. Não porque que não mereça cobertura, mas porque não é o ponto mais problemático da actualidade. E está hiper-inflamado. Não sei se a culpa é dos jornalistas e meios de informação, ávidos por encher mais páginas de jornal ou ocupar tempo de antena. Não sei se é culpa da própria sociedade que gosta de uma boa tragédia. Não sei se é aproveitamento económico e pressão dos grupos farmacêuticos para facturar mais umas coroas no mercado bolsista. O que eu sei, é que a cobertura mediática não é igual em situações semelhantes. O que eu sei é que se vê mais dinheiro envolvido na manutenção de uma empresa automóvel do que na manutenção natural. O que eu sei é que fala em urgência e meses quando se trata da economia, mas fala-se em calma e décadas quando se fala da ecologia.
Algo está errado nas prioridades. Mesmo depois de haver uma (finalmente) consciência que algo está a mudar, e ainda por cima, para pior, as prioridades centram-se na recuperação económica.
Eu vejo os governantes super preocupados com a retoma económica, mas e então a retoma ecológica? Se as duas têm impactos positivos no Homem e no Ambiente, não compreendo como apenas uma é tratada e apoiada convenientemente. O que será preciso para que quem tem as rédeas e a responsabilidade da governação, recentrar as suas prioridades neste que é verdadeiramente importante e o mais urgente dos assuntos? Ser envenenado em casa, apenas por comer arroz? Abrir a torneira e não sair água?

Pessoalmente tenho a ideia (espero que errada) que em certa parte, a economia é inimiga da ecologia. A economia diz-me para consumir, a ecologia diz-me para poupar. A economia diz-me para comprar novo, a ecologia diz-me para reaproveitar. No mundo actual, a ecologia é apenas um pretexto económico. Se não gerar capital, não há ecologia. Arrisco-me a aventar que se os governantes não conseguirem entender que existe um tipo de lucro que não é palpável, e que se estas duas políticas não se conseguirem conciliar – o que aparentemente não acontece – teremos em mãos, talvez, o maior e o pior problema de todos os tempos. E não é uma questão de décadas. É já amanhã.

A ecologia não é economicamente sustentável, assim como a economia não é ecologicamente sustentável.

O optimismo e a confiança foram dar outra volta

O clima pessimista e desconfiado em que vivemos é criado diariamente pelos próprios governantes e pelas empresas dominantes. Não quer dizer que estejamos verdadeiramente conscientes disso, mas de alguma forma, a desconfiança reina porque é incutida inadvertidamente. Por exemplo, as empresas contraditórias: a Galp, que vende combustível, pede encarecidamente nos seus anúncios, para não se consumir combustível, convida a partilhar o carro e afins. A EDP, que vende electricidade, pede que se poupe no consumo. Mas depois, estas empresas lucram imenso. Nem imagino o quanto lucrariam se pedissem para consumir. Ainda por cima, lucros a partir de recursos que são do País, e não privados! Claro que estas políticas têm sempre o fundo ecológico. Claro! Agora somos todos verdes e ecológicos. Mas em nenhum posto da Galp que eu visitasse, existe sequer um caixote para reciclagem, por isso eu imagino o resto. Em qualquer grande empresa existe sempre a máquina do café com aqueles copinhos de plástico e um vulgar caixote do lixo ao lado, onde vai tudo para o mesmo saco. Mas isso não importa para nada. Que importa mais umas toneladas de plástico no lixo? “Parece que é isso que vai salvar o mundo”. É o que eu ouço dizer.
E isto estende-se para todo o lado empresarial. Mesmo o mais confiante e distraído fica a pensar o que caraças será o DLH+ para o cérebro que os óleos publicitam? A margarina não prestava para nada, mas agora é boa para barrar no pão? Como é que põe o Ómega 3 que vem do peixe, no leite? Se determinado leite é biológico, então os outros são o quê, sintéticos?  Porque é que os alimentos agora mais parecem medicamentos? Não se sabe. Come-se e cala-se.
Depois, o Estado. Pede aos cidadãos para se manterem em forma, mas depois cobra imposto em maços de tabaco que contêm a indicação “Fumar Mata”. Centenas de pequenas empresas fecham as portas e é a vida económica a funcionar; uma grande empresa ameaça fechar, e o Estado apoia-a financeiramente. Fazem-se constantes apelos “verdes” para deixar o carro em casa e utilizar os transportes públicos, mas depois o Estado paga para que eu destrua o meu carro antigo na compra de um novo. E vai comprar 27.500 carros novos. No Estado, não querem que se cometam actos ilegais, mas depois querem contabilizar os rendimentos ilegais no PIB. O Estado diz não ao proteccionismo, mas depois pede para “comprar o que é nosso”. O Estado desmantela as linhas férreas, mas quer construir um TGV. Não havia dinheiro nenhum, mas agora já há dinheiro para auto-estradas, pontes e aeroportos.
Confuso ou Confiante? Estamos rodeados de confusão e contradição. Como é que esperam que os cidadãos lidem com o desconhecimento e as contradições dos seus governantes? Eu respondo por mim: com desconfiança! É inevitável.

O castigo dos porcos

Agora é que é. Parece que é agora que vamos morrer todos. Ou quase.
Há uns dois anos atrás, era a gripe das aves, agora é a vez dos porcos.
É impressão minha ou agora passou a moda termos uma pandemia de tempo a tempos? E ninguém questiona o porquê destas situações?
Nós, os humanos, culpados? Não! Isto não tem nada que ver com a contaminação dos solos com poluentes e pesticidas. Não, isto não tem nada a ver com as condições industrializadas e diabólicas em que “produzimos” animais para o matadouro. Não, isto não tem nada a ver com os transgénicos e restantes trapalhadas das empresas de adubos. Não, isto não tem nada a ver com a poluição toda dos cursos de água. Não, isto não tem nada a ver com o “nosso modo de vida”.
Isto tem a ver com os porcos! E a culpa é toda deles. Castiguemos os porcos. É matar os porcos todos e fazer uns novos resistentes a estes vírus que aparecem miraculosamente na natureza. De certeza que um cientista qualquer consegue provar que isto “é natural”.

A crise é só para alguns!

Da nossa comentadora Maria Monteiro, com a devida vénia:

E assim vai a crise! Mais um ensaio sobre a riqueza de alguns ….

Vaticano quer construir a maior central solar da Europa

O Estado da Cidade do Vaticano quer construir a maior central solar da Europa, que ficará localizada nos arredores de Santa Maria di Galeria, onde se situam as torres e antenas de transmissão da Rádio Vaticano.
O presidente da Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano, Cardeal Giovanni Lajolo, afirmou à Rádio Vaticano que chegou o momento de agir, porque “se tem de aproveitar a crise para tentar desenvolver essa fonte de energia renovável que, a longo prazo, trará recompensas incomparáveis”.
Muitos países europeus descartam a possibilidade de investir em energia solar, argumentando que a crise não permitiria arcar com o seu custo. O orçamento inicial da obra é de 500 milhões de euros.
Foi explicado que, uma vez completada, a central geraria 100 megawats e poderia fornecer electricidade a 40 mil lares, pelo que o Vaticano poderia exportar energia.
Em 2008, a implantação de painéis solares sobre a sala Paulo VI permitiu ao Estado do Vaticano obter de forma limpa uma percentagem considerável da energia gasta – num gesto classificado pela Santa Sé como um sinal concreto do seu “compromisso ecológico”.
Outro sinal é o facto de o próprio Estado da Cidade do Vaticano ter sido o primeiro a chegar ao objectivo de “emissões zero” de carbono, com a criação, em 2007, de uma zona florestal em território húngaro.

Em tempo de crise eu imaginava mais um agir cristão onde o Vaticano mudasse o seu estilo de vida para valores menos solares …. para isso seria mesmo pedir um milagre

Os malefícios das obras públicas

Diz Vitor Bento, na Visão de 16 de Abril.
O governo insiste nas obras públicas como saída para a crise, convencido de que geram valor. E sustenta-o com inúmeros estudos…
“Os estudos cometem um erro, ao esquecerem-se que o investimento em obras públicas está sujeito à lei dos rendimentos decrescentes.Com a primeira auto-estrada entre Lisboa e Porto, a produtividade da economia aumentou muito,porque se eliminou um factor de bloqueio e os custos de transacção diminuiram. Mas quando se constrói a enésima auto-estrada, entre duas cidades sem tráfego, já não se acrescenta valor. O mesmo se passa com os estádios ou com o Parque das Nações.Se, com tanto investimento em obras públicas, continuamos a empobrecer, temos de nos interrogar sobre se não estamos a usar os remédios errados!” E para que serve e quem paga o TGV , pergunto eu? A teimosia de um homem pode roçar a imbecilidade!

Reciclagem vs. Negócio

Estava eu na casa-de-banho, a ler as minhas revistas e jornais, quando me deparo com a boa notícia de que se vão reciclar embalagens e medicamentos. Óptimo pensei. No entanto, lembrei-me que já há algum tempo atrás, provavelmente um ou dois anos atrás, tinha deixado velhos medicamentos para reciclar, numa farmácia.
Curiosamente, a 5 de Março de 2009, em comunicado de imprensa “a Valormed pede a todos os portugueses para que entreguem as embalagens e medicamentos fora de uso nas farmácias, contribuindo para a melhoria das condições ambientais.” Ok. Por mim tudo bem. Acho que a reciclagem é muito importante. Muito mais importante que reciclar, é nem sequer consumir, mas se se tiver de consumir, então que se consuma, que se reaproveite, que se reutilize e então só depois se recicle. Só que há um problema. Este sistema de reciclagem aparentemente já existe há muito tempo.
Diz aqui que em 2008 a recolha de medicamentos para reciclar subiu para 700 toneladas, e que isto é um aumento de 10% em relação ao ano anterior. É muita tonelada de medicamento! Então o que faziam ao lixo recolhido para reciclagem, se só agora é que é de facto, reciclado? Fácil! Atira-se para fogueira! Já há muitos anos que era usada esta técnica para reciclar plásticos e pneus. Como tinha o inconveniente das colunas de fumo preto, ficava muito mal perto dos centros desenvolvidos das cidades e então deixou de ser usado como método reciclador. Dava mau ambiente, como se costuma dizer.
O que é incrível nesta situação: A Agência Portuguesa do Ambiente sabe do assunto há muito tempo e o que faz? “Ou resolvem rapidamente a situação ou retiramos as licenças!“. Quando eu transgredir, espero também, que sejam assim brandos comigo. O Ministério do Ambiente intervém de alguma forma? Parece que não. Parece que alguém se esqueceu de consultar o Despacho. Algures, lá pelo meio das suas 31 páginas de letrices e numerices, deverá haver alguma indicação sobre como penalizar uma entidade que não cumpre com o acordado. Se calhar não há. O documento também é algo extenso, diga-se, se calhar alguém se esqueceu dessa parte. Há penalizações? Nada. Ficar sem licenças? Nada disso. Pior ainda. Na constatação da impossibilidade técnica da Valormed fazer a reciclagem das embalagens e medicamentos, faz-se o quê? Cancela-se o serviço com a entidade? Não! Dá-se a hipótese, a uma entidade que não cumpriu com o acordado, de contratar outra empresa para fazer o serviço por ela! A empresa escolhida foi a Prolixo, que em 24 de Outubro criou uma nova imagem e uma segmentação do seu negócio em duas áreas farmacêuticas. Mesmo a tempo de celebrar contrato com a Valormed em 18 de Dezembro. É disto que o nosso país precisa. Empresários e dirigentes com visão e capacidade de antecipação de acontecimentos.
Independentemente das entidades envolvidas, e acreditando na sua seriedade perante problemas ambientais, para mim, há algumas questões a reter nesta situação: quando é que estas pessoas, envolvidas nestas confusões todas, se limitam apenas e só, a fazerem aquilo a que se propõem? É preciso tanta lenga-lenga, tanta letra e tanta tanga só para reciclarem uma porcaria dumas embalagens de medicamentos? Até com a boa-fé das pessoas em reciclarem o seu lixo, estes idiotas bacocos dos negócios e dos números, brincam? Para esta gente, tudo é mesmo um negócio?
Eu, particularmente, começo a ficar algo preocupado com o facto do meu esforço – e obrigação – em reciclar o lixo que produzo, cair em saco roto, quem sabe, aí para uma lixeira qualquer escondida, apenas porque isso dá mais lucro a alguém.

Reciclar implica alguns recursos. Não consumir não implica recursos nenhuns.

MAR "FLAT"

ONDAS PARADAS

Tudo parado. Ondas paradas, máquinas paradas, parque parado, energia parada. Na Aguçadoura, tudo parado há cinco meses. E quer a EDP, ser uma empresa líder na área das energias renováveis. Pelos vistos, tudo isto é normal. A paragem é fruto dos reveses a que estão sujeitos os processos de investigação. A tecnologia não está ainda estabilizada, dizem agora. Será que é assim em todo o lado, ou só neste nosso País? Tudo isto me parece um fracasso. Esta bandeira deste governo, fracassou! Mentiras e mais mentiras, é o que este (des)governo nos dá. As três máquinas estavam no mar desde 15 de Julho p.p., se calhar para “Inglês ver”, e foram retiradas cerca de 2 meses depois, devido a “problemas técnicos”. O certo é que não voltaram ao mar e estão em Leixões, a seco, ao sol. O preço das máquinas foi de nove milhões de euros. Uma bagatela, se tivermos em conta o que se esbanja diariamente só em juros da dívida pública ao estrangeiro. Dizem agora que os problemas técnicos não existem, que há falta de dinheiro da detentora do projecto, desdizendo as notícias anteriores. Mais mentiras, ou as outras é que o eram? Afinal, como sempre, é tudo uma questão de notas de euro. Mas os nove milhões já lá vão, voaram baixinho. Eram 3 máquinas, que já não são, e iriam ser 25 que , pelo que se vê, nunca irão ser. O certo é Portugal ter perdido a corrida pela liderança nesta área, e tudo estar na estaca zero, excepto o dinheirinho, nosso, já gasto. Tudo foi inaugurado como se estivesse bom e a funcionar, à boa maneira do nosso Primeiro, que tem mais exemplos como este. O do Magalhães que deu e tirou computadores aos meninos pois era só para a comunicação social ver, os alunos que afinal não eram – eram contratados – nos quadros interactivos das escolas, a Escola de Soares dos Reis que afinal ainda não está pronta nem para lá caminha apesar de inaugurada com pompa e circunstância, e tantos outros.

Continuo tão contente com a nossa (des)governação.

O MOLHE NORTE DA FOZ DO RIO DOURO

Junto à praia das Pastoras, esteve uma escultura de José Rodrigues, evocativa de Ferreira de Castro. Durante as obras do molhe norte da foz do rio Douro, foi retirada do seu lugar. Ao que parece, esteve a ser restaurada e vai, dentro de algum tempo, espera-se que muito curto, ser reposta no local.

Vem isto a propósito da minha ida há alguns dias, de manhã, ao novo farol da barra do Douro.
Logo na entrada uma tristeza, um jardim bonito, inaugurado há poucos dias e já com plantas a morrer de sede, e algumas mesmo mortas. Não deveria ser assim.
Percorri-o (ao molhe) depois, de uma ponta a outra e gostei da obra e da vista da minha cidade, olhada lá da ponta. Lamentavelmente ainda não se pode percorrer o túnel até ao farol. O mar chão e a maré baixa, acompanhados pelo sol e temperatura muito agradável, ajudaram ao encanto. Muitas pessoas, como eu, passeavam, outras pescavam, outras, poucas, também como eu, fotografavam. Algumas crianças corriam e brincavam. Alguns, comiam e outros fumavam. O chão estava inundado de beatas e papeis, e toda a espécie de pequenos detritos. Nem um único local para os deitar, que impedisse aquele espectáculo. Os fumadores deitavam as periscas para o chão, o mesmo faziam os miúdos aos papéis que embalavam os gelados e a sandes. Os pescadores ainda eram os mais asseados, guardando as suas coisas em sacos plásticos.

Algum tempo depois, o mar foi subindo, as ondas começaram a galgar levemente o molhe, e foram lavando a porcaria lá deixada.

Se calhar é assim que deve ser, o mar tudo lavará e tudo levará consigo, mais cedo ou mais tarde. Porquê incomodarmo-nos com estes pormenores?, pensarão os responsáveis do IPTM ou os da APDL.

Mas para mim, não custava nada tratar das plantas, e colocar umas papeleiras próprias para o local, de onde a onde.

À atenção de quem de direito!

Portugal Nuclear?

Como raios hei-de eu saber? Sou físico nuclear? Percebo alguma coisa disto? Isótopos? Fissão ou fusão? Reações nucleares? Urânio? Deutério? Que car*!”$ é o deutério?
Correm por aí uns zum-zuns acerca do nuclear. Muito se fala em nuclear hoje em dia. Sim ou não? Não sei. Estou apenas preocupado. Eu procuro nuclear no google e obtenho 105.000.000 de resultados. Metade diz que sim, metade diz que não, metade diz que não sabe. Em que é que ficamos? Eu espero que não estejamos a brincar aos negócios e aos dinheiros com o que algumas pessoas acham tratar-se de “lunático“. É que eu sou só um cidadão vulgar. Mas acho que tenho o direito de receber informação “correcta” e o mais “verdadeira” possível para eu poder decidir. Acho também que tenho o dever de me informar, mas a grande questão é como! Vou abdicar da minha vida durante 20 anos para tirar um curso de física nuclear e averiguar se de facto é assim ou assado? Os impostos dos cidadãos não deveriam chegar, para pelo menos “comprar” uma informação científica livre de “liberdade de mercado”, lucros e outras tretas patéticas? Já nem a ciência é uma ciência exacta? Ninguém se entende, e face às constantes contradições, aparentemente alguém está a mentir nesta questão, e eu – e acho que também ninguém – consegue formular uma opinião “livre” sobre esta questão.
Esta não pode ser uma questão do “vou ganhar ali umas massas e depois vê-se”. Esta é uma questão humana e acima de tudo global. Não tem nada a ver com países, empresas e “projectos” . Não tem nada a ver com “atrair” empresas para vendar mais umas estúpidas acções. Não tem nada a ver com o “eu acho que não, mas se tiver ser…“. Não tem nada a ver com “eu acho que sim, tu achas que não”. Não tem nada a ver com “Não, porque não está ainda na agenda“. Isto é uma questão de “estamos a ficar mesmo à rasca!“. A questão da sustentabilidade ecológica já não é uma discussão. É uma realidade e uma prioridade. Vamos precisar de levar com um tornado nas trombas para perceber? Vamos ter de chegar ao ponto de abrir a torneira em casa e não sair água?
Cientificamente, ninguém consegue chegar a uma conclusão, se os benefícios ultrapassam os prejuízos, ou não? Que desinformação é esta, que não permite que um cidadão tenha sequer ter uma opinião formada sobre um assunto tão grave, como o que é o que parece? É que se de facto estão envolvidos prejuízos que podem ser graves para o Planeta, por mim esqueçam. Daqui a uns tempos, quando “estiver em agenda”, alguém decide que temos mesmo que ter energia nuclear em Portugal e eu vou continuar na mesma situação. Daqui a uns tempos, alguém diz: “olha, e vai ser mesmo ao teu lado que a central nuclear vai ser construída”. …e eu vou continuar na mesma situação. Daqui a uns tempos alguém diz: “o que é que tu achas?“. Se eu não tenho o direito de ser bem informado, “sem tangas” nem palavreado fino, para poder decidir, então também não tenho o direito de decidir. E não decidindo, será o que alguém decidir por mim. E eu vou continuar na mesma situação.
Só que nessa altura vou ter de dizer, não! Não quero nuclear. Não quero saber de exigências energéticas. Não quero saber dos “actuais modos de vida”. Não! Mesmo que eu fique sem luz, sem internet, sem tv, sem comunicações ou outras regalias e mordomias modernas eu vou ter de dizer não! Apenas e só porque não tenho argumentos para decidir. Nem para bem, nem para mal.
Eu, sinceramente, acho que o nuclear não é solução. E por uma razão. Quando começo a ouvir falar em empresas, lobbys e termos científicos, temo sempre o pior. Lembro-me sempre da Dupont com o Teflon. Compreendo que “não foi de propósito”, que “parece que ainda não foi provado que é prejudicial”, que “esperamos por uma decisão de um tribunal”, que “assim que for decido, vê-se”. Pois. Eu compreendo.
“Olha, desculpa lá, lembras-te daquilo do nuclear? Pois, afinal não nos lembramos da reacção a longo prazo do deutério com o bório… e então agora ainda estamos piores do que estávamos.” Pois. Eu compreendo.
Em também compreendo que mais cedo ou mais tarde, este país vai ter de assumir o seu papel de país terceiro-mundista e juntamente com um daqueles países africanos ou asiáticos, que ninguém sabe apontar no mapa, se torne mais um depósito para detritos (nucleares ou não) e uma fonte de energia (nuclear ou não) para países mais desenvolvidos. Questões de tamanho e preponderância internacional. Eu quase que compreendo que todas estas obras espectaculares como os TGVs, Aeroportos e afins, nem sequer nos custem dinheiro. É o que os governantes dizem. Todo o dinheiro vem do estrangeiro, e “é tudo à borla”. Só não consigo compreender porque são tão nossos amigos. Espero que não tenha nada a ver com nada, e seja só paranóia e desinformação da minha parte. Provavelmente é só isso, e não tem nada a ver com estas recentes incursões opinativas na questão nuclear.
Mas, o que eu acho, tem pouca ou nenhuma importância no contexto actual. Eu tenho apenas de esperar que os governantes deste país e os seus compinchas das empresas, tenham a amabilidade de, por uma vez que seja, serem sérios e honestos, e decidam em consciência, numa questão tão técnica que não está sequer ao alcance dos cidadãos. Eu tenho apenas de esperar que decidam numa perspectiva essencialmente ecológica, e não económica e de mercado, pelo menos neste aspecto tão fulcral, que não afecta classes sociais, opiniões, ricos ou pobres, altos ou baixos, mas sim todos sem excepção.

A questão não é como arranjar mais energia. A questão é como não gastar tanta energia.

Empresas do Regime

Cito de cor. Empresas que não têm qualquer rasto naquela actividade empresarial, de um momento para o outro arranjam um grande contrato com o Estado. Sem concurso público, sem nenhuma das habilitações que as outras empresas só acumulam ao fim de muitos anos de trabalho. Basta ter lá alguem que foi ministro ou algo assim! É o caso do Terminal de Contentores em Alcântara.
Henrique Neto é um socialista conhecido. Já exerceu elevadas funções no âmbito partidário. Mas é tambem, e fundamentalmente, um empresário. Um homem habituado a operar em mercados muito exigentes e altamente competitivos. Não precisa do PS para nada e muito menos do governo. É dos poucos homens livres deste país.
E contínua. É dificil perceber como é possível que Sócrates, há 5/6 anos ministro e secretário de Estado do Ambiente, se mostre agora enquanto Primeiro Ministro, tão permissivo em matérias ambientais. Entre a linha férrea e o rio, para os lados de Vila Franca de Xira, vai ser construída uma Plataforma Logística em área protegida. Tal como o Freeport é uma decisão incompreensível.
Este empresário que dirige os seus produtos para a exportação, que tem como clientes grandes empresas internacionais, há muito que clama no deserto contra esta cumplicidade entre o Estado e os grandes Grupos económicos nacionais. O tráfego de pessoas entre os governos e estas empresas dão nos exemplos que são conhecidos. A Lusoponte, PT
BPN, BCP, construtoras e suas empresas satélites, assessores, gabinetes de advogados…
Henrique Neto merece que as suas palavras sejam repetidas. Disse isto tudo em entrevista colectiva na SICN, perante o silêncio dos seus colegas de entrevista.
É uma forma de corrupção como outra qualquer, terminou corajosamente!

Vivemos uma não-era

Vivemos actualmente numa contradição. Chegamos a um ponto na História, além do próprio fim da História. Dizem alguns filósofos e pensadores que o sistema actual é o fim da dualidade (ou pluralidade) de potências no Mundo. Que a hegemonia do mundo ocidental, baseado neste coisa estranha e incompreensível que é o capital, através das suas aplicações capitalistas (e imperialistas) “gere” o Mundo. Da melhor, e aparentemente, única forma possível. Com guerras, corrupção, agressão, dor, sofrimento… Assim o dizem os neo-liberais ou lá o que são que se consideram. Melhor do que isto não há. É um sistema com alguns defeitos, que vão ser corrigidos em breve, e portanto melhor que isto não há. Não é verdade. Porquê? Porque chegamos a este ponto extraordinário na História em que conseguimos ver a contradições fazerem sentido. Começamos a perceber que a direita e esquerda são iguais. Que o comunismo e o capitalismo são as duas faces da mesma coisa, o lucro. Que não existe anarquismo, neo-liberalismo e todos os outros “ismos”, apenas a aplicação abstracta do poder, na administração dos recursos naturais. Percebemos que anarquistas e neo-liberais lutam e agridem-se, porque ambos não querem a entidade “Estado”. Percebemos que homens sem escrúpulos oprimem outros por mero prazer do exercício de poder. Percebemos que os extremos se tocam. Chegamos a um ponto em que um quadro em branco é arte. Chegamos a um ponto em que tudo é arte. Chegamos a um ponto em que percebemos que um ponto insignificante de nada dá origem ao Universo. Chegamos a um ponto em que temos de ter fé na Ciência. Chegamos a um ponto em que o dinheiro não existe. Chegamos a um ponto em que Deus está morto ou nem chegou sequer a existir. Chegamos a um ponto que entendemos que que o nada é tudo. E que o tudo é nada. E chegamos ao ponto derradeiro de perceber até, que o limite máximo da ganância humana é o limite da sustentabilidade do Planeta. Deste último ponto ainda não tenho tanta certeza.
Já nem é uma questão de anti-imperialismo, de anti-capitalismo, de anti-globalização ou de outro anti-qualquer coisa. Essa guerra já foi perdida. É uma questão muito mais complexa que assenta num argumento fundamental quer nunca esteve em cima da mesa: que fazer com todo o poder acumulado? “E agora que tenho tudo, o que é que se pode ter mais?” Sugiro ao senhores donos do mundo, isto é, às grandes corporações mundiais, suas representantes e respectivos interesses pessoais envolvidos, que sigam em direcção ao espaço. O espaço é enorme, segundo dizem os cientistas, há muito por onde explorar! Abandonem este planeta! Podem deixar-nos entregues ao perigos do mundo natural. Nós percebemos o quanto o mundo natural é exigente e rude. Nós entendemos a contradição existente do prazer retirado do esforço. Nós entendemos que somos únicos, mas também fracos e perecíveis. Nós entendemos que todos os outros habitantes naturais deste Planeta são parte integrante dele e têm tanta importância quanto nós. Nós não temos medo dos mosquitos nem dos crocodilos. Se ele nos atacarem para nos comer, nós percebemos que é uma questão natural de sobrevivência. Auto-preservação da espécie. Chave da mecânica cíclica da vida no planeta, que permitiu ao Planeta e a nós próprios, chegar a este ponto da História. Pelo menos sabemos que eles não nos tentarão comer da forma mais eficiente e competitiva, baseados em expectativas de mercado!
Percebemos que vivemos uma não-era. Percebemos que andamos meios desorientados e sem um rumo muito bem definido porque “sentimos” a presença próxima dum cruzamento na História do Planeta e do próprio homem. Pela primeira vez, como espécie, percebemos que um caminho – o actual – nos guiará inevitavelmente para a destruição total e definitiva, através da insustentabilidade ambiental óbvia do Planeta, face ao modo de vida actual. Pela primeira vez, como espécie, percebemos que temos mesmo de parar, para procurar o tal novo caminho que preencha o derradeiro propósito da vida que é continuar a existir.
Estarão os tais “donos” deste Planeta a parar para pensar? Não me parece. Mas essa é apenas a opinião de um simples, anónimo, insignificante, minúsculo e estúpido habitante deste Planeta.

“O exemplo é a escola da Humanidade e a única que pode instruí-la”. – Edmund Burke