1993: Odisseia na RTP Memória

Corria o ano da graça de 1993. Eu tinha 9 anos, o saudoso Mandela recebia o Nobel da Paz, os “amaricanos” (ainda) lançavam mísseis sobre Bagdad, Rabin e Arafat (que esteve em Portugal nesse ano) apertavam a mão, Mário Soares era insultado pelo Jornal de Angola (burro), Fidel anunciava a despenalização da posse de moeda estrangeira em Cuba, a Checoslováquia dividia-se em dois países e o primeiro e falhado ataque ao World Trade Center era orquestrado quando algo de verdadeiramente extraordinário aconteceu.

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Notícia das notícias em gráficos

O jornal Público divulga hoje o relatório da ERC sobre os gastos em publicidade por parte do Estado central – isto é, sem contar com autarquias, instituições de ensino, tribunais, Presidência e Assembleia da República. [Adenda a 20.Out.: a edição impressa acrescenta mais alguns detalhes. Sumário no fim deste texto.]

É portanto apenas uma parte do total desta desta despesa e desde logo espanta pelo seu valor: 408 milhões de euros! Caro leitor, fique sabendo que só para a propaganda do Estado central contribuiu no ano passado com mais de 40 euros. Contribuiu, aliás, bem mais do que este valor, pois o número de contribuintes efectivos é muito inferior a 10 milhões. Dada a falta de números oficiais, estima-se em 3.5 milhões o número de contribuintes efectivos. Neste caso, a sua generosa contribuição em 2009 para os cartazes do solar, das Novas Oportunidades, dos programas patrocinados na TSF, anúncios de página inteira em jornais e mais uma catrefada de "investimentos" (!) foi superior a 100 euros.

Mas vejamos esses números saídos hoje no Público, aqui apresentados em 5 gráficos, para depois  os lermos.

1. Gastos totais

 Gastos em PUB pelo Estado central

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