Da série “Carlos Abreu Amorim gosta de manipular os seus seguidores do Facebook”

Se não gosta, parece. Em Abril foi uma actualização de foto de capa no Facebook, onde figurava um dos jovens que o anterior governo simpaticamente mandou emigrar, como se fizesse parte de um novo lote de “convidados”, versão esquerda radical. Manipulados os leitores, o que se seguiu foi o linchamento da Geringonça que, aparentemente, seria culpada pela emigração em massa em 2012. Michael Seufert, ex-deputado do CDS-PP, foi um dos animadores daquele momento de pura aldrabice e, que se saiba, o deputado Carlos Abreu Amorim, que pela posição que ocupa deveria ter uma postura mais responsável e adulta, nunca se retractou. E isso diz-nos algo sobre a ponderação e a seriedade com que o deputado exerce as funções para as quais foi eleito. [Read more…]

Viva a liberdade!

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Dizem por aí que a imprensa foi tomada pelo PREC estalinista que se apoderou desta nossa pátria à beira-mar plantada. E não parecem restar grandes dúvidas. Felizes de nós que ainda temos jornais como o I para contrariar a tendência, com certeza vítimas de duras perseguições e execuções sumárias. Isto sim é jornalismo credível, rigoroso e imparcial.

O tema são as offshores e o texto de Sebastião Bugalho é um corajoso exercício de reposição da verdade. O estoicismo de Paulo Núncio, que mal soube que se sabia correu a renunciar a tudo o que era cargo no CDS-PP e a assumir a responsabilidade política por algo que aconteceu entre 2011 e 2015. O elogio de Assunção Cristas ao homem a quem o país e o amigo do ex-ministro Macedo devem muito. A determinação do PSD em acabar com a pouca-vergonha. O Costa a ser trucidado pela Dra. Ferreira Leite. Haja quem diga a verdade, carago! [Read more…]

Mais uma mentira descarada (e conjunta) do SOL e do I

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Ainda que se venham a retractar, este tipo de lixo jornalístico proliferará pela internet, transformando-se em verdade absoluta para uns quantos, os tais que condenam violentamente o Bloco por não aplaudir o monarca espanhol ao mesmo tempo que assobiam para o lado quando o PSD falta às comemorações da Restauração da Independência. Fica o comentário, objectivo e absolutamente claro, da Uma Página Numa Rede Social. Lembrem-se disto da próxima vez que os abutres vos bombardearem com o discurso imbecil da imprensa controlada pela esquerda. [Read more…]

Lixo Jornalístico IV: a realidade paralela do jornal I

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Para enorme tristeza de significativa parte do eleitorado que conduziu Marcelo Rebelo de Sousa a Belém, a convivência entre o Presidente da República e o actual governo parece reflectir uma certa harmonia, o que deverá sempre ser relativizado porque o futuro é incerto e nada nos garante que não chegue o dia em que Marcelo acabará por tirar o tapete a António Costa. Até ver, é legítimo dizer que o presidente tem colaborado com o governo na defesa do interesse nacional.

Porém, e apesar do optimismo manifestado por Marcelo, nomeadamente no que diz respeito aos números do défice (onde até espetou uma alfinetada no seu amigo Passos Coelho) e da execução orçamental, o jornal I parece discordar de algo aparentemente unânime para a restante imprensa nacional, tendo inclusive publicado a capa que podemos ver em cima, onde se pode ler que o presidente não confia nas contas do governo. Palavras para quê, é o jornal de António Ribeiro Ferreira.

Fotomontagem@Os Truques da Imprensa Portuguesa

Problemas técnicos nos jornais ao serviço da PàF

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As páginas do jornais Sol e I, detidos até Novembro passado pela Newshold de Álvaro Sobrinho, estão, no momento em que escrevo estas linhas, indisponíveis. Depois da saída do grupo angolano destes jornais, que levou ao despedimento de mais de 100 trabalhadores e que aconteceu, curiosamente, pouco depois de consumada a subida do governo do PS apoiado pela esquerda parlamentar, este parece ser um sinal de que o fim estará próximo. Terá a Fox News do PSD o Observador um lugar disponível para o arquitecto Saraiva e para o fundamentalista Ribeiro Ferreira na sua coluna de opinião exclusivamente de direita? Que bem que eles lá ficavam ao lado Fernandes e restante tropa de choque da dupla Passos/Portas.

SOL

Recompensar a má gestão bancária

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Foto@Econintersect

A edição online do jornal I revelou ontem que o conjunto dos 4 maiores bancos nacionais – BES, BPI, BCP e CGD – acumulou prejuízos na ordem dos 9,5 mil milhões desde que há quatro anos Portugal se submeteu ao plano de austeridade que teve no resgate dos bancos a sua principal prioridade. Claro que, e o jornal fez essa mesma referência, metade desta catástrofe bancária diz respeito à hecatombe BES, cuja custo directo para o contribuinte rondará já os 5 mil milhões de euros, valor esse que dificilmente será recuperado na totalidade. Mais uma factura das aventuras bancárias com a chancela do liberalismo económico a ser suportada pelos otários do costume: nós.

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Capas que convidam a comprar um jornal

Notícia das notícias em gráficos

O jornal Público divulga hoje o relatório da ERC sobre os gastos em publicidade por parte do Estado central – isto é, sem contar com autarquias, instituições de ensino, tribunais, Presidência e Assembleia da República. [Adenda a 20.Out.: a edição impressa acrescenta mais alguns detalhes. Sumário no fim deste texto.]

É portanto apenas uma parte do total desta desta despesa e desde logo espanta pelo seu valor: 408 milhões de euros! Caro leitor, fique sabendo que só para a propaganda do Estado central contribuiu no ano passado com mais de 40 euros. Contribuiu, aliás, bem mais do que este valor, pois o número de contribuintes efectivos é muito inferior a 10 milhões. Dada a falta de números oficiais, estima-se em 3.5 milhões o número de contribuintes efectivos. Neste caso, a sua generosa contribuição em 2009 para os cartazes do solar, das Novas Oportunidades, dos programas patrocinados na TSF, anúncios de página inteira em jornais e mais uma catrefada de "investimentos" (!) foi superior a 100 euros.

Mas vejamos esses números saídos hoje no Público, aqui apresentados em 5 gráficos, para depois  os lermos.

1. Gastos totais

 Gastos em PUB pelo Estado central

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Isaltino Morais condenado a pena de prisão e perde mandato… ou não

A informação imediatista tem destas coisas. Não se toma o devido tempo para interiorizar a informação e coloca-la disponível sobre o efeito de notícia e, assim, em poucos minutos tudo muda. E fica instalada a confusão.

O Sol adiantou que Isaltino Morais foi condenado a prisão efectiva. O i cita o Sol e diz o mesmo. A TVI diz o mesmo mas ligou a Isaltino, que disse não ter sido notificado. E, se assim for, vai recorrer. O Público prefere outro caminho e diz que a Relação desagravou a pena do autarca de Oeiras.

A SIC salienta que o ex-ministro e tio do sobrinho taxista da Suíça não vai perder o mandato e que a pena de prisão até foi reduzida.

Fiquei, pois, esclarecido. O melhor é esperar um pouco mais e comentar depois.

i agora?

O diário i do grupo Lena já escolheu um novo director interino (ver AQUI). A saída de Martim Avillez Figueiredo foi um pouco, simpatia da minha parte, conturbada. Ele até pode ter milhares de razões. Acredito que se sinta desiludido e frustrado mas tornar públicas mensagens internas e privadas de uma empresa não lhe ficou bem. Nada bem.

Foi um acto vingativo ou um tremendo erro? Em qualquer dos casos fica um sinal de perigo para os empresários desta área: a partir de agora, cuidado com o que escrevem em privado aos seus directores. Nunca se sabe se os escritos não vão parar, como por artes mágicas, à primeira página do jornal da concorrência.

i agora? Agora é a vez de Manuel Queiroz arrumar a casa, procurar sarar as feridas e sanear financeiramente o diário. Boa sorte!

Faltam 431 dias para o Fim do Mundo

Enquanto lá fora vamos conhecendo a realidade económica nacional, nós por cá continuamos a discutir casos judiciais. Não que estes sejam menos importantes que aqueles mas a situação está a ficar negra, muito negra e a verdade é só uma:

Os nossos dirigentes máximos não são capazes de governar o país. Se isto fosse uma empresa privada e um país civilizado, já estavam todos ou em casa ou na cadeia…

Sérgio Conceição, Scolari, a Nike e o azeite

Numa entrevista telefónica ao jornal i, Sérgio Conceição agita o frasco e o azeite começa a vir ao de cima:

Estive nove meses, mas a primeira reunião dos capitães – eu, Couto, Figo e Rui Costa – foi suficiente para o entender. Chamou-nos à parte e disse-nos que estava ali para treinar a selecção e dar o salto para um grande europeu.

Mas estamos a brincar ou quê? Mas que é isto? Um homem na selecção, que deve ser um privilégio, o maior privilégio, e ele só pensava em sair para um grande da Europa.

Mas brincamos ou quê? Falava em seriedade e disciplina. Aliás, afastou carismáticos, como Baía e João Pinto, com base na disciplina.

Isso é tudo muito bonito, mas ele não aplicava a regra. Nos almoços da selecção, a mesa dos jogadores é sempre maior que a dos treinadores, porque há mais jogadores que treinadores. Com o Scolari, não! A nossa tinha 18/20 pessoas.

A dele era maior. Mas estamos a brincar? Mas estamos onde? Ele levava os amigos brasileiros, os amiguinhos da Nike. Sim, porque ele é patrocinado pela Nike e entre um jogador da Nike e um da Adidas, escolhia sempre o da Nike.

Mas depois, lá vinha com a lengalenga da disciplina.

Então mas eu, que nasci em Coimbra, em Portugal, deixo-me ficar? Numa situação destas, deixo de agir? Mas estamos onde, pá? Que é isto? Ele ganhou o quê? Foi a uma final em casa e perdeu-a [Euro-04]. Mas há mais.

Há mais há,  a ler na íntegra.

Irão: Um Prenúncio de Morte – 2

Uma obrigação clara: ajudar e reforçar, com todas as nossas forças, a sociedade civil iraniana em revolta” – Bernard Henri-Levy no i de hoje.

Sou um leitor atento da prosa de Bernard Henri-Levy e é com enorme prazer que o leio no i todas as quartas. Ainda agora nas férias voltei a reler o seu “Vertigem Americana”, um livro fundamental para compreender a actual sociedade americana. “Mais do que nunca com o povo iraniano” é o título do seu artigo merecedor de leitura atenta. Colocando o dedo na ferida, explicando que Mousavi foi o mal menor para o eleitorado do Irão. Continuo a bater na mesma tecla. As mulheres e os jovens do Irão estão, paulatinamente a construir a mudança, a sangue, suor e lágrimas. Por isso mesmo, estas eleições fraudulentas são o prenúncio de morte do actual regime iraniano.

A Batalha da Água

A Blogosfera de direita costuma referi-lo pelo seu segundo nome de baptismo, “Anacleto”, algo que me provoca um daqueles sorrisos parvos a que todos temos direito. Realmente, Anacleto não condiz com a pessoa.

Ninguém estranha que só raramente concorde com ele. Por vezes acontece. Foi o que aconteceu ao ler a sua mais recente entrevista ao i. A meio da entrevista, Francisco Louçã afirmou ser completamente contra a privatização da empresa “Águas de Portugal”. Ora aqui está um ponto comum entre nós, pessoas de campos políticos diametralmente opostos. A privatização da “Águas de Portugal” não serve a ninguém. Perdão, serve aos felizes contemplados com semelhante maná e aos comissionistas deste negócio cuja grandeza de valores transforma em “peanuts” os milhões que o Real vai dar pelo amigo da Paris Hilton.

Foi a afirmação mais importante da entrevista de Francisco Anacleto Louçã. Espero que tenham reparado e que se preparem para esta batalha do século: evitar a privatização da água.